O mal nunca dorme

1 Hogwarts: As aulas começam


Notas iniciais
=) Minha primeira Olhe no site -> https://socialspirit.com.br/fanfics/historia/fanfiction-harry-potter-o-mal-nunca-dorme-3526049 (Melhor q esse)

P.O.V Harry

-Tchau senhor e senhora Weasley! -Gritei, enquanto minha mão que estava com uns fios negros de meu casaco, ele era bem vagabundo, a mesma estava erguida acenando para eles. –Chuuuu, Chuuuu, Tsuhhh- O trem começou a se movimentar, soltando uma fumaça clara de sua chaminé, ele era definitivamente enorme, pelo menos, tinha de novecentos metros a um quilometro de comprimento, afinal levava todos os alunos para Hogwarts de uma vez. Bem, estava sentado na janela, sozinho, na cabine dezesseis, tinha uma aparência bem legal, feita de madeira, pelo cheiro, sempre desconfiava que era feita de carvalho, ela tinha seis luzes, no teto, que eram ligadas automaticamente quando um recado seria dado, ou, quando alguém quisesse ligá-las. Possuía, também, seis ares-condicionados, que podiam congelar ou também virar um aquecedor, os assentos eram divididos em três na frente e três atrás, havia uma pequena divisória para apoiar a mão, embaixo e em cima possuíam recipientes da mesma cor que a cabine, porém, com efeitos de decoração bem maneiros, mármore, granito etc. Nesses “buracos” haviam as instruções de como chegar a Hogwarts e onde colocaríamos as malas.

Eu estava igual a um bobo, apenas pensando de como seria rever meus amigos, que nem escreveram para mim e nem responderam minhas cartas. Finalmente o brilho do sol parou de ofuscar em meus óculos, o vento estava despenteando meu cabelo, até que resolvi levantar, fechar a janela, ligar o meu ar em onze graus Celsius e me sentar novamente. A porta abriu-se do nada, -TUM! — Fazendo um enorme barulho, rapidamente o ar quente entrava, me deixando desconfortável, até que ela fecha do nada, logo a cabine resfriava-se, mas não era ninguém. Como estava cansado de arrumar as malas, afinal eram cinco da matina, retirei os óculos de meu rosto e o apoiei no recipiente a cima, ajeitei meu curto e negro cabelo. Caí no sono. –Shieshininss Çahushçassçassashin- Ouvi alguém sussurrando tais palavras três vezes, até que a pessoa quem receitou essas frases, aparecia em um efeito negro, que logo a aparência era revelada. Eu estava sentado e amarrado, a cicatriz de minha testa ardia, não sentia tal dor a anos, era uma sala com um caldeirão em minha frente que borbulhava, uma mão saia de lá de dentro, movimentando, uma fogueira em baixo o aquecia, -Xanash Eshximishshiash Shieshesh...- Dava a impressão que a frase estava incompleta, falou em uma língua que não entendia, tentava de tudo para sair daquela cadeira, que estava me sufocando aos poucos, até que a pessoa que me rodeava pararia de andar e ficaria frente a frente comigo, sentada na beira do caldeirão, sem sentir dor, acariciava um objeto que era uma combinação incomum de Azevinho e Pena de Fênix, de vinte e oito centímetros, bem maleável, possuía ossos, não sei como isso veio parar em minha cabeça mas do nada pensei isso, já irritado de apenas ouvir o caldeirão borbulhando, e olhar para um cara baixinho, com a pele suja, olhos lacrimejantes e um nariz pontudo, tinha um cabelo castanho claro, parecia que já estava na meia-idade, os seus olhos por completo estavam pretos da cor de corvos, em uma mão ele segurava um bebê, que era apenas um osso e uma pequena camada de pele. Bradei e indaguei com raiva:

–Largue esse bebê! Ele não fez nada! E me solte agora! Quem é você? -. Ainda apontando a aquele objeto de osso apontando para mim, ele declarou:

-Harry Potter... Precisava de você aqui... Bem vamos começar respondendo suas perguntas, sou Peter Pettigrew, já que quer que eu solte logo esse bebê vamos começar com isso.- O bebê era jogado ao caldeirão fervendo e não consegui vê-lo mais, Peter pegaria em baixo da cadeira um osso enorme, de pelo menos trinta centímetros, que também era jogado ao caldeirão, pegaria fogo, depois, Pettigrew colocava sua mão metálica sobre a panela fervente e a cortava com uma faca bem afiada que se encontrava ao lado do osso, a canhota cairia sobre a água. –Ahhh- Exclamou Peter com uma voz estridente.

–Vamos logo- Gritou uma voz desconhecida e rouca do caldeirão.

-Espere! Rabicho? Você deveria estar morto! — Perguntei, confuso

-Sim mestre! — Peter, aproximou-se de mim, me ignorando, guardava a varinha entre as vestes imundas e nojentas, com a mesma faca que cortou sua mão, passava ela em meu rosto perto da marca, retiraria uma gota de sangue, que era lançada indevidamente ao caldeirão.

Uhrm- Gritei, gemendo. Com os “Ingredientes” jogados à água borbulhante, a panela pegava fogo que se fundia ao mesmo da fogueira, deixando um calor extremo perto de mim, as cordas se soltaram, logo, pulei para a esquerda, fiquei apenas observando.

-Reincarnation de immundis mundi- Peter receitava o nome da magia

O fogo era levitado, de lá, uma transformação era criada, com os mesmos traços da criança, ela era rapidamente transformava-se em um homem que era mais branco do que um crânio, olhos grandes e negros, nariz chato como o das cobras, suas mãos eram como aranhas grandes e pálidas; os olhos eram vermelhos cujas as pupilas eram fendas, como as de um gato. Suas vestes baseavam-se em apenas um manto preto que se interligava com suas calças, ele era bem feio.

–Lorde- Afirmou Peter.

-Pettigrew... Meu fiel! — Peter ajoelhava-se para o mesmo. Tal Lorde, erguia a mão dele, pegava a varinha que lhe pertencia, de suas vestes e apontado para a mesma, uma canhota de platina era criada para compensá-lo, assim, segurando a outra mão, ele tocava o objeto ossudo em uma “tatuagem” que ele possuía, que logo uma nuvem era criada sobre o céu, no formado desse Lorde, que, uma cobra saia de sua boca e seis pessoas, ambas com uma máscara prateada e manto preto, apareciam com o mesmo efeito preto que Peter apareceu, ficavam em círculos.

–Lorde Voldemort- Declararam cinco deles enquanto ajoelhavam, mas apenas um ficava de pé.

–Hm... Que ousadia a sua... Como ousa não apresentar respeito sobre minha pessoa? — Indagou Voldemort. Um silencio resplandeceu o local.

–Fuja Potter! -. Exclamou o único seguidor que não ajoelhou para o Lorde, olhando para mim. Fiquei no mesmo local, não sabia o que estava acontecendo. O comensal que não se ajoelhou tirou sua varinha de trinta e cinco centímetros, apontando para Voldemort, gritando:

-Deprimo-. Com o Lorde desconcentrado e ainda fraco, uma ruptura abria em seu rosto, que, sangraria de mais, Voldemort cairia ao chão, poucos centímetros de mim, os comensais foram logo para ajudá-lo, apenas um ficou parado olhando para o comensal traidor, aquele homem salvou minha vida e vinha em direção a mim –Potter-, segurou em meu braço de um jeito agressivo. Ele tirava a máscara e jogava ao chão, sua aparência era revelada: um homem magro com pele pálida, um grande nariz adunco e dentes desiguais, cabelos negros e oleosos que chegavam ao, emolduravam o rosto como cortinas, olhos negros como o de Peter penetrantes, logo reconheci que era o professor Snape, mas o que estávamos fazendo ali? Snape, Rabicho estavam mortos! Voldemort voltou?

-Reincarnation de immundis mundi: Release- Receitava, Snape

O comensal que era na verdade uma mulher, alta, bonita, com longos, grossos e brilhantes cabelos negros, lábios finos e negros, olhos pesados e pretos como os deles, pele pálida e mandíbula grande, apontando também sua varinha para ele, um duelo.

–Acha que vai ficar assim? Como se atreve a atacar o Lorde das trevas? — Retrucou a mulher com uma voz enjoada.

–Bellatrix, mate-o! — Exclamou Voldemort com uma voz rouca.

-Espere! O que vocês fazem aqui? Vocês deveriam estar mortos! — Indaguei

Avada Kedrava-. Gritaria a mulher, apontando sua varinha feita de nogueira entortada, que soltava um efeito negro esverdeado. A um centímetro do efeito demoníaco chegar em mim...

-Buuh- Duas vozes distintas gritavam. Eu acordei com um suor frio no pescoço e com a respiração muito ofegante e com um corte perto da marca que sangrava um pouco, peguei minha varinha e apontei para a porta.

–Quem está aí? — Perguntei preocupado e sem parar de erguer o objeto feito de azevinho.

–Somos nós- Disse uma voz mais fina.

–Nós, quem? — Continuei interrogando.

–Ah Harry, você não sabe brincar! — Replicou uma voz mais grossa com alguns ruídos.

Do meu lado Hermione e Rony apareciam do nada, após tirarem uma capa preta das costas de ambos.

–Rony, Hermione! — Afirmei levantando, indo abraçar a menina de olhos castanhos, cabelos médios e castanhos, com uma franja atrás da orelha, estavam vestindo um vestido rosa avermelhado com detalhes de florezinhas azuladas. Ela estava bem cheirosa... –E aí Ron- Estendi a mão para cumprimentá-lo e ele fez o mesmo. Rony estava com um corte de cabelo em forma de tigela, não tinha visto ele ainda assim, mas continuava pálido como sempre. –Sentem-se- Roguei. Por que não responderam, nem mandaram cartas? – Perguntei.

-Harry, Minerva nos proibiu de mandar cartas...- Bem isso foi até onde entendi, o resto blá, blá, blá, apenas prestei atenção em seus lábios inferiores abrindo e fechando em junção aos superiores, observava aquele rosto lindo por minutos, apenas com sorrisos para não deixá-la no vácuo...

-Harry! -, Alguém gritou mas ignorei, -Harry! -, Exclamavam de novo, continuei deixando para lá, até que Ron dava um tapa em minha nuca, eu logo virei para ver o que era, ali se encontrava uma menina que tinha cabelos pretos, lisos, pele cor de oliva. olhos cinzentos, usava uma trança, era magra e vestia uma camisa rosa e um short jeans, que estava falando na porta:

-Oi, posso entrar? A cabine 12 está um tédio...

-Pode, é...é...Claro-Gaguejei, ela era bonita, mas a Hermione era bem mais. Qual seu nome?

-Katniss-Falou timidamente, enquanto se sentava de frente para nós três. Hermione logo sentou ao seu lado- E o de vocês?

-Harry-Falei diretamente, enquanto pegava os óculos e colocava em meu rosto, mas ele caiu

-Crash- Quebrou.

-Ah, deixa comigo...- Kat, pegaria sua varinha em sua bolsa que era feita de bétula, corda de coração de dragão, 26 centímetros, bastante rígida e grossa, o cabo dela era entortado fazendo uma volta. – Óculos Reparo-. Meus óculos logo se reparava.

–Obrigado Kat, se é que posso lhe chamar assim- Agradeci.

–Claro, de nada- Ela afirmou piscando.

-Eu sou Rony Weasley, você é linda- Falou timidamente e ambos abaixaram a cabeça com um vermelho nas bochechas e nariz.

-Oi, sou Hermione Granger, adorei seu cabelo.

-Obrigado — Kat ficou mais vermelha ainda. -Vocês são novatos em Hogwarts? — Perguntou.

-Não na verdade somos um dos mais velhos de lá, estamos lá a cinco anos...-Argumentou Hermione.

-Hm... Esse é será o meu terceiro ano lá... nunca os vi por lá... eu era da Lufa-Lufa... Mas claro que conheço o famoso Harry Potter, e você? -Perguntou Katniss.

-Nós éramos da Grifinória, mas ficamos sabendo que reorganizaram Hogwarts -Eu disse- Mas o chapéu sempre o coloca na casa que quer, isso influencia muito, o Dumbledore nos disse, mas fica em segredo, ninguém mais pode saber-Cochichei, mas só falei porque ela era linda...

-Zappp- A porta abriu-se e a luz das cabines foram ligadas, uma mulher baixa, gorda, olhos verdes amarelados, nariz achatado e longo, pele escura, aparecia com uma bancada mágica. –Olá, alunos, como estão no expresso de Hogwarts? -Perguntou. –Gostariam de algo para comer? Hoje temos feijões mágicos de todos os sabores, suco de abobora, cerveja amanteigada, temos sapos de chococolate, balas de goma, chicletes de bola, tortinhas de aboboras, bolos de caldeirão, varinha de alcaçuz, pastelões e outras comidas incomuns, ah e quase me esquecendo, gostaria de relembrá-los que estão exatamente sete horas no trem, já são meio dia.

-Eu gostaria de dois sapos- Disse Katniss.

-Não obrigado, estou bem- Eu respondi.

-Eu quero cinco varinhas de alcaçuz-Disse Ron esfomeado em quanto todos olhavam assustados para ele. –O que foi? Estou com muita fome...

-Tia, eu queria um bolo, por favor-Disse Hermione delicada como sempre.

-Ei garoto, tem certeza que não quer nada? Esses caldeirões são deliciosos...

Magicamente os alimentos eram entregues respectivamente para as pessoas que pediram os mesmos. Quando ela a repetiu a palavra “Caldeirões”, a marca em minha testa ficou mais avermelhada, apoiei minha mão sobre ela, a mulher que estava segurando o bolo da forma do recipiente, logo eu vi uma mini cabeça saindo de lá, com uma mão mexendo, essa cabeça era branca, como a de Voldemort, abrindo a boca dizia:

-Shieshininss Çahushçassçassashin, Ush Eieshinushçassush Shiesh Çahinushashaasheishoshesh! Aususheishash Xanushininashinesh! — Falava novamente numa língua desconhecida com a mesma voz da minha visão, começava a suar frio novamente, a marca doía a cada vez mais, até que comecei a ficar muito pálido e cansado, não aguentei a pressão, desmaiei.

-Chuuuu, Chuuuu, Tsuhhh- O trem ejetou novamente fumaça pela chaminé, me acordando.

Anham Anham- Aliviei. Quando acordava, me óculos estava guardado, minha cabeça estava apoiada ao colo de Kat e minhas pernas apoiadas à Hermione, Ron ficou do outro lado só vendo, em meu rosto tinha um pano bem gelado encharcado de água.

-Pessoal, ele acordou! -Exclamou Rony.

-Harry! O que houve? -Perguntou Hermione preocupada.

-Você está bem? -Completou Katniss.

-Sim, eu estou, não sei o que aconteceu, eu vi Vold...

-Não fale esse nome, me magoa, meu pai morreu por causa dele...-Disse Kat.

-Certo, desculpe, é uma longa estória, eu acabei pegando no sono, de repente eu estava numa cadeira amarrado, Peter, aquele rato, reviveu o lorde das trevas, com um caldeirão, o Snape me tirou de lá, também tinha a mulher que a mãe do Ronny matou, Bellatrix, isso é o que me lembro, mas todos esses morreram, mas ambos estavam com a mesma coloração nos olhos: todos negros. Quando a moça foi mostrar o doce de caldeirão, minha marca começou a doer, vi ele falando a mesma língua que ele usou em meu pesadelo, bem estranha, ele estava dentro do caldeirão assim como minha visão, gente acho que ele está voltando! — Sussurrei bem preocupado.

-Impossível Harry! Foi apenas um sonho, você o matou, assim como Snape está morto, Bellatrix e Rabicho. –Disse Hermione

-Hermione, isso foi o que eu vi, preciso falar com Minerva já-. Afirmei.

Depois de muita conversa e distração, resolvi me sentar, por meus óculos numa gaveta, olhei para cima até que eu vi uma escrita na madeira: “Aquele com o poder de vencer o Lorde das Trevas se aproxima... nascido dos que o desafiaram três vezes, nascido ao terminar o sétimo mês... e o Lorde das Trevas o marcará como seu igual, mas ele terá um poder que o Lorde das Trevas desconhece... e um dos dois deverá morrer na mão do outro pois nenhum poderá viver enquanto o outro sobreviver... aquele com o poder de vencer o Lorde das Trevas a caminho já está”. –Ei, gente olha isso aqui! — Apontei quando falava com a cabeça ainda para cima.

-É Harry, os detalhes do trem são bem bonitos...-Disse Kat olhando para o mesmo local que eu.

-Não! Olhe essa escrita! -Informei.

-Harry, não tem escrita nenhuma aqui...-Disse Hermione.

A escrita de lá sumia. Eu continuava a olhar, com um certo medo. Até que Ron caia no sono, eu passava para o canto da frente da cabine apenas observando Hermione e Katniss cochichando e rindo desenfreadamente. O tempo passou, eu estava lá, normal, as duas ainda conversando, eram oito horas da noite, nada de chegar em Hogwarts, Rony estava no mesmo lugar, babando e roncando.

-Toc, Toc, Toc- Batiam na porta, Ron ainda estava na mesma posição e as meninas ainda cochichando, levantei, -Toc, Toc, Toc- bateram de novo, logo andei até a porta e abri, era uma menina, com um rosto fino, olhos azul-acinzentados que eram largos e redondos, um nariz fino, ela tinha cabelos loiros emoldurando seu rosto, pescoço longo, mãos atadas, ela tinha três pássaros em voo tatuados em sua clavícula, estava vestindo uma camiseta roxa e um short jeans bem escuro.

-Oi... É... Sou Beatrice, pode me chamar de Triz, todas as cabines estão lotadas e o pessoal da minha a sujou de suco de abobora, tem lugar aí? -Perguntou tal menina.

-Sim, claro, entre...-Afirmei.

-Thomas! Vem! Aqui tem lugar! -Gritava Triz.

Um menino, vinha correndo em direção, a cabine que estávamos. –Oi, sou Thomas-. Nós três entravamos. Eu, Ron e Thomas, sentávamos na frente, eu na janela como sempre e as três meninas ficavam cochichando atrás.

-Ei, vocês estão a quanto tempo em Hogwarts? -Perguntou Thomas.

-Eu, Hermione e Ron, esse dorminhoco aqui-Falei apontando para Rony-. Estamos a...

-Cinco anos-Interrompeu Hermione.

-Obrigado, Hermione! -Disse dando uma piscadinha com o olho direito.

-Eu estou apenas a dois anos, e vocês? -Perguntou Kat.

-Estamos cursando nosso primeiro ano em Hogwarts, mas já cursamos três em Beauxbatons, na França, bem, eu sou Beatrice, ou se quiserem, Triz...-Afirmou.

-Eu sou Thomas.

-Meu nome é Harry...E este é Rony-Falei apontando para o mesmo

-Oi, eu sou Hermione Granger.

-E eu Katniss, ou Kat...

O tempo passou, muito rápido, já eram duas da manhã, e todos, menos eu, na cabine estavam dormindo, sempre que fechava os olhos lembrava da minha terrível visão do Lorde Voldemort, então resolvi ficar acordado até o máximo possível, mas caí no sono, como esperado.

Chuuuuuuuu, Chuuuuuuuu, Tsuuuuhhhhhh- O trem nos acordou de novo, mas com um barulho maior e bem mais continuo, que acabou acordando todos.

-Zzonk! — Todos os alunos que estavam em no expresso para Hogwarts soltavam tal onomatopeia de espreguiço.

–Senhores passageiros, aqui quem fala é a monitora do trem, senhora, Marcele Glenda, por favor mantenham-se sentados, até a parada completa da locomotiva, Obrigado!

-Bom dia, pessoal- Falei.

-Bom dia- Ambos falaram, espreguiçando-se, pondo mãos para cima e soltando onomatopeias estranhas. Logo eles levantavam-se, pegavam as malas, quando o trem parava, todos do transporte saíram para ir logo a Hogwarts.

-Alunos de dez a quatorze anos, venham pela esquerda pegar o barco e os demais alunos venham pela direita- Marcele repetia cinco vezes, gritando, em frente a saída da condução.

-Nhác, Nhác, Nhác- Ouvíamos tal som, enquanto passávamos por Marcele, andávamos entre várias árvores, arbustos, bem esverdeados, cheios de espinhos, que se mexiam constantemente. Um barulho vindo de cima estuprava nossos ouvidos. Fomos diminuindo o passo para fugirmos do tumulto. Para que a maquinista, nem os outros funcionários de Hogwarts percebessem, entramos numa densa floresta, denominada a Floresta Proibida.

-Harry, acho melhor voltarmos. — Disse Ron com uma voz fina, com medo, como sempre

Ignoramos e adentramos mais à mata, nossos passos eram bem silenciosos, a grama que ali pisávamos piscava pelos vagalumes esbeltos onde habitavam, os mesmos voavam seguidamente numa forma de um cervo tufo, um longo pescoço, suas pernas davam uma aparência de um pouco mais magro, os lábios, a ponta das orelhas, o lado de baixo das caudas eram brancos, na verdade ele era amarelo e algumas partes brancas, exatamente como o meu Patrono, bem curioso... –Sghrith- Um barulho estranho ocorreu, os vagalumes, que eram nossa única fonte de luz, ambos foram queimados, como se uma raquete elétrica enorme passaram sobre eles –Trzzzz-, todo ficou mais escuro, até que não conseguimos ver mais nada.

Lumos- Disse erguendo minha varinha, para frente. Ron e Thomas estavam no meio, Hermione atrás, Triz na direita e Kat na esquerda, ambos estávamos com sua varinha na mão direita, menos Katniss, que era canhota, os objetos de madeira de todos estavam com um brilho na ponta, assim iluminando o local. Apenas corvos da cor da escuridão faziam um som que, provocavam uma desordem na mata.

-O que fazem aqui? — Perguntou uma voz rouca que vinha no arbusto a poucos centímetros de mim.

-Quem é você? — Perguntou Katniss

O silencio continuou...

-Eu não tenho paciência, deixe isso comigo. –Triz foi passando entre nós e me empurrou de um jeito nada delicado para trás, apontava sua varinha que era grossa onde segurava e um belo detalhe, “no final do início”, possuía uma joia verde coberta por ouro, no restante ela era normal. –Sectumsempra- Beatrice pronunciava tal feitiço, logo o “inimigo” anônimo caia sobre o solo com a cabeça virada para nós, enormes rupturas eram criadas pelo corpo dele, assim o deixando abeira da morte por uma hemorragia.

-Ain, Ain, por favor pare! Sou eu Hagrid! — Dizia tal homem meio-gigante, tinha uma juba de cabelo pretos desorganizados e uma barba enorme, usava um casaco de pele.

-Pare! Hagrid...- Falei bem sentimental, enquanto lagrimas caiam de meus olhos. Apontei minha varinha para o mesmo, ajoelhei. –Brackium Remendo- Receitava o nome da magia desesperadamente. –Venham ajudem! -Exclamei com o rosto avermelhado e lagrimas sem controle.

-Brackium Remendo. Brackium Remendo. Brackium Remendo — Todos disseram com a varinha mexendo da esquerda para a direita, logo aos poucos o sangue se repusera e as feridas eram fechadas. Ele acordava, como se não tivesse acontecido nada.

-Bem garota, me pegou de jeito hein. -Dizia Hagrid

-Desculpe... Eu pensei que fosse um inimigo ou um bicho...-Explicava Triz

-Tudo bem, não é a primeira vez mesmo- Ele levantava. — Harry...Como você cresceu- Disse o mesmo emocionado e indo me abraçar. — Hermione, Ron- Os cumprimentava com um movimento de sua cabeça de cima para baixo. — Vocês dois são novos...- Disse olhando para Triz e Thomas

-Sim... Essa é Beatrice, esse é Thomas, novatos em Hogwarts, mas não em magia, já a Katniss está aqui a dois anos. — Dizia Hermione

-Desculpe novamente, eu não tive a intenção- Lamentou Triz

-Tudo bem...- Disse Hagrid- O que estão fazendo aqui? Já deviam estar no castelo- Argumentou Hagrid

-É... Estávamos fugindo do tumulto e o tempo passou- Disse Thomas

-Não dará tempo de sair com os trestálios... Já partiram... Já sei! Olhe, muitos na primeira vez passam mal, porém, chegariam mais rápido logo na sala da janta de boas-vindas, querem tentar?

-Sim, é claro- Triz respondeu por todos

-Certo... Toquem em meu braço, agora preciso de uma varinha...-Disse Hagrid

-Aqui está- Katniss disse, dando a varinha a ele

-Ótimo... Maximum Teleportation- Gritava Hagrid

Ao pronunciar o nome de tal feitiço, um enorme turbilhão dimensional envolvia-nos, distorcendo-nos e instantaneamente reapareceríamos na sala de jantar, na qual todos os alunos estavam sentados, apenas nós seis na porta, a professora Minerva, uma mulher alta, com uma aparência bastante severa, com cabelos grisalhos presos num coque apertado. Minerva usava roupas verdes esmeralda, um chapéu pontiagudo, tinha uma expressão muito formal. –Atrasado, senhor Potter..- Dizia McGonagall formalmente. Sentem-se-. Nós seis sentamos numa mesa qualquer e ouvimos o discurso da nova diretora. –Bem...Como eu ia dizendo no ano de 1943 Hogwarts usava um antigo método de ensino, que na época adiantou-se muito. Hogwarts inteira foi dividida em cinco grupos, denominados de facções. Foram criadas cinco delas, todas possuíam uma tarefa ou habilidade específica, desempenhando funções em diferentes lugares. Cada facção tem um determinado nome e cultivam traços específicos, são elas: abnegação que seriam para os solidários; amizade cultiva a harmonia, a paz e o perdão; audácia para os corajosos e os ousados; franqueza que cultiva a verdade; e por último a erudição para os inteligentes, não que o resto não seja, porem os participantes da erudição seriam mais do que o resto. O chapéu seletor irá escolher cada uma para respectivas facções, como diretora, acho que isso seria a melhor oportunidade para sair da crise causada por Voldemort e seus comensais. — Dizia a professora, ao pronunciar tal palavra, minha marca começava a latejar, ardendo, mas não estava incomodando muito. –Com vocês, os novos professores de Hogwarts: Jorge Weasley, professor de magias proibidas- Tinha um cabelo ruivo, era baixo e robusto, tinha o rosto cheio de sardas, era o irmão de Ron, mas não tinha uma uma das orelhas, Ron acenava para o mesmo.- Kingsley Shacklebolt, professor de defesa contra as artes das trevas, mas ficará apenas cinquenta por cento em Hogwarts por seu trabalho no ministério- Era um bruxo alto, negro e careca, usava um brinco de argola de ouro- Professor Binns, especifico em história da magia- Tinha olhos acinzentados juntamente aos cabelos transparentes, tinha uma voz seca e monótona, acho que era o único professor-fantasma de Hogwarts.- Professora Dolores, de transfiguração; por ordem do antigo ministro ela deverá permanecer durante um ano letivo em Hogwarts. –Falava num tom irônico, era uma mulher baixa e atarracada que se assemelha com um grande, pálido sapo, cabelo curto, encaracolado, castanho. -Horácio Slughorn, professor de poções- era um homem baixo, meio careca, alguns fios grisalhos, sua pele era bem clara e cheia de rugas- Pomona Sprout, professora de Herbologia- Era uma mulher baixinha, com um cabelo grisalho despenteado, usava uma espécie de chapéu feito de retalhos e suas roupas assim como suas unhas estavam sujas de terra das estufas. Enfim, esses são os principais professores de Hogwarts, agora chamarei os nomes para classificá-los. Lembrando, essas disciplinas ditas são obrigatórias, as extracurriculares se classificaram pelas facções, pôs-bem senhor N...

-Diretora, desculpe lhe emudecer, mas eu e meu primo, Thomas viemos de outra escola, somos novos aqui, quais casas pertenceríamos? — Interrompeu Triz

-Bem... vocês, os outros alunos do primeiro ano e os que estão sem casa, serão da Grifinória, ela está muito vazia comparada as outras-Disse Minerva

-Certa, diretora prossiga- Disse Triz

-Bem... Neville venha até aqui.- O menino alto, cabelos pretos e olhos castanhos-esverdeados subia até a escada e sentava na cadeira.

-Hm...corajoso, mas inteligente... Divergente-Dizia o chapéu marrom e longo

-Divergente? O que é isso Diretora? — Perguntei após as salvas de palmas

-É uma pessoa que tem aptidão para duas ou mais facções- Dizia Minerva. –Hermione- Chamava a mesma

-Hm... Muito inteligente, altamente corajosa, bem solidária... Divergente- Exclamava o chapéu. Uma salva de palmas era dada para Hermione

-Harry Potter- Minerva me chamou

-Hm... Potter... será? Obvio que não... os únicos foram...-Disse incompletamente o chapéu.

-Já chega! Seu trabalho é apenas selecionar! -Indagou Minerva, interrompendo o chapéu

-Certo... desculpe... divergente! — Disse o pedaço de pano rasgado

[...]

Todos se retiravam da enorme sala de jantar, pelo o que me lembro, teriam vinte e dois divergentes, após a toda multidão sair, eu, Hermione, Triz, Thomas, Ron, Katniss e um tal de Tobias que era bem alto, tinha um cabelo curto, um nariz meio chato, logo estávamos lá, nós seis, na verdade, eu fui conversar com Minerva, mas os outros cinco para ouvir a fofoca, vieram junto, esse cara desconhecido ficou sentado também nos ouvindo com um manto da Sonserina cobrindo todo seu corpo. –Diretora, preciso falar com a senhora!

-Harry Potter, quanto tempo hein... O que achou das mudanças da escola? -Disse Minerva

-Bem, achei realmente incrível, esse novo sistema também, mas tenho uma dúvida sobre ele. O que o Chapéu-Seletor quis dizer em “Impossível, os únicos foram...”? -Perguntei

-É...Harry, isso não nos interessa agora, foi a muito tempo atrás! — Disse Minerva mordendo os lábios

-Ok, eu posso entender... mas queria lhe falar outra coisa, durante o expresso, eu acabei caindo no sono e...e...-Gaguejei

-Diga...-Falou McGonagall

-Eu vi Voldemort, ressurgindo, o mais estranho é que também vi o Rabicho, Bellatrix e Snape era um estilo de reunião, ambos possuíam olhos completamente negros.-Sussurrei

-Harry, deve ser porquê estava cansado pela viagem, meu caro- Disse Minerva

-Senhora...Ele falou algo numa língua que não entendi, eu não estou doido! Para recria-lo esse tal de Rabicho me cortou! E quando acordei eu estava com essa marca. Cochichei novamente e levantei minha franja preta mostrando a marca em forma de “N” com um corte embaixo

-Potter, já chega! O que você viu foi apenas uma ilusão! Hora de ir para os quartos- Disse Minerva nos espantando, logo quando estávamos quase saindo...

-Voldemort está de volta! Minerva conte, Dumbledore não disse para confiar no garoto? — Disse Tobias levantando-se. –Harry Potter, não é? Eu também o vi hoje, eu estava atrás de uma pedra, ouvi bem o que disseram, Snape, estava lá sim! Junto a Bellatrix morta por Molly Weasley, Dumbledore era um daqueles comensais, Lucio e Narcisa Malfoy também; os outros dois não me lembro bem mas acho que ouvi algo sobre Cosmo e Wanda, acho que são eles, mas fui acordado pôr a menina do ônibus, eu estava sujo de terra quando acordei, assim como minha visão! Tem certeza que isso não é nada Minerva? –Completou.

-Bem, já está na hora de irem dormir -Disse McGonagall.

Katniss, andava pela sala, logo sacava sua varinha discretamente, passaria por trás de Minerva e receitava:

-Imperio- A senhora McGonagall, ficaria um uma purpurina amarela diante de seu rosto.

-Kat, você pode ser expulsa por isso! -Exclamou Hermione

-Não Ligo! -Responderia diretamente, Katniss

-Rum. Prossiga, então- Disse Ron

-Minerva, diretora querida, o que está havendo? Mas antes eu participarei da Grifinória agora e a senhora não irar me expulsar, certo? — Falou Kat

-Sim, bem-vinda a nova casa, senhora Everdeen. Bem... eu já sabia que isso viria a acontecer, mas não há nada certo, mas quando Harry Potter e seus amigos derrotaram o lorde Voldemort, nós “bruxos do bem” exterminamos os comensais da morte, ou seja, não há mal, mas sabemos que isso não seria para sempre, então pesquisamos, achamos pessoas fazendo magia negra, mas elas são muito espertas, até mesmo para nós todos, então desistimos de procurá-los por alguns dias, para reconstruir o que Você-Sabe-Quem fez, porém, os números de praticantes aumentaram e muito, descobriram uma nova magia que ressu... Atchim. Eu não mandei vocês dormirem?

-Ô-ou, o efeito passou-Katniss cochichou para mim

-Efeito de quê? -Perguntou Minerva, confusa

-Nada, é...é...-Gaguejei-O efeito da minha dor de cabeça já passou

-Sei...-Disse McGonagall, desconfiada- Pôs-bem, vão aos dormitórios-Ordenou, virando-se ajeitando as taças

Kat, Ronald, Hermione, Triz, Thomas retiraram-se da sala, restando apenas eu, Tobias e Minerva. Dando meia-volta, a senhora McGonagall retrucou:

-Eu não mandei vocês irem dormir? — Virou-se novamente

-Sim já estamos indo...-Disse Tobias me puxando pelo manto.

[...]

Notas finais
=)
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.