Estamos aqui, olhando-a.Ela está cheirando algumas margaridas no jardim do palácio de Eraklyon, com um vestido vermelho, um pouco acima de seus joelhos, em um tom de vermelho-vinho, com um belo salto vermelho-paixão. Seus cabelos são balançados pelo vento, no balançar de seuscabelos, vejo um brilho vindo do topo de sua cabeça. Sim a joia, está com ela. Diaspro.

Estamos aqui winx, e especialistas no gramado, cerca de trinta metros, um frio passa pelo meu estômago, um arrepio sobe em minha nuca. Engulo a minha própria saliva, em momento de desespero. Vejo que ela está parando de sentir o doce aroma das margaridas. Diaspro parece feliz, mas é provável que ao virarela não goste do que veja.

Seus olhos estão em direção aos meus. Meu corpo está rígido como uma pedra, e me sinto nervosa.

–Diaspro... -Falo.

–Futura defunta. -Ela fala com uma piscada irônica.

–Diaspro eu quero essa pedra do teu cabelo. -Peço com o máximo de gentileza que consigo, que para a Diaspro é quase um grito.

–Não. Vou tomar chá, beijos. -Ela tenta se retirar.

–MAGIA WINX SIRENIX -Ouço alguma winx gritar.

Olho pra trás, e não vejo nada, tomo um impulso repentino, e volto a olhar pra Diaspro. Bloom voa em sua direção com fúria, sua mão direita, está com uma chama acesa. Bloom agarra ela e atravessa um muro de folhagem.

–Diaspro, transformação. -Diaspro grita.

Eu vejo elas correndo uma em direção a outra, segurando as mãos, em uma disputa física, e não mágica.

–Não deveriamos, você sabe... Parar essa briga? -Flora pergunta.

–Não, Bloom queria isso, eu vi em seus olhos azuis. O brilho deles estava fraco na nave, precisava de algo, e talvez seja isso que ela precise. -Respiro fundo.

Enquanto conversamos, ouvimos uma explosão. Corremos e descobrimos que ninguém venceu. Diaspro segura sua pedra com os dedos, e a deixa cair no chão de proposito. Coloca seu salto por cima...

–Vou quebrar, a não ser que... -Ela sorri.

–Que... O que? -Estou perdendo a paciência.

–Vocês, winx e especialistas vão colocar um feitiço temporário pra não falar nada. -Ela balança a sua mão, e vejo que duas de suas unhas foram quebras, porém todas perderam esmalte.

Uma luz surge em minha boca, e na de todos aqui... Exceto Bloom... Ela pode falar.

–Agora fiquem estátuas... -Diaspro fala. -Amo manipular. -Completa.

Estou perplexa, ela parece saber de tudo antes de a gente fazer qualquer coisa... Não posso falar, nem me mover, mas posso sentir um enjoo vindo... Diaspro...

–Por fim, eu quero que a Bloom seja minha refém pessoal, ela vai ficar trancada, sem poder reclamar, nem nada, o que eu faço, ela aguenta, feitiços, poções. Tudo. Por três dias. Vocês tem esse tempo para juntar a última joia, terminar a busca, caso contrário. Ela sera minha, para sempre. -Ela ri.

Bloom parece perplexa, ela responde mas todos estamos incapazes de opinar, a Diaspro pensou em tudo. Queria dizer algo, mover a cabeça, nem posso chorar.

–Eu aceito, quebre o feitiço, leve-me. -Bloom deixa escapar alguma lágrimas.

–No acordo dentre as pedras preciosas de Eraklyon? -Diaspro conclui.

–Sim, se for pra você calar a boca. -Bloom se irrita.

–Ótimo.

Bloom recebe um talismã, uma esmeralda pendurada em um colar, e assina seu nome nela. Achei estranho...

Diaspro estala os dedos.

Seu feitiço é desfeito, corremos em direção a Bloom, que é forçada por Diaspro a criar uma barreira de chamas, ela está com correntes nas mão, pés e pescoço. Esta sendo torturada, ela está chorando, ela está sumindo... Sumindo de meus olhos.

Minha amiga se foi.

–Sky o que é aquele acordo? -Pergunto em desespero.

–Um acordo feito antigamente, ele é consagrado com uma joia de Eraklyom, ele tem sempre uma consequência pra quem não cumprir, nesse caso Bloom será de Diaspro. Temos três dias. -Ele fala enquanto pega uma esmeralda no chão que vira um relógio, e mostra nosso tempo...

Vejo lágrimas em seu rosto, ele deve ter visto Bloom sendo levada a força e para ninguém isso foi confortável. Bloom virou escrava de Diaspro, ninguém pode impedir, me sinto culpada, Angustiada. Só posso ajudar ela agora.

Entramos na nave, e eu abraço sky.

–Vai dar tudo certo. -Ele fala, com seus lábios carnudos em contato a minha bochecha. Sinto um arrepio de alívio.

–Vai sim.

Lágrimas caem de meus olhos...