O mesmo amor
12 Um amor escondido
Notas iniciais
Um velho bêbado, louco e muito fora de moda aparece atirando para o alto. Ele estava com a arma mirada na Celina, mas Miguel disse para eu me esconder atrás de um carro que estava estacionado ali, e ele foi correndo defender a Celina. Na hora que o velho iria atirar na Celina, Miguel se joga na frente dela e o tiro acabou acertando nele. Fiquei desesperada ao ver aquilo. Tentei ligar para a policia e a ambulância, só que o celular estava todos fora de área. Então, avistei uma pedra, peguei ela e taquei no bêbado, não acertou nele, mas fez dele se afastar, depois disso fui correndo ajudar o Miguel, estava chorando muito, muito, muito mesmo, e Celina perguntou meia irritada e culpada:
— O que vocês estão fazendo aqui? Eu já falei que queria ficar em paz, por minha culpa o Miguel é baleado!
— Desculpe Celina, eu sou sua amiga, eu não queria deixar você aqui sozinha, viu que perigo? Ta mas agora não é hora de reclamar, por favor me ajude a levar ele.
Quando nós iriamos carregar ele, vinha um carro, todo preto, vidro fumê. Me meti na frente correndo e pedindo ajuda, ele aceitou. Nós levou há um hospital mais próximo. No caminho até lá, o motorista tinha me perguntado o oque tinha acontecido. Mas resolvi não contar por causa da Celina.
— Qual é o seu nome? — Pergunta Celina.
— Luiz. Luiz Castillo. —Responde.
— Você é alguma coisa do Algusto?
— Tá, tá, não é hora de falar sobre isso Celina, você não está vendo ele. Moço, ali tem um hospital, please, estacione ali. —Interrompi a conversa.
Ele estacionou, Luiz nos ajudou a levar ele até la dentro. Um medico levou ele para dentro e pediu para nós ficar esperando na sala de espera. O tempo passava e nada de notícias....30 minutos....1 hora....e nada! Até que depois de 1 hora e meia veio uma secretaria e falou pelo médico:
— Desculpem, mas o caso dele é muito serio, ele perdeu muito sangue, e a bala atirou bem perto de seu coração, mas não diretamente, o médico irá fazer o seu melhor para que o paciente saia em alta o mais rápido possível desse hospital, ele tem 98% de chances, tem pouca, mas com fé, nós conseguimos tudo.
Então foi ai que eu quase desmaiei, fiquei muito nervosa, não parava de chorar. Então foi ai que eu pedi para fazer uma corrente de oração para o Miguel. Nós rezamos e logo em seguida a Celina comunicou que já iria em bora e perguntou se eu queria ir também, mas é claro que eu não aceitei, iria ficar lá. O Luiz ofereceu carona para Celina, e os dois conversaram no caminho.
Então fui pro quarto onde o ele estava e rezava cada 1 hora seguida. Estava dormindo quando ouço o barulho do computador que o coração estava parando, fui correndo gritando no corredor, os médicos correram e me falaram para eu esperar na sala de espera. E de tanto eu ficar nervosa, eu desmaiei. Passei um bom tempo la no chão, depois a secretaria me viu e chamou outros médicos lá. Depois eu acordei sem me lembrar de nada na hora, depois de um tempo que comecei a me lembrar, eles disseram para eu ir para a casa, mas não ia deixar ele lá, então, peguei o colar da cruz que ele me deu e comecei a rezar. Então dormi, e no dia seguinte fui acordada com um toque de telefone do hospital. Não estava com fome, sede, nada. Apenas ansiosa para receber uma noticia dele. O médico disse que ele só poderia receber visita a partir do final de tarde, então fui pra minha casa para ver se me acalmava, deixei tudo na escola e fui. Ainda bem que não tinha ninguém em casa, o meu pai estava trabalhando, e as empregadas e o Pitter estava de folga, ou seja, só estava os seguranças. Desliguei o meu celular, porque não queria falar com ninguém. Me tranquei no quarto. Tinha pensado em comprar alguma coisa, mas eu não estava em condições para sair na rua, então fiz uma carta, e nela dizia:
"Miguel, sei que antigamente tudo era difícil, por causa do Gastão, e naquela época você gostava de mim e tudo mais, e não tive oportunidade de falar, EU TE AMO MIGUEL, eu te amo muito, e também a Celina gostava de você, dai eu não falei isso porque não queria magoa-la, mas ainda não sei se ela gosta de você, pois ela conheceu outro cara, enfim a historia é muito longa, depois quando você sair desse hospital, que eu sei que vai ser bem rapido, porque tenho muita fé nisso, irei contar tudo, mas por favor, me perdoe por tudo, te amo!"
Junto com a carta, irei dar minha corrente com uma cruz, como ele me deu. Quando cheguei lá, fui direto para o quarto dele, ele estava descansando, então deixei as coisas do lado da cama dele, e comecei a olhar para ele. Uma médica apareceu e disse que eu já tinha que sair, mas então implorei muito pra ficar, e ela disse só mais cinco minutos, mas tudo oque eu quero fazer, da de fazer em 5 minutos, mas ela não cumpriu com que ela prometeu, ela entrou no quarto e falou que era para eu visitar ele mais tarde tarde. Então eu fui esperar na sala de espera como sempre, rezando, claro. Depois de um tempo a Celina chegou lá e me perguntou se eu já tinha comido alguma coisa, então respondi:
— Oi, não amiga, não estava com muita fome não e também nem tive tempo de comer alguma coisa, e ainda nenhuma noticia.
— Como assim? Você não comeu nada hoje?
— Não. — Falei chorando.
— Vou ali comprar algo pra você comer, você vai junto, você precisa pegar um ar.
— Ok, ok, eu vou.
Nós fomos para uma padaria ali perto, eu pedi um pãozinho de queijo, pedi uns 3, a Celina pagou pra mim, porque como eu sai muito apressada, não peguei nada, apenas a carta e fui comendo. Estranhei por ela não ter comprado nada para ela comer. Mas resolvi não falar nada.
Chegamos bem na hora de visitas, e a médica nos avisou que só poderia ficar 10 minutos com ele no quarto, então nós fomos. Depois de um tempo, pedi para a Celina, se eu poderia ficar um pouco sozinha com ele, em seguida ela saio. Fiquei com ele um tempo. Comecei a olhar para ele, e a unica coisa que fazia era chorar. Chorava muito, porque não é nada fácil olhar uma pessoa que você ama MUITO, MUITO MESMO, em um hospital..
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