O lado “B“ de Betty Pinzón (Betty a Feia)
56 Capítulo 52
Enquanto sofria de ciúmes e insegurança, chegava à Ecomoda um visitante inesperado. Alto, bonito, elegante e loiro.
As do quartel logo se impressionaram com a beleza do homem, assim como Patrícia, que fica enlouquecida e tenta cortejar o belo visitante, crendo que achou seu pote de ouro.
—Betty! Betty! –diz Aura Maria, entrando como desesperada à Presidência.
—Aura Maria! Não vê que estou ocupada? Vai, fala qual é a nova fofoca do quartel.
—Você que vai me dizer.
—O quê?
—Deste triplepapito francês que está aí fora.
—Quê? Michel está aí?
—Sim, mihija! O homem de sua vida.
—Não creio, Aura Maria!
—Ah vá. Deixe de bobagem ou será que só tem olhos para Don Armando? Ele está com aquela lá!
—Sim, está- disse com olhos tristes -Está certa. Estou bem?
—Ajeita o cabelo, assim. Passa o batom. Isso. Agora, abre uns botões assim para despertar interesse.
—Aura Maria! De jeito nenhum!
—Ah Betty, só queria...
Enquanto isso, Mário pensando que é cliente, o convida à sua sala. Apesar de não entender nada, Michel o acompanha.
—Então,seja bem-vindo à Ecomoda! Como ficou sabendo da empresa?
—Por Beatriz Pinzón!
—Por Betty?
—Sim, minha amiga, a conhece?
—Sim, muito bem. Desde que era uma simples secretária de Armando Mendoza,
—O conheço também.
—Então, sabe do negócio.
—Do que fala?
—Das franquias!
—Franquias? Não. Sou amigo pessoal de Betty, ou Beatriz. Estou aqui ór motivos pessoais.
—Ah!
Betty estava esperando Michel, enquanto Aura Maria foi chamá-lo, não o encontrou e foi informado que estava com Mario, assim que foi buscá-lo para encontrar-se com Betty, o que deixou Mario ainda mais intrigado.
—Aqui está, Betty! Nosso visitante.
—Michel!
—Betty, como não me telefona, vim te ver!
—Ojojo Michel! Não sabe tudo que passou, mas ao chegar aqui os advogados me colocaram como presidente de Ecomoda.
—Bem, vou deixa-los sozinhos, mas comportem-se ou melhor, não se comportem!
—Aura Maria!
Aura Maria saindo rindo, assim como Michel.
—Muito simpática sua secretária.
—E abusada! É que é mais que uma secretária.
—Não entendia bem. Que eu saiba era apenas uma assistente, como se tornou presidente?
—É uma história complicada, a qual no momento não posso contar.
—Mas tem algo a ver com Armando Mendoza? Ele era teu chefe, não? Antes de terem algo.
—Michel, desculpe-me, mas isto são coisas pessoais.
—Desculpe meu atrevimento, Betty, mas agora, quer dizer que, é a nova presidente desta empresa conceituada de modas?
—Sim.
—Que mudança. E esta é sua sala?
—Sim.
—Bonita, espaçosa, mas impessoal.
—Como?
—Sabe, quero dizer que, não tem o seu toque. É uma mulher única, a veria em uma sala azul ou verde com seu toque minimalista, Não com estas cores neutras que poderiam ser de um homem.
—É que esta sala vem sendo ocupada por homens durante estes 35 anos. E como não iriei ficar muito tempo, não pretendo redecorá-la, Mas que grosseria a minha. Vem me visitar e não o convido a comer algo. O que gostaria? Café, suco, um bolinho?
—Bem, na verdade. Nem tomei desjejum. Gostaria de alimentar-me bem, mas os compromissos de implementação do restaurante não deixam. Não gostaria de deixar de almoçar.
—Posso pedir algo no refeitório ou que Aura Maria nos encomendasse algo.
—De verdade, gostaria de sair para almoçar e se possível, que me fizesse companhia. Não conheço muito bem sua cidade.
—Não pretendia sair, pois estou cheia de trabalho, mas claro, Michel, assim como me acompanhou em Cartagena. Vou ver um em que podemos ir!
—Na verdade, um amigo me recomendou um. Disse que tem excelentes pratos franceses.
—Ah sim?
-Aura Maria, tenho alguma reunião agora?
—Não, doutora. Só umas quatro da tarde com novos fornecedores.
—Ah está bem, então irei almoçar com Michel.
Aura Maria foca radiante de felicidade, assim como as do quartel, que estavam encantadas com aquele papasé. Só Patrícia ficou irritada e saiu para contar a sua amiga.
—Que ódio!
—Que foi, Patrícia? o tal do Nicolás Mora não te quer mais?
—Nicolás Mora? Quem quer este paspalho quatro olhos! Ai, Marce, precisa ver a aparição que veio à Ecomoda hoje.
—Não vi nem quero saber.
—Um tipo loiro, alto, elegante, europeu e não acredita é amigo da garfio!
—Se é amigo da garfio deve ser no estilo de Nicolás Mora!
—Nem me lembre daquele ridículo! Tem que ver,Marce!
—Não me perturbe, Patrícia! Que estou cheia de trabalho!
—Também agora vamos ter que esperar se voltam. Pois a desaforada da garfio operada, além de querer Armando, agora está flertando com este homem. E saíram para almoçar!
—Quê? A Garfio está saindo com este que falou?
—Sim, e é francês!
—Francês? Francês mesmo?
—Sim, de sotaque e tudo e parisiense.
—Não é sortudo esta feia?
—E será que a quer levar embora para Paris ou raios que os parta e me deixar em paz com Armando?
—Isso não sei, Marce!
—Patrícia, fica de olho! Descubra, faça-se de amiga do quartel. Temos que descobrir tudo desse francês, se tem negócios ou se quer algo mais de Beatriz. Temos planos para quando nos entregue a empresa, mas se ela quiser ir antes, para mim será melhor. Vai! –Marcela empurra Patrícia.
—Ah sim, que a Garfio pode ficar com os homens que quer e dispensá-los e eu Patrícia Fernandéz não tenho nada!
—Patrícia, vai agora. E descubra o que está acontecendo.
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Enquanto isso, Armando está no restaurante com Alejandra e resolve abrir o jogo com ela.
—Alejandra, pensei que tinha deixado tudo claro ontem.
—O que quer dizer?
—Sobre nosso relacionamento. Sabe que amo a uma mulher e que por você tenho uma grande estima e amizade.
—Sim, eu entendi.
—Então, porque respondeu positivo às insinuações de Marcela?
—Eu? Não, Armando, deve ter havia um engano.
—Jogou charme, deu risadinha quando ela insinuou. Te disse que minha Betty é insegura e no entanto, agiu assim!
—Desculpe, Armando. Desculpa. –disse com olhos chorosos, mas de lágrimas de crocodilo –Na verdade, não sabia o que dizer. Ela foi tão direta e ainda tinha aquele outro empregado, não sabia se faria bem à tua imagem de mulherengo parecer que não havia tentado ter nada comigo.
—Alejandra! Esta imagem que construí é a coisa mais idiota e que mais me prejudica na vida, principalmente, agora que, tenho a mulher de minha vida.
—Me perdoe, Armando.
—Está bem, não creio que fez para me prejudicar. Ainda mais Betty não deveria ser tão insegura, ela é uma mulher linda e inteligente e que te tem comendo nas mãos dela como um `homem-canoa`` a ponto de não olhar e nem pensar em querer ter outra. Qualquer mulher na posição dela, iria se divertir e não ficar insegura de ter um homem como você a seu lado! (Descarada!)
—Sim e qualquer não seria ela, Beatriz e isto que me encanta nela. Que minha Betty não é assim como as outras! Bem, acho que este assunto já se alongou, quero que continuemos nossa amizade, que continuemos nossos negócios e que isto não nos prejudique.
—Sou uma empresária, Armando, tenho ética profissional e quanto a isso fique tranquilo que não misturo o profissional com o pessoal.
—Agradeço. Quer pedir algo de sobremesa?
—Bem, vejamos.
Neste momento, Michel e Beatriz chegam ao restaurante.
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