O número sete

7 Capítulo 5 - John


Nami apenas me encarou com um olhar assustado, o pacote ela já tinha conseguido esconder porém dar a partida e sair dali ia dá muito na cara e despertar a curiosidade da polícia e era algo que nós dois não queríamos no momento. -- Tira a blusa! -- A morena ordenou e eu fiz, afinal ela estava ali a mais tempo do que eu e assim que eu tirei a camiseta Nami já estava completamente sem roupa, excerto pelas roupas de baixo, meu olhar parou no corpo pequeno da mesma e ela notou e acabou soltando uma risada divertida. -- Assustado? -- Indagou balançando o cabelo para que o mesmo ficasse bagunçado enquanto olhava pelo retrovisor, a viatura estava mais próxima o que fez a morena subir em cima de mim. Meus olhos a encaravam sem entender nada. -- Nunca esteve com uma garota sem roupa dentro de um carro, John? -- Ela questionou desapontada, abrindo o botão e ziper da minha calça em seguida, para logo depois descer um pouco a mesma.

Eu estava assustado, surpreso e excitado, confesso. O volume sobre a cueca boxer vermelha que eu usava já era nítido e aquilo fez a asiática rir e se aconchegar sobre o meu colo, deixando com meu membro encostasse em sua intimidade. -- Nam.. Nami... — Gemi baixo quando a mesma se friccionou contra mim. -- É de mentirinha, John John. -- Ela disse aquilo de maneira incrivelmente sexy e eu não resisti e levei ambas as mãos até sua bunda onde a apertei, Nami escondeu o rosto da curva do meu pescoço e eu podia sentir sua respiração de encontro com a minha pele e o perfume que exalava do seu corpo, a asiática rebolava sobre o meu membro excitado e mordia o lóbulo da minha orelha, a cada toque eu deixava um baixo gemido escapar pelos meus lábios. -- Você é foda, hein. -- Murmurei e ela riu, notei a aproximação do guarda só quando o mesmo bateu sobre o vidro do lado do motorista, aparentemente o mesmo devia ter achado que a gente estava transando, pois um sorriso malicioso estava em sua boca. Eu também queria está transando com ela, ainda mais quando a mesma se levantou e me encarou com as bochechas coradas. Cara, que pecado desejar a mina dos outros, mas eu estava desejando. Antes que a mesma levantasse do meu colo para sair do veículo já que o guarda fez sinal para que nós dois descesse eu apertei as coxas da asiatica que deu um sorriso discreto e desceu.

—- Vou pegar minha roupa. -- Ela informou assim que eu desci fechando minha calça e o mesmo a segurou pelo braço negando com a cabeça, não entendi aquilo, mas entendi o olhar de cobiça nos olhos do mesmo. Aquele olhar me irritou o que me fez pigarrear para chamar sua atenção.

—- Então o casal estava tendo uma transa dentro do carro? -- Me questionou balançando a cabeça positivamente, apenas sorri irônico vendo um outro policial se aproximar. -- Vamos revistar vocês, mãos no capô do carro princesa. -- Ele informou e a asiática exsitante fez o que ele pediu.

—- Pra que revistar ela? Ela está praticamente nua, onde ela vai esconder algo? É só olhar. -- Questionei enquanto o outro guarda me virava do forma bruta na lateral do carro e começava a me revistar. -- Você quer ensinar o nosso trabalho? -- Me perguntou e eu neguei com a cabeça, meus olhos encaravam a asiática e as mãos do homem que percorriam seu corpo de forma nojenta e maliciosa. -- Ei! Já chega, né? -- Me pronunciei e levei um soco violento e doloroso na lateral do corpo, o que me fez arquear e notar que Nami arregalou os olhos apertados. -- Acha que só você pode se divertir com essa vadia? -- Perguntou e antes que eu pudesse raciocinar o guarda havia virado Nami de frente e estava tentando beijar a asiática que por sua vez acertou um tapa na cara do homem e cuspiu no mesmo.

—- Acha mesmo que eu iria trepar contigo? -- Ela cospe as palavras rispidamente e eu sorri de canto, essa era a Nami que eu conhecia. O ato fez o guarda se alterar e sair puxando a mesma pelos cabelos pretos Nami se debatia e batia no homem, no entanto ele aparentava ser mais forte do que ela, tentei impedir indo até eles, mas o outro me jogou no chão e entramos em briga corporal, ele dizia coisas baixas sobre a asiática, o que me enfurecia, pois a mesma era minha amiga. Entre socos, chutes e batidas de cabeça, só consegui escutar um disparo de arma. Baixei a guarda e fui rendido pelo mesmo que me enforcava contra o chão de terra, minha cabeça não estava mais ali, a minha preocupação se voltava para Nami e o disparo que havia ouvido. Não havia gritos, o silêncio tomou conta do lugar até o outro homem abaixou um pouco a guarda e enquanto eu tentava ao máximo me libertar do homem ouvi um novo disparo e as mãos do mesmo se afrouxarem sobre o meu pescoço, o corpo sem vida caiu sobre mim.

Não entendi o que estava acontecendo até tirar o corpo morto de cima de mim e me deparar com Nami segurando uma arma, alguns arranhões estavam sobre o corpo da mesma, inclusive um corte em sua bochecha, mas nada chamava mais atenção do que o olhar mortífero que a mesma carregava consigo, um sorriso brotou nos meus lábios ao vê-la. Ela estava bem. -- Nunca vi uma mulher semi nua matar dois caras. -- Disse me levantando, o que foi difícil já que uma dor lancinante atingiu minha costela e ela notou a expressão no meu rosto e veio até mim. -- Você tá bem? -- Indagou preocupada me ajudando a levantar, me reencostei no nosso carro e a encarei. -- Tu matou dois policiais louca. -- Informei e ela deu de ombros. -- Disse que eu era perigosa. -- Retrucou chegando bem proxima à mim, nossos lábios quase se tocaram e quando a mesma se afastou mordi o meu inferior observando o corpo da mesma. -- A baba tá escorrendo, John. -- Brincou indo em direção ao segundo homem, a morena revirou o corpo dele e pegou sua arma e a carteira, de onde tirou poucas notas de vinte dólares, em seguida jogou o acessório em cima do corpo desfalecido. -- Eles não eram policiais, dois bandidos que estavam afim de diversão. -- Informou i o i o6 dando a volta no carro e indo para o lugar do motorista.

—- Nami, eu quero morrer pelas suas mãos. -- Disse entrando com dificuldade no carona e rindo em seguida. -- Pede não que eu realizo o seu desejo. -- Ela retrucou de maneira incrivelmente sexy. Velho, que mulher. A mesma vestiu a blusa que estava usando antes do ocorrido e eu formei um bico com os lábios. -- Da outra forma estava melhor. -- Comentei com um sorriso malicioso nos lábios. -- De qual forma? Em cima de ti? Também achei. -- Ela pronunciou passando a língua pelos lábios antes de descer para colocar a calça. Suspirei e olhei pela janela o matagal do outro lado. Se não fosse mulher de amigo meu, sem dúvidas estaria por cima de mim.

Logo ela estava novamente dentro do veículo e seguindo o nosso caminho, seu olhar era fixo na estrada mais eu era capaz de notar ela desviar as vezes para me olhar. -- Cinco. -- Pronunciou e eu fiquei com uma cara de quem não havia entendido nada. -- Cinco o que? -- Perguntei voltando minha atenção para a mesma, mal havia notado mas a bochecha dela estava cortada, o segue já estava seco, toda via aparentava que ela precisava levar uns dois pontos, me aproximei um pouco da mesma e levei os dedos até o corte, ato que fez ela se encolher, me afastei. -- Já assassínio cinco pessoas se era isso que estava pensando. -- Ela me respondeu e eu abri a boca para falar algo, só que eu desisti e apenas afirmei com a cabeça.

Por algum motivo aquilo não me surpreendia, afinal ela acabou de matar dois homens e não demonstrou remorso algum. Umidifiquei meus lábios e a encarei. -- Certamente por um motivo. -- Disse depois de alguns minutos com um sorriso no canto dos lábios. -- Sempre há um motivo, John. -- Retrucou assim que estacionou o carro em frente a una loja de conveniência, e antes que a mesma descesse eu tive a impressão que uma lágrima rolou pela sua face. Por fim, eu fiquei ali vendo a garota mais segura de si se afastar.