Não consigo escapar do meu próprio inferno

Estou fadada e condenada a viver a eternidade tentando me encontrar

Impossível não chorar, quando olho pra dentro de mim, procurando respostas ao luar

Tentativas fúteis de desviar minha própria atenção, não dão certo, pois eu sou o inferno que vive em mim, eu sou a dor, o medo e a solidão

Eles me lembram constantemente que eles existem, e estão clamando por atenção

Os anos e os dias passam como o vento perante os meus olhos, sem que eu os enxergue

Ó céus, a cada dia o tempo escorre dos meus dedos como a água, como grãos de areia

Essa noite, as lágrimas começam a se escorrerem mais uma vez

Mas, não há nada que eu possa fazer a respeito, apenas senti-las descendo em meu rosto como um riacho que passa lento e silencioso por entre as sombras da floresta

Como eu posso me livrar desse inferno?

Essa pergunta permanece presente, e bate como um martelo em um prego persistente

A ânsia por resposta transcende a minha realidade

Realidade essa que não consigo lidar

O mundo onírico me espera mais uma vez

Quem sabe lá eu não serei feliz?!

Quem sabe um dia, quando a humanidade já não mais existir, e o mundo ser apenas ruínas

Eu estarei liberta

Liberta do meu próprio inferno

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