O lado “B“ de Betty Pinzón (Betty a Feia)
40 Capítulo 37 -Esta lua ainda mais bonita que a de Bogotá
Vendo o ciúme e a insegurança estampando o rosto de Armando, Betty acaricia seu rosto, como sefosse um menininho. Ele toma seu corpo para que fique junto dela. Logo, se afasta, deixando-o sem entender. Betty ri, vira o restante do licor na boca e o restante em seu corpo.
—Que bom que guardou sua energia!
Betty abre o zíper e deixa que o vestido que usava caia na areia e fica só de lingerie debaixo da luz da lua.
Armando arregala os olhos. Será que esta mulher, sua mulher quer fazer amor ali no meio da praia, ao ar livre?
Bem picarona, Betty levanta os pés, sai de dentro do vestido enquanto faz com dedinho para que se aproxime.
—Beeetttyy!!!
—Será que consegue canalizar toda sua energia, don Armando?
—Nem imagina quanto, Betty!
Assim, Armando a toma em seus braços e a beija como um louco.
Betty tira seu paletó e começa a desamarrar sua gravata.
—Mas como, faria amor comigo aqui debaixo desta lua?
—Esta lua tão bonita que inspirou a tantos poetas?
—Ainda mais bela que a de Bogotá!
Armando a beijou com desejo, mas também com ternura, enquanto ela o ajudava a se despir. Desabotoava os botões de sua camisa, prodigando-lhe beijos até que chegou até a calça, a qual Armando, baixou junto com a cueca, enquanto a beijava.
Estando os dois de roupa íntima em pés debaixo da lua, Armando sorriu ao admirar a lua branca e brilhante, fazia par com o sutiã sem alças de Betty, assim como sua calcinha, toda branca. Eis que esta mulher ia colocá-lo doido só de admirá-la e beijá-la.
—O que faz? Não me quer?
—É que quero saboreá-la também com a vista. É uma obra de arte, a mais bonita de todas!
Beatriz sorriu tímida.
—Não. Me encanta tímida, mas hoje quero ter uma Beatriz toda entregue e livre de amarras.
—Serei esta.! -passou a escharpe pelo pescoço dele e puxou- o para si. -Serei esta só para você.
—Assim só para mim, minha picarona linda! -a pega com seu corpo para que sinta seu desejo, tira seu sutiã e a deita na areia, colocando-se em cima dela.
Armando começa a beijá-la com muito desejo, enquanto ela o toma pelo pescoço.
Faça—me sua aqui! Mostre-me que guardou sua força só para mim!
—Verá, Beatriz!
Assim, Armando desceu suas carícias por todo o corpo de Beatriz, seguido de seus beijos, logrando que ficasse no ponto como ele gosta, para tomá-la e escorregar dentro dela com todo o desejo contido o dia inteiro.
—Ah picarona, que faz com este pobre homem!
—Oj oj oj don Armando!
Ao vê-la ali espalhada na areia, tão entregue e doce só para ele, saboreando ao licor que espalhou por seu corpo, aliado ao cheiro delicioso de sua feminilidade que o deixava louco, com apenas a lua refletindo em sua pele, Armando não viu apenas uma mulher.
—É uma deusa, Betty! Uma deusa, me sinto privilegiado de poder ser merecedor deste seu néctar!
Ela o beijou com desejo, abraçando-o com suas pernas para que se tornassem um só. Amaram-se, rolaram na areia, entregaram-se ao prazer, beijando-se para tapar os gemidos que não tardaram muito a encherem a boca um do outro.
Ainda nus, com Beatriz sentado em suas pernas, com as costas em seu peito, Armando acariciava seus cabelos.
—Me encanta seus cabelos. Está na moda cabelos curtos, mas te rogo que não os corte.
—Que bom que gosta, não posso cortar.
—A amaria de qualquer jeito! -enrosca seus dedos nos cabelos dela, os puxando. Este gesto a deixa excitada.
—Melhor que voltemos para o hotel!
Assim se vestem, mas não querem mais fazer turismo noturno, preferem ir ao quarto de Betty onde se amam olhando as estrelas e de luzes apagadas.
—Mas que visão! Por que nunca me convidou a passarmos a noite aqui? Agora entendo que diga que meu quarto é dos pobres, Betty!
—Bobo!
—A amo, Betty!
—O que vai ser de nós?
—Não sei. Mas posso garantir que estaremos juntos.
Beijos. Após fazerem amor, os dois dormiram abraçados, Betty já não tinha nenhum pudor de passar a noite inteirinha com ele fazendo amor e para quê teria pudor se estavam só os dois sozinhos e dele não tinha a menor vergonha. Depois, pegarem no sono, totalmente nus. E esta foi mais uma de essas noites. O casal dormia de conchinha, nus, Armando grudado como chiclete, para que antes que fosse ao banheiro lhe desse um beijinho. Foi quando o telefone do quarto tocou. E tocou de novo.
—Deve ser dona Catalina! Ai, estou atrasada. Não, são seis horas. Alô?
—Alô? Desculpe, chamá-la, mas tem uma senhora que a chama insistentemente aqui. E quer falar com a senhorita de qualquer jeito.
—O que foi, Beatriz? -perguntou Armando, de olhos fechados, com sono.
—Não sei. Recepcionista, pode passar a ligação.
—Betty!
—Mamãe! O que quer esta hora? Acontece algo sério?
—Ai, minha filha. Ainda não, mas vai passar!
Armando acariciava o corpo de Betty, com cara de safadinho.
—Para. -cochichou a ele que passou a só beijar-lhe a mão -Mas o que foi, mãe, de tão sério?
—Ai, mija! Seu pai está possesso. Acontece que ontem à noite após o concurso aquela senhorita, noiva de teu chefe Don Armando veio aqui.
—O quê? Dona Marcela?
Armando se sobressaltou ao ouvir aquele nome.
—Sim, filha, esta dona veio aqui e disse umas coisas horríveis sobre você ao seu pai! Ai, se não fosse por Nicolás e Eugenia nem sei o que aconteceria!
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