Sollux Captor, um troll que agora tem 18 anos humanos e que aparentemente tem uma boa vida; mas é só aparente mesmo, sua vida estava muito amarga á alguns anos e ele já estava desistindo de tudo.

Era sempre bastante doloroso para ele, tudo na vida parecia bastante dolorosa.

Seu Lusos sempre o olhava com desprezo e o forçava a fazer coisas que não queria, alem de ser totalmente injusto... O de sangue amarelo era só um cara que gostava de ficar quieto e gostava de ficar em seu computador jogando. Que mal tinha que certas coisas não lhe incomodavam? Era tal mal assim não se importar simplesmente? Era maçante ter que fazer coisas que ele não queria apenas para agradar a outros.

Outro exemplo disso era seu namorado, Eridan, o soberbo troll de sangue violeta que parecia tê-lo mais como cachorro do que como namorado. Era sempre assim, se o Captor se aproximasse de alguém profundamente o Ampora sempre dava uma crise de ciúmes... Ou fingia que não se importava e lhe tratava mal, mas quando o mesmo fazia isso, o pobre captor tinha que calar a boca e aceitar ser jogado de lado, aceitar que tinha que ficar sozinho ao canto enquanto via o aquariano se divertindo e rindo com os outros...

Claro, às vezes Sollux pensava: "Não. Isso é pura bobagem minha." quando via que o Ampora mentia para ele ou reparava que tinha favoritismo por outros, que confiava mais em outras pessoas do que nele era de partir o próprio coração.

O geminiano sempre se perguntou se não era mais fácil terminar ou algo do tipo, mas não. Ele tinha imenso medo de ficar sozinho de vez, e por mais que doesse ele amava o Ampora como se fosse parte de si. Terminar com ele era como se partir em dois, era o fim.

Sollux achava que sua única habilidade era jogar, como amava jogar e como adorava saber e poder compartilhar aquilo com seu amado. Era um espaço onde ele se sentia segura e tinha alguém que ele realmente amava do seu lado era estar no paraíso... Até que isso ruiu, caiu em desgraça por conta de seu amado.

Para o Captor o importante era saber que ele podia fazer isso com o Ampora e que ele era o único, era algo especial... Algo que queria que os dois compartilhassem só entre eles... Mas seu amado parecia cansado dele e se afastou indo atrás de outros e achando até muito melhor que ele.

Sollux, por fim, se sentia sozinho... E a única coisa que queria era ser bom em algo e ter atenção, mas aos poucos ele via que não tinha habilidade para absolutamente nada... E que tudo que podia fazer era meramente chorar e encolher-se em sua cama.

Era o que ele fazia em tal instante, estava encolhido em sua cama, chorando baixo enquanto via dolorosamente seu amado jogando com outras pessoas e o deixando de lado.

E tinha medo de falar... De falar o quanto achava aquilo nojento e ao mesmo tempo o quanto o aquariano era hipócrita. Havia certas atitudes dele que não eram aceitáveis. O favoritismo dele com outras pessoas e o fato de sempre julgar... E quando era com ele... Ele se sentia mal, não? Então, por que fazer com outras pessoas? Não adiantava falar nada... O Ampora nunca o ouviria e ainda varia ele se sentir mal por isso.

Ele apenas continuava ali chorando... E chorando enquanto o sono vinha. Sempre achava que era melhor dormir do que estar acordado, pois no mundo dos sonhos era tudo perfeito e na vida real ele tinha que se machucar.

E assim... Ele dormiu.

Ali o Captor acordou, como um humano. Não tinha tanta diferença física, só sua pele era branca e seus olhos tinham uma heterocromia âmbar e azul.

Ele se assustou com aquilo, via tudo diferente de sua Hive, seu computador era ótimo, ao contrário da giringonça que tinha realmente, seu quarto estava curiosamente arrumado, o que era bem estranho já que ele não suportava fazer isso.

Ele bufava e se erguia da cama indo em direção à cozinha, já supondo que seu lusus estaria lá para ficar de blablabla, mas acabava dando de cara com um senhor, bem parecido com ele tomando uma xícara de café e lendo seu jornal da manhã.

— Vai á casa do Eridan hoje? – disse o mesmo erguendo o olhar a Sollux.

— Eu vou dormir lá. – disse inconscientemente.

— Tudo bem, o Mituna falou que vai dormir na casa do Kurloz mesmo. – ele ouvia aqueles nomes, já havia os ouvindo antes, lembrava que Mituna era seu dancestor, até que finalmente viu que aquilo fazia algum sentindo.

O Captor se tocou que sonhava com uma suposta boa família, onde visivelmente seu Ancestral era seu pai e seu Dancestor era seu irmão mais velho. Ele sorriu e largo com aquilo, era bom ver que não havia problemas em dormir na casa de seu namorado. Ver que era livre para fazer o que quisesse.

Então ele abriu a geladeira e via uma quantidade grande de mel com o seu sobrenome nele... Ótimo, a família devia ser a dona da maior empresa de Mel do país! Ele não parava de sorrir era tudo tão perfeito.

Ele curtiu sua casa “nova”, ele fuçava cada jogo maneiro que tinha, era como descobrir um mundo novo, um mundo perfeito. Era tão bom, que aquilo lhe deixava entusiasmado, ele queria deixar seu quarto impecável, entendo agora porque ele era tão organizado, estava tudo no lugar. Era simplesmente ÓTIMO!

Ele passou o dia jogando um de seus jogos favoritos, na companhia online de Karkat e Gamzee, entre altos xingamentos e risadas por motivos bizarros, era engraçado, sentia todo seu corpo bem com aquilo de forma que não sentia antes.

Chegou à hora de ver o Ampora, ele pegou suas melhores roupas no armário e as vestiu mais rápido que uma bala, precisava ficar lindo para seu amado e foi para casa do outro, com toda empolgação do mundo. Mesmo ele nem ao menos entendendo como sabia o caminho para lá.

—ED? – encarou o outro lhe esperando na porta e sorriu, era raro vê-lo fazer aquilo, mas seu sorriso ficou ainda maior quando o outro pulou sobre si e o abraçou bem apertado, como se fizesse séculos que não se vissem.

Aquele abraço durou bastante, era reconfortante, era quente, aquele abraço parecia tão real e tão acolhedor. Sollux ia apertando seu amado sem perceber e só ouvia o mesmo rindo de forma fofa e feliz.

Encarava bem seu amado naquele instante, vendo por aqueles óculos que o outro tinha belas íris roxas e a sua pele era basicamente pálida e macia, sua franja estava um pouco bagunçada por conta da agitação, seus fios eram loiros e sua franja ainda era um tom belo de violeta, seus lábios eram finos e delicados e sem pensar duas vezes o roubava para si.

Um beijo calmo, Eridan deixava-se conduzir pelo outro, sem guerrinhas típicas, era um beijo intenso, onde os corpos se uniam mais e mais como se estivesse tanto suprir algo que faltava, até que o maior se afastou.

— Ei, vamos entrar primeiro, ok? – o mais velho puxava Sollux para dentro da casa com certa presa e animação. – Já temos algum plano ou vamos só ver filmes mesmo?

— Não sei, ED. Podemos ficar vendo alguns filmes por enquanto. – Ele realmente não estava acreditando no que estava vivendo. Eridan não tinha planejado nada? NADA? Era mesmo um sonho ter a liberdade de ver que ele podia não ser tão calculista e perfeccionista.

As horas ali pareciam saltos, o filme se tornava os filmes, ambos fazendo comentários engraçados e rindo como nunca, estavam abraçados no sofá apenas com a luz da TV sobre si e cobertos pela mesma manta, o Captor sentia seu amado lhe usar como um travesseiro, ele estava repousado sobre seu tórax, abraçava-o mais uma vez como se não quisesse soltá-lo.

—Sol, você está bem? – indagou o Ampora bastante preocupado com ele.

— E-eu não quero acordar. – o Captor lagrimejava, ele realmente não queria abrir os olhos e ver que aquilo tudo era mentira e que tudo continuava a mesma coisa.

— E-Ei? Do que está falando? – Este não entendia o que se passava. – Eu te amo, ok? É isso que importa.

Sollux não sabia se chorava o se beijava o outro ele, então apenas o apertava mais em seu abraço e acariciava seus cabelos com calma, sussurrando diversas vezes que o amava, sussurrando como se fosse a ultima vez que iria dizer.

Eridan ficava assustado com a atitude do outro e logo sorria. Ergueu o corpo segurando o rosto dele com delicadeza e não se deixou desfazer o sorriso... O Sorriso dele era lindo, Sollux sempre almejou tirar aquele sorriso do Ampora, mas na realidade, ele nunca conseguiu.

— Seu sorriso é tão lindo. – Mesmo com a voz de choro, o Captor tentava dizer expressando felicidade e de fato estava feliz.

Era um sentimento tão complicado naquele instante. Ele não queria acordar, ele não queria dormir. Ele queria ficar ali, aproveitar aquela sensação por mais tempo, porem não era isso que ia acontecer não é? Uma hora ele ia ter que dormir e voltar a sua realidade. Era o certo, aquele não era seu mundo... Era só um sonho.

— Acho que esse chororo todo é sono. Vamos subir sim? Já devem ser umas 3 da manhã também. –comentou o maior, olhando o seu amado e limpando seu rosto.

— Mas Eridan!

— Vamos, logo. Hm? Vamos aproveitar que o meu pai não está em casa. – o Ampora levantava em um salto e ia puxando o outro para o andar de cima.

O pai de Eridan...? Sollux, por algum motivo, tinha noção que o Ampora mais velho era meio ranzinza e nunca deixaria eles dormirem juntos, deveras conservador apesar de ter aceitado até que bem o fato do filho ter um namorado. Ainda sim, dormir no mesmo quarto parecia algo muito pior, então, entendia bem porque da animação do outro.

Ele deixou ser levado pelo outro até o grandioso quarto, aquele ambiente tinha um tom de familiaridade, um tom de conforto como se já tivesse passado bons momentos ali. De modo automático se jogou na cama e fechou os olhos sentindo o outro caindo sobre si e lhe abraçando.

Era reconfortante, macio, intenso sentir aquele calor, aos poucos sentia os beijos em seu pescoço, uma caricia sobre seu tórax seguido de um pequeno beijo na bochecha.

— Eu adoro quando você faz isso... -Sussurra com um tom de saudade na voz.

— E eu adoro quando você fica assim, sensível... – o de olhos roxos devolvia o sussurro seguido de uma pequena mordida na orelha.

Ah... Aquele arrepio que passava pelo corpo do Captor era intenso, ainda mais quando sentia o outro dar fortes chupões em seu pescoço que lhe faziam suspirar.

Bom, era um jeito de ficar acordado, não era? Melhor que dormir e reparar que tudo aquilo era uma mera ilusão de sua cabeça... Aquele calor, aqueles toques, a ternura....

A intensidade fazia ele mergulhar, deixava o outro lhe usar com quisesse, sentia ele tirar sua camisa, abrir o fecha da sua calça abaixá-la de forma provocante até que a sensação dos lábios dele em sua pele... Fazia seus olhos abrirem.

Sim, ele havia acordado.

Olhou em volta vendo seu quarto, naturalmente bagunçado e revirado, e seu lusus na porta provável que iria lhe acordar daqui a alguns segundos.

Em um sorriso frustrado e triste, seu olhar ia em direção a sua cama.

— Não se preocupa, eu vou arrumar hoje. -Disse ao lusus vendo este da meia volta e ir.

Tudo que ele queria era voltar a aquele mundo para sempre... Dormir para sempre.

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