O mistério da Ilha - Os perseguidos.
1 Formandos a bordo
Notas iniciais
A felicidade as vezes pode se tornar em um grande desespero
‘’O importante não é vencer todos os dias, mas lutar sempre.’’
Eram quatro pessoas com uma mascara no rosto, uma delas completamente fria. Ela carregava um corpo e jogava o mesmo no chão. Não dava pra saber quem era, minha visão estava completamente embaçada, só conseguia enxergar pequenas marcas no rosto, A voz do mascarado era masculina, porém o som também era destorcido. — Enquanto houver vontade de lutar haverá esperança de vencer. – A pessoa apenas ria. – Eu vou matar cada um de vocês, até não sobrar mais nenhum. Bem vindo ao meu mundo. – O homem tirou um facão de seu bolso e cortou a perna da pessoa, fiquei desesperado mas não conseguia me mexer. – Vou cortar cada partezinha do seu corpo, até a sua morte. – A pessoa torturada chorava muito, e implorava para o agressor parar, mas era em vão. O homem cortou a outra perna, depois os dedos das mãos, emendando os dois braços. A vítima já não tinha muita reação, jogava sangue pela boca e apenas chorava.— Você vai achar que sou uma má pessoa, que não tenho coração e tudo mais, é ai que você se engana, seu nome estará na minha parede pra sempre, com sua foto destroçado. Foi um prazer imenso conversar contigo hoje, uma boa ida para o inferno, um dia nos encontramos lá. – Alisou o facão cheio de sangue, começou assobiar, lentamente foi erguendo olhando em minha direção e parou. — Você é o próximo! — Degolou a pessoa.* semanas antes*Era sexta feira a noite, dia de barzinho, o pessoal já se animava porque é dia de ‘’relaxar’’. A faculdade era muito corrida e como era o ultimo semestre, todos só queriam a chegada de SEXTA FEIRA. Éramos em 22 pessoas na sala.— Não aguento mais essa aula chata, falta quantos minutos pra gente correr pro bar Rodrigo? – Erick com uma cara de poucos amigos me perguntava. — Acabou de começar a aula velho. – Fui sincero, não fazia nem um minuto. Erick tem um temperamento curto, mas sempre foi um dos meus melhores amigos, a gente sempre se entendeu, assim mesmo saindo na porrada algumas vezes. Ele tinha uma paixão platônica pela Gilabel, uma garota de cabelos cacheados e que chamava a atenção, vire e mexe eu pegava ele babando pela guria assim mesmo sempre negando.— Porque você não senta do lado dela?— De quem? – Erick totalmente disperso tirou o olhar dela e olhou pra mim.— Da sua mãe! – Henrique chegou rindo da cara dele, e jogando uma bolinha de papel — Aproveita esse papel para limpar a baba. A classe toda percebeu e começou a rir, Henrique era o ‘’ Palhaço’’ da turma, ficar perto dele era risada na certa. Enfim deu o horário, todos alegres e saltitantes saímos da faculdade e fomos direto para o barzinho que era bem na frente. Ultima sexta feira faltando apenas uma semana para acabar um ciclo que marcou as nossas vidas, ficamos a madrugada toda bebendo e contando as historias boas e ruins, alias foi uma prova coletiva, muita gente chegou a sair e só ficou quem tinha que ficar. Mas ainda não é um clima de despedida, a viagem está garantida para a nossa grande festa de FORMATURA. Uma semana se passou e o grande dia chegou, último dia de aula depois de quatro anos de muito estudo. Acordei bem cedo e tomei um café bem lentamente, acho que foi o café mais demorado da minha vida. Acordei bem diferente, um aperto no coração e ao mesmo tempo com um pensamento de ‘’missão cumprida’’. Meus olhos enchiam de água quando as lembranças surgiam em minha mente. Levantei e resolvi sair um pouco, a aula só era a noite porem eu precisava respirar realmente não estava me sentindo bem. Peguei meu carro e fui até o parque da cidade apenas ver a paisagem e me energizar, nisso acabei cochilando.— Você acha mesmo que sua missão terminou? È aí que você se engana. Agora que a missão vai começar. – O vulto dava risadas aterrorizantes. — MORTES! MORTES! MORTES! PERSEGUIDOS! MORTES! PERSEGUIDOS! MEU JOGO! — A risada foi aumentando, tudo começou a girar.— Meu Deus o que foi isso! – Acordei completamente assustado e notei que já estava no fim do dia. Olhei o relógio e faltava meia hora pra começar a aula. – Cacete, dormi o dia todo nesse parque!! Sai correndo até meu carro ainda pensando nesse pesadelo horrível, cheguei na faculdade atrasado no ultimo dia ~que beleza heim~ eu ainda estava zonzo pela situação e nem percebi que tinha um pé na minha frente e fui de cara no chão.— Que merda é essa!?— Isso é por se atrasar no ultimo dia! – Henrique que tirava o pé gargalhava, junto com toda a classe, até mesmo o professor— Até no ultimo dia de aula você ta no mundo da lua Ro. – Gabe me ajudava a levantar, rindo.A ultima aula continuou e parecia que era a aula mais demorada de todas. O professor parecia emocionado também até porque a nossa turma era a mais elogiada da faculdade.— È uma pena que o nosso colega Lucas Lyu não esta presente nesse ultimo dia de aula... Nos vemos na colação de grau depois da festinha de vocês. Juizo crianças! — Ele olhava o relógio. – Juizo porque a partir de agora, somos colegas e amigos. – Ele pegou seu celular e mostrou pra gente, o horário que terminava a aula. FIM! Todos se abraçavam, uns chorando, outros dando graças a Deus, outros simplesmente sem reação. Nos reunimos e gritamos: --- FIM!!!! * DIA DA FESTA DE FORMATURA*— Me solta por favor, eu te imploro! — Lyu estava amarrado em um local estranho, parecia uma ilha. – Onde estou? Porque está fazendo isso comigo...
— xiiiiu. Não continue. Se falar meu nome será pior para você. – A pessoa pegava uma mascara da mochila,colocando e dando pequenas risadas. Logo em seguida pegava um facão do bolso, junto de uma mascara de mergulho, colocando em Lyu. — Você tem sorte, é o primeiro do meu tabuleiro a participar do meu jogo. Estamos exatamente no navio, com destino a ilha que combinamos de passar nossa festinha de formatura HAHAHAHA. Bando de falsos e hipócritas, agora é tudo alegria, eu sabia... Eu sabia! Nunca gostei de ninguém, nunca gostei dessa merda de faculdade. E ao longo disso planejo esse dia a anos! – Ele levanta com uma risada sarcástica, com seu facão na mão. A buzina do navio alerta a todos que dará partida. – Vixe... Queria ficar mais tempo conversando com você, mas parece que estamos indo pra festa né? Ta ansioso? Eu to! Tenho noticias boas, você vai com a gente!— Por favor, não faça nada comigo! – Lyu chorava desesperado. A buzina tocava novamente.— Acabou Lyu... – Da risada sarcástica, o homem fechou a cara. Deu três passos para trás. – Levante! – Lyu com dificuldades se levantava, se tremendo. Seus olhos enchiam de água. — Se sinta feliz porra! Você não vai sofrer como todos os outros que estão nesse navio. COMEMORE CARALHO! – Começou a rir de novo, guardou o facão em seu bolso e contou até três. — Mergulhe. Você está formado. FIM! – O agressor deu um chute no peito de lyu que foi arremessado até o mar, o mesmo começou a se debater afundando no oceano , mas estava preso em uma corrente que dava no motor do navio. Lyu conseguia respirar pelo fato de estar com a mascara de mergulho,mas estava preso. Ele conseguiu ouvir a terceira buzina e sentiu a corrente tremer. Era o motor ligando. A corrente começou a se mexer devagar e lyu foi subindo junto com ela, o desespero só aumentava ele não conseguia se desprender dessa corrente que começou ficar mais rápido a subida. Aos poucos ele já conseguia enxergar o motor onde a corrente se enrolava em volta. Lyu se debatia e cada vez ficava mais perto, e mais perto, e mais perto até que fechou os olhos.O navio seguiu viagem em direção a tal sonhada ilha, onde todos os formandos estavam lá. Todos alegres e bebendo na parte de fora do navio, dando tchau aos seus familiares, aos poucos uma poça vermelha começava a surgir, mas o navio se distanciava mais ainda. Nesse mesmo momento lembrava de Lyu, que tinha sumido desde o ultimo dia de aula. Mas agora eu só penso em curtir.
Notas finais
Festa. Amigos. O que pode dar errado?
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