O idiota dos meus sonhos
50 Casamento parte 1
Notas iniciais
Pov Austin
Quando roubaram minha noiva e minha filha ontem depois do jantar de ensaio e disseram que não iria devolver eu sorri, o pobre inocente aqui acho que era brincadeira. Era três e quarenta tarde e eu estava frustrado. Não havia visto minha filha ainda, nem Ally.
Dez esta me encarando divertido, Bennett meche no celular e Grant acaba de entrar, atrasado e parecendo um zumbi.
A aliança de casamento de Bennett reflete pelo sol que entra pela janela. Mad e ele haviam casado a duas semanas.
Levantei estralando os dedos e me olho no espero. Me olhei no espelho e arrumei meu cabelo mais uma vez. Faltavam uma hora e quarenta minutos para o por do sol, meu casamento seria ao por do sol.
—Da para ficar calmo?- perguntou Dez.
—Não, caralho não. Hoje é meu casamento, por que eu teria calma? – resmunguei batendo os dedos na perna nervoso.
—A Ally esta linda- disse Grant.
—Onde você a viu?
—Fui ver meu filho, ele estava lá no quarto. – Grant deu de ombros.
—Moleque sortudo.- resmunguei.- abri uma gaveta da comoda do quarto de hóspedes e tirei de lá um embrulho.- Dez, pode procurar o senhor Dawson e mandar ele entregar isso a Ally?
—O que é isso?- perguntou.
Dei um sorriso de lado.
—Alguma coisa azul.
Pov Ally
Terminava de dá o laço no vestido na Lucy, fiz questão de arrumar minha pequena. Meu vestido de noiva estava pendurado, lá sendo perfeito, como todo vestido de noiva deve ser.
-Eu quelo ver o papai.- disse Lucy brincando com sua boneca.
-Agora não meu amor. -Alisei seus cachos feito com bobes.- Papai só vai nos ver quando nos descemos, tudo bem?
-Por que mamãe?
-Para fazermos uma surpresa para ele.
-Para mosta como estamos lindas?- perguntou sorrindo.
-Sim.- respondi.
-Posso usar maquiagem igual a você mamãe?
—Claro meu amor.
Sorri e a levei até a cadeira onde tinham me maquiado. A ruivinha sorria enquanto eu passava fingia passar o pó. Terminei apenas passando sombra a mais clara possível e brilho labial. Ela se olhou no espelho e o brilho lindo em seus olhos me fez chorar.
-Eu estou linda mamãe.- disse surpresa.
-Você é linda minha princesa.
Beijei sua cabeça, depois suas bochechas. Pensei no bebê em minha barriga, eu torcia para que fosse outra menina. Eu amava ser mãe de menina.
Mad entrou e logo depois vi Trish e Piper, com Nick nos braços.
-Você ainda não colocou o vestido?- reclamou Trish.
—Estava arrumando a Lucy.- levantei e fui até o provador, sendo seguida por Mad.- Alguma de vocês já viu o Austin?
—Sim, ele está lindo de terno e gravata borboleta.- disse Mad me ajudando a vesti o vestido.
-Está um poço de ansiedade. Xingando todo mundo e irritado por não ver a filha. – disse Trish.
—Tia Piper, mamãe colocou maquiagem mim, estou linda?
—Você está linda gatinha.- disse Piper.- Quer me ajudar com Nick?
Quando sai do closet do quarto todas me olharam deslumbrada com a beleza do vestido. Olhei para Piper e Lucy, a loira havia deitado o pequeno Nick na cama e Lucy brincava com ele.
-Nossa agora entendo o mistério todo, esse vestido é perfeito.- disse Piper.
—Concordo com a Piper.- disse Trish.
—Obrigada, vi esse vestido quando fui provar o vestido de dama e honra do casamento da Mad.
— E eu insistir para ela usar esse.- disse Mad sorrindo.
Alguém bate a porta e depois entra, nos assustamos. Poderia ser o Austin, mas no fim era só o Grant.
-Sem meninos aqui Grant.- reclamou Mad.
—Meu filho está aqui e minha mulher, não os vejo faz um dia.- Grant beijou Piper nos lábios e foi ate Nick e Lucy. – Nossa Lucy, você esta linda.- ele beijou sua testa.
-Bigada tio Grant.
—Já viu? Agora vaza- disse Trish.
—Arg... vocês são umas chatas.- resmungou antes de levantar e sair.
Todas sorrimos. Sentei novamente na cadeira e Mad começou a retocar o penteado para por o vel. Ouvir a porta abrir e fechar.
—Você está linda.- disse meu pai.
—Obrigada pai.- levantei e o abracei apertado.
—Isso é para você.
Olhei em sua mão e lá estava uma linda presilha de cabelo com diamantes.
—Isso é…- meus olhos já estavam cobertos de lágrimas.
—Da sua mãe, ela usou isso no casamento dela, eu dei a ela. Nada mais justo eu dar a você.
—Pai…
—Não chore, você está linda, não borre a maquiagem agora. Toma, você realmente precisa de algo velho.
—Obrigada pai. Onde está a mamãe?
—A última vez que a vida ela e Mimi estavam alvoroçadas com a decoração.
—Olha como eu estou linda vovó.- gritou Lucy correndo até meu pai.
—Estou vendo docinho.- Ele abraçou Lucy.-Ally vou indo, em meia hora volto para pegar você.
Papai vai embora e eu olho para as meninas. Med me olha e revira os olhos.
-Eu realmente espero que você já esteja usando uma calcinha azul, porque se chegar mais uma surpresa você vai ate o juiz de olho borrado, está entendendo?
—Sim senhora.- debochei.
—Acho bom mesmo.
...
Estava esperando apenas o horário para descer e casar com meu amor. A porta é aberta bruscamente e vemos Edythe em um vestido branco e dourado.
—Oi meninas. – ela vem até a mim- Dez mandou entregar isso a você.
—Obrigada, você está linda.
—Você está parecendo uma princesa, melhor uma rainha.- sorri e corei. Ela olhou para Lucy que sorriu.
—Mamãe passou maquiagem em mim.- disse Lucy.
Edythe olhou para os pés e depois para mim.
—Você pode passar em mim?- pediu.
—Claro.- ia levantar, mas Mad me impede.
—Eu te maquio Edy, vem cá.
—Eu posso me sentar no sofá, pode passar maquiagem nela aqui.- disse e segui para o sofá.
Olhei para o embrulho em minhas mãos, era uma caixinha vermelha aveludada. Abri e lá tinha uma caixinha menor e um papel dobrado. Decido ver o papel. Levo a mão livro livre a boca e meus olhos se enche de lágrimas.
“Amor,
Ah meu amor, você não sabe o quanto sonhei com esse dia, digamos que desde o ensino fundamental quando sem querer te fiz passar vergonha. Eu te vi lá sentada com aquele óculos rosa enquanto olhava para frente e eu sentei ao seu lado. Te observei sorri para sua amiga, vi suas bochechas rosadas e quis apertar de tão fofa que te achei. Fiquei confuso por senti aquilo naquele momento.
Quando chegamos ao ensino médio eu te queria mais que tudo. Você chegou toda fodona com aquelas roupas estilosas quase espanquei a escola toda, te garanto bati em muito idiota que pensou em ficar com você.
Sabe o dia em que você foi minha? Eu me lembro de cada detalhe, eu não estava bêbado, achei que estava, mas quando acordei no outro dia e lembrei de tudo fiquei feliz. Lembro-me o jeito que você gemeu meu nome e o quanto me disse que queria fazer aquilo a um tempo.
Eu sempre te quis, em todos os momentos e a cada dia mais. Obrigado por ter me perdoado por ter sido idiota. Obrigado por ter me escolhido, assim como te escolhi. Obrigado por me dar Lucy e por esse bebê em sua barriga. Obrigado por existi. Obrigado por me amar.
Espero que esteja lendo essa carta antes de abri a caixinha, você precisa da algo azul. Nessa caixinha tem uma joia nova e azul, será o nosso tesouro até o dia da Lucy chegar.
Eu te amo.”
—Que droga, você já está chorando de novo?- bufou Mad.
Foi então que percebi meu rosto molhado pelas lágrimas, um soluço saiu da minha boca. Ignorei os protesto de Mad e peguei a caixinha. Abri e lá estava um colar, tinha um pingente com uma pedra azul claro formando um coração rodeado de pequenos diamantes.
—Olhem, Austin me deu.
As meninas chegaram perto, e abriram um grande sorriso ao ver a maravilhosa joia em minha mão. Alguém bate a porta e vejo que é meu pai.
—Está na hora.
—Ela precisa arruma a maquiagem, em quinze minutos ela esta pronta.- disse Mad.
—Achei que iria ao altar de maquiagem borrada.
— Nunca.
Sentei em frente ao espelho pela terceira vez para arrumar a maquiagem. Tirei o colar que já estava usando e pus o que Austin havia dado no lugar.
...
Pov Austin
Minha mãe vem mais uma vez arrumar minha gravata borboleta. Olhei ao redor e vi toda aquela gente, muitos eu mal conhecia, eram primos dos nossos pais, primos nossos de segundo grau e alguns amigos.
—Onde está a Ally?-perguntei.
—Calma meu filho.
—Qual é estamos em uma casa de campo, ela já está aqui a séculos. Ela não deveria atrasar. Vamos perder o por do sol.
Minha mãe sorriu e me abraçou.
—Ela já vai chegar.
Revirei os olhos irritado.
—Tá.
...
Ela estava linda, na verdade elas estavam lindas. Lucy e Ally chegaram ambas segurando a mão uma da outras. Lucy sorria e acenava conforme passava por todos e Ally apenas me olhava. Edythe vinha na frente jogando pétalas de rosa. O casamento mal havia começado e eu já me derretia em lagrimas.
Pov Autora
Ao ser entregue para Austin, Ally abre um sorriso ainda maior. Enfim ela seria dele, completamente dele, e teria o sobrenome do loiro para comprovar.
Eles olharam para o juiz parado ao lado de um padre. E esperaram começar.
—O dia de hoje é especial. Estamos aqui entre familiares e amigos para celebrar a união desse casal apaixonado. Hoje mais um casal se une e mais uma família se forma. Austin Moon e Ally Dawson foram unidos pelo destino e pelo amor.
Uma oração pelo casal foi feita e logo continuou.
—Diante de todos, é com uma enorme alegria que pergunto: Austin e Ally é de livre e espontânea vontade que estão unindo-se e matrimônio?
Ally olhou para seu amado e o pegou observando-a.
—Sim- responderam juntos.
—Estão decididos a se respeitarem e se amarem, até o último dia de suas vidas?
—Sim.- responderam.
O padre sorriu satisfeito.
—Tragam as alianças.
Não demorou muito para que Lucy parecesse no caminho feito para o altar com as alianças em sua mão. A ruivinha sorria mostrando os pequenos dentes. Ally levou a mão até o rosto de Austin e enxugou uma lágrimas que escorria. Ela a olhou e sorriu.
Quando Lucy chegou, Austin se abaixou e beijou a testa da filha e pegou a aliança menor, Ally logo repetiu o gesto pegando a aliança maior. E olharam para o padre.
—Diante de todos unan-se e façam seus votos.
Austin pegou a mão de Ally e começou a por a aliança lentamente.
—Eu Austin, recebo-te a ti Ally como minha legítima esposa, prometendo ser fiel, amar-te e respeitar-te, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, durante todos os dias de nossas vidas.
Quando terminou viu que Ally enxugava as próprias lágrimas. Sorriu e beijou a aliança no dedo de sua morena.
—Eu Ally, recebo-te a ti Austin como meu legítimo esposo, prometendo ser fiel…- um soluço sai de seus lábios e ela percebe está chorando mais do que deveria. Austin sorri entre lágrimas e seca as lágrimas dela. Respirando fundo continua.- amar-te e respeitar-te, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, durante todos os dias de nossas vidas.
Ela repetiu o gesto do loiro e beijou sua mão.
-É com poder investido a mim que vos declaró marido e mulher.
Eles se olharam e em frente a todos se beijaram. Não foi urgente, mas foi intenso. Austin e Ally não se beijavam como namorados, mas sim como marido e mulher.
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