O motivo da minha espera.
3 Capitulo 3.
Capitulo 3.
Conseguindo informações.
Com três meses de viagem quase que sem descanso, Naruto e Sasuke haviam finalmente chegado à vila do som. O lugar estava desgastado, varias das casas havia ruído e as que sobraram tendiam a desmoronar a qualquer momento.
– Mais o que... O que houve aqui? – Naruto disse com os olhos esbugalhados. Os poucos aldeões dispersavam-se à medida que os ninjas avançavam. Sasuke seguia na frente guiando. – esse lugar está realmente acabado. Sasuke, você acha que vamos conseguir alguma informação aqui?
– Provavelmente não. – Sasuke respondeu. – Naruto, nós nos separamos aqui. – Disse Sasuke e antes de Naruto retrucar continuou: — dessa forma cobriremos uma área maior da vila. Nós nos encontraremos aqui dentro de três horas. –O loiro fez que sim com a cabeça e Sasuke se virou começando a caminhar na direção oposta. – E Naruto, tente não chamar muita atenção. – O ninja saltou sobre o telhado mais próximo e desapareceu aos olhos de Naruto.
– Esse teme... – balbuciou Naruto. O ninja começou a andar pela a vila. – Que lugar mais horrível. Dattebayo!! – ali perto, dois supostos shinobis da vila cochichavam sobre trivialidades mais ao notarem a aproximação do loiro trataram de sumir sobrando apenas à conhecida cortina de fumaça. – Droga! Desse jeito vai ser impossível arrancar qualquer informação desses caras. – Naruto cruzou os braços. – A não ser que... — Sorriu travesso e discreto sumiu no beco mais próximo. – Henge. – Naruto se olhou no espelho de uma vitrine. Dando uma meia volta sorriu satisfeito com o corpo feminino que havia formado, e aprimorado, graças a Hinata. – Valeu Hinata.
Sasuke caminhou por alguns quilômetros até avistar a enorme clareira que serviria de ponto de encontro com o informante designado. Cercado pela densa floresta Sasuke se apoiou em um salgueiro, suas folhas altas dançavam ao vento caindo aos pés do ex-nukenin.
– está atrasado, Sasuke. –disse o informante saindo das sombras e caminhando a passos lentos até Sasuke. – não gosto de ter que ficar muito perto de outras pessoas. Seja rápido. O que você quer?
– Serei. – Com um movimento rápido de mão Sasuke invocou uma cobra amarelada, esta olhou para Sasuke e ao receber autorização pôs para fora um pergaminho, desaparecendo logo em seguida. — Juugo, eu quero informações.
– não obrigue seus kuchiyose a fazer esse tipo de nojeira. – disse Juugo pegando o pergaminho. – o que é isso? – perguntou abrindo o pergaminho, seu conteúdo não fazendo sentido algum aos olhos do ruivo. – o que está planejando dessa vez Sasuke?
– quero que me diga se já ouviu alguma coisa sobre esse jutsu. – Ignorante a pergunta anterior Sasuke recolheu o pergaminho e o guardou novamente na bolsa. À volta pássaros se reuniam ao redor dos ninjas. – segundo o Hokage o pergaminho foi visto aqui por anbus que voltavam de missão. Não há motivo para mentir. – Sasuke tornou a encostar-se no salgueiro.
– eu ouvi algo coisa do gênero dos pássaros. – Juugo suspirou. Em sua mente confusa ouvia com uma freqüência enlouquecedora a voz de Kimimaru. O ruivo pensou por alguns minutos e com pesar resolveu ajudar Sasuke pela ultima vez. – O.k Sasuke, mais como recompensa quero que você nunca mais volte aqui. Estou tentando viver em paz agora que a guerra acabou.
– Como quiser. — Sasuke se virou. – Me mande uma mensagem se conseguir alguma coisa. – caminhando, o ninja apenas ouviu o cantar dos pássaros. — Ficarei na vila por mais essa noite, amanhã estarei de partida. Encontre-me aqui nesse mesmo lugar. – o moreno tomou o caminho mais a frente, desaparecendo completamente na penumbra das sombras das arvores.
Naruto caminhava à vontade pela vila, o corpo transformado atraindo olhares masculinos maliciosos ao loiro de curvas sinuosas. Ao percorrer a aldeia por alguns minutos o ninja logo viu o alvo de sua possível primeira investida: uma taverna caindo aos pedaços.
– perfeito. –Naruto disse. Sorrindo da melhor forma que conseguiu seguiu rumo ao estabelecimento. Ao adentrar o local o loiro torceu o nariz. O forte cheiro do álcool dominava o local em parceria ao odor de urina. – credo! Que lugar nojento dattebayo. – Naruto foi entrando mais a fundo na taverna, os muitos homens ali paravam para observar enquanto o ninja se aproximava do balcão de bebidas.
– posse te pagar alguma coisa? – disse o homem à direita de Naruto. Barrigudo e de idade avançada o ruivo desengonçado aproximou seu banco ao de Naruto. – Prazer, meu nome é... K-Kazuo. – bêbado Kazuo alternava o olhar entre o rosto e os seios de Naruto que ria internamente. – e então? Posso?
– Claro, por que não. – Naruto respondeu mantendo distância. – Kazuo-san, você não parece ser dessa vila. Está de passagem? – o loiro enrolou. – fiquei sabendo que daqui a alguns dias haverá um festival na vila. – Mentiu. Kazuo ergueu uma sobrancelha.
– Estou de passagem. Sabe, sou um ninja de outra vila, um ninja importante. – ele soluçou. – estou voltando de uma missão e parei um para beber um pouquinho. – Kazuo ergueu o copo derramando o liquido na calça. – Opa! Mais e você? O que ta fazendo num lugar de merda desses?
– E-eu? – ele assentiu. – Acabei me perdendo. – Naruto sorriu amarelo. Pensando em o quão bêbado Kazuo poderia está para acreditar naquela história. – estava viajando em grupo e acabei me perdendo na floresta, foi quando acabei aqui. – Kazuo deu de ombros.
– É uma pena mesmo. – Ele pousou a mão na coxa de Naruto deslizando-a devagar para as nádegas apertando forte a região. Naruto congelou e até sentiu o rosto quente de raiva. – mais não se preocupe com isso loirinha. – se aproximou e sussurrando disse: — eu cuido de você.
– A-ara, que apressadinho, Kazuo-san. – Naruto segurou a mão de Kazuo. O som ao fundo na taverna se intensificou chamando a atenção de todos por um momento. – Kazuo-san, sobre o tal festival...
– Esqueça, não sei onde ouviu isso mais é tudo invenção desse povo maluco da vila. – Kazuo bebericou o copo. – Eles não fariam nada na vila depois da confusão que houve há alguns dias. Seria suicídio.
– Bingo. – Naruto pensou. – O que aconteceu na vila para inventarem uma dessas?
– Por que está tão interessada? Por acaso você é um ninja disfarçado é? – brincou. Depois de tomar mais alguns goles da bebida Kazuo se levantou puxando Naruto pelo braço. –Aqui está quente, vamos para um lugar mais arejado.
– O.k. Então, me mostre o caminho. – Kazuo sorriu malicioso. Seguindo até a porta cambaleando Kazuo colocou a capa, o símbolo da vila da nuvem cravado em suas costas despertou em Naruto curiosidade sobre a missão do ninja a sua frente.
Caminharam juntos até o segundo andar da taverna. O local desorganizado pendia de uma segunda mão de tinta nas paredes esburacadas e mal cheirosas. Ao fim do corredor uma estreita escada caracol denunciava um sótão de paredes escurecidas e para surpresa dos ninjas, bem cuidadas.
– Pronto, chegamos. – Disse Kazuo. Naruto sorriu desdenhoso e empurrando Kazuo com o pé para dentro do minúsculo quarto sacou uma kunai. – Desgraçada! O que você está fazendo? –Kazuo gritou. Ainda tonto Kazuo empurrou Naruto que novamente chutou o mais velho. – Quem você pensa que é sua...
– Chega de brincadeira, seu velho nojento. – Naruto estalou os dedos, satisfeito com a indignação evidente de Kazuo. – agora você vai me dizer exatamente tudo o que eu quiser saber.
– E como acha que vai conseguir isso? – Kazuo levantou cambaleante. – Não há motivo algum para eu dizer q-qualquer coisa que seja para você. N-não seja ridícula!
– É difícil levar a sério quando você fica gaguejando dessa forma. – Naruto riu. -É sério! Não da para saber se você gagueja por está com medo ou por está tonto de bêbado, dattebayo. – Naruto avançou alguns passos. Uma kunai de ponta vermelha dançava entre um dedo e outro. Kazuo tentou se afastar e deu com as costas na parede.
– Não se aproxime. – Ele gritou e juntou as mãos em um selo de fogo forçando o ar a penetrar nos pulmões. – estou avisando e... O que? NÃO! – Naruto suspirou enquanto via Kazuo ser parcialmente engolido por um de seus sapos. O mais velho gritava e se sacudia a fim de se livrar da pressão nos músculos, foi assim até restar apenas à cabeça para fora da enorme boca do sapo.
– Se eu fosse você eu não me mexeria muito. – Naruto guardou a kunai. – agora quero que me responda algumas perguntas. — Kazuo abriu a boca e dela, o que restou de seu ataque anterior foi expelido contra o rosto de Naruto. – Ah! Isso dói! – Naruto gritou. Com as mãos no rosto ele girava e batia o pé contra o chão. – Seu desgraçado. Gamatsuki pode engolir.
A brisa do inicio da primavera invadia a sala de reuniões do clã Hyuuga. Na sala estavam os principais membros do clã: seu líder, conselheiros e Hinata que aguardava uma “sentença” adequada para o seu caso.
– Hinata-sama, como nós já havíamos mencionado antes com seu pai... – Houve uma pausa. Hanabi havia entrado na sala se desculpando pelo atraso e após uma reverência ao pai ela se sentou ajoelhada próxima a irmã. – Hinata, nós sabemos de seu caso com Uzumaki Naruto, mas você deve saber que como membro do clã Hyuuga e, principalmente, como herdeira da casa principal do clã você não poderá continuar com esse seu romance.
– vocês não têm esse direito. – Gritou Hanabi. – por que acham que a nee-san vai acatar essa ordem? Vocês não podem ficar querendo controlar a vida dela dessa forma, não é nee-san? –Ela olhou do pai para Hinata. –Nee-san... –Hinata olhava firme para o chão. Suas mãos tremiam e ela parecia não estar mais ali. – Nee-san! – Hanabi gritou.
– Hanabi, não pense que nós não pensamos em sua irmã. – Hiashi disse olhando para Hinata que ao ouvir seu nome procurou imediatamente o dono daquela voz. – Mais Hinata você deve pensar também no bem do clã. Você deve pensar em como essa relação pode afetar o clã Hyuuga como um todo.
– Como assim? – Perguntou Hinata. – Como meu relacionamento com o Naruto-kun pode prejudicar o clã? Eu não consigo entender...
– o Byakugan deve ser mantido como um dos segredos mais bem guardados do clã Hyuuga, Hinata. – Disse o ex-chefe do clã. –Nós da casa principal devemos proteger a todo custo essa habilidade, matar ou morrer por esse segredo é um dos nossos deveres como membros desse clã. – Ele olhou para alguns membros da bouke que montavam guarda. – você deve entender que seu relacionamento com o Uzumaki não pode ir além do que está agora. Casar e ter filhos com alguém de fora significaria o fim desse segredo Hinata.
– Vocês não podem fazer isso com ela. –Hanabi se manifestou. – Nee-san ama o Naruto. Ama desde muito tempo. – Ela se curvou perante o pai e chorando implorou: – Por favor, não façam isso com a nee-san. Por favor... – Foi impedida de continuar por Hinata que a abraçou forte encostando a cabeça da irmã entre os seios. Hinata também chorava. – Nee-san.
– Hanabi-chan, por favor, não chore assim. – Hinata olhou para o conselho e logo em seguida para o pai. – Otou-san, eu uma vez prometi que não ia deixar o Naruto-kun. – Com um sorriso ela imaginou-se no colo de Naruto quando os dois saiam da caverna que conectava a terra e a lua e depois lembrou quase que imediatamente da noite que teve com ele. Hanabi se afastou e Hinata pôs as mãos sobre o ventre. – E eu não volto atrás com a minha palavra.
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