Notas iniciais
As coisas só começam a se desvendar mais e mais.

— Você é a terceira peça do meu tabuleiro. — A pessoa mascarada olhava fixamente para Evelyn que estava completamente sem rumo no buraco cheio de barro. Podia se ouvir ruídos de ratos naquele lugar estranho e sujo. – Evelyn, Evelyn. Você é uma das pessoas que mais odiei ter conhecido, além de puta, é completamente irritante. Por isso caiu numa das piores armadilhas que plantei nessa ilha. – A pessoa tirou sua mascara, e deu um leve sorriso irônico.

— Você? Ufa! Graças a Deus. Filha da puta me assustou. Agora me tire logo daqui! To ouvindo barulho de rato nesse lugar sujo, fora que machuquei meu pé, não tem graça uma brincadeira dessas! — Ela esticava as mãos para que puxasse ela.

— Você tem razão Evelyn, de fato é uma brincadeira, mas que tem muita graça sim! Piranha nojenta. E você já está morta. Ninguém consegue te ouvir ai de baixo. Lembra do Alex e do Lyu? Pois é, eu que matei. E agora chegou a sua vez – A pessoa sem paciência alguma jogou um saco cheio de comida podre em cima de Evelyn que estava completamente desesperada.

— Você pirou? PARA COM ISSO!! – Ela percebeu que o suspeito não parava e ficava rindo, começou a gritar desesperada, os ratos começaram aparecer em conjunto, pareciam famintos, e foram direto na perna dela. A pessoa mascarada pegou sua pá, e começou a jogar terra em Evelyn que chorando e gritando se engasgava com a terra caindo nela, seguido da dor dos ratos mordendo todo o corpo dela. Parecia que surgia mais e mais terra naquele local , e muito rápido começou a cobrir seu corpo inteiro, ficando só a cabeça pra fora.

— Você ta viva aí ainda? – O Psicopata lá de cima falava alto e rindo.— Você tá horrível heim? Até os ratos te comeu. Realmente você não passa de uma putinha irritante. Vou acabar com seu sofrimento. Quer dizer, você vai sofrer um pouquinho a mais de baixo da terra, vai faltar ar, até puft. IR PRO INFERNO DE VEZ! – Evelyn totalmente desesperada, conseguia gritar de leve ainda, a terra começou ser jogada novamente, sua visão começou a se escurecer, e ela via outras sombras, até que tudo ficou preto. Só ouvia pequenos ecos de risadas, e não respirava mais. Os ratos entre a terra se alimentavam do corpo dela.

*MOMENTOS ANTES*

Yash eu to legal. Preciso ficar um pouco sozinho, beleza? – Eu ainda muito bravo sai e deixei yash sozinho, que me levava na enfermaria.

Mas você ta todo machucado.. – falou sozinho.

Fui andando transtornado pelo campo, sentia umas dores no maxilar e nos olhos. Me isolei de tudo e de todos, fiquei sentado em um morro, e comecei ouvir novamente uns sussurros estranhos. Dessa vez não me abalei, na mesma hora que peguei uma pedra enorme e levantei.

— Vai! Apareça seja lá quem for, não to mais de brincadeirinha. – Ouvi risadas estranhas ao redor do local, e fui andando ainda mais rápido. — APAREÇA COVARDE! VAI FICAR NESSA DE SE ESCONDER? – Comecei a ficar tonto novamente e apaguei.

Acordei jogado em cima de um morro cheio de lama, já era de manhã, e eu estava sem camisa morrendo de frio. Estava sozinho naquele lugar, me sentei meio zonzo, coloquei a mão no meu rosto que doía ainda mais, olhei para as minhas mãos e tinha um pouco de sangue, e tava enxada. Obtive dificuldade de levantar pois além do rosto o resto do corpo também estava dolorido, observei onde estava e achei uma faixa de sangue jogado nesse morro também, sai mancando daquele local estranho, perto do parquinho.

Mais embaixo estava Evelyn enterrada viva, toda desfigurada, com os ratos ainda comendo o corpo dela.

Cheguei no meu chalé, e todos estavam jogados no quarto, Tomei um banho, e fiquei sentado no chão olhando pro nada, minhas mãos tremiam, e estava com um mal estar horrível. Parecia que algo de muito ruim tinha acontecido, que não era nem um pouco comparado a briga que tive com Saucedo.

Depois do banho me encaminhei até minha cama, me arrumei, e resolvi sair por aquela ilha, estava com uma ‘’pulga atrás da orelha’’. Fui andando por aquele lugar, estava com uma neblina forte e bem frio. Por isso me agasalhei bem antes de sair. Fui para a mesma ponte onde fiquei mal pela primeira vez na ilha, fui até o centro dela, e debrucei meus cotovelos. Fiquei olhando aquela paisagem majestosa, como era linda aquela ilha, ao mesmo tempo que tinha um desconforto, não dava mais vontade de sair de lá, era um verdadeiro paraíso.

Porém não podia deixar pra trás esses apagões meus, que começou uma semana antes de acabar a aula. E nesse mesmo dia já sumia o Lyu. O que será que estava acontecendo comigo?

Fazia um bom tempo que não fumava, mas nessa ocasião não teve jeito. Peguei um maço de cigarro do meu bolso, tirei um e...

Não vai dizer que vai voltar a fumar. – Uma voz me assustou e logo deixei cair o maço todo no rio.

O que? – Olhei pra trás e era Julia toda encapuzada, com o nariz avermelhado do frio e com uma caixa na mão.— Caraca Julia, você me assustou heim! Bem, se eu ia começar não vou mais. – Olhei pra baixo e já não via mais o maço. Virei novamente pra ela. – Ou você ta me seguindo, ou essa viagem resolveu fazer a gente se encontrar toda hora né? – Dei uma risada meio tímida

Você ta sendo a melhor pessoa nessa viagem. Confesso que te vi saindo do seu chalé, e resolvi vir conversar contigo, já que é muito cedo, e todos estão dormindo. – Julia se juntou ao meu lado e ficamos olhando a paisagem. – Por incrível que pareça eu queria aquele maço de cigarro.

— A culpa foi toda sua de me assustar. – Rimos. – Sobre ontem, eu... – Fui interrompido

— Esquece, foi melhor assim Ro. Não devia ter acontecido, assim mesmo o Saucedo sido um babaca, ele meio que interrompeu algo que não podia acontecer. – Ela olhava pro rio.

È, talvez não mesmo. – Fui sinsero.

— Você não acha essa ilha linda, mas ao mesmo tempo muito misteriosa? – Julia mudou completamente o assunto.

Era exatamente isso que tava pensando. – Olhei pra ela.

— Senta aqui e veja isso. – Julia sentou e abriu sua caixa, sentei logo em seguida. – Lembra quando aquele caipira falou que ah um tempo atrás, um grupo de jovens foram brutalmente assassinado por alguém, cujo nunca foi encontrado?

— Sim! – Fiquei olhando dentro da caixa.

— De fato era verdade, fui ate a delegacia ontem depois da briga, fiquei tão assustada com o Saucedo que fui falar com a polícia. Mas adivinha? Não tinha nem uma polícia por lá, fui até a recepção e vi essa caixa. E veja! – Julia tirava varias fotos dos corpos das vitimas, cada um de um jeito, mas todos mortos brutalmente.

E esse papel? – Peguei e fiquei olhando.

— Esse eu não tinha visto. –Ela parou de mexer nas coisas e ficou olhando. Tem algo escrito?

— Deve ter, parece uma carta. – De fato era uma carta, e estava com manchas de sangue seca. Abri e me assustei. Comecei a ler.

Oi pra você que está lendo essa carta. Se você a achou, parabéns. Em breve morrerá. Alias todos que estão nessa ilha já estão mortos. Essas fotos são exatamente o que vai acontecer com cada um. Odeio tudo e todos e pra me divertir jogo com vocês, e sempe me obedecem. Saiba que não estou sozinho, vou dar uma dica a vocês. NUNCA uma vitima minha sobrevive. Não seria estranho alguém sobreviver? Pois é. Se alguém sobreviver, é porque faz parte do meu jogo, e me ajudou a matar também. Mais um detalhe, eu mando nessa ilha. Vocês estão sem nenhuma proteção, só a morte te restará.

Nesse momento parei de ler, Julia já tinha uma expressão de desespero, guardei a carta no bolso, fechei a caixa e levantei junto de Júlia.

Temos que avisar a todos e sair dessa ilha agora. – Ela concordou e quando viramos tinha uma pessoa parada com um facão na nossa frente.

— Oi. – Era o caipira Patrick, acenando pra gente. – Graças a Deus heim? Não aguentava mais fingir ser o bom moço. – A voz dele já era diferente, e daquele caipira chulo e bobão, se mostrava um psicopata calculista e frio. — Como vocês leram, eu fui o sobrevivente. A noticia boa é que não sou eu que estou comandando isso, a ruim é que sim, eu também mato. – Começou a rir e se aproximando da gente.

— Desgraçado! – Comecei andar pra trás junto com a Julia.— Júlia, corre!

— E você? – Ela tremia.

— Vou logo em seguida. Avisa a todos que temos que sair daqui agora. E já entrem no barco. – Olhei pra cara dela. – VAI! – Ela saiu correndo, ficando só eu e Patrick.

— Você não vai matar ninguém dos meus amigos. – Fiquei em alerta parado olhando pra ele.

Júlia corria desesperada até os chalés, chamando todo mundo, eles acordaram assustados, no momento não entendia nada, mas depois começaram a se assustar.

— Cadê o Rodrigo? – Everthon colocava seu casaco e arrumava a mala.

— Na ponte com o Patrick! – Julia chorando também arrumava as coisas.— Disse que correria logo na sequencia, mas até agora nada.

Júlia ordenou a todos irem pro barco, como eu tinha dito. Porém o desespero aumentou quando não existia mais nenhum barco lá, apenas uma canoa.

— E agora? – Ana Be sempre animada, estava completamente desesperada.

— Vamos para a recepção e ligamos para a polícia.. – Martinato liderava o grupo, e foram até a sala.

— Tranca tudo, rápido! – Grasi agitada começou a trancar tudo que via no espaço.

— Calma! Falta o Rodrigo! – Julia aflita, parava Grasi.

— Ele se vira, tranca essa merda, não posso morrer ainda! – Dava uma olhada de relance pro mesquita.

Calma Grasi, vamos esperar o Rodrigo. – Mesquita a acalmava.

— Mas ele pensa que estamos no barco, nunca vai saber que estamos na recepção, e que a merda do barco sumiu! Fomos pegos numa armadilha. Nessa hora ele deve estar morto. Lyu sumiu, Alex morreu, Evelyn sumiu. Todos devem estar mortos! – Saucedo discursou.

Vamos até ele então, em grupo. – Everthon parou o discurso dele. — Vamos ver. Eu, Erick, Marcello e Martinato podem ir juntos.

— Se você for eu também vou. – Mary se abraçou nos braços de Everthon.

— È muito perigoso lá fora amor, tem um psicopata a solto. – Everthon colocava a testa na testa dela.

— Qualquer lugar é perigoso agora. A Julia não disse que tem um mandante, os mesmos que mataram aquele grupo de jovens? Vou junto.

— Tudo bem amor – Everthon se entregou.— Vamos nós cinco então. O resto vigie aqui.

— Calma! – Mesquita olhava para o armário e sorria. – Olha quantas armas e munições temos aqui. Estamos a salvo agora. – Tinha muitas armas no armário, e cheio de munição, Everthon pegou as armas e deu pra cada um.

Se ouvirem algum barulho, vocês perguntam uma vez quem é, se não responderem, atire. Mesquita, você esta responsável nessa missão. Cuide de todos e tranque tudo. – Martinato com sua arma, junto com os outros quatro saíram da recepção e foram atrás de mim.

Todos ficaram lá aflitos, mesquita tentava ligar o telefone que estava mudo, tentava juntar os fios um no outro, até que tudo se escureceu. A luz acabou.

Notas finais
Obrigado por estarem acompanhando minha Fic. :)