O melhor Natal de todos
1 One-Shot
Notas iniciais
Espero que gostem muito.

Sarada olhava pela janela, observando a neve cair naquele fim de tarde. Aquele era seu feriado preferido, principalmente por conta dos presentes. Ela adorava se vestir com uma roupa quente e bonita, acompanhada de luvas e botas combinando e sair de casa para poder brincar na neve. Era algo que fazia todos os anos, juntamente com seu papai e sua mamãe. E era lindo. Para ela, que tinha apenas cinco anos, era o momento mais incrível do dia, após os presentes, claro. Naquele ano havia algo que a fazia sentir-se mais ansiosa. Sabia que o Papai Noel jamais deixaria de lhe dar aquele presente, como fez em todos aqueles anos anteriores. Haviam sido presentes incríveis, mas o daquele ano, seria o melhor. Ela sorria para a neve enquanto pensava em seu presente especial. Havia acordado mais cedo que o de costume, apenas por estar ansiosa por aquele dia. Infelizmente seu pai havia saído. Ainda não sabia o porquê, nem mesmo o seu destino, mas não tinha que se preocupar, ele jamais faltaria a festa de natal, por mais que aquele não fosse seu dia preferido. Sua mamãe havia contado sobre seus avós e tio, e explicou que o motivo de seu pai não gostar muito do natal era o fato de ele sentir ainda mais falta de cada um deles, e ela compreendia, porque não podia se imaginar sem seus amados pais em sua vida.
Enquanto Sakura finalizava os preparativos para a ceia, pensava no quão encrencados estariam se não tivessem se lembrado antes da tempestade que estavam sabendo que aconteceria, que o presente de sua garotinha havia ficado com o Uzumaki. Era esse o motivo de seu marido não estar ali com ela, a ajudando, ou simplesmente distraindo a agitada e ansiosa filha deles. Se tivessem escondido na casa deles, a pequenininha, esperta como era, com toda a certeza encontraria antes mesmo daquele dia chegar. Já havia acontecido antes e era por esse motivo que se antecipavam e não mais deixavam o presente dela na casa, e sim na de um de seus amigos. O escolhido naquele ano havia sido Naruto, por mais que ele fosse o maior linguarudo, porque mal conseguia guardar um segredo. Surpreendentemente ele não havia comentado sobre o presente ou o fato de o mesmo estar consigo para com a afilhada, e os pais da menina agradeceram mentalmente por isso.
Aquele era um dos vários momentos nos quais sua casa estaria cheia. Todos seus amigos apareceriam com a família para que pudessem festejar juntos, mas só havia um problema no qual a rosada se preocupava e acabava por pensar que aquele seria o primeiro que acabaria por não acontecer: a tempestade. E era por isso que naquele momento, olhava vez ou outra pela janela da cozinha, ansiosa por ver o carro de seu marido. Se sentia preocupada. Não deveria ter concordado com a ideia de ele ir buscar mesmo sabendo da tempestade, deveria ter insistido para que ele ficasse, mesmo que soubesse que se o presente não estivesse debaixo da árvore para que a filha deles o encontrasse na manhã seguinte, seria desastroso. Provavelmente ela não mais acreditaria no Papai Noel e ficaria decepcionada por vários dias, e aquilo era tudo que ela e o amado menos queria. Era encantador ver o olhar brilhante de sua garotinha quando ela falava sobre aquele feriado mágico. Para as crianças o Natal era simplesmente mágico. O Papai Noel chegava em seu trenó junto de suas várias Renas, descia pela chaminé e deixava os presentes debaixo da árvore decorada pelas famílias. O casal não queria que a garotinha deles deixasse de acreditar nessa magia, e era por esse motivo que um deles se encontrava fora de casa naquele momento, mesmo sabendo da tempestade que chegaria em instantes.
— O papai chegou!
Sakura diz um finalmente, saindo do cômodo onde estava, afim de chegar até a porta, encontrando sua garotinha já nos braços de seu marido. E por isso sorriu. Ela pedia incessantemente para poderem brincar na neve, várias e várias vezes, enquanto pulava em seu colo, com um sorriso contagiante nos lábios. Aquele seria um problema, ambos os pais da garotinha sabiam disso.
— Minha princesa, hoje não vai dar, quem sabe amanhã?
— Ah, mas, papai, é véspera de Natal.
— Eu sei, filha, mas está vindo uma tempestade e é perigoso sairmos de casa.
— Que injusto! — Fez um biquinho no qual ambos os pais sorriram.
— Por que não me ajuda a decorar os biscoitos de natal, meu amor? – A mãe chamou a atenção da garotinha.
— Eba!
O pai a colocou no chão quando ela começou a pular em seus braços, já animada novamente. Ela correu para a cozinha, dizendo que faria os mais bonitos.
— Conseguiu pegar?
— E achou que eu voltaria sem ele? – Lhe deu um sorriso ladino no qual a deixava de pernas bambas. – Apesar de achar que ela vá gostar mais do outro presente.
— Combinamos contar apenas amanhã.
— E assim o faremos. – A abraçou pela cintura, roçando seu nariz no dela. – Nossos amigos não vêm.
— Eu imaginei. – Sussurrou, já não prestando tanta atenção no que o amado dizia, por conta do roçar dos lábios dele nos dela.
— Mas mandaram abraços e um feliz Natal.
E Sakura apenas balançou a cabeça, deixando o marido tomar seus lábios, como ele gostaria de ter feito desde que chegou, como fazia sempre. Mas aquele era diferente. Havia uma pegada de um desejo maior do que apenas um simples beijo, e por isso colou seu corpo mais ao dele, deixando-o explorar sua boca com a língua e seu corpo com as mãos. Como vestia-se com um vestido vermelho levemente rodado, as mãos grandes puderam adentrar a saia e tocar sua nádega, dando um aperto forte mesmo que por cima da calcinha. Gemeu entre o beijo, o que o fez sorrir ladino, deixando seus lábios para sentir seu cheiro delicioso ao explorar seu pescoço.
— Mamãe! Papai!
E então Sasuke afastou o rosto do pescoço exposto, deixando um beijo cálido nos lábios da amada, antes de pegar em sua mãe para que pudessem ir até onde a filha estava, a espera de ambos de forma ansiosa. Ela já estava sobre uma cadeira quando chegaram a cozinha, com os biscoitos em frente a ela. Sasuke caminhou em direção ao armário para poder pegar as coisas que usariam para decorar — pelo menos parte delas, já que a outra parte estava sobre a mesa de vidro.
Sua esposa já havia feito os cremes coloridos e deixado todos eles preparados para que pudessem fazer a decoração juntos, como todos os anos. Era uma diversão para Sarada, e ambos os pais faziam o que fosse para deixar aquele dia cada vez mais mágico para ela. Sentaram-se de frente para a pequena, vendo-a a começar a decorar com um sorriso nos lábios, mostrando aos pais sua “obra de arte” com um sorriso no rosto. Apesar de ter apenas cinco aninhos, a pequena fazia lindas decorações nos bonequinhos feitos de massa de biscoito. Eles eram seus preferidos, e por isso os pais ficavam com as estrelas, as árvores e os cajados; mas isso não queria dizer que quando os bonequinhos acabassem ela não decorava as outras opções.
Apesar de não ser fã de doces, o que era incrível, já que sua filha, que era tão parecida consigo, era viciada em cada um deles, Sasuke gostava dos biscoitos que sua esposa fazia. Eram os melhores, e por algum motivo o lembrava dos que sua amada mãe fazia quando mais novo. Não fazia ideia de como era possível, sendo que ambas nunca se conheceram e não puderam ter conversas de sogra e nora, inclusive trocar receitas, como via a mãe de Shikamaru fazendo com a nora, Temari. Mas isso não o incomodava de alguma forma, mas sempre pensava em o quanto gostaria de ver uma cena como a que via sempre que estava na casa do amigo, acontecendo entre sua amada e sua mãe.
Sarada colocou um biscoito em formato de estrela na boca ao mesmo tempo em que pegava um em formato de bonequinho, e pulava da cadeira, seguindo para a sala, deixando seus pais preocupados por um momento, por ela ter feito uma ação que poderia acarretar em um possível machucado. Mas se aliviaram quando ela não reclamou e apenas continuo seguindo até seu destino. Sasuke pegou três biscoitos, sendo que um deles levou imediatamente a boca e seguiu sua garotinha, sendo seguido por sua amada, que tinha um sorriso no rosto enquanto pegava em sua mãe. Chegaram no momento em que a pequena começou a pular no sofá, pedindo para assistirem “Klaus”, seu filme preferido após “A Rena do nariz vermelho”. Imediatamente o pai colocou ao filme, enquanto sua amada sentava-se ao lado da garotinha deles, que deu um último pulo, caindo sentada sobre o sofá macio de cinco lugares.
Ambos faziam uma ideia do que a garotinha deles gostaria naquele dia, no qual não teria os amigos junto a ela para correr por toda a casa, brincando de várias brincadeiras nas quais os cansariam e os fariam dormir antes da meia noite. E era por esse motivo que haviam preparado a mesa de centro para que comessem, bebessem e se empanturrassem com as delícias diante da TV, assistindo aos filmes escolhidos pela filha deles.
Não souberam o momento em que Sarada adormeceu, mas ao desviarem os olhos da tela da TV para a pequena que estava entre ambos, ela estava tombada sobre as pernas do pai, dormindo pesadamente; sua boca estava vermelha e verde por conta dos cremes e havia farelo até mesmo no nariz. Riram baixinho ao verem o estado da pequenina. Apesar de tudo, havia sido divertido, e imaginaram que ela não se esqueceria tão cedo naquele natal diferente e mágico que tiveram juntos, apenas os três.
Ou seria quatro?
Sakura levou a mão a barriga ainda muito lisa.
— Está tudo bem?
— Tudo ótimo. – Diz com um sorriso, olhando para o amado. – Eu mal posso esperar para contar a ela sobre essa novidade.
— Ela vai ficar eufórica. – Diz rindo, sendo acompanhado pela amada. – Provavelmente contará para a cidade inteira.
— Eu sei que não foi planejado... – Desviou os olhos para a barriga novamente. – Mas é maravilhoso saber que seremos pais novamente.
— Eu também estou feliz. – Seus olhos se encontraram com os esverdeados de sua amada, e então sorriu. – E espero que venha mais parecido com você dessa vez.
— Acha que virá uma menina novamente?
— Não sei, mas é o que quero.
E a mulher sorriu.
— Com os cabelos rosados e os seus olhos brilhantes e esverdeados.
— Eu te amo.
— Eu também te amo. – Beijou seus lábios, calmamente. – Vou deixar nossa filha no quarto dela. – A pegou melhor nos braços antes de se levantar. – Te encontro no nosso quarto?
— Eu só vou comer mais dois biscoitos.
E o rapaz moreno de olhos ônix riu.
— Sei, mais dois vezes dez.
— Ei! – Reclamou, vendo-o seguir para longe de si, rindo, e por mais que quisesse ir atrás dele e fazê-lo pagar por suas palavras, apenas fez um biquinho e trouxe a bandeja pequena que estava sobre a mesa de centro para seu colo.
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— Feliz natal!
O casal não deveria estar surpreso por ouvir aquela voz infantil em um som agudo demais para aquela manhã, mas como estavam dormindo pesado, acabaram por se assustar. Seus olhos encontraram a pequena sobre a cama de casal, pulando como se estivesse em um pula-pula, com um sorriso enorme e contagiante no rosto, repetindo e repetindo o mesmo que os fizeram se assustar em um primeiro momento. Sasuke trocou um olhar com a esposa, correspondendo ao lindo sorriso dela, mesmo que o dele fosse ladino, e então, em um rompante, trouxe a pequenininha para seus braços, lhe enchendo de cócegas, ouvindo suas gargalhadas gostosas, e enquanto isso Sakura, apenas observava, rindo junto de sua garotinha, se divertindo com aquele momento de pai e filha.
— Feliz natal, minha princesa. – Diz, dessa vez lhe enchendo de beijos por todo seu rosto, ouvindo sua risada mais uma vez.
— Feliz natal, papai, feliz natal, mamãe.
— Feliz natal, minha gatinha. – Sakura lhe deu um beijo na bochecha.
— E meu presente especial?
— Está na árvore, filha.
— Não está, não, papai, eu abri todos e não está lá.
— Sarada! – A repreendeu. – Era para abrirmos juntos, querida.
— Ah, mamãe, não deu para esperar, não. – Diz balançando a cabeça, fazendo os pais acabarem por rir pela forma que ela havia se explicado. – E então? Cadê meu presente?
— Filha, o papei Noel deixou todos que pediu embaixo da árvore. – O pai diz, começando a se preocupar, juntamente a sua amada, afinal, não estava sabendo de outro, senão os que ela deixou nas cartinhas.
— Ele se esqueceu de um, então. – Cruzou os braços e fez um biquinho. – O mais importante, que injustiça. No próximo natal eu vou enviar uma reclamação junto aos meus pedidos.
E novamente os pais estavam rindo.
— Isso é muito sério, papai, mamãe, como ele pode esquecer do meu irmãozinho?
E então ambos imediatamente deixaram de rir, surpresos por aquelas simples palavras que haviam saído dos lábios de sua pequena.
— Irmãozinho? – Os pais dizem juntos, surpresos demais para conseguir dizer qualquer outra coisa.
— Sim, meu irmãozinho. Eu pedi tanto, dias e mais dias, e ele não me deu. – Fez um biquinho ao finalizar sua reclamação. – O Papai Noel está ficando caduco.
— Sarada, não fale assim, ele pode te ouvir. – Sasuke diz, em meio a diversão, após passar a surpresa.
— É para ele ouvir mesmo!
Os pais riram novamente, balançando a cabeça; a filha deles era uma graça.
— Filha, eu acho que você deve desculpas ao Papai Noel.
— Por que, mamãe? – Franziu o cenho. – Ele que me deve.
— Na verdade, não, querida. – Diz com um sorriso nos lábios.
A garotinha ficou totalmente confusa, e mais ainda quando o pai abriu a gaveta e pegou uma caixinha pequena com um papel colorido sobre ela. Pegou de sua mão quando ele estendeu, e abriu rapidamente, curiosa, mas ficou ainda mais confusa ao encontrar um sapatinho branco dentro da caixinha.
— Papai é muito pequeno, não cabe em mim.
Os pais riram.
— Filha, não é para você.
— É para o seu irmãozinho, princesa. – Sasuke completou, vendo os olhinhos dela se arregalarem. – Sua mãe está grávida.
E no instante seguinte, Sarada estava pulando sobre a cama, em animação, repetindo várias e várias vezes, com felicidade, a mesma frase.
— Eu vou ter um irmãozinho!
Sasuke e Sakura sorriram, felizes por ver a garotinha deles tão animada com um presente no qual eles não haviam planejado dar a ela, mesmo que ela tenha pedido tanto por isso, as escondidas, apenas para o papai Noel saber. Realmente, só podia ser muita coincidência. Sarada provavelmente ficaria irritada com o homem barbudo por vários dias se aquela coincidência não tivesse acontecido.
— Esse é o melhor natal de todos! – Diz abrindo os braços e sorrindo para ambos os pais. – Vou contar para todos os meus amigos. Boruto não acreditava que eu ia ganhar e agora vou esfregar na cara dele.
E ambos se perguntavam onde a pequena deles estava aprendendo a falar daquela forma, e por isso eles trocaram um olhar, antes de se voltar para a moreninha.
— Podemos abrir os presentes agora?
— Mas você não tinha aberto? – O pai pergunta, com uma das sobrancelhas arqueadas.
— Não abrimos o do papai e da mamãe que o Papai Noel mandou, ué. Eu quero abrir eles também.
E mais uma vez os pais estavam rindo, com a espontaneidade da garotinha.
— Vamos logo! – Pulou da cama para o chão, sem se importar com a altura. – É Natal! – Gritou cantarolado, seguindo para fora do cômodo, com ambos os pais lado a lado, com as mãos unidas e um sorriso no rosto.
Notas finais
Simplesmente amei escrever cada cena deste capítulo.
Eu amo a Saradinha, e aqui...
Ela estão uma gracinha, né?
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