O manto de Hécate
15 De volta á itália
Notas iniciais
Lá estavam eles novamente na Itália, Nico se sentia aliviado por poder respirar novamente ao ar livre.
–-- Temos de levá-la á um hospital! --- Falou Hannya.
–-- Não adianta, eles não sabem sobre veneno de sereias e seria muito arriscado já que monstros adoram nos perseguir.
–-- O que vamos fazer então?! --- Perguntou Hannya enchendo os olhos de água.
Nico olhou em volta, eles estavam em um beco, mas dali Nico pode avistar uma estadia.
–-- Vamos para a estadia.
–-- Mas, eu quero saber o que vamos fazer em relação á Lucy!
–-- Vamos! Lá nós resolveremos, do jeito que estamos agora, é impossível resolver qualquer coisa.
–-- Tem certeza de que eles não suspeitarão de nós, afinal, estamos com uma aparência horrível, e com uma pessoa desmaiada e ferida.
Nico havia esquecido desse detalhe, mas logo teve uma solução.
–-- Vá somente você e alugue um quarto, apenas para uma noite, eu apareço lá com ela em seguida.
Hannya assentiu e foi em direção á estadia. Nico continuou ali com Lucy. Ao chegar á estádia Hannya foi até a recepcionista, então lembrou de que não sabia falar italiano, e a mágica que Lucy havia feito pela manhã, já havia se quebrado, resolveu usar a velha tática de apontar, a recepcionista já devia estar acostumada á “turistas”, ela falou “Oi” em inglês e a recepcionista já percebeu que ela era estrangeira, gaguejou tentando falar ao menos a palavra “Quarto” em Italiano, a recepcionista não pode evitar uma leve risada, então falou em inglês, ao invés de Italiano.
–-- Deseja um quarto?
–-- Sim! --- Respondeu Hannya mais aliviada, em inglês.
–-- Quantos tempo?
–-- Uma noite.
A recepcionista analisou um caderno cheio de anotações, então voltou sua atenção para Hannya novamente.
–-- Temos apenas um quarto de solteiro sobrando.
–-- Ok.
Ela pagou a diária, e subiu para seu quarto. Chegando lá, abriu a Janela, que dava em direção á rua de onde ela tinha vindo. Ela olhou em direção ao beco, á procura de Nico e Lucy, mas não havia ninguém, foi quando levou um susto, e se virou, até que suspirou aliviada, era Nico vindo das sombras com Lucy.
–-- Ela precisa do néctar... --- Disse Hannya preocupada. --- Ficou na mochila, na caverna.
Nico colocou Lucy na única cama que havia e por fim disse.
–-- Eu vou lá, e volto.
Ele se virou para a parede e começou a criar uma intensa sombra negra, mas Hannya puxou seu braço.
–-- Nico vocês está se esforçando de mais! Tem certeza de que consegue?
Ele estava mais pálido do que o normal, e sua respiração um pouco pesada, mas ele se negava a ficar ali sem fazer nada, então simplesmente tirou a mão de Hannya de seu braço e entrou na escuridão. Hannya ficou apenas a encarar a parede vazia. Ela então se sentou no chão, ao lado da cama, segurando a mão de Lucy, que por vez gemia de dor, e suava muito, não se podia saber ao certo se ela estava consciente do que acontecia ao redor, se escutava ou não... Sua expressão era como se estivesse tendo pesadelos, e quisesse desesperadamente acordar.
Passado cerca de 10 minutos Nico retornou com as mochilas, mas assim que pisou no chão, já não conseguia ficar em pé, Hannya correu e o ajudou ao menos a se sentar.
–-- Fique aqui, sentado. --- Ela disse.
Ele suspirou cansado e encostou-se à parede, ainda sentado no chão. Hannya abriu sua mochila e tirou um frasco azul e o destampou, um cheiro doce e extremamente relaxante se espalhou pelo quarto, então ela encostou o frasco nos lábios de Lucy e foi o virando lentamente, a fim de que ela fosse o bebendo aos poucos, mas tomou cuidado para não dar muito, pois se exagerasse poderia até mesmo matar Lucy. Finalmente Hannya se tranquilizou, Lucy havia parado de gemer, e sua respiração voltou ao normal, agora esperava que fosse apenas questão de tempo para Lucy ficar totalmente bem, e encostada na cama, ela adormeceu.
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