Mas foi só imaginação. Betty saiu do banheiro e estava tímida. Bem parecida com a que conhecia no escritório. Não a que saía com ele. A que sentiu da outra vez que estiveram juntos. Tentou tomar a iniciativa, mas sentia-se mal.

“Não posso fazer isto com ela. Pobrezinha, vai sofrer!”

Armando se levanta, tenta explicar-lhe, crê que Betty entende.

—Tudo bem, eu entendo. Não desperto tais coisas em um homem. O senhor não tinha porque ser diferente.

—Betty, eu. Não é isso que quis dizer. Eu, eu a de-se-jo sim. –ajoelhou-se em frente a el e quis beijá-la, mas ela se afastou.

—Não, não faça isso. Não é porque estamos saindo e temos esta... coisa tão especial que tem que fazer isto. Desculpe por pressioná-lo para vir aqui, fui realmente uma idiota, uma imbecil! Desculpe-me! Porque sinto, pensei que sentia o mesmo por mim!

—Betty, está entendo errado!

—É lógico que não sentiria desejo por uma feia.

—Não é isso, Betty! Não está entendendo.

—Por favor, vamos embora.

—Não vamos conversar?

—Creio que não viemos aqui para isso.

—Então, nos beijemos como sempre fazemos.

—Está tarde! Deixemos para outro dia.

—Betty! Podemos ainda salvar a noite. Podemos ainda...

—Não, don Armando. Não estrague nossa relação. Fiquemos assim. Não faça por pena ou por compromisso.

—Não. Não é por obrigação ou pena, nem nada dessas coisas.

—Então, por que quer fazer?

—Eu quero fazer porque te amo. Te amo, Betty!

Tomou-a delicadamente e deitaram na cama de roupa e tudo. Ficaram aos beijos.

—Ai, doutor! –Ele prodigava beijos em seu pescoço.

“Tenho que apagar a luz. Ele não pode ver meu corpo!”

Armando seguiu beijando-a, depois que ela apagou a luz. Desabotou seu vestido para seguir beijando seu ombro e pescoço. Betty se entregava à paixão, alisando suas costas, tirando sua camisa. Queria sentia seu peito, aquele corpo tão desejado de seu amado chefe.

—Ai, don Armando, o amo!

Armando não iria repetir o que disse antes de deitar-se com ela. Não sabia o que sentia por ela, aparte de carinho e amizade. Algo sentia. Não queria fazer amor com ela pelo plano, não achava justo ilusioná-la ainda mais, mas agora, queria fazer porque a sentia quente, tão entregue a ele. Ao apertá-la contra ele, percebeu que era magrinha, logo, as roupas largas e ultrapassadas deviam ser alguns tamanhos maiores que o seu.

Sentia que se arrepiava e soltava pequenos gemidos e suspiros a cada toque e beijo dele.

Assim como na noite anterior, ele começava a sentir muito desejo por ela. Precisava tirar aquelas calças e o fez ficado só de boxer. Ao sentir o membro dele tão duro sobre si. Betty ficou ainda mais excitada e sentiu uma corrente elétrica que saía de seus lábios inchadas de tanto beijar, passava por seu coração que batia forte e chocava-se com sua virilha transformando-se em fogo líquido. Puro fogo.

Logo, começou a puxá-lo para ela. Sentindo-a quente, ele correspondeu e levantou a saia de seu vestido. Deparou-se com aquelas meias grossas. Ao tentar tirá-las roçava nas côxas e sexo de Beatriz.

—Ai, ai!

“Beatriz Pinzón Solano! Não pode fazer estas coisas com seu chefe! –pensava — Este homem me põe louca. Sabe como enlouquecer uma mulher. E o amo tanto. Só uma vez! Preciso tê-lo só uma vez. Sabe o que significa esta vez, não, Betty? Sim! A primeira! E o quero! Quero me entregar a don Armando!” –pensou, uma luta entre coração e mente.

—O QUERO, DON ARMANDO!

—Sim, também te quero, Beatriz!

Desceu as meias de uma vez. Ficando Betty com o vestido posto, mas a saia levantada, logo, ela tirou todo seu vestido, enquanto ele se desfazia da boxer. Voltou a beijá-la para, enquanto tirou seu sutiã ,poder apertar seu seio.

“Não é plana, tem seios. E que saborosos são. Sem silicone, tão naturais.”

Desceu com os beijos pelo pescoço, o ombro. Betty o massageava de forma carinhosa, mas excitando nas costas, enquanto o peito dele roçava em seus seios, fazendo que seus mamilos ficassem empinados e uma nova onda de calor e fogo líquido a lubrificasse. Armando, por seu lado, sentia um cheiro delicioso de frutas vermelhas ao mesmo tempo que percebia a umidade entre as pernas de Betty.

“Será que está pronta? É tão pequena, não quero machucá-la.”

—Preciso de você, doutor. Preciso senti-lo. Venha para sua Betty. Deixe-me amá-lo!

-Sim, Betty! -Ele quis sentir se já estava preparada. Mesmo sendo mulher feita e não uma menina, Betty era frágil e delicada. Não queria ser bruto. Precisava senti-la preparada. Tocou-a, acariciou seu sexo, sentindo-a tremer e ficar ainda mais encharcada em seus dedos. E o cheiro de frutas vermelhas despertarem ainda mais seu desejo.

—Quero ser sua. Como nunca. AIII!!!

Armando, louco de desejo, embora tentasse se controlar e ser o mais delicado possível, adentrou em Betty de uma vez. Ela soltou uma lágrima.

—Betty! Betty! Desculpe-me! –ficou imóvel –A machuquei? Não queria, eu...

Superando a dor inicial e vendo a preocupação dele, buscou seus lábios, abraçou-o e apertou-o suas pernas. Gemeu em seus ouvidos.

—Não tem problema! Sou tua agora. –sussurrou- Venha, don Armando!

Continuou a beijá-lo e a mexer em torno dele.

Armando, então, relaxou e continuaram sua dança sexual de um jeito mais doce, com muitos beijos.

—O amo! Só com o senhor don Armando.

Em meios a beijos, abraços, gemidos, prazeres nunca antes experimentados por Betty, chegaram ao ápice.

Como o esforço havia sido grande e haviam bebido bastante, adormeceram nus e abraçados.