Notas iniciais
Comente se gostou da história e me ajude a continuar a escrever, minha primeira fic não Yaoi, espero que gostem

Luke estava animado, seu novo jogo importado da China para 3DS havia acabado de chegar e estava em suas mãos, ainda lacrado. O seu sorriso estava estampado enquanto subia as escadas em direção ao seu quarto, mas simplesmente sumiu a ouvir sons que vinham do quarto de seu irmão mais novo, Ravi.

Deixou o jogo em uma mesinha no corredor e foi até o quarto de Ravi. Primeiro tentou abrir, mas estava trancada, então tentou outro método.

Os barulhos que ouvia eram idênticos a choro o que preocupava Luke, não era segredo que seu irmão sofri alguns problemas, digamos, de socialização, e como irmão mais velho por mais que não demonstrasse com freqüência, queria cuidar do mais novo. Afinal, Ravi nunca fez nada a ninguém, sempre foi a melhor pessoa possível, e ver as pessoas o machucando também o machucava, internamente.

—Ravi?-Bate na porta, sem resposta, então repete a ação.–Ravi?

—Luke, vai embora.-Grita de dentro do quarto com a voz visivelmente chorosa, que faz o irmão mais velho sentir uma culpa que não é dele, bom, ele sente que não.

—Ravi, o que foi? Zombaram de você de novo?-Pergunta, preocupado. O pensamento de que talvez devesse chamar alguém mais qualificado passa por sua cabeça, alguém que entendesse mais o indiano, mas Jessie havia saído para um teste de comercial, Emma havia ido fazer compras e levado Zuri junto para um “Momento entre irmãs” e deus, não deixaria o indiano com Bertram, o mordomo era triste o suficiente por si só, e pioraria o estado de Ravi.

—Eles são tão cruéis, Luke. Eu nunca fiz nada para eles me tratarem assim. Ganesh é prova que eu não mereço a irá deles sobre mim.-O sardento adolescente ouve o barulho da tranca, abrindo a por indo direto abraçar seu irmão menor.

—Eu sei, Ravi, pessoas são assim. Você é muito melhor em um dedo que eles, juntos, no corpo todo.-Fala afagando o cabelo preto como o carvão enquanto sentia, o seu pequeno irmão nerd, com pijamas verdes de lagarto o abraçar forte.

—Você não entende, Luke. Você é como eles, você não entende por que é popular, você não tem um sotaque ridículo, nem precisa se esforçar para que te notem. Nunca vai entender como eu me sinto.-Ao ouvir isso o sardento o solta no mesmo instante, o encarando sério. O pensamento de talvez ter dito algo errado passou pela cabeça de Ravi, mas não tentou se desculpar, apenas deixou o irmão dizer o que tinha que dizer.

—Eu sei, Ravi. Eu sou popular, eu não sei por que, mas sou, sempre estou rodeado de pessoas, pessoas tão idiotas quanto eu, e se não são, só me querem por perto por interesse. Sério Ravi? Ridículo? Ravi se disser isso pra alguém eu mesmo te bato mas... Você tem o sotaque mais fofo que eu já ouvi, o jeito que você puxa o “r”... É o que te faz especial, Ravi, isso faz parte de você, e as conversas com você não seriam tão marcantes sem a pequena elevação no “u”, é sua forma de se expressar, e não deveria sentir vergonha dela. Além do mais, você não to que se esforçar para que te notem, por que quem não faz isso apenas com você sendo você mesmo merece um diploma de idiota e uma foto de Bertram de sunga de brinde.-Fez uma pequena pausa, falou tanto e tão depressa que nem percebeu o ar faltando em seus pulmões.–E por último, nunca mais me compare aqueles imbecis, okay?

Ravi sentiu seus olhos lacrimejarem novamente, mas dessa vez por um motivo bem melhor que Bullies babacas, ele queria chorar de emoção e dar o mais apertado abraço que Luke receberia na vida, e foi isso que ele fez.

—Okay, ta me amassando.-ouviu seu irmão dizer com uma voz espremida então o soltou–Para um nerd, você até que é bem forte.-Sorriu junta a frase.

—Obrigado, Luke, de verdade. Me sinto bem melhor.-Falou, encarando os olhos castanhos,e as bochechas claras e cheias de sardas do irmão, que apesar de tudo, tinha um olhar leve e inocente quando estava mais perto do indiano, talvez, fosse a amizade deles, o amor fraternal ou quem sabe o instinto de irmão mais velho que aflorava perto do mais novo, principalmente por que seu irmão era muito...frágil para um garoto da sua idade, bem, para qualquer garoto, de qualquer idade, na verdade.

—Meu jogo novo chegou, aquele de guerra que eu te falei, quer jogar comigo?-Pergunta agora com um semblante animado.

—Não acho que a Jessie gostaria disso, Luke. Ela não gosta de jogos violentos...-Diz, preocupado.

—Bem, se ela não souber, não tem como proibir, então não é errado-Diz, mas seu irmão ainda parece receoso.

—Vamos, Ravi...só dessa vez...só até Jessie chegar...-Tenta o convencer, e funciona dado ao sorriso de “Okay, mas só dessa vez” que o indiano mostra.

Ambos se levantam, do chão de madeira, no quarto, normalmente cheio de luz, mas nessa ocasião a luz estava apagada e o ar condicionado ligado. “Clima perfeito para o Ravi ser uma drama queen” pensou Luke por um segundo, então notou que o mesmo estava já saindo do quarto, já na porta.

—Hey, Ravi.-O mesmo se virou.–Se contar pra alguem esse discurso de amor próprio eu mesmo serei os responsável pelo maior cuecão que vai sentir na sua vida.

Ele apenas sorriu e se virou, e Luke pode ouvir um baixo “que discurso? “ que o fez sorrir, e o seguir, agora bem mais feliz que antes.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!