O mais Adorável do Mundo
5 Tentações
Estando todos na casa de Miroku, os nossos amigos estavam conversando a respeito do que fazer daqui para frente.
MIROKU — Vamos esconder a pedra aqui.
Miroku coloca a pedra em um compartimento pequeno que fica atras de um dos quadros da casa dele.
INUYASHA — Acha que acabou? O Naraku não vai deixar isso barato.
KAGOME — Mas a minha magia está protegendo o local InuYasha.
INUYASHA — Mas não por muito tempo, essa magia que está fazendo exige muita energia e você é apenas uma iniciante na magia.
KAGOME — Posso até ser, mas eu consigo encarar o Naraku.
INUYASHA — O que está querendo dizer?(a encarando)
MIROKU — Já chega vocês dois com isso, até parece um casal de namorados brigando.
Esse comentário de Miroku deixou os dois vermelhos e Miroku apenas riu deles e foi falar com Sango.
MIROKU — O que foi? Me parece que não está contente em vir conosco.
SANGO — É que não sei se é uma boa idéia eu ter vindo.
MIROKU — Aqui estará segura enquanto Kagome usa sua magia.
SANGO — Mas o próprio InuYasha disse que não vai demorar muito para que a magia acabe e Naraku venha atras de nós.
MIROKU — Quanto a isso deixa comigo! (se vira para falar com Kagome) – Kagome, quanto tempo acha que pode agüentar?
KAGOME — Acho que umas 2 horas ou um pouco mais.
INUYASHA — No que está pensando Miroku?
MIROKU — Eu vou atras desse Naraku!
INUYASHA — Mas como?
MIROKU — Eu improviso.
KAGOME — Mas do que está falando? Você ainda não se recuperou completamente.
SANGO — Ela tem razão.
INUYASHA – Miroku, esse cara é 10 vezes mais forte do que você.
MIROKU — Então terei que ser 10 vezes mais cuidadoso.
INUYASHA — Se for procura-lo eu vou com você.
MIROKU — Não!(ele o impede de segui-lo) — Pois se eu não conseguir encontra-lo, as meninas estarão desprotegidas, afinal a Kagome está usando toda sua magia e você também não pode ir porque o Naraku percebe quando você se aproxima dele, não é?
INUYASHA — Tem razão, mas como pensa em encontra-lo? E fale serio e não fique dizendo que vai improvisar.
MIROKU — Ele certamente deve estar querendo entrar na mente de Sango, mas para fazer isso ele precisa de muita concentração então enquanto a sua mente invade a mente de outro o corpo dele deve ficar em algum lugar.
INUYASHA — Mas é claro! E deve ser um lugar que não chame muito a atenção e que ache que é seguro.
KAGOME — Mas tome cuidado Miroku! Eu sei pouco dessa magia, mas se o mínimo de conhecimento meu estiver certo você ficando muito perto dele ele pode entrar facilmente em sua mente.
MIROKU — Eu não recomendaria a ele, a minha mente não é um lugar agradável de se estar.
SANGO – Miroku, tome cuidado.
Ela se aproxima dele e lhe da um beijo e logo depois disso ele sai de casa deixando os três sozinhos.
KAGOME — Espero que consiga!
INUYASHA — Eu acho que não vai dar certo.
KAGOME — Pare de ser pessimista InuYasha.
InuYasha nem ligou para o que Kagome falou e só estava pensando em enfrentar Naraku em uma batalha decisiva.
INUYASHA — Eu estou louco para que Naraku apareça aqui e finalmente possamos acabar com ele e vê se dessa vez não atrapalhe, ouviu Sango?
SANGO — Eu ouvi sim, eu vou descansar em um dos quartos.
KAGOME — Não ligue para ele Sango, eu te acompanho.
Kagome olhou novamente para InuYasha com cara de reprovação e depois foi com Sango para um dos quartos e enquanto isso em seu esconderijo, Naraku que já tinha percebido a magia de Kagome e por isso não estava conseguindo entrar na mente de Sango.
NARAKU — Foi o que pensei, a reencarnação de Kikyou fez um campo de força magico e não consigo entrar na mente da outra moça.
KAGURA — Mas quanto a isso eu posso te ajudar pai.
NARAKU — Como? Poderia saber?
KAGURA — Eu sou forte o bastante para enviar uns demônios e assim a Kagome terá que lutar e gastará sua energia e aí o campo de força sumirá mais rápido.
NARAKU — Então faça logo! Eles nem vão saber o que os atingiram
Kagura também se colocou em posição de meditação para usar um de seus encantamentos uma espécie de transportação de moléculas e assim conseguia enviar demônios para onde quiser enquanto isso, Miroku foi até a biblioteca onde Naraku atacou pela primeira vez para descobrir se achava alguma pista do paradeiro do bruxo e foi falar com um dos seguranças da local.
MIROKU — Por favor senhor, me diga, o senhor estava aqui na noite dos assassinatos?
SEGURANÇA — Não senhor, e nem me fale daquele dia depois dos assassinatos poucos tem coragem de vir até aqui... e dizem que essa biblioteca esta é mal assombrada.
MIROKU — Mas o senhor não se lembra de nada que te chamou a atenção.
SEGURANÇA – Nada, a não se a sujeira que tiveram que limpar, tinha de tudo barro areia e até farinha e...
MIROKU — Você disse farinha?
SEGURANÇA – Sim, por que?
MIROKU — Por nada, eu posso usar o computador da biblioteca?
SEGURANÇA — Pode sim, mas sem bagunça, entendido?
Depois dessa informação, Miroku foi mexer no computador e enquanto isso InuYasha e Kagome continuavam a discutir.
INUYASHA — Por que está me dizendo isso?
KAGOME — Porque as vezes acho que corre água gelada em vez de sangue em suas veias, como pode dizer todas aquelas coisas para Sango?
INUYASHA — Eu só não confio nela, é só isso.
KAGOME — Mas isso não justifica seu comportamento e você mesmo deveria saber disso, pois sofreu esses anos todos.
INUYASHA — Você não sabe o que está falando.
InuYasha se senta em uma poltrona e Kagome se ajoelha em sua frente e segura suas mãos.
KAGOME — Eu quero muito te entender, mas se não me ajudar eu não consigo.
INUYASHA — Por que está tão preocupada comigo? Acha que sou um fraco?
KAGOME – Não, não te acho fraco, eu apenas acho que é um homem que sofreu o que ninguém mais sofreu na vida e teve que carregar um fardo pesado por mil anos e por isso acho que já sofreu demais e merece uma segunda chance.
Aquelas palavras soavam tão bem para InuYasha, pois ele realmente queria uma segunda chance de ser feliz e olhando para Kagome percebeu que isso era possível, pois ela transmitia paz, uma paz que ele sempre queria sentir e Kagome também se sentia atraída por aquele homem misterioso que carregava a maldição da imortalidade e faria tudo o que tivesse ao seu alcance para ajuda-lo a cumprir sua missão e esse clima fez com que seus rostos se atraíssem como imãs e ocorreu o tão esperado beijo e seguindo seus instintos InuYasha a deitou no chão e eles continuaram a se beijar e Kagome que não oferecia resistência aceitava as caricias mais intimas de seu amado, mas esse clima foi quebrado quando InuYasha começou a se transformar em demônio.
KAGOME — O que foi, InuYasha?
INUYASHA — Não estamos sozinhos.
KAGOME — Está falando da Sango? Ela deve estar dormindo.
INUYASHA – Não, estou falando deles.
InuYasha apontou para alguns demônios que começaram a aparecer na casa e o casal teve que adiar o ‘amasso’ e se concentrar na luta contra aqueles demônios.
INUYASHA — São enviados de Kagura, ela é mestra na transportação de demônios.
KAGOME — Por essa eu não esperava, vou ter que usar um pouco da magia do campo de força.
Era isso que Naraku queria, pois começou a invadir a mente de Sango.
NA MENTE DE SANGO
Sango estava deitada na mesma cama onde estava na casa de Miroku e acordou com um chamado de Naraku.
NARAKU — Acorde Sango!
SANGO — Você é o Naraku, como entrou na casa do Miroku?
NARAKU — Isso não importa Sango, o que importa é o que vi te dizer.
Ela se levanta da cama e vai em direção a Naraku
SANGO — O que quer comigo?
NARAKU — Eu quero te mostrar alguém.
Ele a leva para fora do quarto e mostrar seus pais e Kohaku que estavam sentados na sala esperando por Sango.
KOHAKU — Você veio mana! Que bom eu estava com tanta saudade.
PAI de SANGO — Venha filha! Vamos para casa.
MÃE de SANGO — A mamãe vai cuidar de você e nunca vai te abandonar.
Ver a imagem dos pai e de seu irmão é forte demais e Sango começa a chorar e corre em direção a eles.
SANGO — Eu vou com vocês, nunca mais vamos nos separar
Um brilho forte envolve a sala e acaba tudo.
FIM DO SONHO DE SANGO
Naraku já tinha feito o que queria e depois de algum tempo InuYasha e Kagome já estavam com a situação controlada tendo acabado com todos os demônios.
KAGOME — O que a Kagura achava que ia conseguir com esses demônios fracos.
INUYASHA — Eu não sei, mas acho que tem algo de errado aqui.
KAGOME — Esquece isso! Por que não continuamos onde paramos.(com um sorriso malicioso)
INUYASHA — Até que isso é uma boa idéia.(também sorrindo com malícia)
Os dois voltam a se beijar para continuarem de onde pararam, mas são novamente interrompidos, mas dessa vez pelo telefone.
KAGOME — Agora isso!(irritada) — Quem será agora e espero que seja importante.
INUYASHA — O numero do celular diz que é o Miroku, então vou colocar no viva voz assim poderemos ouvir os dois.
InuYasha pega o celular e o coloca no aparelho onde possam ouvir Miroku estando sentados e Kagome vai chamar Sango.
MIROKU – InuYasha, sou eu, o Miroku.
INUYASHA — Eu sei, o que quer agora? Já encontrou o esconderijo?
MIROKU — Primeiro coloque no viva voz e..
INUYASHA — Já está Miroku e....
Eles são interrompidos por Kagome que veio correndo da sala.
KAGOME — InuYasha! A Sango sumiu.
INUYASHA — Sumiu! Como assim? Ela não pode ter evaporado.
KAGOME — E não foi só isso! A jóia de 4 almas também sumiu.
INUYASHA — Eu sabia que não podíamos confiar naquela ordinária.
MIROKU — Fique calmo InuYasha! Isso não vai te levar a nada.
KAGOME — Não pode falar assim da Sango ela deve estar sendo controlada.
INUYASHA — Eu não tenho que ficar ouvindo isso de uma menininha que quer se comparar a uma grande feiticeira como a Kikyou, isso é uma grande piada.
Essas palavras duras fizeram Kagome chorar e sair correndo dali para um outro quarto, mas não sem antes lhe dar uma resposta.
KAGOME — Espero que não consiga o que quer e fique sendo essa aberração para sempre e vê se arruma uma casa velha para assombrar.
Kagome estava muito magoada com InuYasha que apenas escutou com os olhos fechados.
MIROKU – InuYasha, ela não falou sério.
INUYASHA — E você acha que ligo? Já ouvi coisas piores e nem por isso eu me abati.
MIROKU — Mas certamente não ouviu de alguém importante para você.
INUYASHA — Eu não quero mais falar dela... agora temos que nos preocupar com Naraku, que vai logo conseguir a jóia de 4 almas.
MIROKU — Foi para isso que liguei... o segurança da biblioteca disse que encontraram farinha no local do assassinato e eu pesquisei e vi que aqui perto tem um antigo deposito de farinha que está há muito tempo abandonado e sabendo que existem muitas bibliotecas pelo Japão conclui que só pode ser ali.
INUYASHA — Espero que esteja certo.
MIROKU — Tenho certeza que estou e faremos o que for preciso para impedir Naraku de conquistar o mundo.
INUYASHA — Mesmo tendo que matar seu amorzinho?
As palavras de InuYasha fizeram Miroku vacilar um pouco, pois ele ficou em silêncio por um instante, mas depois deu a resposta.
MIROKU — Repito! O que for preciso.
INUYASHA — O.k.! Me da o endereço que te encontro lá.
InuYasha pegou o endereço e não percebeu que Kagome ouviu tudo e mesmo magoada com ele a jovem resolveu segui-lo, só que de taxi, pois ainda estava brava com ele.
Próximo capítulo = O confronto final
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