O melhor Hunter
8 Interlúdio
Já fazia 2 horas que estava esperando em um beco, e o seu contato estava atrasado. Uma fina chuva caía, não incomodava, mas atrapalhava um pouco a visão. Após esperar por mais alguns minutos ele havia resolvido desistir, abraçou a maleta que carregava contendo o motivo de estar ali. Não gostava dos HUNTERS, mas eles pagavam bem, e precisava do dinheiro para sair do país, havia tido problemas em fugir da máfia e a informação que detinha levaria assassinos a seu encalço.
Ao dar o primeiro passo saindo do beco, reconheceu seu contato chegando, cabelos castanhos desgrenhados que mesmo molhados ainda ficavam armados em um black power fracassado, calça jeans esfarrapada, uma blusa verde esgarçada, calçava um tênis velho que fazia um barulho engraçado enquanto andava na direção dele. Tinha um cigarro na boca que fazia bastante fumaça enquanto fumava. Ao vê-lo fez um cumprimento exagerado com os braços. Aquele cara era tudo menos discreto.
Ao voltarem para o beco o homem da maleta perguntou:
– Espero que tenha trago meu dinheiro. Você sabe que o que tenho aqui vale muito mais do que você está pagando.
O Hunter afirmou com a cabeça, ao virar-se de costas o homem viu que ele carregava uma mochila, com um movimento o Hunter retirou a mochila e deu para o homem que esperava no beco.
Assim que pegou a mochila e a abriu, um sorriso veio ao rosto do ex-mafioso, havia mais dinheiro do que havia pedido. Teria o suficiente para mudar de país e viver uma vida de luxo. Pensando dessa maneira, ele acreditou que poderia simplesmente matar o Hunter que estava ali e vender novamente a informação da maleta. Seria fácil, a arma estava dentro da maleta e o rapaz com certeza não esperaria um ataque dele. Um tiro certeiro resolveria o problema.
– Bem irei pegar o envelope, está aqui na minha maleta. – Disse enquanto ia andando em direção a uma lata de lixo – Deixe-me abri-la e pegarei para você.
Quando o informante colocou os dedos nos trincos da maleta, sentiu a mão do Hunter sobre seu ombro. Era um aperto firme, desprovido de emoção, chegava a dar medo, uma sensação completamente diferente da imagem que o Hunter esfarrapado passava.
– Espero que não faça o que está pensando. Pois eu sei o que pretende fazer. — Sua voz entoava como de uma pessoa completamente diferente.
O aperto ficou mais forte e o informante gemeu. Não tinha força e nem coragem para retirar a mão sobre seu ombro, e a dor o fez perder as forças nas pernas, caindo de joelhos ao chão. O Hunter o largou e foi a direção da maleta, abriu-a, pegou o envelope e a deixou aberta sobre a lata de lixo.
Virou-se de costas e saiu. Ao mesmo tempo que o jovem saia, o ex-mafioso levantava-se com os olhos sem vida, como se estivesse em um transe. Andou em direção a lata de lixo, pegou a arma que estava dentro de sua valise, apontou-a para sua própria têmpora e contra a sua vontade apertou o gatilho.
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