Notas iniciais
Espero que gostem, demorei por problemas na escola e tudo mais...


— Um ovo de Dragão...
Ao dizer aquelas palavras o ovo rachou, uma pequena lascas saltou to topo da pedra branca, caindo contra o piso de madeira do meu quarto, soltei o martelo e recuei, deixando por descuido, o ovo cair contra o chão. O impacto não causou dano algum à estrutura do ovo, é claro, porém por alguns instantes o dragão dentro da pedra parou de se movimentar. Quando estava perdendo as esperanças, começando a acreditar que o impacto havia matado o pequeno ser no interior da pedra... Mas então outra lasca do ovo voou para a direita, chocando-se contra a parede ao lado do meu computador.
Soltei o ovo e liguei o monitor do computador, movi a mão com velocidade contra minha câmera, e a liguei.
Apertei o botão REC, mas pouco antes de dar um segundo de gravação a filmadora explodiu na minha mão, manchando minha cara e minha camiseta branca de preto por causa da explosão. Recuei com a visão tapada pela fumaça e tudo que pude ver foi os restos do ovo rolando para direções aleatórias, até se chocarem contra paredes ou móveis e finalmente pararem.
Após alguns segundos a fumaça finalmente abaixou, olhei para baixo, onde o ovo estava anteriormente, mas não achei nada naquele local, percorri o olhar pelo meu quarto, sem ver o pequeno dragão.
— Tsc... Aparece, você ainda me deve o concerto da minha moto...
Percorri o olhar mias uma vez melhor quarto e notei uma pequena elevação na coberta da minha cama, revirei os olhos e me aproximei do meu local de dormir, levei a mão esquerda lentamente a coberta e a puxei para longe, tacando-a contra o chão, revelando por fim o pequeno dragão.
Seus olhos azuis celestes de fixaram em mim, ele moveu a cabeça dum lado para o outro e mostrou as presas pequenas e aparentemente bem afiadas, como se estivesse rugindo. Abri um pequeno sorriso e aproximei minha mão direita na direção do dragão tocando levemente a cabeça do mesmo. Uma explosão atingiu meu corpo, forçando-me a recuar, soltei um grito extremamente alto que ecoou pela casa toda, com as veias saltadas e com o corpo completamente dolorido, caiu contra o chão enquanto permanecia quieto com a mão esquerda pressionado a direita que ardia mais que o resto do corpo. Enquanto sofria em silêncio ouvi vários passos subindo as escadas e vindo em direção do meu quarto.
Minha mãe batia na porta, desesperada.
— Noah? Noah? O que aconteceu?
— N-nada... Est-tou bem. Podem i-ir. — Consegui falar, por mais que cada esforço piorasse a minha situação.
Fiz força para me mover, mas não consegui mudar sequer um dedo de local, pelo menos não por conta própria. O dragão ainda me olhava com aqueles olhos azuis, como se me analisasse. Tentei fechar os olhos, mas nem mesmo isso eu consegui, puxei levemente o ar e voltei a guardar a dor para mim.
Depois de um longo tempo, recuperei o sentido do meu corpo, que ainda estava tremendo bruscamente, manquei até minha cama e me deitei de mau jeito na mesma, com as pernas para fora do colchão e o tronco, os braços e a cabeça em cima dele. Ergui meu braço direito e fitei a palma da minha mão que estava dormente, um símbolo oval com forma dragônica brilhava em prata entre o centro e o “dedão” da minha mão.
— Gedwëy Ignasia... — Murmurei, enquanto o dragão branco aproximava sua cabeça do meu braço, apoiando seu longo pescoço em mim. Desta vez não houve reação alguma entre nossos corpos, mas pude sentir algo tocando minha mente, algo jovem, mas ao mesmo tempo esperto, novo, mas velho... Não sei bem como explicar... Era algo diferente de mim, um outro ser que partilhava meus pensamentos.
— Então... Essa é a conexão.
O dragão bufou e fechou seus olhos azuis. Arrumei-me na cama, tentando não acordar nem irritar o pequeno dragão e então fechei os olhos, começando a dormir.


Enquanto isso na Ordem dos Cavaleiros

Um pequeno homem de cabelos castanhos longos e de uma grande barba castanha escura parou a frente de uma porta gigantesca, muito maior que muitos dragões. Por alguns instantes o anão fitou os desenhos na porta, que retratavam a guerra contra Galbatorix. Ele poderia ter ficado parado ali por um bom tempo, observando as gravuras e tendo uma nova visão sobre a guerra, mas uma cabeça gigante bufou em seus cabelos, chamando-lhe a atenção.
— Eu sei... — Ele murmurou fitando o dragão cinza-metálico ao seu lado, este por sua vez, concordou com a cabeça e deu um passo a frente olhando majestosamente para a porta.
O anão começou a murmurar algumas palavras na língua antiga, mas antes de poder completar o feitiço que abriria a porta, a mesma fez um pequeno barulho, quase inaudível e se abriu, sem fazer se quer mais um ruído.
— Entre, Hrothgar. — Disse um homem de aparência élfica sentado em uma espécie de trono ao fim do longo salão que havia por trás da porta, a sua frente vários pergaminhos flutuavam por meio de magias, mostrando relatórios e coisas do tipo. Atrás do trono havia um enorme dragão azul-safira, este por sua vez, virou a cabeça, focando o olhar no anão e em seu dragão. Ao lado do trono estavam dois objetos de madeira que sustentável duas pedras cintilantes. A primeira pedra era de um branco extremamente polido e podia facilmente ser confundida com um ovo, se não fosse bem maior do que um, estava a direita do homem sentado no trono, a segunda pedra era dourada e igualmente polida, porém bem menor que a primeira, estava à esquerda do trono.
— Eragon-ebrithil. — Cumprimentou o anão enquanto adentrava o longo salão. Parou a mais de cinco metros de distância do trono e fez uma pequena reverência.
O líder dos Cavaleiros de um pequeno sorriso e parou por um instante para analisar o anão e seu dragão.
— O que te trás aqui Hrothgar, filho de Orik? — Perguntou Eragon, voltando seu olhar para os pergaminhos.
O anão não ficou ofendido por não ter total atenção de ser líder, pelo contrário ficou impressionado com a incrível capacidade que o “meio-elfo” tinha para focar sua atenção em múltiplas coisas. De tempo em tempo, pergaminhos se dobravam e flutuavam para lugares distintos, seja para mensageiros que os levariam para seus remetentes, magos que os transportariam por meio de magia para o lugar desejado, se fossem urgentes, ou para serem arquivados. Hrothgar também percebeu que apesar de ter grande parte de sua atenção focada nos pergaminhos, Eragon e Saphira, sua dracena tinham boa parte de sua atenção no anão.
— B-bem... — O anão deu uma leve gaguejada, mas logo se focou no relatório — Lhe trago duas boas notícias e uma péssima, Eragon-ebrithil.
— Prossiga... — Disse Eragon, movendo a mão direita para o lado, tirando dois pergaminhos da frente de seu rosto, focando o olhar no anão.
O anão observou novamente o rosto de ser líder, que apesar de nascer humano tinha a aparência típica de um elfo, qualquer pessoa que o encontrasse sem saber quem ele realmente é, o confundiria um com um dos habitantes de Du Weldenvarden.
— Bom... A primeira notícia, é que os reparos na parte leste da muralha terminaram, assim como a reposição e adição de feitiços de proteção.
— Isso é ótimo, Hrothgar peça a Fhalynn-elda que reforce os feitiços antigos e comece a coletar energia. Precisamos juntar 100 cristais grandes lotados o máximo possível de energia até o fim do mês.
— Certo senhor. A segunda boa notícia é que recebemos a informação de que Arya Drottning recebeu ouviu de um informante confiável que um humano encontrou oito diamantes, quatro negros e quatro brancos, nas redondezas de Dras-Leona.
Eragon ergueu uma das sobrancelhas, mas logo seu olhar se suavizou.
— Achamos que seja oito dos 12 diamantes do Cinto das doze estrelas, senhor.
— É possível, curioso, mas possível. Afinal em minhas magias procurei pelo cinto em si, não pelos diamantes, me culpo por ser sido estúpido em não pensar nisso. Mas, Hrothgar, quão confiável é essa informação?
— Ela veio de um elfo de confiança de Arya Drottning, então esperamos que seja totalmente confiável.
— Diga para Marben partir imediatamente para Ilirea. Quero os oito diamantes, juntamente com os outros quatro o mais rápido possível dentro dessa fortaleza, se eles os acharem antes de nós será ruim. — Eragon pausou por um tempo e pousou sua mão na pedra branca, por um tempo ele ficou calado, mas o anão pode senti-lo conversando com algo ou alguém. Ele então tirou a mão da pedra e murmurou algo na língua antiga, um pergaminho apareceu a sua frente, vindo de uma mesa do outro lado do salão, Eragon ergueu uma mão e escreveu algumas cosias rapidamente e então o pergaminho se fechou e se selou com magia e flutuou até Hrothgar. — Se encarregue que os mensageiros enviem isso em a maior urgência para Ellesméra.
O anão pegou o pergaminho e concordou com a cabeça.
— Se não me engano, havia uma notícia péssima, segundo você Hrothgar, vamos continue.
— Sim senhor. — O anão respirou fundo e começou a falar — Eragon-ebrithil deve se lembrar dos três ovos que estavam em Vroengard e não foram nem para os humanos, nem elfos, nem anões e muito menos para os Urgal, certo?
Eragon concordou com a cabeça.
— Eles deveriam chocar e nascer como dragões selvagens assim como a maioria, mas por algum motivo não chocaram nem nas melhores condições e quando tentamos dá-los a alguma raça eles misteriosamente reapareciam no cofre.
— Exato. Hoje de manhã fui checar o cofre, como de costume para ter certeza de que os ovos estavam em perfeitas condições e de fato, e ovo negro e dourado estavam, mas... Por mais que procurasse não encontrei o ovo branco. Falei com Otilamin, o elfo que fica de guarda no cofre e ele relatou que ninguém havia entrado no cofre nos últimos dias. Investiguei a mente dele e de fato ele estava falando a verdade.
A felicidade clara no rosto de Eragon sumiu, ele se levantou com brutalidade e pulou encima de sua cela em Saphira, que rapidamente abriu suas asas gigantes e saiu pela parte aberta do salão, voando rapidamente na direção do cofre. Deixando assim, o anão e seu dragão sozinhos na sala do líder.
Após algumas horas Hrothgar pode ver Saphira pousando atrás do trono e de trás dela Eragon saiu, voltando a se sentar no trono.
— Certo obrigado pela informação, Hrothgar, mas não consegui localizar o ovo de imediato, tentarei mais tarde.
— Certo... — O anão se virou para sair, mas seu dragão cinza o interrompeu e falou em sua mente “Está esquecendo-se de uma coisa” — A, sim!
O anão se virou e Eragon voltou a erguer a cabeça, fitando-o.
— Já ia me esquecendo, senhor. O nosso amigo de fora mandou uma mensagem, ele disse que a situação por lá está confusa e que ele sentiu uma magia forte nas redondezas.
— Bem... Acho que ele pode cuidar disso, não deve ser lá essas coisas, afinal está fora daqui. Bom, de qualquer maneira, envie uma mensagem avisando-o que tente cuidar disso por si só e que só peça ajuda se for extremamente necessário, não quero despachar um Cavaleiro para fora dos nossos limites sem um motivo muito bom.
— Farei isso imediatamente.
— Assim espero. — Disse Eragon, erguendo mais ainda sua cabeça, focando na porta — Mor’amr Grind!
Um pequeno estalo foi emitido ao fim da magia e a porta se abriu, sem fazer mais nenhum barulho. O anão montou em seu dragão e assim saíram voando para fora do salão de Eragon, indo em direção dos magos mensageiros.
— Guerra... Sinto que uma nova guerra está para chegar... — Murmurou Eragon, com pesar.

Notas finais
Significados das palavras:

Gedwëy Ignasia: Palma Brilhante
Ebrithil: Mestre/senhor
Dracena: Assim como Dragona, é um feminino de Dragão.
Du Weldenvarden: Uma enorme floresta, residencia dos Elfos.
Elda: honoraria para pessoa sábia.
Drottning: Rainha dos elfos.
Dras-Leona: Nome de uma cidade.
Ilirea: Capital Humana.
Ellesméra: Capital Élfica.
Vroengard: Antiga residência dos Cavaleiros de Dragão.
Mor'amr Grind!: Abra-se porta!

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