Notas iniciais
Aí está o outro bjsss e até o próximo. Bye.

Após Melisandre ter saído de meu quarto eu passo por um cochilo, porém um cochilo cercado de pesadelos, acordo soando frio e com dois pares de olhos me olhando. Um deles era Fantasma e o outro Loki. Loki me pergunta:

– Você está bem Khalisse?

Apenas abano a cabeça indicando que não. Então ele volta a falar:

– Você estava gritando muito e eu ouvi de meu quarto. Para sua sorte apenas Fantasma e eu estávamos aqui perto. Então eu consegui entrar aqui.

– O-o-o que eu gritava Loki?

– “Pai, por favor, não me deixe eu não quero ficar com ela. Não me deixa aqui pai. PAI? PAI?”

–Não acredito que estava sonhando com isso novamente. Já faz tanto tempo que não penso e nem sonho com isso.

Ele me olha com os olhos cheios de culpa. Afinal ele tinha uma parcela de culpa neste caso, mas isso não vem ao caso. Após muito tempo pego no sono com Loki me fazendo cafuné e Fantasma deitado aos meus pés.

Acordo novamente, o dia já tinha raiado e Loki não estava mais em meu quarto, em seu lugar havia Melisandre que estava sentada em uma cadeira bordando um tecido. Fantasma ainda estava no mesmo lugar.

Gemo indicando que acordei, Mel (como comecei a chamá-la) levanta sorrindo e vem até mim, me abraça e diz que Loki explicou tudo a ela antes de se afastar de lá. Ela me olha como se estivesse lendo minha alma. Mecho-me desconfortavelmente na cama e Fantasma apenas dá um gemido baixinho como quem diz: “Para de se mexer, eu quero dormir aqui.” Me levanto e ponho meu casaco e minhas botas. Mel dá um suspiro e eu a respondo com outro.

– Luke está desesperado para ir embora. E eu não acho que conseguirei deixá-los partir. Me apeguei muito a vocês e pela primeira vez não quero usar estrangeiros como parte de um feitiço ou sacrifício.

– Obrigada por essa parte que me toca Mel.

Quando ela ia dizer alguma coisa. Ouvimos batidas na porta e dois Sams todos sorridentes a abrem e caminham até nós. Eu pego o bebê que me lembra muito um dos meus priminhos por parte de mãe, uma lágrima teimosa desce por meu rosto. O Sam numero 1 (como comecei a chamá-lo) a seca e pergunta se estou bem; respondo que sim e que era apenas saudade de casa, ele me olha como se me entendesse e finalmente diz o recado que vinha trazendo.

– Senhorita Martins, Melisandre, o Lorde Comandante deseja vê-las urgentemente.

–suspiro- Tudo bem, e lá vamos nós para mais uma reunião mega importante.

– Vamos. Jon não gosta de atrasos. – diz Mel.

***

Após a reunião com o Lorde Comandante e Jon fomos tentar achar alguma pista de como eu poderia voltar para casa. Só de pensar na minha cama quentinha e nos meus familiares eu já sentia ainda mais falta de tudo. Loki ficou desaparecido o dia todo e até agora não voltou. Por volta das seis da tarde, vieram nos chamar para o jantar como sempre eu ajudei a dar um gosto de verdade a comida para que ela ficasse ao menos não tão ruim. Já fazia mais de um mês que Loki e eu estávamos em Westeros e tudo eu eu sabia pensar era em como voltar para a casa e como esquecer Jon Snow, afinal ele é um Stark e nós dois não podemos ficar juntos; sem contar também que somos de épocas diferentes.

Me lembrei do final do quinto livro de George RR Martin o qual descreve a morte de Jon, sem entender muito bem suspiro e Melisandre que estava ao meu lado na biblioteca me olha com uma interrogação gigante em cima da cabeça. Apenas a olho como que se com apenas aquele olhar ela fosse entender oque eu sentia.

– Mel acho que já chega pra mim por hoje, estou bem cansada e morrendo de sono. – Dou um beijinho em sua bochecha e saio. – Boa noite Mel.

– Boa noite Kalissi

– Como assim Kalissi Mel. Este não é meu nome. – Digo a ela muito nervosa.

– Óh me perdoe Kate.

–Está desculpada. Mas não confunda novamente.

–Não vou. Durma bem Kate.

– Obrigada e você também. Saio lentamente da biblioteca e assim que posso corro em disparada para o quarto de Loki.

Chegando lá ele estava entrando no quarto e quando vou para gritar seu nome sinto mãos em minha boca e cintura que me levam para o escuro e me fazem derrubar uma de minhas luvas. Tento de tudo, gritar, me debater e não consigo nada. Quanto mais eu me mexia mais apertado me seguravam. Até que eu parei de tentar me soltar e a pessoa que me segurava afrouxa um pouco, mas não muito. Andamos, ou melhor, a pessoa andou até um lugar muito escuro mais até mesmo que o lugar onde estávamos antes. Começo a chorar desesperadamente e quando chegamos ao local sou jogada ao chão com força dou um grito de dor e ouço uma risada masculina muito assustadora me encolho da melhor forma que posso. De repente uma luz é acesa e meus olhos doem e três formas altas e bem entroncadas vêm em minha direção. Reconheço-as, são alguns guardas da Patrulha. Um deles diz:

– Como é uma gracinha. Seria uma pena se a deixássemos ir embora sem a nossa amizade. E sorri com os dentes amarelos.

– Concordo ela não pode ficar assim sem a nossa amizade tão boa.

– Realmente concordo com os dois. Ela não será apenas de Jon Snow.

Nessa hora eles avançam em minha direção e começam a tirar minha roupa eu grito e tento bater neles, mas é claro sem sucesso algum. Eles me deitam novamente e abrem minhas pernas dando gargalhadas e me seguram a força. Tento me soltar e sinto uma dor muito forte choro e grito muito. E de repente...