Notas iniciais
Então gente, este é só o primeiro capitulo, espero que realmente gostem e quinta-feira tem mais!
Para falar a verdade eu nem sabia o que realmente estava pensando quando tomei a decisão de sair da casa do meu pai antes de completar vinte e um anos. Sinceramente, eu sabia sim. Quando você namora um cara por mais de cinco anos e está cegamente apaixonada por ele ao ponto de não ser capaz de notar um histórico de traições e mentiras, este tipo de coisa acontece. Mas seria hipocrisia minha se dissesse que decidi sair do meu país só porque alguém quebrou o meu coração. Parte disto foi pelos drinques e baladas que meu amado primo me levou para conhecer em minha primeira viajem. Eu, uma garota do campo, que a maior diversão que teve até os dezoito anos foi a confraternização de jovens na igreja, e que usava macacões jeans para cuidar dos cavalos, atualmente uma vodca ganharia meu coração.
Me despedir do meu pai foi a pior parte, vê-lo se lamentar por ter perdido a sua garotinha e notar quando um sorriso tomou conta dos seus lábios assim que entrei no carro para ir até o aeroporto foi um tanto confuso para mim.
Eu sabia que ele estava feliz, tanto por mim desapegar deste fim de mundo e por deixa-lo viver mais uma vez. Ele se sentia uma responsabilidade imensa sobre mim depois que minha mãe morreu, tanta que abriu mão dos seus rodeios e viagens longas para a pesca no verão.
— Você não precisa ir, vamos encontrar uma faculdade em conta por aqui querida. — Meu pai repetiu isso para mim incansáveis vezes durante toda a semana, e disse mais uma vez quando beijou a minha testa antes de se despedir.
— Eu preciso ir, vai ser bom.
Ofereci o meu melhor sorriso antes de partir e deixar tudo o que vivi aqui para trás.
Durante toda a viagem, do carro ao avião e do avião até o carro pensei no quanto as coisas poderiam dar certo nesta nova etapa. Deixei este pensamento de lado quando o meu copo de café relativamente quente virou-se sobre mim e molhou junto comigo toda a poltrona do táxi. Sorri amarelo para o retrovisor do taxista enquanto ele me observava, mas não fez ou falou nada. Suspirei de alivio ao ter certeza que não seria enxotada do carro e jogada junto com minhas malas no asfalto.
Foram meia hora até a casa em que minha avó viveu até morrer, e que agora seria minha. Era incrível a expectativa de finalmente ser independente e poder pagar as minhas próprias contas.
Bom, elas seriam pagas pelo meu pai até que eu arrumasse um emprego. Só até eu arrumar.Fui até a soleira da porta com minhas malas, jogando todas de qualquer jeito pelo chão, respirei fundo antes de abrir a portar e entrar com o pé direito.
Não foi bem como eu esperava. Ao destrancar houve poeira voando por todos os lados, e na primeira respiração tive um ataque de espirros infinitos. Procurei pelo interruptor desesperadamente, tinha moves espalhados pelo chão e meus pés não paravam de chuta-los.
Assim que a luz fluorescente iluminou tudo tive uma visão privilegiada de uma casa mal assombrada. Os moves feitos de madeira antiga estavam com camadas grossas de poeira e os alguns cobertos por lençóis brancos encardidos. A casa podia estar no pior estado, mas uma alegria desenfreada me dominava em saber que agora ela era minha e seria decorada do meu jeito. Um canto só meu. Era um sonho.
Meus pensamentos foram cortados quando um estranho sem camisa — e que poderia ser considerado um deus grego — socou a minha porta.
Ele não estava
só sem camisa, e sim com o corpo todo molhado e cabelo bagunçado. O melhor segundo da minha vida poderia ser considerado este, com aquela divindade ancorada em minha porta, gostas de aguá descendo pelo abdômen e aqueles olhos que sorriam.
Minha fantasia mental foi cortada quando ele abriu a boca.
— Ei, deve ser a minha nova vizinha gata. — Ele não deu um simples sorriso, e sim mostrou o quando descarado era.
E foi ai que minha expectativa de um cara legal exibindo o tanquinho a um passo da minha sala foi por aguá a baixo.
— Só a sua vizinha! — Exclamei como uma desesperada e estiquei minha mão para ele. — Ella Mitchell, e você é?
Não sei por quanto tempo fiquei com a mão esticada pagando de idiota, mas desisti quando ao ver que ele olhava em volta e não estava prestando atenção em mim.
— Sou o Andrew, mas você pode me chamar como quiser.
Eu entendi perfeitamente o enfase que ele deu em "você", mas resolvi ficar quieta e fazer uma aposta mental que aquele estranho — ou não tão estranho — pediria meu telefone nos próximos dez minutos. Também fiz uma nota mental de não passar.
Notas finais
É isso ai, este capitulo ficou bem menor que os próximos, tenham certeza disso. Fiquem a vontade para comentar, até quinta pessoal.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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