O insuportável do meu chefe
9 Eu realmente me importo com você, Damon.
Notas iniciais
Boto minhas compras no porta malas do carro, aceno para Andie ainda com medo e ela retribui sorrindo. Alguma coisa me dizia que ela iria aprontar, ou coisa do tipo. Assim que cheguei no meu apartamento, vejo Caroline vendo/assistindo Padrinhos Mágicos — O filme. Agora eu entendo o porque ela e Damon se dão bem: Ambos são retardados e gostam de desenho animado. Guardo os refrigerantes na geladeira, as nutella's no armário de cima e a pasta de amendoim eu guardo em minha gaveta do quarto. E os Doritos no outro armário.
– Então Gilbert, porque não me contou que quando eu te liguei, estava com o Damon? — perguntou, pausando o filme, cruzando os braços com um biquinho no rosto.
– Ele te contou. É muito filho da puta mesmo...
– Dois dólares... — levanto a sobrancelha, e ela estende mais a mão. — Vai dizer que esqueceu da nossa aposta de quando alguém nessa casa falar palavrão vai ter que pagar dois dólares?
– Infelizmente não. — lhe dou o dinheiro, e ela sorri, guardando no bolso da calça de pijama. — Car, você já conheceu uma tal de Andie... Andie Star.
– Já, foi a secretária do Dam antes de você ser contratada. Porque a pergunta?
– Encontrei ela no super mercado hoje, e acabei contando que sou a nova secretária do Damon Salvatore já que ela ouviu minha conversa com ele.
– Vish, toma cuidado... Ela não bate bem da cabeça, escuta o que eu digo, amiga. — falou, mas logo resolveu mudar de assunto. — Pedi uma pizza pra gente comer enquanto assiste um filme, tudo bem?
– Yay! E eu escolho o filme, não aguento ver quase todo dia Nemo ou a Pequena Sereia.
– Feito.
Passado alguns minutos, a campainha tocou, era o entregador de pizza. Ele era baixinho, meio gordinho, moreno com incríveis olhos verdes. Não tão incríveis como o do senhor Salvatore.
– É vinte dólares, mas pra boneca é só dez. — sorriu malicioso, e eu me controlei pra não dar um tapa em sua cara que tinha formato de pão de queijo.
Comemos a pizza enquanto assistíamos "O Procurado." É muito foda, o carinha descobre que o pai dele foi morto então resolve entrar pra uma fraternidade e descobre que o pai não é pai, ou coisa assim.
– Vou dormir, preciso fazer um relatório que o senhor Salvatore me mandou fazer até segunda. Até amanhã, Barbie.
– Tchau, Lena...
Tomo um banho quente, afinal, ainda estava frio em NY. E não queria pegar resfriado, assim que acabei, enrolei-me uma toalha e vesti meu pijama. Pego o notebook, e abro na caixa de e-mails, vendo os tópicos que Damon me mandou. Abro o Word, encarando a página em branco, respiro fundo e começo a digitar, olhando de vez em quando os tópicos pra não fugir do tema.
Depois de mais ou menos três horas, escrevendo e relendo, acho que finalmente ficou bom. Seis páginas, sem nenhum erro gramatical, expressando minha opinião, e relatos sobre meninas que engravidaram cedo que eu pesquisei no Youtube. Apertei enviar, e agora seja o que Deus quiser... Espero que eu consiga entrar na NY Times depois de cinco anos tentando. Abro meu skype, e vejo que Bonnie está online, mando uma solicitação de chamada por video, ela diz que sim quase que no mesmo instante.
– Lena... Que saudades, meu deus como você tá linda... Cortou o cabelo? Cadê a Car? Você tá bem?
– Obrigada... Você também está ótima. Cortei sim, cansei dele comprido e resolvi deixá-lo mais curto, gostou? Caroline está dormindo, sonhando com o Klaus provavelmente. Estou bem e você?
– Você tá um arraso, amiga! Estou louca pra te ver, falta duas semanas e 4 horas. Christian está dizendo oi... - sorriu, enquanto pegava Christian no colo. Meu sobrinho sorriu me vendo do outro lado da tela, e botou a mãozinha na câmera. — Amor, eu já falei que sim, o chefe da Lena vai, e não... Você não vai bater porrada nele.
Dou uma risada escandalosa, por mim eu deixava ele meter a porrada nele, mas o meu destino está em suas mãos.
– Bonn, ele falou que o irmão dele é um dos colunistas do NY Times, e me mandou fazer um relatório que se ele gostar, vai mostrar pra ele. Isso não é demais? Depois de cinco anos, eu vou finalmente conseguir entrar pra NY Times.
– Isso é maravilhoso, Elena! Jeremy está mandando parabéns pra você, e um montão de beijos. Agora eu preciso desligar, está ficando meio tarde, e o Christian tá ficando cansadinho. Até amanhã. Fala pra Car que eu mandei um beijo.
Ela ficou offline, e eu acabei pegando no sono junto, com o meu notebook em cima de mim. Pensando que o meu destino estava dependendo da aprovação de Damon no meu relatório.
(...)
Meu celular começou a tocar, tirei o notebook de cima de mim, o colocando na escrivaninha, olho no visor e vejo Damon. 3h59 da manhã, ótimo... Lá se vai meu sono de beleza.
– O que foi, senhor Salvatore?
– Estou meio perdido, senhorita Gilbert. Saí do bar faz trinta minutos, e agora não faço ideia de onde estou.
– Fica onde você está, eu vou te buscar.
Desligo o telefone na sua cara, só existe dois bares perto da casa dele, então fui no que ele geralmente frequenta. O encontrei deitado no chão com uma garrafa de vodca no finalzinho.
– Não ouse vomitar no meu carro, ou eu te mato, entendeu senhor Salvatore? — ele assentiu.
Andou até o meu carro cambaleando, e bateu a porta com força. Odeio que façam isso, mas deixo quieto, ele está bêbado e não vale a pena discutir com um bêbado.
– Não estou me sentindo bem, senhorita Gilbert. Acho que eu vou... — nem terminou a frase, e vomitou no porta luvas do meu carro. NÃO! — Me... Me desculpa.
– Vou ter que desinfectar agora! E você está me devendo um porta luvas novo, seu escroto.
– Eu já pedi desculpas, sua grossa. Eu também tenho sentimentos, sou humano, cometo erros.
– Damon, se você quiser dar um bom exemplo pra sua filha, primeiro trate de largar a bebida. Ela só está te destruindo, sei como é perder alguém especial na sua vida, eu perdi meu pai quando eu tinha dezesseis anos. Não foi fácil, mas eu aprendi a superar... E você também precisa superar. Katherine quer que você seja feliz, não importa com quem... Eu realmente me importo com você, Damon... Mesmo não parecendo, eu me importo.
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