Carly tremia os lábios, de frio e de medo, levei Carly entre a parte mais escura da floresta até a casa, não havia sinal do homem.

—O leatherface não está aqui!-Carly sussurrou.

—O quem?-perguntei confusa.

—A história que sua avó contou!-ela exclamou.

—----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Minha avó estava sentada com os óculos caindo sobre o nariz, o cabelo grisalho entrava em contraste com a pele branquinha, o rosto era enrugado e os olhos pareciam cansados. Carly e eu brincávamos com algumas bonecas que foram da minha mãe, tínhamos quinze anos, elada minha avó.

—Harper!-Minha avó exclamou com voz tremula.

—Sim?

Peguei uma boneca segurando-a pelos cabelos e girando no ar divertidamente.

—Em algum momento da sua vida você vai ter de enfrentar alguém do meu passado!-ela encostou a cabeça pesadamente na cadeira.

—POr que?-perguntei confusa.

—Aconteceu algo a um tempo atrás -ela começou -Eu e meus amigos viajamos para o interior do Texas, e fomos para uma casa, tudo era lindo, perfeito... Más na perfeição existe um terror, e você vai encontra-lo!

—Qual o nome dele?-CArly se levantou e chegou perto dos lábios da minha avó para ouvir.

—Leatherface!-ela sussurrou.

Dei de ombros, a idade havia afetado o juízo da minha avó e deixado ela um tanto biruta.

—A sua avó sabe contar histórias!-Carly sussurrou entrando no quarto.

—----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

—Você ainda lembra da historia?-Carly disse me tirando do passado.

Confirmei com a cabeça, lembro que pesquisei sobre aquele nome na internet por uns três meses, ele era um tipo de assassino e havia diversos filmes sobre ele, nunca acreditei no que minha avó disse pois havia se tornado algo publico, eu achava que por algum deslize meu tio havia deixado um filme passando e ela viu e meio que enrolou a história e contou umas loucuras para a gente. Más agora tudo fazia sentido, éramos um grupo de jovens no interior do Texas em uma casa perfeita e linda, más na perfeição havia um terror, a morte de Tobias passou como um flash em minha cabeça sentir minhas pernas falharem más não podia entrar em desespero isso nos mataria.

—Harper!-Carly segurou no meu ombro, ela estava chorando e perguntou –John está morto?

Engoli o nó na garganta e tentei conter as lagrimas.

—Eu não sei!-respondi.

As lagrimas rolaram dos olhos, o cabelo estava preso e uns fios grudados na testa por causa do suor.

—Tenho um plano!-disse passando as costas da mão nos olhos e continuei –Vamos entrar na casa, eu vou tentar atrair o ... o leatherface, quando ele estiver próximo a mim fuja!

Ela concordou com a cabeça, mas seus olhos escureceram.

—Fugir para onde?

Lembrei que quando estava procurando os tubos de gás vi uma garagem, eu precisava ir até lá de forma cautelosa e ver se encontrava algo.

—Venha!-segurei a mão dela e a guiei pela floresta, pisamos em um pouco de lama e flores que fizeram um perfume estranho exalar. Fomos para a parte de trás da casa, apalpei a parede com as mãos e encontrei umas cordas, desenrolei-as, duas grandes portas se abriram revelando uma garagem, havia uma moto preta com lama nos pneus, e alguns detalhes vermelhos na lateral.

—A moto do Jason!-Carly exclamou contente.

—A chave está lá dentro, da casa!-Sussurrei.

—Eu fico e você vai!-ela exclamou confiante.

—Não, ele vai vim atrás de você, é isso que ele quer, nós vamos juntas e eu vou atrai-lo, quando ele estiver próximo a mim corra, entre na garagem ligue a moto e vá embora, não ouse parar, vá até a policia e tragam eles aqui!

Ela balançou a cabeça positivamente e enrolou os braços em torno de si mesma.

—Estou com medo!-ela sussurrou baixinho.

Eu também estava, más mesmo assim precisava continuar, precisava tentar pelo menos deixar Carly viva.

—Jason!-exclamei.

—Deve estar morto!-Carly respondeu.

—Não, ele sumiu muito rápido, Jason estava muito quieto, calado!

—Mas ele sempre foi assim!-ela comentou olhando ao redor.

—Não sei, vamos!-exclamei e corri, CArly veio atrás de mim, precisávamos entrar na casa olhei para trás e a vi ela segurando um pedaço de um cano grosso de ferro, JAson era minha suspeita, se ele não fosse o assassino ele tinha algo haver, havia algo nele que era estranho. Olhei para a frente da casa por trás da arvore, parecia tudo vazio, fui em direção a casa, tudo silencio, Carly vinha atrás de mim segurando sua "arma" imaginei ela acertando alguém com aquilo, o pensamento me fez ter um riso baixo más parecia com desespero. O cheiro de gás havia se tornada insuportável, a janela ainda estava quebrada, fui para a cozinha e assim que empurrei a porta lá estava ele.

—Peguei as chaves em cima da mesa!-CArly sussurrou, ela ainda não o tinha visto.

ELe estava de frente a pia, segurava a faca e cortava algo, rosnava baixinho, Carly esbarrou comigo e se deparou com a figura soltando um grito de terror, olhei para o chão, era John deitado no chão o corpo destroçado havia partes faltando, o chão encharcado de sangue, ele se virou e gritou em fúria.

—Carly, corre!-gritei

Ela chorava gritando de desespero.

—Corre!-gritei e a empurrei.

Ela saiu correndo tropeçando em si mesma, quando percebi ele estava na minha frente, era mesmo muito alto os olhos eram frios e ágeis como de um lobo prestes a abocanhar sua presa, ele deu uma gargalhada alta e me segurou pelo pescoço.

—Você é tão linda quanto a Erin!-a voz dele era como uma espada cortando a pele de um guerreiro, era rouco e sua garganta exalava um cheiro imundo.

—Demônios falam!-disse em desdém, ele apertou mais o meu pescoço, gemi baixinho.

—Sabe a sua avó me trouxe muitos problemas quando passou por aqui –ele exclamou –as mortes não estão muito dolorosas!

—A única coisa mais dolorosa aqui é cheiro desse seu hálito imundo!-berrei e ele me jogou no chão com força.

—Você sabe por que estou aqui?-ele perguntou.

—O diabo não te aceitou no inferno?-Perguntei sorrindo e ele me deu um chute, senti meu corpo tremer.

—A alma do leatherface ainda paira sobre esse lugar, quando cada grupo vem para cá um é escolhido para receber a alma e concretizar seu plano!-ele disse e continuou –Estávamos esperando por um Hardesty, sua avó trouxe muitos problemas, já esperávamos por você!

—Como assim esperávamos?-perguntei confusa.

Ele sorriu, segurou a mascara e a tirou, meu coração gelou assim como meu corpo, era ele, não podia ser verdade, agora os olhos pareciam familiares e da primeira vez que ele me viu, ele disse: Você. Como se já me conhecesse.

Leatherface na verdade, era Jason.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.