O idiota dos meus sonhos
43 Tudo voltou...
Notas iniciais
Pov Ally
—Desgraçado
Gritou Mike, assustando minha menina.
-Pai calma. – pediu Austin.
—Ele não tinha o direito. Choramos a morte de uma desconhecida. Você tem noção? Porra!
Olhando por esse ângulo, vejo que Austin e seu pai tem muito em comum.
—O que iram fazer?
—Não sei, ainda não sei.- respondeu Austin.
—Vamos a polícia.- disse Mike.
—Não, polícia não. Abe pode vim atrás de nos, eu não sou tão forte quanto antes. Tenho que proteger minha filha.
—Mamãe, eu tô cansada.- choramingou Lucy.
-Austin, vamos para casa.- pedi.
—Não, durmam aqui. No quarto que era do Austin.- pediu Mike.
—Se quiser amor, a gente dorme.- disse Austin.
—É vamos mamãe.- insistiu Lucy.
—Por mim tudo bem.- respondi.
Austin não falou mais nada, apenas pegou Lucy nos braços e levou ela para seu antigo quarto, eu apenas o seguir.
...
A semana passou rápido. Era sexta e Austin e eu reunimos com nosso amigos.
—Como é esta grávida Piper?- perguntou Dez.
—E legal, os enjoos são terríveis.
Vejo o moreno de aproximar.
-Desculpem o atraso, tive um parto de última hora depois de um plantão de doze horas, estou morto. Oi amor.
Ele beijou Piper e alisou a barriga dela.
-Então, podemos pedir as pizzas?- perguntou Austin.
—Calabresa e cebola não, por favor.- disse e todos caíram na gargalhada.
...
Na manhã seguinte Austin e eu, tínhamos o dia de folga. Resolvemos levar Lucy para a casa da minha mãe.
—Amor, você já pegou tudo?- perguntou Austin.
—Sim, falta apenas a chupeta reserva.
—Eu pego.- disse Austin subindo as escadas.
Olhei para Lucy que dormia deitada no sofá. A campainha toca e eu vou atender.
—Bom dia, senhorita Dawson?
—Sim.
—Sou o oficial David, posso entrar?
—Claro.
Dei passagem e ele entrou. Quando chegamos a sala pedi silêncio para não acordamos Lucy.
—Seu namorado está?
—Sim, ele só foi no andar de cima pegar uma chupeta reserva- ele me olhou e assentiu- Aconteceu alguma coisa?- perguntei curiosa.
-Posso deixar seu namorado descer para poder falar??
—Sim.- olho para a escada e vejo Austin descendo. -Ah aí vem ele. Austin esse é o oficial David.
-Oi- disse Austin apertando a mão de David me olhando curioso.
-Bom, vocês foram chamados para depor em cinco dias.
-Depor? Para que? – perguntou Austin indo para perto de mim.
-Não estão sabendo?- apenas neguei com a cabeça- Então, ontem à noite Mike Moon foi até a delegacia e prestou queixa contra Abe Whyn.
Minha vista ficou escura alguns segundos e eu vacilei, fiquei mole. Austin me segurou e sussurrou no meu ouvido:
-Calma, amor calma.
—A senhorita está bem?
—Sim ela está bem.
-Bom, seus nomes são citados naquele arquivo. Vocês precisam depor.
—Não- respondi- Você está vendo aquela criança? – apontei para Lucy.- Ela foi ameaçada por esse homem quando ainda estava aqui, em minha barriga. Eu sinto muito, mas a vida da minha filha é mais importante. Eu não vou depor!
—Senhorita você não tem escolha, a justiça quer seu depoimento. Quanto a segurança de vocês, temos o programa de proteção à testemunha.
-Você não entende, ele é poderoso. Ele achará alguém para me afetar e ele vai encontrar, minha roda de amigos e grande.
— Sempre deixaremos dois polícias na casa de cada pessoa que você citar, mas precisamos de vocês.
-Podemos pensar?- pediu Austin.
-Claro, mas se forem depor me digam- ele entrou um cartão- Eu venho aqui e pego o nome dos seus amigos. Mas não esqueçam, vocês são obrigados. Seus passaportes estão na listagem dos que não podem viajar, se caso tentarem serão detidos.
-Tudo bem, nos vamos depor. Amanhã venha aqui a essa a hora e te entregamos a lista.- disse Austin.
Eu não falava nada, não tinha condições. Meu passado estava de volta com força total.
Quando o oficial vai embora eu abraço Austin e choro em seu ombro.
— Ele vai nos pegar, ele vai pegar nossa filha. Céus como me arrependo de ter sido tão atrevida. Eu deveria ter ficado na minha quando descobri que estava grávida.
-Ei, calma. Tudo bem? Vamos ter calma. Temos o programa de prote...
-Não se engane Austin- sair do seu braço enxugando a lágrimas- ele vai nos achar.- fui até Lucy que acordava e abracei minha menina e chorei mais.
-Ele pode nem saber o que está acontecendo.
-Ele sabe!
Lucy me olhava e olhava para Austin. Desejei não ter ela esse momento. Perder ela seria uma dor terrível.
—Você ainda quer ir à casa da sua mãe?
—Não quero mais sair de casa. Quero a proteção dela. Quero dois carros de polícia em frente a minha casa. Eu exijo, é o mínimo que posso fazer. Quero minha filha salva.
-Tudo bem, vou providenciar isso. Vou na casa do meu pai, preciso conversar com ele. Ficaria bem sozinha?
-Pode chamar o Bennett, o Dez e o Grant? Preciso de homens para ficar comigo agora. Pode chamar as meninas também, mas quero que os meninos venham junto. Não quero ficar frágil.
—Ok, vou ligar para eles.- Austin beijou minha testa e fez o mesmo com Lucy que esticou os braços para ele. A pequena deitou a cabeça no seu ombro logo que foi para seu braço, aquilo indicava que ela ainda estava com sono. Ele me olhou e sorriu fraco, passou a mão livre em meu rosto- Não chora, tá bom? – assenti- vou levar ela lá para cima e coloca ela para dormir, o que não vai ser muito difícil, depois vou na casa do meu pai.
—Tá bom, vou ligar para todos. Não fico sozinha de jeito nenhum.
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