O lado “B“ de Betty Pinzón (Betty a Feia)
45 Capítulo 42 -De volta à Bogotá
Betty havia avisado a seus pais que estaria em Bogotá no dia seguinte e seu pai, dando-lhe uma tremenda bronca, aceitou e avisou a Roberto que sua filha estaria no dia seguinte na empresa. Seu Roberto ficou mais tranquilo, pois Armando também havia lhe ligado pela manhã para dizer que estaria no dia seguinte, o que deixou felizes Margarida e a esperançosa Marcela, que, finalmente, iria vê-lo. Tal reunião se fazia urgente, por conta da situação de Ecomoda. Nicolás não podia mais segurar tudo sozinho sendo apenas gerente de Terramoda, não podia comandar Terramoda, assim como Roberto ou qualquer dos acionistas não podiam fazer acordos perante o juízo sem a presença de Armando, de modo que estavam todos desesperados.
Alheios ao clima da empresa com os ânimos pegando fogo, Armando e Betty estavam com os corpos em brasa. Tão logo, Armando abriu a porta de seu apartamento pegou Betty no colo e com voz sussurrada lhe disse ” Enfim sós!”
Ficaram se beijando por muito tempo, até sentirem que suas roupas atrapalhavam.
—Queria te convidar para tomar algo, mas não aguento.
—Já bebi e comi muito no avião -disse desamarrando a gravata dele.
—Ah! Eu não! Tenho muita fome e sede de você!
Assim a tomou em seus braços e levou-a para o quarto. Chegaram nus, as roupas já haviam ficado pelo caminho. Armando a deitou em sua enorme cama. Admirou aquele corpo, que era só seu desde sempre.
Ela sorriu com vergonha e desejo e viu como ele lambia, então mordeu os lábios, Como um tigre faminto, deitou-se sobre ela, beijou-a com vontade para depois começar a lamber e saborear todo aquele corpo macio e quente que se contorcia perante o prazer que ele proporcionava.
—Geme! Grita! Aqui estamos só nós dois. A quero ouvir!
—AHHH, SEU ARMANDO! MEU DON ARMANDO. MEU DOUTOR!
—AI, ESPERTONA!
—ME POSSUA! FAÇA-ME SUA!
Não precisava implorar, a tímida e doce Beatriz em seus braços se transformava em uma tigresa diante de suas carícias e de seu fálico objeto que a espetava e acendia todo seu desejo, como um interruptor. Nem parecia que haviam feito há poucas horas no avião e que estiveram juntos todos estes dias. O amor e o desejo dominou seus corpos e sentiram-se queimar.
—TE AMO, BEATRIZ!!
—TE AMO MAIS, DOUTOR!
—Chama-me, Armando!
—Ai, Do… ARMANDO!
—ISTO, AH!!!
Aquela tarde, assim como a noite seriam um do outro. Os problemas, a Ecomoda, Marcela, seus pais, resolveriam no dia seguinte.
Os dois foram dormir, um nos braços do outro, Armando a convenceu que não precisava usar roupas quando sozinhos e que ele a cobriria com seu calor.
Na verdade ela não sentia frio algum naquele quarto. Antes de dormir, vislumbrou a imagem dele dormindo e acariciou aquele rosto com a pontinha dos dedos. Que lindo era. Foi tão feliz nestes dias. Como iria fazer sem poder tê-lo junto a ela estes dias? Como iria fingir indiferência? E pior: depois de tentar manter-se afastada dele, teria que passar as noites todas sem ele, sem seus fortes braços a rodeando e a apertando a noite toda, mesmo inconscientemente, depois de fazerem amor até o cansaço. Como iria passar as noites sem ele e como iria deixar aquele homem sozinho sem ela. Está bem quem confiava nele e em seus sentimentos e desejo por ela, mas também sabia que como seu pai dizia e como ele era insaciável. “e se alguma triplemamamita ou Marcela ou seguisse até seu apartamento? Ai, não, Beatriz Aurora! Não pense nisso! Vai ser por pouco tempo.” Beijou-o e adormeceu em seus braços. Os dois acordaram um no braço do outro sorrindo, mas sabiam que a realidade está batendo à porta. Pela manhã, Armando acordou um pouco antes, tratou de apertá-la contra si, admirando-a.
Sentindo a proximidade e a quentura daquele corpo, Betty sorriu e virou-se para beijá-lo. Animado, Armando subiu e começou a beijá-la.
—Sabe que não podemos nos atrasar e ainda tenho que passar na casa de meus pais.
—Deixemos para depois.
—Sabe que não pode ser assim. Tem razão. Porcaria de obrigações.
—Quanto antes fizermos...
—Eu sei, mas.
—Nos comprometemos.
—Eu sei. Podemos tomar o banho juntinhos?
—Está bem.
Betty não fazia ideia ou não teria aceitado o tal banho porque uma vez dentro da banheira, Armando a colocou sentada sobre seu corpo e demostrou que a amava até debaixo d`água, com loucura.
No dia seguinte, Betty ligou para seus pais:
— Residência dos Pinzón-Solano.
—Oi, mamãe!
—Betty, mamita! Onde está? Seu pai está que solta chispas pela boca!
—Não se preocupe, mamãe! Já estou em Bogotá!
—Como que está em Bogotá?
—Isto mesmo que ouviu! Mamãe, cheguei e irei para Ecomoda.
—Ai, seu pai não vai gostar nada. Ele queria ir te acompanhar.
—Eu, eu tenho que fazer isto sozinha mamãe, fui eu que trabalhei na empresa.
—Ai, minha filha!
—O papai está aí?
—Não, minha filha, saiu, mas …
—Ótimo. Mamãe, diga que eu liguei e que … don Catalina vai me levar a empresa.
—Ai,mamita.
—Na volta conto tudo.
—Então, virá para cá?
—Sim.
Ao desligar o telefone.
—Parabéns, hein, doutora Pinzón! Mente muito bem.
—Ah é? Tive um ótimo professor.
—Betty! Agora, não sou mais.
—Eu sei, seu bobo.
Tocou o rosto dele e o beijou. No caminho para Ecomoda, Betty pediu para parar em um shopping, onde Catalina deixou agendado um salão. Lá arrumaram seus cabelos e as unhas, pois queria voltar bem.
—A Betty que vai entrar pelas portas de Ecomoda não é a mesma Betty que se foi, esta Betty é mudada, conserva a mesmainteligência e doçura, mas é resolida e sabe o que quer!
—De pleno acordo, Cata! -disse Armando, admirado.
—Dois contra uma, não vale!
—Não estamos contra e sim contigo!
Betty vestia um vestido de crepe de seda azul com um cardigan do mesmo tecido, uma maquiagem suave, os cabelos lisos em um arco e um batom rosado.
—Bella!
Betty ficou ruborizada.
—Ah, dá uma voltinha!
—Vou deixá-los sozinhos!
—Grato, Cata!
—Grata, dona Catallina!
Armando não resistiu, deu um beijo nos lábios de Betty, atraindo-a para ele.
—Acho que é melhor atrasarmos esta reunião.
—Para nada! Dei minha palavra a seu papai.
—Eu sei, mas…
—Prometa que quando chegar lá, não vai…
—Não, meu amor! -beijo – Estaremos sempre juntos!
Betty e Armando foram no carro dele.
—Melhor que vamos separados!
—Para nada! Não quero nunca me separar de você!
—Mas...
—Nunca!
Armando e Betty estavam na porta da Ecomoda. para Betty aquele portão já lhe trazia tantas lembranças que fizeram que soltasse lágrimas.
—Não, meu amor. -secando as lágrimas -Não chore! Vai borrar a maquiagem.
—Eu sei, mas.
—E prefiro borrar tudo com meus beijos mais tarde -piscou-lhe -Aqui eu quero que esteja deslumbrante, não é assim?
—Estou longe de ser o que diz.
—É muito mais!
—_______
Fale com o autor