O namorado da minha irmã.
14 14.
Notas iniciais
— Bom dia — Tyler sorriu abertamente para mim. Ele estava preparando um café na cama para Ryan. Sorri amarelo.
— Bom dia.
— Ih, o que aconteceu? — virou-se para mim, preocupado.
— Nada…
—Sam…!
— É sério! — confirmei. — Não consegui dormir direito à noite, só isso…
— Hum… — cerrou os olhos, inquisidor. — Tudo bem… quer café?
— Sim, sim, por favor! — exclamei, e ele riu, depositando uma xícara de café na mesa á minha frente.
— Bom, preciso subir — disse, e passou por mim com a bandeja, me dando um beijo na testa. Suspirei, esfregando os olhos.
— Noite ruim? — a voz de Tom reverberou em minha mente, me fazendo estremecer. Levantei meu olhar até ele. Droga. Sem camisa.
— Pode-se dizer que sim — bufei.
— Quer conversar? — perguntou-me ele, sentando-se ao meu lado na mesa. Meus olhos rumaram direto para seu peito sem camisa.
— Hum…
— O que foi? — riu-se ele, e eu mordi meu lábio, resistindo a urgência de beijá-lo.
— É só sono — murmurei, e ele se sentou mais perto de mim.
— Eu te conheço. — Tom negou com a cabeça. — Algo está te preocupando. O que foi? — ele estava tão perto. Tão… rezei internamente para que aquelas memórias não voltassem como um furacão, e então o beijei, o pegando de surpresa. Suas mãos, quase que automaticamente, foram parar em minha cintura, mas então ele se separou, levantando-se. — O que…?
— Desculpa. — me levantei, suspirando. — Eu só… — ele não me deixou terminar, foi sua vez de me beijar apaixonadamente. Rumou suas mãos para meus glúteos, e então pulei em seu colo, e ele caminhou até a bancada da cozinha, me posicionando em cima.
— Eu senti tanto a falta do seu beijo… — sussurrou ele. — E do seu toque, e de você, e do seu corpo… — murmurou ele, com as mãos em baixo do meu pijama.
— Não! — exclamei, o empurrando. — Não quero transar. Ou voltar com você. Foi uma recaída. Só hoje. — expliquei.
— Tudo bem… — disse ele, arfando. — Sem problemas. Eu só preciso de você. — disse ele, descendo os beijos até meu pescoço. Mordi meu lábio para evitar um gemido.
— Eu te amo — murmurei, sem pensar. O calor do momento te faz dizer coisas estúpidas. — Eu senti sua falta como louca.
— Eu também te amo. — sussurrou em meu ouvido. Novamente, uma onda de êxtase inundou meu ser, e eu tive de fazer o possível e o impossível para não fechar os olhos de prazer e me manter sã. O empurrei lentamente. Sabia que se não parasse por aqui, talvez não pararia nunca. E o montinho em sua calça de moletom realmente me fez repensar minhas ações.
— Precisamos parar. — sussurrei, descendo da bancada, e tentando arrumar meu cabelo.
— O que te levou a fazer isso? — perguntou ele — Quero dizer, me beijar.
— Não sei, eu só… — suspirei, levando a mão até o cabelo, impaciente. — Eu sonhei com você. Não consegui te tirar da cabeça a noite toda, eu só precisava… te beijar.
— E, ainda assim, você diz que nada mudou. Continuamos só amigos.
— É melhor assim, Tom. Para mim e para você. — assegurei.
— Nunca vou deixar de te amar, sabia? — suspirou ele, olhando para o chão.
— Eu sei. Nem eu. — sorri fraco, passando por ele. Subi para o meu quarto, fechei a porta e caí no chão, chorando. Não posso fazer isso comigo mesma.
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