Notas iniciais
Vou pedir desculpas antecipadamente caso demore para sair alguns capítulos. Eu preciso dar uma última estudada pois tenho vestibular dia 21, então espero que entendam se demorar um pouquinho para sair mais capítulos. Boa leitura a todos.

O professor Joseph Williams decidiu que Arthur precisava descansar.

— Amanhã sem falta iremos conversar com a diretora McGonagall — o professor informou à ele — Porém, acho melhor eu ir falar com ela agora mesmo e informar tudo o que aconteceu aqui.

Alicia olhou para mim e Arthur e disse ao professor:

— Eu vou com o senhor, prof Williams, se não tiver problema.

— É claro, Srta. Brown. Afinal foi você que descobriu tudo. Quanto a você, Harris, pode ficar aqui o tempo que precisar.

Dito isso, os dois saíram da sala, deixando-me sozinha com Arthur. Ele olhou profundamente nos meus olhos. Senti meu coração dar uma contorcida engraçada dentro do peito.

— Obrigado, Chloe — ele disse.

Eu fui até ele (ignorando o fato de que ele precisava "descansar") e bati no seu ombro.

— Você. Nunca. Mais. Faça. Isso. Arthur. Harris! — falei em meio aos tapas.

Ele segurou o meu punho e me olhou nos olhos.

— Ai ai, Chloe! Faça o que?

— Deixar seu estômago falar mais alto que a sua razão! — disse tirando meu braço das mãos dele.

Ele deu uma corada e suspirou.

— Me desculpe, Chloe. Por tudo — ele levantou da cadeira e começou a andar pela sala — Eu ainda me lembro do que aconteceu enquanto estava junto com ela e ARGH!

— Você devia ir falar com seus amigos, sabe? Você meio que abandonou Brice e Travis nesse tempo.

— Eu sei — ele disse envergonhado.

Eu estava aliviada dele ter voltado ao normal, mas, mesmo sabendo que ele estava sob efeito da Amortencia, meu cérebro não conseguia apagar aquelas cenas dele com Millie Wells e isso me causava uma certa repugnância.

— Chloe? — ele chamou.

Eu balancei a cabeça, dando sinal para ele falar.

— Quando eu estava sob efeito da Amortencia, além de eu fazer coisas idiotas...

— Muito idiotas — eu interrompi.

— Muito idiotas — ele concordou, prosseguindo — Uma coisa engraçada acontecia quando eu não estava perto da Millie.

Eu fiz uma cara de nojo, inevitável, ao ouvir o nome dela.

— O que? — perguntei.

— Uma voz no fundo do meu cérebro me mandava ir falar com você. Não sei explicar o que acontecia, mas eu sabia que precisava estar você. A gente começou a se ignorar e daí isso aconteceu... Eu sabia que precisava falar com você, mas não conseguia. E então você caiu da escada por causa daquelas três da Sonserina.

— Nem me lembre — falei.

— Eu fui visitar você naquele dia, sabia?

Eu ergui a sobrancelha. Não me lembrava de ter visto ele por perto enquanto eu estava na enfermaria.

— Eu teria visto você lá, não acha?

Ele deu uma risadinha. Merlin, como eu estava com saudades de ver ele sorrindo para mim. Concentre-se, Chloe Wood.

— Eu fui na hora de dormir. Eu sou monitor, então ninguém ligou muito para o fato de eu estar perambulando nos corredores. Eu deixei um sapo de chocolate lá. Lembrei que você tinha me dito sobre eles quando eu machuquei a perna.

— Então foi você? — perguntei — Eu jurava que tinha sido a Madame Pomfrey!

— Por que você achou que tinha sido ela?

— Como que eu ia saber que foi você? — retruquei — Era a pessoa mais improvável para ir me visitar.

Ele balançou a cabeça.

— É, falando assim faz sentido.

Eu suspirei.

— Que droga, Harris! — falei e o encarei.

Senti meus olhos encherem de água contra a minha própria vontade. Tentei disfarçar, mas Arthur percebeu. E então ele me abraçou, sem mais nem menos.

Senti seus braços passarem ao meu redor e me envolverem de forma carinhosa. Ele pousou o queixo na minha cabeça e ficou acariciando meus cabelos. Eu queria ficar ali para sempre.

— Seu cabelo tem cheiro de morango, Wood — ele disse quebrando o silêncio.

Eu ri, sem sair do meio de seus braços.

— Estava com saudades de rir das coisas que você fala — admiti num sussurro — Você é muito bobo.

— Obrigado pela parte que me toca — ele disse, ainda alisando meus cabelos.

Levantei minha cabeça e ele abaixou a dele, para me olhar. Nossos rostos estavam muito próximos. Senti meu corpo esquentar e meu estômago dar uma cambalhota.

— Espero que você não tenha bafo, Wood.

— Cale a boca — falei.

Ele tirou uma das mãos da minha cintura e passou para o meu pescoço. Seu braço forte me puxou mais para perto, não deixando nenhum espaço entre nós. Minhas mãos foram direto para seu rosto. Sem nenhuma excitação, nós nos beijamos.

Foi um beijo calmo e quente. Nossos lábios se encaixavam perfeitamente, parecendo que tinham sido feitos um sob medida um para o outro.

— A gente precisa sair da sala do professor — Arthur disse, interrompendo o beijo — Não seria nada agradável se ele entrasse aqui, agora. Vamos para outro lugar.

— Não vamos não — falei decidida — Você vai para enfermaria descansar e amanhã vai arrumar toda essa bagunça que a Amortencia causou. Eu não preciso fazer nada disso. Até mais, Harris.

Eu abri a porta e saí da sala do professor Williams. Antes de fechar a porta eu ouvi um grito indignado chamando "Wood!" e sorrindo comigo mesma, deixei as masmorras.