O herói brasileiro e psicótico
1 As primeiras facadas, o nascimento de um herói
Notas iniciais
Um garoto de 15 anos, mas que parecia ter 13, era baixinho e magricelo, seu cabelo era preto, muito liso, Chanel e sua franja cobria seus olhos, ele andava sempre a um passo apertado quase nunca virava seu rosto para os lados e andava sozinho maior parte do tempo. Indo para casa de um amigo, se atrasou então já havia escurecido, a rua mal iluminada amedrontava muitos por haver assaltos frequentes, um silêncio gritante interrompeu um casal que andava a alguns metros do garoto, os murmúrios e os beijos pararam de repente, percebendo isso, ele já sabia o que aconteceu ao casal, imediatamente após isso um soluço foi ouvido e depois
Homem – Pode levar tudo!
Então duas risadas escandalosas romperam o silêncio de forma brutal
Voz adolescente – Hárrrr, háárrrr, hárrr.
Logo várias risadas foram ouvidas, zombavam da risada. O garoto com cautela, girou um pouco sua cabeça e espiou a situação, eram três crianças de cerca de doze anos e um adolescente de uns quinze anos, após ver que eles estavam armados com facas, ele sentiu medo, com desvantagem numérica e bélica, tentou escapar virando a esquina próxima a ele quando ouviu:
Menino – Ei, o filho da puta tá fugindo!
O garoto sentiu seu estomago congelar...
Adolescente – EI, PARA AÍ.
O garoto parou de andar, e se virou, em seu rosto não havia pânico, apenas uma cara séria como se nada estivesse acontecendo. Agora virado para eles, via as facas que agora pareciam maiores e mais afiadas, os três pequenos fitavam o garoto com olhares malignos e sorrisos nos rostos, o mais velho dos três disse: — Deixa ‘nóis’ “pegar” ele? O jovem respondeu: — Vai, ‘roba’ as coisa antes.
Então os três correram para cima do garoto com as facas em punho, por instinto o garoto virou a esquina correndo dos três pequeninos, eles gritaram: -Ehhhhhh, assim é ‘melhó’, corre filho da puta!. Quando o garoto se deu conta a rua que ele havia entrado era um beco, quando pensou em voltar, as crianças haviam bloqueado a passagem pois eles já conheciam bem o local, o garoto continuou correndo até o final da rua, assim que se virou viu que as crianças haviam parado de correr, agora eles caminhavam rindo em direção a ele, eles se separaram dois nas calçadas e um na pista, eles se olharam, e o da esquerda disse ao do meio: — Já que ele te escolheu...
O garoto percebeu que era porque ele também estava na pista, o garoto que estava na pista disse:
-Passa tudo!
O garoto respondeu: — Tenho nada não.
Ele realmente não tinha, pobre é foda.
-Então é só partir pro abraço.
O moleque disparou em direção ao garoto.
Garoto pensando: -...Parece que só ele irá me atacar, tenho conhecimento de artes marciais mas não tenho experiência nem treinamento, já ví vídeos de como lidar com alguém com faca, sinto a adrenalina no meu corpo, medo também, preciso de uma boa base para chutar, e minhas mãos deixarei elas levantadas como se estivesse com medo, assim que se aproximar, se o primeiro golpe for uma estocada eu encolho a barriga agarro o pulso dele, aproveito o momentum para girar meu torso e arremessa-lo no chão, depois de caído piso no seu cotovelo para inutilizar sua mão dominante, tomo sua faca e..., mas se o ataque for um "slash" preciso acertar o timing e incapacitar sua ferramenta depois um avanço rápido usando todo meu peso e força numa cotovelada em seu nariz tomo sua arma e..., o garoto é despertado de seus pensamentos com o garoto já a dois metros dele, o moleque dá uma estocada, o garoto pensa: -De acordo com o plano...
O garoto encolhe a barriga e move seu corpo para trás, a faca erra por pouco, os outros dois garotos vão a loucura gritando de emoção, seus rostos ficam próximos e seus olhares se cruzam num milésimo de segundo, o moleque sorridente vê o rosto do garoto, seus olhos afiados que de repente se arregalam junto de um grande sorriso sombrio agora é o moleque que não sorri, então o garoto agarra o pulso do moleque e o arremessa fazendo o bater no chão com muita força, podia-se até ouvir claramente o barulho que a cabeça dele fez ao bater no chão, logo o moleque que tentou gritar mas a pancada o fez ter falta de ar, apenas se ouvia um gemido junto de sua respiração, e o garoto pisou em seu cotovelo, fazendo o braço formar um angulo de noventa graus enquanto o moleque com lagrimas nos olhos se debatia e gritava desesperadamente, o garoto tomou a faca daquela mão molenga, então levantou o moleque a força e espetou suas costelas com a faca, o que fez o moleque se contorcer e gritar, o garoto olhou com um enorme sorriso para os dois meninos que estavam atônitos.
Garoto pensando: ...Agora são dois oponentes, vou nomear eles para pensar melhor, o menor será tico, o maior será teco, como a rua é ladeirada vou jogar o moleque no teco e subirei na calçada do tico, que por ser mais elevada para que está fora o tico será o primeiro oponente tenho que incapacitá-lo rapidamente e enfrentar o tico, agora que tenho uma faca, atacar é uma boa opção, um avanço rápido e bloqueando a arma dele, faço meu ataque e não sou golpeado, esfaqueando-o profundamente na garganta deve bastar, minha faca é de corte de carne a do teco também, a do tico é menor e é de serra, depois de cortá-lo posso derrubar o tico em direção ao teco para desestabiliza-lo ainda mais, e depois...
Os garotos ficam enfurecidos e gritam em direção ao garoto.
Garoto pensando: -...Correndo e gritando terão menos folego, melhor pra mim...
Teco era mais velho e mais rápido que tico, mas ao chegar perto do moleque, é recebido com um "abraço", o garoto sobe a calçada, tico que já havia descido, sobe novamente, a calçada desnivelada era uma vantagem ao garoto que entre os pulos do tico planejava lançar a ofensiva, numa arrancada o garoto avança repentinamente sobre tico que por reflexo brandiu a faca em direção do garoto, mas o reflexo do tico foi mais rápido do que o esperado, fazendo um corte em sua mão, num urro de dor o garoto recolheu sua mão e como já estava muito próximo ele deu uma joelhada que derrubou o tico antes que pudesse brandir a faca novamente depois o garoto enfiou a faca no olho do tico, tanto que se mijou de dor, os gritos do tico foram ainda mais escandalosos que o do teco, o garoto espiou para ver onde estava o tico mas quando se virou ele já estava muito próximo, o garoto apenas colocou suas mãos na frente do rosto e se jogou para frente, mas não deu tempo, a facada que acertaria seu pescoço acerta seu pulso direito, o garoto pode sentir a faca acertando o osso, sua mão se contorceu de dor, e a faca acabou caindo na pista, o garoto rolou mas na hora de se levantar seu pé escorregou e ele caiu de novo, teco avançou mais uma vez mas quando se abaixou para esfaquear o peito do garoto ele levou um chute poderoso em sua maxilar que o fez sair do lugar, teco caiu pista, havia sido nocauteado, mesmo tentando se levantar seu corpo não acompanhava, o garoto triunfante foi até o teco e pulou em cima dele pegou a faca do teco e a do moleque e cravou na garganta do teco e observou ele se contorcer de dor, sangrar e sufocar até a morte depois disso ele recolheu todos os pertences dos três garotos e os matou, agora só resta o adolescente...
Garoto pensando:- ...Não deve ter ido sem levá-los, então ele deve ter fugido, sido derrotado pelo homem ou ele deve estar estuprando aquela mulher, vou ver o que aconteceu, quando estava próximo da esquina o casal aparece, o garoto se assusta e quase saca a faca para os dois, o casal explica que após o adolescente tentar estuprar a mulher o cara revidou e conseguiram derrotá-lo, o garoto diz que as facas agora são inúteis e as joga no chão, eles nem se espantaram muito então o casal acudiu o garoto que estava muito ferido, após receber uma desinfecção de suas feridas eles o levaram a um hospital.
Garoto pensando:- ...então eu serei um herói...
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