Notas iniciais
Espero que gostem. Abraços BabiEscreve

A estrada cheia de plantas, flores e árvores de todos os tipos logo a frente avistei a entrada da Fazendinha Céu Azul da minha família. Abri um sorrio enorme e meu coração parecia que iria explodir sentindo o cheirinho de mato verde que entrava pela janela do carro. Nós entramos pelo portão e dava pra enxergar onde os cavalos correndo de um lado no cercado e do outro dava pra ver a plantação de árvores com vários tipos de frutas.

— Esse lugar parece um paraíso, eu amo tanto a natureza e os animais. — Pensei baixinho enquanto olhava cada detalhe da fazendinha.

Mais à frente mamãe estacionou o carro na frente da casa e na varanda avistamos minha vovó colocando o café da tarde na mesa que tinha na varanda da frente da casa. Ela estava apenas nos esperando.

— Bem-vindas! Minhas queridas — Vovó falou assim que déssemos do carro. É veio direto dar um abraço em nós.

— Que saudade que eu estava de você vovó — aberto ela, mas forte ainda no meu abraço e sinto o cheirinho que só a vozinha da gente tem.

— Minha filha como você está tão linda — disse a vovó ao abraçar minha mãe — Não sabe o quanto de novidades eu tenho para te contar — acho que elas não vão parar de conversar enquanto não colocarem o papo em dia.

Enquanto vovó levava a mamãe para dentro casa, me direcionei a tirar as malas do carro. A primeira foi a da mãe, estava bem fácil de carregar, porém quando fui tirar a minha do carro a alça da mala quebrou de tanto eu puxar do porta malas e acabei caindo no chão com a bolsa em cima das minhas pernas.

— Misericórdia! — Gritei bem alto assustada a situação desengonçada que aconteceu.

Enquanto estava sentada no chão naquele momento constrangedor. No fundo escuto umas risadas, mas mamãe e vovó estavam dentro de casa. Procurei nos arredores da fazenda e avistei dois rapazes, está meio embasado por causa da distância. Um começou a se aproximar, ele saia do curral dos cavalos justamente no instante que eu cai, que vergonha...

— Você deve ser a garota nova da cidade! A senhorita Malu. Estou certo disso? — disse o rapaz moreno, alto e forte olhando pra mim e estendendo a mão para me ajudar a sair do chão.

— Eu mesma, quem es tu? — Disse em um modo engraçado

— Eu me chamo Noah e aquele outro ali no curral e meu irmão, mas velho, Gustavo.

— Legal. — Acenei para Gustavo, em seguida falei — Noah você pode me ajudar com a mala? Está muito pesada e a alça quebrou.

— Claro que posso.

— Vamos então — Virei de costas e sai andando em direção a varanda da casa. Percebi que Noah começou a dar umas risadinhas desfaçadas.

— O que é tão engraçado? Pode me contatar? Quero rir também.

— É que....

— Continue — falei bem séria desta vez.

— Digamos que você esqueceu de limpar a areia que sujou a sua calça quando caiu. — Noah deu um sorriso sarcástico e contínuo andando para a varanda.

Fiquei bastante irritada com a situação e sai andando mais rápido e passando dele, de alguma forma percebi que ele estava zombando de mim pela segunda vez. Esse caipira está brincando comigo, a próxima não vai ficar barato.

∆

Cheguei na varanda e sentada na mesa estava mamãe e vovó conversando altas novidades. A mesa estava posta com o café, pão, coxinha, o famoso bolo da vovó com um doce de chocolate que apenas ela sabe cozinhar.

— Malu, venha, sente-se aqui pertinho e me conte como anda nos estudos. — Sentei ao lado dela é apenas conseguia olhar para a comida.

— Ela está obcecada pela comida, filha. Deve estar faminta. Malu pode comer a vontade, fiz especialmente para você.

Estava pronta pra atacar p lanchinho quando ele chegou com minha mala nos braços.

— Vejo que você conheceu o Noah, Malu! — Vovó sorriu enquanto olhava para nós.

— Foi sim, vovó.

— O pai dele trabalha ajudando seu avô na plantação e coleta das plantas que cultivamos.

— Sim. Então meu pai com sabia que gosto de cuidar e adestrar alguns animais, pediu ao Senhor Fred para eu ajudar aqui na fazenda. — disse Noah todo orgulhoso.

— Nossa que legal — Disse a mamãe sorrindo enquanto eu fiquei calada apenas escutando e acenando com a cabeça. Decidi que não falaria muito com esse rapaz.

— Onde coloco a bolsa da Malu? Senhora Karen.

— Pode deixar lá em cima naquele quarto que você me ajudou a pôr a estante.

— Certo. Depois disso vou para casa senhora, preciso continuar com os estudos.

— Certo, garoto. — Disse a vovó para o rapaz.

Dei graças a Deus quando Noah foi embora, agora eu podia continuar com comento o lanchinho feito pela vovó. Mamãe continuava conversando com a vovó na mesa até que um carro parou na garagem da casa.

— Seu avô chegou, Malu. Ele estava ansioso pela sua chegada. — disse vovó

Então eu sai correto apara dar um abração em meu avô. Eu estava com muita saudade dele, principalmente das histórias de aventura na fazenda de quando mais novo. Agora como estou crescidinha posso procurar e conhecer todos os locais que contava.

Vovô! — gritei assim que o vi, corri e dei um abraço bem forte nele.

— Como você cresceu, Maria Luiza! Minha netinha está tão linda. — Sim, meu avô Fred apenas me chamava pelo nome completo.

— Vovó agora aposso encontra a caverna do lago e subir a montanha que o senhor sempre dizia em suas histórias.

— Hahaha — Ele deu uma risada gostosa — Venha minha querida, mas deixe isso para outro dia. Agora está tarde.

— Certo vovô!

— Vamos entra porque estou faminto, vim da cidade agora.

Acompanhei meu avô até a varanda para o café. Abracei de novo meus avós e a mamãe, depois subi para o quarto e desci as malas. Coloquei as roupas no armário correto. Deixei o notebook na escrivaria juntamente com alguns livros que queria lê nessas férias.

∆

Após descansar da viajem, desci as escadas e senti cheirinho de comida. Vovó estava fazendo a janta com a minha mãe ao lado.

— Boa noite — Disse a elas.

— Filha, descansou da viajem?

— Sim.

Olhei para o fundo e lá estava sentada na cozinha junto a elas. Minha prima Vanessa, com seis cabelos compridos. Ela tem 10 anos é uma pestinha, apronta muito com a vovó. Estava desenhando uma garotinha em cima de um cavalo marrom com branco lindo.

— Oi, Vanessinha. está desenhando o que?

— Malu! Você chegou — Ela me deu um abraço apertado. — Olha o que eu estou desenhando.

— Está desenhando muito bem Nensi.

— Essa sou eu montada no potrinho que vai nascer essa semana ainda. Ele vai ser meu melhor amigo e vou cuidar dele sempre.

— Vamos ver até quando essa empolgação vai durar... — falou a vovó — Vanessa, sabe que terá de dar banho e limpar o estabulo todo dia?

— Isso que eu quero fazer mesmo vovó. — Falou Vanessa toda agitada.

Essa situação me fez dar várias risadas. Do jeito que a Vanessa adora inventar novas brincadeiras o cavalo seria esquecido assim que o trabalho ficasse repetitivo, porém, não vou subestimar as crianças.

— Vovó, onde o vovô está?

— Seu avô está na fogueira lá fora Malu. — Ela estava concentrada no fogão.

— Malu estava doida para escutar novas histórias. — Mamãe me conhecia bem era isso que eu estava necessitando naquele momento.

— Vou sentar com ele, enquanto vocês terminam de cozinhar.

∆

A porta da cozinha dava para o fundo da casa, onde tinha uma fogueira que vovô sempre acendia a noite. Ao redor da fogueira avia banquinhos feitos com troncos de árvores e ao fundo a vista era incrível. Continha várias árvores enormes, dava para sentir o cheirinho de natureza. Nesse momento, avistei o céu cheio de estrelas e um vento forte assoprou no meu rosto e como sempre respirei bem fundo para sentir o ar fresco.

— Maria Luzia, junte-se a nós aqui na fogueira — disse vovó calmamente.

Noah sentado ao lado dele, estavam conversando sobre uma Égua branca que estava grávida de um potrinho que nasceria provavelmente está semana. Vovó perguntou se eu estava bem então a conversa fluindo, pedi a ele para contar uma de suas aventuras.

— Quando era mais novo decidi entrar na floresta — apontou para as árvores enormes no fundo — andei até encontrar um riacho e por sorte quando olho para direita enxergo uma montanha e por dentro dela passava o riacho.

— Onde fica essa local vovó? — estava curiosa.

Vovó deu uma risada gostosa e respondeu: — Queria, você terá que descobrir assim como sua mãe e tios.

— Eles encontraram?

— Sim, mas deve tomar cuidado porque pode se perde na floresta. Por isso, explore os arredores da fazenda apenas pela manhã.

— Tem certeza? — fiz uma carinha de choro para ele.

— É um conselho de seu avô experiente, Maria Luiza.

— Vou obedecer.

— O jantar está servido — Vovó gritou bem alto nos chamando.

Após a janta, conversamos mais um pouco. Quando deu a hora de dormir, eu estava exausta da viajem e amanhã haveria lugares para descobri e conhecer novamente a fazenda, pois fazia anos que não passava as férias com meus avós.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.