Notas iniciais
Boa leitura.

Para o número 04, (se fosse ser nomeado pelo o que Depression o nomeou), aquele jogo não era difícil.

'' Fora daqui, eu era um incendiário. Eu tinha o meu grupo de amigos, eles me ajudavam às vezes, mas éramos pessoas que não queria ver o mal das pessoas, apenas fazíamos aquilo por acharmos legal. Sim, éramos diferentes. Nós acreditávamos na sociedade. E hoje estou aqui, recebendo como se fosse o meu castigo, enquanto esses meus amigos foram mortos, pela chamada justiça desse Mundo. Mas nesse castigo, eu aceitarei, jogando e para mostrar que não terei o mesmo final que esses meus amigos. '' Esse era o pensamento do número 04, que tinha 20 anos.

Após sair da sala aonde ele encontrou seus adversários, ele correu a um gramado do hotel, ele encontrou um porão. A porta estava emperrada, ele olhou ao seu redor. Sem sinal de alguém, ele chutou a porta, que se abriu com força, batendo contra a parede. Logo ele entrou no porão, que estava cheio de pó. Não tinha luz no local, mas ele encontrou algumas coisas úteis.

Uma lanterna e uma pequena chave de fenda. Foi o que ele pegou do local, logo em seguida, saiu do local sem pensar muito, certificando de quem ninguém teria visto-o.

'' Não sou uma pessoa má. Apenas acho que se eu não jogar, estarei jogando a minha vida fora e foi por essa vida, que todos os meus amigos apostaram. Então, preciso vencer de qualquer jeito. '' Esses eram os únicos pensamentos do número 04.

Ele continuou andando com calma, até chegar ao lado de fora, de um banheiro, dali, ele viu uma janela. Ele deu um pulo e com esse pulo, segurou as suas mãos na janela do banheiro, depois, segurou a sua mão no telhado, enquanto continuava subindo com calma. Na hora de entrar na janela do banheiro, decidiu ir para o telhado.

Subiu no telhado, com cuidado e até um pouco de medo do telhado cair, ele ficou deitado ali, esperando alguma presa passar. Em um telhado aonde ninguém olharia, aonde ele estaria seguro ao menos por 1 a 3 horas.

A número 07, localizava-se em um pequeno quarto de hóspedes. Seus pensamentos eram únicos.

'' Todos os homens desse jogo são os meus inimigos. Se o Mundo fosse feito apenas de mulheres, acredito que... Seria realmente capaz o Mundo viver em paz. '' Ela suspirou, olhava todas as gavetas do quarto, na esperança de encontrar algo, mas nada. Entrou no banheiro pequeno que tinha também dentro do quarto, mas estava vazio.

Pouco a pouco ela percebera o que Depression estava querendo dizer que a melhor arma seria a inteligência.

Ao sair daquele quarto, a menina, que andava com pressa, sem medo de ser vista, corria em direção a um lugar na qual ela havia certeza que teria algo para ela se defender. A cozinha.

Ela não tinha ideia de onde ficaria, pois não sabia o mapa daquele hotel. Ela sabia que ao seu redor, teria mais 7 pessoas, podendo ser fortes, boas ou até mesmo ingênuas, mas que estariam prontas para matá-la.

'' Eu queria um Mundo perfeito. Mas a realidade é totalmente diferente do Mundo em que muitas pessoas, que talvez se iludam, pensam. Eu sempre fui feliz, mas o meu antigo namorado tentou me estuprar. Ele e mais alguns amigos dele. Eu consegui fugir por pouco, mas descobri sobre a realidade. Não posso confiar em ninguém e devo viver sozinha. '' Sim, esses eram os pensamentos da Número 07 e também a sua história, sobre um certo medo da sociedade humana, principalmente pelos homens.

– Quem faz isso deve estar louco. — Os passos dela foram parados após ouvir uma voz masculina. — Jogar um jogo aonde as pessoas se matam... Isso é tão cruel. Eu já decidi, não jogarei.

A voz ficava mais baixa, ela se aliviou por um momento e voltou a andar, percebendo que estava segura.

Após sair do local, o número 08 observava-a com atenção.

– Essa é a número 07... Ela não me atacou, então não devia ter armas. Sei que ela vai jogar e apesar de ser contra esse jogo, eu não posso morrer porque quero poder mudar o Mundo com as minhas músicas. Por isso, eu vou lutar até o fim. Mas... Precisarei de armas para isso.

O jogo pouco a pouco entrava em um clima mais difícil. Quem jogaria? Quem não jogaria? Entre as 8 pessoas, qualquer um poderia começar com uma matança.

A número 05 estava perdida. Correndo para todos os lados, era possível ouvir de leve algo desagradável: O barulho dela querendo gritar, por desespero, por ajuda. Não, Akira não estava mais com ela para isso. Ela deveria aguentar toda essa dor sozinha, talvez Akira na verdade tivesse raiva dela e quisesse matá-la após ficarem 2 anos separados, ela não saberia.

Algo que a número 05 não teria, era coragem para jogar. Ela não entendia como alguém apoiaria um jogo como esses.

Seus pensamentos foram interrompidos, após correr tanto, ela esbarra em uma pessoa. Ambos caem no chão, ela olha para ver quem era. Era o Número 06, que tinha um sorriso no rosto, ela olhou para as mãos de Número 06, ambas com uma faca.

– Você... Abaixe isso. — A menina disse, mas foi em vão, ela viu Número 06 se levantando e com uma das facas jogando ao lado dela. — Mas... Como assim?

– Sua idiota. Pegue isso e da próxima vez que eu te ver, você está morta, entendeu? Isso é um jogo, quero que os meus inimigos joguem! — O Número 06 parecia ser um pouco diferente dos outros que estavam ali. Ele aparentava ser bem velho já, parecia não esboçar um sorriso por anos. Claro, isso tudo era apenas uma suposição.

– Por que está me ajudando? — Ela decidiu perguntar algo, ainda com um pouco de medo.

– Porque seria injusto você morrer agora, tendo fé de que virá alguém te ajudar, mas saiba de uma coisa. Não existe heróis, ninguém virá te ajudar, o Mundo é assim, você terá que lutar sozinha, então mate antes que seja morta. — Ele suspirou, parecia que não tinha paciência com outras pessoas.

'' Eu não tenho tempo para perder com ela, muito menos dar uma arma para ela, mas sei que ela não é como todos os humanos, então... Deixarei ela viver e matarei outra pessoa, tenho o resto do dia mesmo. '' Número 06 pensou, logo foi embora.

– Ele é 1 boa pessoa...? — Ela perguntou para si mesmo, os pensamentos da Número 05 estavam confusos.

'' Como assim, alguém me salvar? '' Ela pensou, logo veio uma lembrança na sua cabeça.

2 anos atrás, ela viu Akira, o Número 02, seu ex-namorado. Eles estavam juntos, na casa de Akira, que tocava violão. Era um dos hobbies dele na época.

– Agora, pra sempre, foi embora, mas eu nunca disse Adeus... — Ele cantava, enquanto tocava no violão a música '' Eu nunca disse Adeus — Capital Inicial '', uma da música favorita dos dois, que naquela época, ainda viviam em total paz.

– Ei, vamos nos casar, né? — Ela perguntou para o garoto, que concordou, na época eles tinham apenas 14 anos, mas já pensavam nisso, pois estavam apaixonados.

Seus pensamentos voltaram ao normal. Ela não estava mais há 2 anos atrás, ela estava em um jogo, no qual, a pessoa que ela mais amava, era seu inimigo. Ela viu a faca no chão, deixada pelo Número 06, na intenção de mostrá-la que ela estaria sozinha naquele jogo. A menina, antigamente chamada de Milly, pegou a faca e segurou para ela mesma. Usando aquilo, ela resistiria até o final.

'' Eu faria de tudo para voltar naquela época, Akira. Éramos tão felizes e não percebemos... E agora estamos no meio disso. '' Algumas lágrimas escorreram de seus olhos, as lágrimas saiam lentamente. Seu maior desejo não era mais sair daquele jogo viva e sim poder viver seus últimos dias com a pessoa em que ela amava, mas ao mesmo tempo, ela via Akira como um inimigo.

Em uma distância considerável se encontrava a Número 01, ela estava trancada em um banheiro, dentro de um pequeno quarto de hóspedes. Ao entrar no banheiro, ela encontrou tesouras. Logo percebeu que pelo hotel, ela poderia encontrar armas que incentivariam no jogo, mas essa não era a sua ideia de vida.

'' Não importa o quanto eu odeie alguém, eu não posso tentar matá-la, eu não sou uma má pessoa e sei que ninguém daqui é. Ninguém irá jogar, todos querem mudar o Mundo, se nos juntarmos, poderemos viver juntos até o final. '' Ela pensava, sorrindo. Ela se lembrou das pessoas fazendo perguntas a Depression, mas seu pensamento se amargou ao lembrar do Número 05, o que parecia meio delinqüente também.

Ela percebeu que seu pensamento era muito positivo. Ao menos uma ou duas pessoas estariam ali para jogar de verdade porque queriam sobreviver.

De repente, ela ouviu um barulho. A porta havia sido arrombada, apesar de ela ter trancado-a ao entrar no quarto e ir correndo para dentro do pequeno banheiro, alguém estava ali dentro. Essa pessoa havia arrombado a porta e ela não sabia o motivo.

– Droga, qual o sentido de ter quartos, se as portas estarão trancadas? — Era a voz de um homem, a menina tremeu de leve, enquanto ainda segurava a tesoura.

'' O que eu faço? '' Ela pensou.

Notas finais
Obrigado por lerem, até mais.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.