Pesadelos.

Pesadelos, são os motivos do meu despertar, eu via mortes, dores, eu estava sentindo aquele sofrimento alheio que minha mente criou. Há algumas semanas atrás isso seria loucura, eu ia me internar, mas com o passar do tempo a gente acostuma com as idéias novas que foram trazidas (a força) pra nossa vida.

A vida é isso, um dia você está secando o cabelo, e o seu único secador de cabelo quebra. Ou você vê um sapato perfeito na loja, e está em promoção, mas você usa tamanho 36, mas tem todos os números menos o seu, e você tenta levar um menor e se acostumar, e seu pé machuca e sangra, u um número maior, que a cada paço ele sai do seu pé. Essas situações já aconteceram comigo, e foram bem piores do que parece.

Devo ter pensado demais no caminho para Linphea para já estarmos chegando... Mas como eu não tenho esse hábito horrível de "pensar", eu devo ter apenas dormido muito...

–Bom dia flor do dia. -Flora me acorda, e me entrega uma rosa branca.

–Obrigada. -Tento agradecer mantendo um sorriso no rosto.

Ela senta-se ao meu lado.

–O que a rosa branca representa? -Tento me lembrar de algo que aprendi na escola, até me lembrar que não aprendi nada, apenas como dormir, ou que é possível se formar com notas abaixo de zero.

–Muitas coisas lindas, mas principalmente paz. -Ela sorri. -Stella eu estou indo pra Linphea e eu conheço tudo lá, vamos conseguir, eu prometo. -Ela me abraça.

Eu estava quase acreditando que iriamos conseguir, mas como diz meu pai "quase", nunca é suficiente, principalmente para alguém da realeza.

–Hora do pouso galera, se segurem que vai ser complic... -Sky não termina sua frase.

Gritos, somos atacados por duas árvores imensas.

–Cuidado!!! Estamos sendo atacados por pinheiros!!! — Grito, e começo a correr pegando minha bolsa.

–Stella, isso não são pinheiros... -Flora olha pra mim, com um olhar de surpresa.

Eu não sei com o que ela está surpresa, quando pequena não diferenciava nem uma margarida, de uma orquídea. E outro, árvores são mais complicadas, todas tem a mesma cor, marrom e verde. Na verdade não vejo nenhuma diferença.

–São carvalhos? -Pergunto com um sorrisinho, torcendo pra estar certa.

–Não, isso são salgueiros, a diferença entre os salgueiros, pinheiros, e carvalhos são... -Flora é interrompida.

–Não creio que seja hora de aula de herbologia... -Tecna fala. -Estamos sendo atacados.

Concordamos.

–Magia Winx, sirenix! -Em um constante grito, nos transformamos.

Voamos até a saída de emergência, até chegar a frente da nave, e um aroma doce saia dos salgueiros. Me relaxou tanto, que comecei à adormecer. Comecei a cai lentamente, minhas asas e eu, ficamos imoveis.

–Rede digital. -Tecna me salva de cair de uma altura que eu teria que dar graças ao senhor, se eu chegasse no chão antes dos 60 anos.

–Obrigada. — Respondo ainda fraca.

Um do salgueiros soltou a nave, e tentou nos chicotear com seus galhos. Era impossível desviar de todos ao mesmo tempo, e a medida que o aroma ficava mais forte, mais fracas ficamos.

–Flor de lótus.- Flora tenta revidar.

Nenhum efeito, e não é porque Flora esteja fraca, e sim porque era quase indestrutível.

–Tive uma ideia. -Musa fala baixo. -Tive uma ideia praticamente gritando agora.

–Então coloque a ideia em prática antes que você morra. -Me irrito.

–Voz de Sirenix. -Musa grita. — Socorro, estamos sendo atacados por salgueiros.

Ela grita tão alto, várias e várias vezes esse pedido de ajuda. Sua voz sai suave, e alta. Tão alta que eu, as winx, e os salgueiros ficam incomodados. Ela leva uma chicoteada nas costas, de dois galhos do salgueiro, e sai girando pelo ar, até um guarda do palácio de Linphea a segura no ar. Ele mais cinco guardas, apareceram voando em joaninhas de diversas cores.

–Você está bem linda fada. -O guarda pergunta.

Começo a ouvir ruídos, e é ligado o microfone da nave dos especialistas.

–Linda, e comprometida. -Riven conclui.

–Riven, você está ouvindo? -Musa indaga.

–Cada palavrinha. -Ele fala.

Enquanto eles conversavam, os outro cinco guardas domaram os salgueiros com um pó de rosas. Eles voam em direção ao castelo e nos chamam para ir juntos, onde somos desintoxicadas do aroma do salgueiros, em uma pequena casa no meio de algumas rosas, e árvores.

Segundo a senhora que nos ajudou, o aroma que respiramos era algo que fazia mal aos pulmões. E que continha também uma toxina que era capaz de nos fazer dormir.

Saindo de lá, a senhora vai em nossa direção.

–Ela não pode ir. -Aponta para Musa

–Como assim? -Musa pegunta.

–O salgueiro te chicoteou nas costas, com dois ou mais galhos, certo? — A senhora pergunta.

–Sim. -Musa responde.

–Você foi envenenada. A ferida não dói agora, mas daqui alguns 20 minutos, estarás se contorcendo de dor. A ferida é momentânea, ela fica 5 segundos visível, e depois, você morre se não for tratada. -A senhora explica.

–Musa, tente ficar, vai ser melhor assim. -Flora explica.

–E o guarda que te ajudou, deixou esse saquinho de pó de rosas encantado, o mesmo que ele usou nos salgueiros. Não sei o motivo, mas fique feliz, são raros. -A senhora ri, e fica visível seus três únicos dentes.

–Ficarei. -Abraços e despedidas, após Musa aceitar.

–Eu ficarei também não tentem me impedir. -Riven fala.

Não podemos fazer nada, além do que fizemos, era apenas sair pela porta, e desejar que tudo voltasse ao normal, é um sonho talvez longo, mas espero acordar e ver que tudo foi minha imaginação, mesmo sabendo a verdade.

Ainda temos 40:12:22 no relógio esmeralda.