O meu melhor amigo e eu

1 1- A amiga da minha mãe


Notas iniciais
Desculpem pelos erros autográficos!
Boa leitura!!! :3

Assim como todas as pessoas a minha vida possui altos e baixos.

Eu nasci em portugal, mais concretamente em Portimão, fui um resultado infeliz de dois adolescentes de 16 anos que se queriam "divertir" num sábado à noite.

Quando nasci os meus país foram obrigados a casar pois a minha família não admitia uma criança sem país.

O meu nascimento foi uma felicidade para todos principalmente para o meu avô pois fui a única da família que possuía olhos azuis tais como os dele.

Os anos se passavam e eu já tinha quase os meus 6 anos.

Sempre fui uma rapariga silenciosa que preferia ouvir os outros e observa-los do que falar, gostava de ficar no meu canto.

—Alexia, chega aqui à cozinha!- gritou a minha mãe.

Corri até a cozinha, a minha mãe estava a preparar o jantar.

—Hoje uma colega minha de trabalho vêm jantar cá a casa, por favor arruma o teu quarto e quando eles chegarem sê simpática.- pediu a minha mãe sem tirar os olhos da panela de pressão

Acenei positivamente que sim com a cabeça, sempre fui uma boa menina e obedecia cegamente as ordens dos meus país.

Corri para o meu quarto e comecei a arrumar tudo direitinho e então a minha mãe chegou e deu me uma roupa para eu vestir, era um vestido azul bebé um pouco abaixo dos joelhos e um casaco de fino branco.

Quando acabei de me vestir fui ter com a minha mãe à cozinha e ela me ajudou a ajeitar a minha roupa. Olhei para a minha mãe, ela realmente estava muito bonita, o seu cabelo vermelho estava preso num rabo de cavalo e ela vestia uma camisa social branca e umas calças pretas, para além de estar a usar maquilhagem (o que era bastante raro).

A campainha tocou e eu foi a correr para abrir a porta,talvez o meu pai tenha saído mais cedo do trabalho. Quando abri a porta os meu grandes olhos azuis caíram sob uma figura feminina de longos cabelos loiros e lindos olhos verdes, ela possui um sorriso simpático no rosto.

—Olha pequenina, a tua mãe está?- perguntou ela baixando se para ficar na mesma altura que eu.

—Mãe, está aqui uma senhora que quer falar contigo.- chamei eu, ouvindo a minha mãe se aproximando de mim.

—Gabriela? Chegas-te cedo!- afirmou a minha mãe admirada cumprimentando a senhora que estava a porta.

—Pois é eu pensei em fazer uma surpresa.- disse a mulher rindo um pouco.- Vá lá Luís, vêm cumprimentar as pessoas.- Pediu ela fazendo um rapazinho da minha idade sair por de traz dela.

O rapaz era loiro e os seus olhos eram verdes assim como os de sua mãe. Ele olhou me de cima a baixo,mostrou me a língua, e voltou a se esconder atrás de sua mãe.

—Peço desculpa, ele não costuma ser assim normalmente.- desculpou se a mulher.

—Não tem problema.- riu Cristina (a minha mãe)- Entrem, entrem, por favor sintam se em casa.- disse dando passagem a Gabriela e ao seu pequeno filho Luís que continuava a trás de sua mãe.

Fomos todos para a sala e Gabriela e Luís se sentaram no sofá, e eu fui ajudar a minha mãe a pôr a mesa.

O jantar estava muito bom, e como sempre a minha mãe me surpreende, apesar de ter sido um jantar simples estava muito bem feito, mas o meu pai não apareceu ao jantar... Será que ele ainda está a trabalhar?

Após o jantar a minha mãe e a sua amiga ficaram a conversar sobre o trabalho então fui ter com Luís para tentar ser amiga dele.

—O-Olá o meu nome é Alexia.- tentei me apresentar muito timidamente, nunca fui muito boa em fazer amizades muito menos em começa-las.

—Eu nao perguntei o teu nome.- respondeu ele de forma antipática.

—Credo! Não precisa falares assim, seu anão.- digo irritada, quem ele pensa que é para falar assim comigo?!

—Anão?! Até parece que tu és muito maior que eu!- gritou ele irritado colando a sua testa na minha fuzilando-me com os olhos.

—Sou maior que tu, sua amostra de homem.- digo puxando lhe o cabelo.

—Cala a boca sua esquisita! Nem sabes do que falas.- rebateu ele puxando me as bochechas com força.

Quando ouvimos as nossas mães a se aproximarem, automaticamente nos sentamos no sofá e fingimos que não tínhamos feito nada.

—Bem, parece que vocês já se começaram a entender não é crianças?- perguntou Gabriela

Eu e Luís olhamos um para o outro e de seguida olhamos para o lado contrário um do outro. As nossas mãe riram da nossa atitude.

—Vamos Luís, precisamos de ir já está a ficar tarde.- disse Gabriela pegando na mão do seu filho.-Muito obrigado pelo jantar, Cristina, estava maravilhoso.

—Foi um prazer, espero que venham mais vezes cá a casa!-disse a minha mãe se despedindo de Gabriela.

Gabriela e Luís foram se embora, e eu foi para o meu quarto respirar aliviada, aquela peste do Luís finalmente se tinha ido embora, como é possível ele e a mãe dele serem tão diferentes? A mãe dele era simpática e amigável e ele era insuportável e mal educado. Vesti o meu pijama, foi dar um beijo de boa noite à minha mãe, e foi me deitada abraçada ao meu ursinho.

Acordei a meio da noite com alguns gritos vindo da cozinha, silenciosamente espreitei pela brecha da porta.

—Estou farta de ter de ser sempre eu a tratar de tudo!- Gritava a minha mãe com o meu pai.- Tenho a certeza que enquanto eu estou aqui a tratar da casa e da nossa filha andas tua com essas tuas vadias,não é?

—Não fazes mais do que a tua obrigação! Trago dinheiro para casa e ainda reclamas mulher?- gritava o meu pai.

—Também é a tua obrigação como pai!Nos somos casados temos que dividir as nossas obrigações!- gritou a minha mãe batendo com a mão na mesa.

—Então se calhar devíamos deixar de estar casados.- gritou o meu pai irritado.

—Não seja por isso! Amanhã tratamos do divórcio! E vou te já avisar eu vou ficar com a nossa filha pois sou eu que cuido dela e não um pai incompetente como tu!- gritou a minha mãe indo embora.- E hoje dormes no sofá!- gritou a minha mãe batendo com força a porta do seu quarto.

—Como queiras!- gritou o meu pai fechando a porta da sala com força.

Um silêncio permaneceu em casa e eu senti algo quente escorrer pelas minhas bochechas. Eles tinham tido outra discussão... Desde que me lembro eles sempre discutem por tudo e por nada e nunca sabem que eu assisto a tudo. Fiquei sentada no chão abraçada ao meu urso de peluche a chorar em silêncio, eu só queria ter uma família normal assim como as outras crianças da escola.

Levantei me sem fazer barulho e fui me deitar na minha cama para tentar dormir, espero que o próximo dia seja melhor.

Quando acordei no dia seguinte a minha mãe já tinha acabado de fazer a mala para irmos embora de casa. Sem dizer uma palavra a minha mãe segurou me pelo braço e fez me entrar no carro enquanto ela arruma as malas na bagagem do carro, notava se que ela estava irritada.

Durante a viagem não ouve nem uma troca de palavras, não me atrevia a perguntar para onde íamos sequer.

Paramos a frente de um casa grande e muito bonita. A minha mãe abriu me a porta do carro para eu sair e tocou a campainha, rapidamente a porta foi aberta por Gabriela, a colega de trabalho de minha mãe, que com um sorriso gentil nos convidou a entrar.

—Muito obrigada por nos deixares ficar com por uns tempos.- agradeceu a minha mãe com uma voz chorosa.

—Ora, não precisas de agradecer! Deixa ai as mala no chão e vamos conversar na sala, eu sei que esta a precisar de desabafar.- disse Gabriela ajudando a minha mãe com as malas.- Alexia, querida, vai ter com o Luís, ele deve de estar no quarto dele a brincar.

Como a casa deles era bem grande tive de ir a procura em todos os quartos para descobrir. Na minha mente só haviam questões sem resposta e sentia uma vontade enorme de chorar e não tinha a mínima vontade de aturar a peste do Luís.

Finalmente encontrei o quarto de Luís, abri a porta devagarinho e espreitei lá para dentro, ele não tinha notado a minha presença.

—Olá...-falo baixinho chamando a atenção dele.

—Ora, ora! Olha só quem chegou! A senhorita esquisita!- ironizou ele, a minha vontade de chorar aumentou ainda mais, eu não costumo chorar por esse tipo de coisas, para ser sincera normalmente eu ignoro os comentários maldosos que me fazem, mas hoje em especial eu estava muito deprimida e sensível o com a mínima coisa me apetecia chorar.

—Não me lembro de dizerem que iam fazer um show dos horrores aqui em casa para te convidarem.- gozou ele rindo da minha cara, senti os meus olhos a arder e quando dei por mim estava a chorar até não poder mais.

—Ei, ei n-não... Não chores por favor!-pediu Luís entrando em pânico olhando de um lado para o outro, rapidamente ele foi buscar um enorme peluche de coelho branco.- Olá eu sou o Bunny! Uma menina bonita como tu não deveria estar a chorar!- disse Luís alterando a voz para parecer que o coelho estava a falar comigo, se eu estivesse normal já teria me desmanchado a rir a gargalhada, mas como estava deprimida por tudo o que anda acontecer entre os meus pais eu só consegui continuar a chorar.

—Caramba...- disse Luís saindo de traz do enorme coelho coçando a nuca da cabeça, ele parecia estar a pensar. Ele chegou a pé de mim e deu me um abraço desajeitado enquanto fazia festas na minha cabeça.- Que coisa... Além de estranha e chorona...-sussurrou ele batendo de leve nas minhas costas.-Vê se paras de chorar depressa, as lágrimas não combinam com os teus olhos.

Passado uns minutos finalmente parei de chorar, eu estava muito envergonhada com a minha atitude.

—Pelo menos agradece, não? Tive aqui a aturar um bebé como tu durante este tempo todo.- ironizou Luís cruzando os braços.

—Desculpa e obrigado Luís.- agradeci de cabeça baixa ainda envergonhada.

—Vá anima te! Vamos brincar a qualquer coisa.- propôs Luís tentando me animar, eu concordei com a cabeça.-Que tal jogarmos as escondidas? Eu me escondo e tu contas.- concordei mais uma vez.

Tapei os meu olhos e comecei a contar até 20, quando acabei a contagem fui a procura de Luís. Procurei o por todo o lado mas não o encontrava em lado nenhum, então comecei a ficar preocupada.

—Luís onde estás tu?- gritava eu pelos corredores da casa

Notas finais
Espero que tenham gostado!!!
Beijos com sabor a chocolate!