O melhor verão da minha vida
13 A chegada dos meus pais.
Notas iniciais
Flashback (on)
–Desculpe Sra Swan, sua filha está impossibilitada de lhe atender agora. Eu sei que a senhora é a mãe dela, porém a mesma se encontra trancada na sala de TV, com o noivo que mandou dizer que estão ocupados. Quer deixar recado? –Olhei para Bella e ela tapava a boca para não gritar e seus olhos ameaçavam sair das órbitas. Ela saltou do sofá, enrolada na manta e abriu a porta desesperada: — Hum... Ficou mudo. – O maldito do Jacob avisou, em deboche e só vi Bella cair no chão, inconsciente.
Flashback (off)
–Desculpa, Bells. –Jake repetiu, pela milionésima vez desde que eu vim com ele até o aeroporto buscar meus pais. – Não foi minha intenção fazer você ficar brava. Eu só...
–Quis dar uma de engraçadinho e foder com tudo. – Interrompi lhe sibilante. – Você tem noção de que meu pai pode ter tido um ataque do coração com o que você disse?!
–Ei, você voltou a falar comigo! – Ele momentaneamente se alegrou, porém quando viu meu olhar de metralhadora, voltou a me observar com aquela cara de Madalena arrependida. –Eu não quero que fique chateada comigo.
–Cala a boca! – Guinchei alto demais, sem conseguir mais ouvir aquela baboseira toda dele, algumas pessoas me encararam como se eu fosse uma maluca. – Eu não quero mais ouvir você pedindo desculpas, pois tenho certeza de que você não está realmente arrependido do que fez e sei que só disse aquilo para minha mãe só por maldade e ciúmes de Edward! – Joguei na cara e ele engoliu em seco pelo meu ataque. — E fique sabendo que se meu noivo não estivesse no médico, eu nem sequer cogitaria te chamar para me trazer até aqui.
–Mas afinal de contas eu sou seu motorista, Bella. É meu trabalho te levar para onde quiser. – Retrucou meio ofendido e com a raiva que eu estava sentido dessa criatura à minha frente, resolvi mexer ainda mais na ferida:
–Pois é... Meu motorista. –Ecoei com um tom de ironia. — Eu sou sua patroa agora, você me deve respeito e falar somente quando eu autorizar. – Meu tom soou mais ácido do que eu pretendia, porém menos do que eu queria. – E eu não te autorizo falar comigo. – Fui fria e grossa.
Ele arfou.
–Você já está falando como ele! – Acusou-me chocado. – Essa metida de nariz em pé não é a Bella que eu conheci.... Olha o que aquele imbecil fez com você!
Essas palavras doeram bastante, pois, por mais que Jake fosse um babaca, ele tinha sido meu único amigo desde que cheguei à Londres. Porém, eu não ia baixar a guarda e pedir desculpas, pois quem começou com isso tudo foi ele. Aliás, preferi me manter com a mesma atitude:
–Pois é, agora eu sou praticamente Sra. Cullen, condessa de Hampshire. – Sentenciei gélida, sem nem o olhar, observando o portão de desembarque que logo revelou duas figuras que fizeram logo meu coração se aquecer diante dessa fria cidade.
Papai e mamãe vinham com malas e mais malas e eu mal conseguia vê-los atrás delas. Fui correndo ao encontro deles, com lágrimas nos olhos. Fazia muito tempo que eu não os via... pois antes dessa história toda, eu não tinha condições financeiras de vê-los o tempo todo e nem deles me visitar frequentemente.
–Filhota! – Meu pai já exclamou assim que me viu. – Cadê o filho de uma égua que pensa que vai casar com você? – Varreu os olhos pelo saguão. — É você, seu engomadinho de uma figa? – Perguntou ríspido já partindo para cima de Jacob.
–Não, não! – Intervi, antes que meu pai desse uma surra no coitado (não tão coitado assim... mas depois, TALVEZ, uma minúscula parte de mim se sentisse culpada por não o defender). – Ele é...
–Só o motorista da futura duquesa de Hampshire. – Explicou sarcástico, olhando amargo para mim de soslaio.
–Futura o quê?! – Minha mãe soltou pasma.
Sério?! Tá vendo quando eu digo que ele tem que manter aquela maldita boca calada, ainda acham que eu sou rude....! Pelo olhar que lancei para ele, Jacob percebeu que tinha falado merda, de novo!
***
–Mãe, calma... eu vou te explicar do começo. – Pedi, depois de ser massacrada de perguntas, desde o aeroporto até a limusine, na qual foi mais um motivo de questionamentos.
–Acho bom! – Exasperou, finalmente parando para respirar depois de me fazer tantas indagações.
–Vem cá, você deu o golpe do baú foi, minha filha? – Meu pai me perguntou na lata e eu vi pelo retrovisor que Jacob sorriu de canto, ao volante.
–Que isso, pai?! – Arfei ofendida.
–Perguntar não ofende! – Defendeu-se logo, com as mãos espalmadas para cima.
Eu suspirei já cansada pelo que ainda estava por vir, pois quando eles soubessem do balaio de gato que eu me meti, com certeza, iam fazer o barraco do século!
–Não, eu realmente amo o Edward. – Admiti sem pensar e do nada o carro freou com tudo. O durão Xerife de Forks quase se estatelou no chão, soltando altos palavrões e a mamãe, gritando feito uma louca, foi parar praticamente no colo de Jacob. – Ficou maluco, Jake?!
–Mil desculpas... tomei um susto.
–Com o quê, criatura?! – Meu pai esbravejou. – Até pareceu um cavalo ao ver uma cobra.
–Quase isso. – Murmurou, olhando para mim através do retrovisor. –Porém me desculpe mais uma vez.
–Tudo bem. –Minha mãe disse corada, completamente desconcertada pelo fato de estar em seus braços. Papai percebeu isso e foi logo dizendo:
–Larga minha mulher, cabra da peste, se não te quebro todo na porrada agorinha mesmo! – Ele já arregaçava as mangas da sua camisa e o rapaz a soltou imediatamente.
–Calma, pai! – Tentei apaziguar a confusão que já estava prestes a acontecer.
–Calma o cacete! Esse pivete quer mexer nas virtudes de sua mãe! – Acusou revoltado, fazendo com que ela se pronunciasse, com certeza, sem pensar:
–Há, Há! Até que seria bom, por que ninguém mexe nelas há tanto tempo.... – Eu arregalei os olhos com essa informação e ela pôs a mão na boca, assustada por ter pensando alto.
Renée Swan era tão católica que eu até pensava que ela não fazia (e nem pensava) em sexo... Meu Deus, quem diria que um dia eu ouviria uma coisa dessas sair de sua boca?! Mas, pensando bem, eu não existiria se ela não fizesse. Ela e meu pai devem ter feito muito mais vezes... Credo! Por que eu estou divagando sobre a vida sexual dos meus pais mesmo, hein?!
–Você acha que é mesmo hora de falar das nossas intimidades aqui, na frente da nossa filha?! — Meu velho já berrava de tão revoltado.
–Claro que não! Desculpe, homem! A intimidade que eu quero falar é a dela e de seu noivo, isso sim. – E os dois pares de olhos me encaram inquisidores e eu engoli a seco.
–Bom... Eu e Edward não... – Sério que eu vou ter que falar sobre isso com eles?!
–Chegamos. – Jacob informou e os portões se abriram para nós.
Assim que entramos na propriedade, meus pais finalmente calaram a boca, impressionados, e eu suspirei aliviada por adiar esse assunto. Eu ainda não tinha ideia como explicar essa situação maluca sem que eles criem dificuldade, pois eu tinha certeza de que meu pai não aceitaria que eu me casasse se não tivesse completamente convicto que Edward era o melhor para mim.
Estar com uma doença terminal deve estar no topo da lista! Meu subconsciente debochou.
Querendo fazer a cabeça de papai a todo custo, pedi a Jake para levar as malas e mamãe para dentro, enquanto mostrava o haras particular que Edward tinha ao meu velho caipira. Foi uma andada longa, pois a estribaria ficava longe da casa e Charlie se negou a subir no quadrículo, porém foi ótimo matar a saudade dele e ficar longe da histeria da mamãe.
–Então, como você veio parar aqui? –Ele me perguntou, enquanto caminhávamos e eu praguejei mentalmente, sem saber como responder. – Você não ia para o Caribe com suas amigas?
–Sim, mas... recebi uma oferta de trabalho pra vir para cá, imperdível. – Falei subjetiva, não querendo dar muitos detalhes, principalmente que Edward era meu patrão. – Eles me pagam muito bem.
Ele assentiu.
–Bom... Depois que casar, você vai ter que vir morar com o seu marido. –Como se eu já não estivesse morando...Eu apenas concordei com a cabeça, não querendo abrir minha boca e dizer nada demais. – E seus estudos? Você vai abandonar a faculdade? – Seu tom era de sincera preocupação.
–Eu... Pra falar a verdade, ainda não pensei nisso.
Meu pai estancou no lugar.
–É isso que está me deixando com a cabeça fervendo, filhota. – Contou-me, olhando-me nos olhos. — Você pensou direito no que está fazendo? Eu nem sabia que você estava namorando e já vai casar?! Estou aflito com o seu futuro, aquele que eu e sua mãe fizemos um sacrifício dos diabos para que você tivesse.
–Pai... – Suspirei, puxando-o para um banco de madeira perto do lago. A vista do lago era magnífica. – Eu sei que isso tudo é muito repentino, mas acredite, é o que eu quero. – Afirmei com convicção, ele exasperou. –Por favor, me escute. Sei que vocês devem estar pensando que nós somos dois irresponsáveis que estamos casando sem pensar nas consequências, mas acredite, que é por causa delas que o casamento vai acontecer. – Fiquei orgulhosa com meu belo discurso, porém esse sentimento durou pouco.
–Epa! – Ele se levantou num pulo. – Que consequências são essas que você está se referindo? Você está querendo me contar que está realmente prenha, Isabella?! – Sua narina estava inflada de tamanho ódio e eu bati na testa, com força, irritada com minha própria imbecialidade.
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