O jogo do tormento.
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Bom, estou testando 1 nova narrativa, então se ela não estiver boa ainda, devo melhorar ela com 1 tempo, não sei quando sai o capítulo 2, então pode demorar ou pode não demorar, isso depende.
Enfim, boa leitura.
16 anos, cabelo longo, caindo em seus olhos. Seu nome, Akira, é um estudante comum, com notas altas e uma vida calma. Com seus amigos, casos e algumas meninas que tinham uma leve queda por ele.
Morava em uma casa simples, não sentia necessidade de ter coisas que ele não precisava. Ele era feliz com o que tinha, mas era diferente dos jovens da sua idade. Ele tinha um sonho um pouco diferente do normal. Ele queria um Mundo bom, aonde as pessoas poderiam ser si mesmas, sem sofrer comparações.
Optava por viver sozinho, mesmo tão jovem, achava mais relaxante e bem mais calmo do que ter viver com sua família.
Aquele dia, era apenas mais um. A campainha de sua casa tocou, ele foi atender, era o carteiro, que sempre entregava correspondência, jornal, etc. Dessa vez, com algo diferente, o que parecia um envelope vermelho.
- Ei, de quem é isso? — Akira perguntou, ele olhou atentamente para o carteiro, que não parecia saber.
- Eu não sei, apenas estava para eu entregar isso aqui. Se me der licença... — O carteiro se retirou, com um pouco de pressa.
Fechando a porta com força, Akira se deitou um pouco no seu sofá da sala, antes de ir para um curso de informática, no qual fazia. Ele abriu o envelope vermelho, no qual não dizia quem estava entregando.
'' Olá, Akira. Você acaba de ganhar um vale para um Hotel por 8 dias, o Hotel é novo e está em construção, precisamos de pessoas para testá-lo e você é uma das 8 pessoas escolhidas.
Você foi escolhido pelo seu ótimo currículo em sua antiga escola. Se você se interessar, o endereço está abaixo. ''
- Quem me mandaria isso? É uma brincadeira de mal gosto? Que ridículo. — Ele soltou um leve suspiro, enquanto mexia com seus cabelos, um pouco enrolados. — Não vou perder meu tempo com isso.
Ele saiu de sua casa, com o envelope vermelho, logo chegou em uma lata de lixo, rasgou o envelope e jogou-o fora. Segurando os seus livros de informática, ele se direcionou para o curso. Sua paixão por informática era enorme e tinha um sonho em se tornar um técnico nessa área. Era um sonho que seus pais discordavam e isso ajudava-o a não querer ficar perto deles.
- Akira, 16 anos? — Akira se virou para trás, assim que se virou, ele deu leves passos para trás e deu um leve sorriso. Era dois homens altos, média de 1,80m e fortes, usavam um terno.
- Posso ajudar? — Ele perguntou com educação.
- Você virá conosco. — Um dos homens disse, ele logo deu um soco no rosto de Akira, que caiu no chão e se contorcia com a dor. Ele tentou gritar, mas não conseguiu. Logo, o outro homem o parou e o fez desmaiar.
Dia 01.
Ao acordar, Akira percebeu não estar no mesmo lugar. Olhou ao seu redor, viu outras 7 pessoas, todas haviam sido violentadas. Ele olhou ao seu redor e uma luz foi acesa, em cima deles, ele percebeu estar em um palco.
Fora do palco, outra luz foi acesa, essa luz estava vindo do lugar aonde normalmente fica a platéia.
- Bem vindos, meus astros, ao meu show! — Um homem, que usava uma máscara de ferro apareceu, ele aplaudia de leve. — Vocês ficarão comigo por 8 dias e daqui, apenas 1 de vocês irá sobreviver! O sobrevivente, será o mais apto! Devem estar confusos, então vocês tem alguma pergunta?
Uma menina levantou a mão e também se levantou do chão do palco, Akira olhou para ela.
- O que você quer dizer com isso? — A menina tinha cabelo escuro, lisos, era magra. Parecia muito calma.
- Vocês não estão na vida real! Seu nome é Julie, não? Você não vai mais viver aquela sua vida normal. — O homem se segurava para não rir, isso estava nítido. — Agora, vocês estão em um jogo! 8 pessoas em que irão se matar até o melhor sobreviver! A cada dia, 1 pessoa irá morrer. Se isso não acontecer 1 vez a cada dia, eu matarei alguém. Não pensem que isso é uma mentira.
Todos pareciam surpresos no momento, eles se entreolharam, mas isso passou depois de um tempo, talvez isso era o que diferenciavam eles de outras pessoas.
A menina se sentou, ela parecia conformada com aquilo. Outro menino se levantou, ele usava pulseiras de metal, tinha o cabelo mais largado, alto e musculoso.
- E quais serão as nossas armas? — Ele perguntou, Akira apenas observava os seus colegas.
- A estratégia! Estarão em um hotel aonde tem tudo, alimento, tratamento, vocês terão tudo! Mas podem morrer a qualquer hora, essa é a única diferença de um hotel normal, entendem? — Após aquele homem dizer isso, Akira lembrou do envelope vermelho.
- Qual é o seu nome? — Akira perguntou.
- Me chamem de Depression. É o que eu causarei em vocês, eu mostrarei para todos vocês, que o Mundo é assim porque ele deve ser assim. — O homem, que se nomeava Depression, respondeu.
- Como todo hotel, se tem quartos, né? Se as 8 pessoas se trancarem em seus quartos e não saírem de lá nunca, não terá jogo? — Outra menina perguntou, ela era um pouco mais gorda, essa pergunta surpreendeu Akira, não de uma maneira positiva.
- Mas quem faria isso? Você ficaria 8 dias sem comer, apenas para não ter que matar alguém? — Depression perguntou, rindo. — Por isso chamei vocês. E se alguém se trancar em um cômodo por mais de 10 horas, esse cômodo irá explodir. Ou seja, vocês terão que se movimentar sempre.
Outra menina se levantou, nessa Akira prestou mais atenção.
- Por que fomos escolhidos? — A menina que disse isso, era conhecida de Akira.
- Milly... — Akira disse de leve. Milly foi a primeira paixão de Akira, e Akira a de Milly. Tiveram que terminar porque o pai de Milly teve que ir para Suíça e com isso, Milly foi junto, desde então, nunca mais se viram.
- É simples. Porque todos vocês querem mudar o Mundo! Não? — Depression perguntou, se levantem. — Levantem-se um por um e digam o que querem para o Mundo!
A primeira menina a se levantar, foi a menina mais gorda, ela se levantou e gritou.
- Quero um Mundo aonde não haja julgamentos, aonde todos sejam amigos e ninguém morra só! — A menina foi aplaudida por Depression, em seguida, Akira se levantou.
- Eu quero um Mundo aonde as comparações sejam mínimas, aonde você possa ser quem você é, sem ser comparado com outras pessoas! — Akira falou um pouco mais baixo, mas com ânimo, afinal, era seu jeito, meio tímido, mas esperto.
Ele recebeu aplausos também. A próxima, era uma menina, era a mesma menina na qual fez a primeira pergunta.
- Quero um Mundo aonde o governo não manipule todos! — A menina parecia esperançosa, isso era bom de se ver.
O próximo a se levantar, foi o mesmo que perguntou quais eram as armas do jogo.
- Quero um Mundo aonde você seja livre, tendo a opção de fazer o que bem quiser! — Ele gritou alto, parecia com vontade.
A próxima menina a se levantar, era a Milly.
- Quero um Mundo aonde você seja amado, você não precise trabalhar o dia inteiro e que possa ser feliz! Quero um Mundo aonde o amor a si mesmo e às pessoas ao seu redor venha em primeiro lugar! — Akira deu um leve sorriso. Era por isso que ele tinha amado Milly, de fato.
O outro a se levantar, foi um menino, que por enquanto não tinha feito nada, apenas ouvido.
- Quero um novo Mundo, um Mundo aonde as pessoas más estejam mortas e os bons, sejam imortais! — Depression aplaudiu ainda mais dessa vez, Akira pôde perceber isso.
Restavam duas pessoas. A sétima pessoa, era uma menina, baixa, mas parecia esperta.
- Quero um Mundo com proteção e preocupações, aonde pessoas más não estejam livres. — A menina disse e logo se sentou, ela parecia incomodada aonde estava.
O último menino se levantou.
- Quero um Mundo aonde a música possa alcançar as pessoas e ajudá-las! Por isso me tornarei um músico! — O menino sorriu.
Depression se levantou. Ele subiu ao palco.
- Já sabem a ordem de vocês? A ordem em que se apresentaram representará vocês. Aqui, vocês não terão nomes, apenas números. A primeira pessoa a se apresentar é a pessoa número 01 e a última pessoa a se apresentar é a pessoa número 08. O jogo começa hoje. Se ninguém morrer, eu matarei alguém! O que será pior? Não duvidem de mim. Estão livres. — Aquele homem, que se nomeava Depression, foi embora.
Akira olhou ao seu redor, todos com expressões faciais diferentes. Era dali que ele saberia quem jogaria e quem não jogaria. Ele foi em direção a Milly e segurou o seu braço.
- Não pense em jogar. — Akira disse, Milly não parecia surpresa com a reação de Akira.
- Por que você se preocupa comigo? — Milly perguntou, suspirando de leve.
- Porque eu te amo. Mesmo que você me odeie, se nos separarmos por anos, se eu te reencontrar, eu só vou querer poder te abraçar e dizer: '' Eu sempre vou estar ao seu lado ''. E aqui não será diferente. — Ao ouvir isso de Akira, Milly parecia tremer.
- Me larga. — Milly disse, foi a única reação dela, Akira soltou-a e ela foi a primeira a sair daquele lugar. Em seguida, todos foram saindo um por um, Akira foi o último.
Ele ficou ali por um tempo, pensando no que faria.
'' Está na hora de jogar. Mas devo matar? Devo proteger Milly? Devo confiar em alguém? Não. Todos são os meus inimigos. Mas não importa o que aconteça, se for por Milly, prefiro me matar do que ver ela morta, ela é muito linda para morrer agora. Eu irei protegê-la, mesmo que ela não queira, enquanto jogo este jogo. '' Akira pensou, ele estava feliz com o seu pensamento, talvez por ele não ter mudado, mesmo depois de 2 anos sem ver Milly.
Sim, estava na hora de ele ir atrás dela. Não como uma boa pessoa, mas sim como uma pessoa importante para a outra.
Mas aonde ela estaria? Em algum cômodo, escondida? Ou ela estaria pronta para jogar, talvez até mesmo enganar Akira apenas para usá-lo? Não, ele não queria pensar nela dessa maneira. Ele ainda tinha as mesmas lembranças dela de 2 anos atrás. As lembranças de quando ele era apaixonado por ela.
Akira se lembrava do momento em que cada um falou o seu sonho que queria para um Mundo melhor.
'' Por que alguém perguntaria isso e depois nos falaria que estamos errados e que nos mataríamos para perceber isso? '' Ele se perguntava, Depression deveria ser mais difícil de entender do que ele pensava.
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