Notas iniciais
Bom pensei em para de enrolar, esses dois tem que ficar juntos logo kkkk Mas ainda não acabou tem muita coisa pela frente. Espero que gostem, e deem sugestões, fiquem a vontade.

Foi até que rápido com o doutor Robbins, ele queria me mostrar umas fibras que havia dentro do corpo da vitima, disse que eu deveria enviar ao Hodges, e foi o que fiz, coloquei a evidencia em cima da mesa e enviei uma mensagem para ele avisando sobre elas, já que não estava no laboratório, resolvi ir ajudar Greg, aparentemente ele é quem estava mais trabalhando nesse caso, já que eu estava apenas pensando nele, o tempo todo.

Ele estava ainda procurando evidencias quando cheguei, parei e fiquei observando ele da porta por um tempinho, tão lindo quando está concentrado, acho que estou começando a descobrir o que sinto, gosto dele, mais do que alguém pode imaginar, o problema é que sou eu que não quero admitir, para mim mesma, meus sentimentos em relação a ele, sou eu que estou complicando as coisas, e se eu me declarar? Se eu abrir o jogo? Talvez ele diga logo o que sente por mim, e se o que sentimento for recíproco, podemos ficar juntos, mas se não, iria sofrer, mas, tentaria esquecê-lo.

–Quer me ajudar? – questionou ele com um sorriso, olhando para mim.

–Vim ver como está indo – respondi, caminhando em sua direção – Mas também vim ajudar, se quiser minha ajuda – brinquei.

–Claro que quero – ele disse com um sorriso novamente.

–Então achou algo?

–Bom encontrei algumas fibras que são bem parecidas com o que estava na casa, depois vou mandar para o Hodges analisar – ele mostrou um pacotinho com as tais fibras que havia encontrado – E você o que fez? – Além de pensar em você o tempo todo? NADA.

–O doutor Robbies me chamou para a autopsia – disfarcei, não fiz nada na autopsia, mas ele não precisava saber, parei e olhei as fibras novamente – Não sei se isso ira nos ajudar, mas aparentemente, as fibras são as mesmas, que o doutor encontrou no corpo da vitima.

–Isso é ótimo – disse ele – Como pode não nos ajudar? – pergunta confuso.

Concentre-se no caso Morgan, você está muito aérea hoje, concentre-se.

–Nada só me expressei mal – disse envergonhada enquanto procurava qualquer coisa que servisse como pista.

–Morgan você esta bem?

–Estou – respondi sem ter coragem de olhar para ele, acho que não caiu nessa, percebi que ele esta saindo de onde estava e vindo em minha direção, meu coração começou a bater rápido, minhas mãos a gelarem, o que esta acontecendo?

Ele parou do meu lado, tirou um papel pedaço de papel que eu estava segurando, e colocou em cima da mesa, senti seus dedos no meu queixo, que delicadamente erguiam minha cabeça, me fazendo olhar para ele.

Seu toque fez meu corpo todo se arrepiar, e de repente, esqueci-me de como se respira.

–Hey o que esta acontecendo? – ele disse baixinho, minha mão estava cada vez mais gelada, senti meu corpo todo tremer, nunca me senti assim antes, definitivamente estava apaixonada por ele, essa era a única explicação.

–Nada – respondi somente, não posso me declarar aqui.

–Confia em mim – minha vontade de beija-lo só aumenta, preciso me controlar, concentre-se Morgan.

Ele começa a acariciar meu cabelo, respirar para mim esta cada vez mais difícil, meu coração parece que vai sair pela boca. De repente sua mão chega a minha nuca, e a outra em minha cintura, ambas fazendo o mesmo trabalho, me puxando cada vez mais, para perto dele. Acho que o mundo parou, não havia mais ninguém envolta, apenas eu e ele, não estávamos no trabalho, não havia assassinato para investigar, só havia aquele momento, só havia o aqui e o agora.

Seus olhos dentro dos meus, desviaram para minha boca, é agora ou nunca, fechei meus olhos.

Meu celular toca, agora serio? Nos dois nos assustamos me afastei para ver quem era, Hodges, eu só espero que seja algo muito importante, se não eu mato nele.

–Sim – disse olhando para Greg, que claramente estava chateado, tão perto, não acredito que deixei essa oportunidade escapar.

–Você vai me amar – Não, ai é que está esganado, você me fez perder um beijo, no momento eu quero te matar.

–Fala logo Hodges – digo desviando o olhar de Greg, estou querendo sentar e chorar, isso não podia estar acontecendo.

–Tudo bem sabe a fibra que você me trouxe? É a mesma em ambas as cenas do crime – claramente ele estava muito orgulho de sua descoberta.

–Isso é bom, e do que é a fibra? – Hodges eu vou te matar.

–Algum tapete verde.

–Tapete? – olho para Greg que prestava atenção na conversa – Na casa da vitima havia algum tapete verde?

–Não – ele respondeu somente.

–Tudo bem – digo a Hodges, otimo precisamos de um tapete – Obrigada, vamos procurar por um tapete então.

–Espera, eu disse que você ia me amar – interrompeu ele – Pesquisei no sistema, essa fibra é bastante rara, em Las Vegas só a três tapetes feito com ela – uma noticia boa no meio de tudo isso – Um deles fica na loja do senhor Calvin – Ótimo uma pista útil.

–Como sabe?

–Bom pesquisei fotos do estabelecimento dele, e vi o tapete, mas preciso ter certeza, então se forem lá me tragam uma amostra.

–Tudo bem obrigada Hodges. – desligo o celular. Olho para Greg que me observava – Hodges disse para irmos para a loja de Calvin, lá tem um tapete com o mesmo tipo de fibra – paro de falar, ele parecia confuso, porque eu atendi o celular? Podia ter dado um beijo nele antes de atender, é uma pista boa, sim, mas compensou? Acho que não – Greg – faço uma pausa – Eu sinto muito – eu estava quase chorando. Ele vem em minha direção mais uma vez.

–Tudo bem – diz, enxugando uma lágrima, que teimou em cair – Eu vou a loja e você fica aqui – ele fazia carinho no meu rosto, estou loucamente apaixonada por ele – E quando eu chegar, agente conversa ok?

–Ok – digo abaixando a cabeça, novas lagrimas insistem em cair, e sinto novamente seus dedo tocarem meu queixo, e mais uma vez delicadamente ele me fazia olhar para ele.

–Não chora – diz, enxugando minhas lagrimas, que rolavam e rolavam – Eu estou aqui Morgan.

Eu não sabia o que dizer, então fiz a primeira coisa que passou pela minha cabeça, fechei meus olhos, e beijei-o.

Palavras não podem traduzir o que eu senti, só posso dizer que foi perfeito. Ele retribuiu o beijo, que começou de vagar depois se intensificou, sua mão que estavam no meu rosto, foi para minha cintura, e me puxava para mais perto dele, não queria que aquilo termina-se nunca mais, mas, como tudo que é bom dura pouco, tivemos que nos separar.

–Acho que preciso ir a loja – diz ele com um sorriso – Te vejo mais tarde?

–Sim – respondi, ainda não acredito no que está acontecendo.

–Ótimo – ele me da mais um beijo, e sai.

Sentei numa cadeira e fiquei hipnotizada por um tempo, e eu achando que o dia não iria acabar bem, eu não podia estar mais feliz.

Não vejo a hora de vê-lo novamente.