Notas iniciais
Olá galera, desculpa a demora, tive um bloqueio e o nyah estava com problemas. Boa leitura

Cobra acordou com Jade acariciando seus cabelos, o rapaz realmente se questionou se ainda estava sonhando.

– Bom dia.- Disse Jade sorrindo.

– Eu to morrendo ou o que?- Perguntou Cobra encarando a moça que riu.

– Não queria dizer, mas você vai morrer daqui uma hora. Prefere açúcar ou adoçante no seu café?- A garota fingiu pouco caso e o rapaz fechou os olhos e riu. Era estranho ela o tratando assim.

– O que você faz aqui?- Cobra se sentou e pegou a caneca de café que Jade tinha nas mãos.

– Só queria te observar, já que você faz isso toda a noite comigo.- A garota arqueou a sobrancelha e Ricardo engasgou com o café.

– Você sabia?- Perguntou Cobra assustado e Jade assentiu.- E por que nunca me expulsou?- A garota deu de ombros.

– Eu gostava disso.- A morena o encarou.- Era o único momento que estava perto de você sem ter que brigar.- Cobra colocou a caneca no criado mudo e passou as mãos pelos cabelos da garota.

– Será que um dia irei saber que merda que fiz para você me odiar tanto?- Perguntou fitando os lábios de Jade.

– Quem sabe um dia.

(...)

Cobra e Jade estavam bem, sem brigas, discussões ou olhares de ódio. Quase bem demais para ser verdade… Era estranho para Jade estar com a guarda baixa, sem atacar e mais estranho ainda para Cobra, era não se defender. Mas eles podiam se acostumar com aquilo.

– Você realmente quer ver esse filme?- Perguntou Cobra com uma cara entediada olhando para o DVD em suas mãos.- “Street Dance”?

– O meu favorito dos Street Dance.- Jade deu de ombros- E também, o Falk Hentschel é um gato.- A garota suspirou.- Quando eles dão o zoom nele…

– Ei, eu tô aqui, viu?- Reclamou o rapaz enciumado.

– Eu sei, por isso você vai colocar o DVD, enquanto eu faço a pipoca.- Jade sorriu e se levantou para beijar o namorado antes de ir para a cozinha.

Enquanto Cobra colocava o DVD e Jade fazia a pipoca, o telefone tocou na sala e a contragosto o rapaz atendeu. Podia ser a mãe, ela sempre ligava para saber como as coisas estavam.

– Alô?- Atendeu Cobra.

– Cobra.- Disse a voz com descaso do outro lado da linha. Não foi difícil identificar quem era.

– Henrique. Esperava que a Jade te atendesse?- O rapaz passou todo o seu desprezo para a voz.

– Sim, mas tanto faz, não liguei para conversar de qualquer forma.- Henrique respondeu com pouco caso.

– Sei.- Cobra limpou a garganta.- Se não ligou para conversar, para o que foi? Duvido que tenha virado atendente de telemarketing.- Debochou Cobra.

– Admiro muito esse seu bom humor, sabia?- Disse sarcástico.

– Faço o meu melhor.

– Ok, estou ligando para dizer que vou dar uma festa hoje em minha casa e queria que você e a Jade fossem.- Disse Henrique por fim.

– Olha você me convidando para uma festa, quem te viu, quem te vê.- Comentou Ricardo.

– Eu não sou de todo mal e devo isso a você, já que infernizei tanto a sua vida.- Explicou o rapaz.

– Ótimo, acho justo.- Cobra fez uma pausa.- Mas saiba que eu e a Jade estamos juntos, tipo, um casal.

– Nossa que romântico, ela também sabe disso?- Provocou Henrique.

– Não sei, pergunte a ela quando chegarmos juntos nessa sua festa.- Cobra bateu o telefone no gancho e sorriu, simplesmente não engolia o engomadinho do Henrique.

Jade chegou com a bacia de pipoca totalmente descontraída, ao notar que Cobra a encarava, parou.

– Jade, temos uma festa para ir.- A garota o encarou confusa e o rapaz sorriu de canto.

(...)

O casal mais improvável chegou há casa de Henrique, que só na entrada já havia um rapaz caído no chão, provavelmente de bêbado. Assim que entraram, todos os encararam, para todos os efeitos, eles se odiavam.

– Tá olhando o que, palhaço?- Cobra puxou um rapaz pelo colarinho.

– Nada, só…- O rapaz pensou.- Bonita camisa, é nova?- Perguntou nervoso.

– É, é nova assim.- Cobra soltou o rapaz e passou um dos braços em volta de Jade.- Pela saco.

Jade riu, aquele nervosismo todo era por ela, Cobra não queria que ninguém os perguntasse, colocasse contra parede, até porque, eles não deviam nada á ninguém.

– Não precisa ficar assim.- Jade acariciou o rosto de Cobra.

– Essa gente me tira do sério.- Cobra serrou os punhos.

– Se quiser podemos ir embora.- Afirmou Jade.

– E perder a chance de esfregar na cara daquele idiota do Henrique que você está comigo? Nem pensar.- Cobra sorriu de lado.

Jade balançou a cabeça e puxou o rapaz para um beijo.

(...)

Jade estava na cozinha onde havia menos pessoas, na verdade, era meio anti-higiênico transar onde havia comidas e bebidas. Cobra havia ido no banheiro e ela resolveu pegar uma bebida e respirar um pouco. A festa estava ótima, mas os olhares a estavam sufocando, era como se esperassem que ela fosse atacar, dar uma de louca e aprontar com Cobra sem nenhum motivo aparente. Era difícil convencer a todos que havia mudado.

– Olha parece que você nem sempre gosta de estar nos holofotes.- A voz ácida de Henrique assustou a garota que deu um pulo na cozinha.

– Droga Henrique, precisa chegar desse jeito?- Reclamou Jade.

– A casa é minha.- Henrique deu de ombros.

– Que seja.- Jade foi sair da cozinha, mas o garoto segurou seu braço.- Me solta!

– Cobra me disse que vocês estão juntos.- Começou Henrique.- Isso é verdade?

– Sim e ele é muito melhor de cama que você.- Jade sorriu com a cara que o rapaz o fez.

– Você o ama, não é?- Perguntou Henrique.- Admita Jade, admita e poderemos seguir em frente.

– Eu não devia nem te responder essa pergunta.- Jade olhou com desprezo para o rapaz.- Mas sim, eu o amo.- A garota sorriu.- Sempre amei, essa é a mais pura verdade.- Então o sorriso da garota se desmanchou.- No entanto, se você abrir o bico para alguém sobre isso, direi que é mentira.

– Por que?- Perguntou Henrique entre dentes.

– Porque não quero que ninguém saiba, eu não posso amá-lo.- Explicou Jade.

No exato momento Cobra na entrada da cozinha e Henrique sorriu com a ideia que veio em sua mente.

– E o que você diria?- Perguntou Henrique olhando para a garota.

– Que eu jamais amei ou vou amar o Cobra, que ele é um ser desprezível, incapaz de ser amado, que todas aquelas namoradas ridículas dele teriam terminado com ele com ou sem minha ajuda. Eu tenho nojo do Cobra.- Jade cuspiu cada palavra se esforçando para que parecesse verdade.

– E a antiga Jade volta à ativa.- Declarou Cobra com amargura na voz.

– O que?- Jade se vira para encarar um Cobra extremamente possesso.- Não é…

– Nem começa, porque eu não quero ouvir.- Cobra limpou algumas lágrimas que insistiam em cair.- Vocês se merecem.- O rapaz saiu correndo e a garota foi atrás dele.

– Cobra, isso não é verdade.- Dizia a garota enquanto passavam pela sala amarrotada de pessoas e saiam pela porta da frente da casa de Henrique.- Eu te…

– Não!- Cobra se virou e gritou para morena.- Não diga isso!

– Mas eu te…

– Você não ama ninguém! Não ama nem você mesma!- Gritava Cobra.- Se afasta de mim Jade.

– Não, por favor, você me ama.- Jade seguia o rapaz enquanto Cobra adentrava o carro.

– E esse é o erro que eu tenho que apagar da minha vida!- Cobra saiu com o carro enquanto Jade corria atrás do namorado pela rua, tentando acompanhá-lo.

– Cobra, espera!- Ela simplesmente não se importava com quem pudesse a ver.- Cobra!- Chamou Jade pela última vez antes o clarão e o barulho de buzinas a sufocar, e a batida em seu corpo fazer com que voasse para a calçada gelada da casa de um estranho.

Cobra escutou o barulho e olhou pelo retrovisor. Um acidente no cruzamento, que sorte a dele de não ser com ele… Mas quando olhou mais atentamente, Jade estava caída no chão. Cobra freio e escutou os pneus reclamarem. O rapaz saltou do carro e correu para a garota caída na calçada, sozinha, já que a pessoa que a atingiu, fugiu o mais rápido que pode.

– Jade! Jade fala comigo! Por favor Jade!- Cobra sacudia a cabeça inconsciente da garota.- Socorro! Socorro! Alguém me ajuda!- Cobra gritava enquanto tentava acordar a morena.- Jade, não faz isso comigo!- As lágrimas do garoto molhavam o rosto machucado da garota, que não dava nenhum sinal de vida.- Por favor Jade, eu te amo!

Notas finais
Culpa do Henrique farofeiro, só aparece pra isso. Coitada da Jade, coitado do Cobra. Espero que tenham gostado, comentem e até a próxima. Bjs, Tami