O mesmo amor
2 Um jantar maravilhoso
Notas iniciais
— Estevão, eu estava procurando a...
— Não me interessa a quem você estava procurando, você sabe muito bem que é proibido entrar no banheiro das meninas, por isso você irá levar um advertência, meu amigo. Agora saia imediatamente daqui, antes que sua situação piore ainda mais. — disse Estevão, sem deixar o Miguel terminar a frase.
Mas fiquei com muita pena do Miguel, já que ele me ajudou e não falou nada pro Estevão, resolvi ajudar ele também, então falei:
— Pera aí, Miguel. Estevão, isso não é justo, se você dar advertência pra ele, eu também quero.
— Mia, você está louca? Está defendendo uns dos seus piores inimigos.
— Não, ele não é meu inimigo, eu não tenho um inimigo, ninguém tem, apenas não gostamos de uma pessoa, isso é muito diferente e...
— Cale a boca, senhorita Colucci, não discuta comigo. — disse Estevão para mim. — E você, o que ainda está fazendo aqui, Miguel? Os dois para a sala, agora!
— Nós já estamos indo. — disse Miguel.
— Mas, mas...
Miguel me pegou, me deu uma volta e me falou:
— Vamos Mia, não vale a pena ficar conversando com gente que não vale nada, vamos.
Então nós fomos pra sala, e na mesma tarde, fui falar com ele.
— Miguel, posso falar com você?
—Claro, pode falar Mia. — respondeu.
— Mas tem que ser em particular, e também você está com a sua namorada, não quero te atrapalhar.
— Ela acabou de ir. Vamos para um lugar onde não há ninguém.
— Já sei, quando eu estava vindo falar com você, vi que a sala de ciências estava aberta e não tinha ninguém lá, vamos?
— Sim, claro, então vamos Mia.
Chegando lá, ele me pergunta:
— O que você queria falar comigo?
— Miguel, eu queria te agradecer por você não ter falado nada pro Estevão naquela hora.
— Que isso Mia, eu que te agradeço por você ter me ajudado, não precisava.
— Fiquei preocupada quando ele disse que ia te dar advertência. Como agradecimento, queria levar uma também, mas não deu certo. Desculpa.
— Mia, é claro que você não precisa me pedir desculpas, eu sei lidar com o Estevão, não precisa me ajudar ,mas mesmo assim muito obrigado de novo.
— Er... Miguel... — Ai caramba, como vou dizer isso? — Como agradecimento também, queria te convidar para sair hoje à noite, você quer? — convidei.
— É claro, mas só tem dois probleminhas. — Sabia, sabia que ele não iria aceitar! Droga!
— Qual? — perguntei, receosa. Deve ser por causa da namorada dele...só pode!
— Eu não tenho nenhum real pra pagar esse jantar. E também tem outra coisa: como nós iremos sem autorização? — Ufa. Menos mal.
— Miguel, o dinheiro não importa, ok? Isso é o de menos! E também não precisa me dar nada, aliás, quem convida, paga. E eu posso ligar pro meu pai me dar a autorização e você pode perguntar pra Maíra, com certeza ela vai te dar.
— Mas fica mal uma garota pagar um jantar... — disse, fazendo uma careta.
Eu ri.
— Já disse que isso é o de menos. Eu só quero que você aceite, tá bom? Deixa esse orgulho de lado, pelo menos hoje. Pode ser?
— Ok, ok...você me convenceu. — falou, derrotado.
— Então está combinado! Vou ligar pro meu pai e você tenta falar com a Maíra.
— Então vou indo. Nos falamos depois. — respondeu e cada um foi para um lado.
Algum tempo depois, fui procurar ele de novo.
— Miguel, a Maíra te deu a autorização?
— Sim, ela me deu. — disse. — E seu pai?
— Também — respondi, contente. — Que horas a gente vai?
— Pode ser umas 8 horas?
— Perfeito! — falei, com um sorriso no rosto. — Vou estar te esperando na frente da escola, às 8 horas.
— Ok. — disse, sorrindo e saiu. Olhei meu relógio. Era 5 horas da tarde.
Fui pro meu quarto, dedicir com que roupa eu vou. E achei a roupa mais chique e linda que eu tenho.
Fui me arrumar, botei a minha roupa chiquérrima e fiz um penteado lindo. 7 horas eu já estava ali, pronta, parecia que a hora não passava, até que finalmente deu 8 horas.
Fui pra frente da escola e ele também já estava lá me esperando.
— E então, Mia, vamos?
— Claro.
Nós fomos a pé conversando, a nossa conversa tava muito boa.
Chegando no restaurante, ele puxou a cadeira para eu sentar. Nos sentamos, pedimos a comida e conversamos muito.
Voltamos para o colégio, por volta de umas 11 horas da noite.
Na volta, ele me deu um buque de flores, lindo. Fiquei encantada.
Mas estava bom demais pra ser verdade...chegando na escola, a primeira pessoa com que deparamos foi a namorada dele, a Julieta.
Assim que nos viu juntos, começou a chorar. E meu sonho, ruindo aos pedaços.
— Miguel, dissesse que nunca mais iria falar com ela, você mentiu pra mim. Você tem que escolher, Miguel: Ou ela, ou eu.
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