O número sete
3 Capítulo 1 - Nami
A claridade do quarto irritavam meus olhos, meu corpo doía, parecia que um caminhão havia passado por cima de mim e a minha cabeça? Parecia que ia explodir a qualquer barulho de agulha caio ao chão. Sem dúvidas era os sintomas da ressaca que eu estava, havia bebido muito na noite anterior com o JP, o pior que foi uma bebedeira ao acaso, acabamos por nos encontrar em um bar e conversa vai, copo vem, me encontro aqui, em um estado deplorável. Pra ser sincera não lembro nem como cheguei em casa, mas eu cheguei e fora as dores eu estou viva.
Assim que abri meus olhos me deparei com o despertador marcando que já estava atrasada para a faculdade, me levantei com um pulo quando dei de fé e corri para o banheiro sem me importar com a dor lacinante de cabeça que eu sentia. O banho gelado, rápido e revigorante foi ótimo para mim, me fez despertar um pouco e as dores do corpo passaram momentaneamente também com ajuda do analgésico que eu tomei em seguida. Me troquei rápido, uma calça jeans skinny preta juntamente com uma regata folgadinha também preta. Meu cabelo costumava ser liso e sem volume, porém hoje ele estava igual um ninho de rato o que me fazia notar que a noite foi longa e agitada, mas eu não tinha tempo, então o prendi molhado mesmo em um rabo de cavalo bagunçado e frouxo por fim calcei uma bota de cano curto, peguei o celular que estava quase morrendo, chaves do carro, mochila e corri para o veiculo, precisava chegar na faculdade antes da segunda aula.
No caminho para a unidade mandei uma mensagem de sms para o homem mais perfeito do mundo JP.
" Hey, pretty boy! Como está a ressaca? Estou me sentindo um lixo. ACABADA. Meu cabelo está um ninho. ;-;"
Um sorriso se formou no canto dos meus lábios que por sinal estavam ressacados no momento o que me fez procurar pro um gloss no porta-luvas e passar em seguida, precisava mudar a aparência antes de chegar na aula ou o pessoal iria pensar que eu passei a me drogar além de me embebedar, toda vai eles já deviam achar isso, pois minhas influências não são aos melhores. Meu grupo de amigos é considerado o pior da faculdade, nele se encontra de tudo. É bem diversificado, mas existe algo em comum entre todos nós. Não seguimos regras. Excerto a Agatha, mas em todo lugar é preciso de uma cabeça pensante. Por sorte o trânsito estava calmo o que facilitava as minhas ultrapassagem nos poucos carros que seguiam seus caminhose em poucos minutos eu cheguei a faculdade, metade do tempo que eu costumo levar diariamente. Não demorei para adentrar a aula e enfim o meu dia estava começando.
Eu curso designer e praticamente amo, excerto algumas aulas e é justamente nessas aulas que eu "trabalho", resolvo os negócios de Gus, vejo onde será feita as próximas entregas e retiradas e escalo a pessoa certa para isso, que na maioria das vezes sou eu mesma, modestia a parte sou ótima no que eu faço sem contar que eu tenho a arma de número 51 que eu uso com frequencia; minha beleza. Porém dessa vez não estava trabalhando para o meu pai, era algo de interesse próprio e assim que as aulas terminaram eu me dirigi com o notebook em mãos para a saida e fiquei esperando a cambada de arruaceiros vulgo meus amigos aparecerem, o que não demorou muito.
—- Fala, japa! Imaginei que iria velar seu corpo hoje. -- Disse JP que se aproximava de mim no momento, ele vestia uma camiseta preta e calça jeans, porém suas feições estavam acabadas o que indicava que ele não estava muito melhor do que eu, mas era nítido o sorriso em seus lábios e que sorriso, quando o rapaz sorria ele se tornava a oitava maravilha do mundo e ele adorava quando eu falava isso pra ele, na realidsae ele adorava que qualquer pessoa aumentasse seu ego. Acho eu que ele só conseguia dormir depois de um elogio.
—- Estou brincando de the walking dead. Eu to morta, JP! -- Respondi com o desapontamento em minha voz. -- Por um acaso eu me droguei, foi? Nunca estive tão acabada. -- Conclui pensativa, tentando buscar na memoria fragmentos da noite anterior, foi quando eu senti braços envolverem meu pescoço e beijar meu rosto em seguida o que me fez sorrir.
—- Vocês dois não param mesmo de se aventurar na parte baixa da cidade, né? -- As palavras de Jordan nos fizeram dar risada, então me virei para selar meus lábios aos dele. Jordan era meu namorado há pouco mais de três meses e basicamente estávamos vivendo um momento bom, tínhamos os mesmos gostos e hábitos, fora que ele era o único dos cara que me relacionei que não causavam com minha amizade com o JP e muito menos achava que nós dois tínhamos alguma coisa. E sem contar que ele também era bonito, seus olhos escuros e a boca um tanto carnuda era uma combinação perfeita com as feições um tanto quanto delicada. Ele era ç alto, não muito mais ainda assim maior do que eu que tenho 1.58, seu corpo era magro mas definido e ele se vestia incrivelmente bem
Chamava atenção. Fim.
Fechei o notebook quando John e Mimi se aproximavam, ambos também faziam parte da turma e eram namorados, no entanto a garota com quem eu não simpatizava muito não levava muito a sério a fidelidade de um relacionamento e muitas vezes acabava na cama do JP e eu de mãos atadas por não falar nada para o John. Talvez ele merecesse, já que sempre era grosso com ela e com todos, principalmente comigo, tenho pra mim que ele possui algum ódio reprimido por mim.
—- Olha o casal mais lindo do mundo aí minha gente. Nem parece que os chifres do Jordan estão nascendo. -- Insinuou triângulo que se aproximava ao lado de Ahreum. O mesmo tinha esse apelido há muito tempo que por sinal foi o JP que havia dado, porém ninguem sabia o motivo e praticamente todos o chamavam assim. Triângulo era o cara da zoeira do grupo, o palhaço, aquele que dizia coisas sérias em meio a brincadeiras e ele também era bissexual o que implicava no fato deu achar que ele tem uma queda pelo Jordan, pois desde quando nós se assumimos o mesmo começou a implicar com a gente, sempre insinuando coisas sobre mim e o JP o que sempre me fazia revirar os olhos, e daquela vez não foi diferente.
Meu celular vibrou e eu me desvencilhei dos braços de Jordan que me encarava com as orbes negras e encatadoras, uma mensagem havia chegado, uma mensagem de uma pessoa que eu não esperava, uma mensagem de um comprador e dessa vez havia sido pra mim, não para o Gus, um sorriso largo se formou nos meus lábios quando eu li o conteúdo, era algo que mudaria a minha vida radicalmente e eu poderia colocar um fim ao que me perseguia. Os olhos de Jordan focaram na mensagem e um sorriso também apareceu em seus lábios, ele havia entendido o que aquilo queria dizer e o quanto seria fácil. Quase bobo. No fim já estava tudo ali, ou melhor todos. Os sete.
—- Eu quero todos vocês na minha casa hoje a noite, tenho uma proposta. -- Informei, pegando minha mochila e selando meus lábios na bochecha do JP para provocar o triângulo e sai dali de mãos dados com o meu namorado que me puxava.
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