O garotinho da mamãe
1 Capítulo Único
Notas iniciais

Londres trouxa nunca deixava de surpreender Draco Malfoy. Depois que se casou com Hermione, ele se acostumou a visitar muito o mundo trouxa – eles assistiam filmes no cinema uma vez por mês, visitavam museus e parques, tinham até amigos trouxas. Draco esteve tantos anos frequentando esse mundo que já nem se assustava mais com os carros, com eletrodomésticos que antes ele achava ser feitiçaria, nem com as peculiaridades que os trouxas tinham.
Mas, ele não deixava de ficar fascinando quando via um mundo inteiro vivendo sem magia.
— Olha, olha, papai! — Scorpius gritou — É um gigante!
O homem olhou para onde seu filho apontava freneticamente. Em vez de um gigante, ele viu um homem andando de pernas de pau, dando um show para a plateia. Draco riu. Mesmo criando Scorpius nos dois mundos – bruxo e trouxa – ele ainda ficava encantando quando via um trouxa fazendo algo absolutamente magico sem magia alguma.
— Você já sabe onde quer ir, Scor? — Ele perguntou
— Shopping!
Draco riu de novo. Uma coisa que fascinava Scorpius era os shoppings trouxas – ele ficava encantado assistindo as vitrines na época de natal, cheio de luzes e bonecos que se mexiam sem magia.
— Tudo bem. Você já pensou o que quer comprar?
— Não, ainda não — O menino negou — Tia Ginny disse que eu vou saber quando encontrar.
— Sim, tia Ginny é muito sabia — Ela respondeu
Ele aprendeu a gostar de Gina Potter. Ele não teve muita escolha, na verdade. Quando começou a namorar Hermione, Gina forçou sua presença na vida de Draco, e com as duas bruxas, Harry Potter também começou a achar lugar na vida de Draco. Depois de levar muitos puxões de orelha de Hermione, Draco aliviou as provocações e reclamações. Gina era uma ótima companhia na época da Copa de Quadribol – Hermione ainda não era fã do esporte. E se ele ignorasse todos aqueles anos de ofensa, Harry e ele eram quase amigos. Quase.
— Sabe que mamãe vai gostar de tudo que você escolher para ela — Ele assegurou ao filho
— Mas eu quero que seja especial — Scorpius disse, determinado — Tem quer ser muito especial. Tem que ser o melhor presente que ela já recebeu.
Draco riu disso. Ele não contestou a decisão do filho. Sua esposa merecia o melhor, isso todos os Malfoy concordavam.
— Vamos pegar um taxi — Draco anunciou
— Posso conversa com o motorista? — Scorpius perguntou, animado
— Tudo bem, mas lembre-se das regras — Ele instruiu
Draco era uma criança tímida. Antes de Hogwarts, ele não conversava com pessoas estranhas, e só falaria na presença dos seus pais. Scorpius era o seu total oposto. Ele puxaria conversa com qualquer um que encontrasse. Um dia, quando estavam no Beco Diagonal, ele sumiu da vista dos pais e eles foram encontra-lo sentado numa loja de chá conversando com uma senhora que nenhum deles conhecia. Hermione e ele não queriam colocar medo no filho, mas eles precisaram ensinar a ele que havia gente ruim no mundo, e Scorpius não podia sair conversando com qualquer um ou saindo sem a companhia dos pais. No mundo trouxa, ele também não podia sair da vista dos pais, e não podia falar sobre feitiços, varinhas e o mundo bruxo – mas, se falasse sem querer, Draco podia apenas insinuar que era uma fantasia infantil do seu filho de seis anos.
Ao chegarem no shopping, Draco segurou a mão de Scorpius, dando-lhe mais um aviso para ele nunca soltar sua mão. Depois daquele dia no Beco Diagonal, Draco tinha pavor de soltar a mão do filho. Ele ficou apavorado quando olhou em volta e não viu o filho. Sua mente começou a listar todos os seus inimigos – havia comensais que podiam estar em liberdade, podia ser pessoas que ainda não o aceitavam como membro da sociedade, podia ser um maluco qualquer que sequestrou a primeira criança que viu. Quando encontraram o filho e o levaram para casa, Draco não conseguiu superar tão fácil. Ele acampou no quarto do filho por semanas, não deixou Scorpius fora da vista, e teve pesadelos de nunca encontrá-lo de novo. Merlin, a ideia de perder o filho foi assustadora. Levou um tempo, e ele precisou de muito incentivo da sua doce esposa, mas Draco conseguiu superar seu medo e aliviou seu controle sobre Scorpius.
— Vamos encontrar o presente perfeito para a mamãe — Draco anunciou
Malfoy’s eram exigentes por natureza. Eles queriam tudo do melhor, precisavam da perfeição absoluta, e não aceitavam nada razoável ou apenas bom. Então, por causa disso, eles passaram horas naquele shopping procurando pelo presente ideal para Hermione. Mas, Draco percebeu que nada estava agradando o filho.
— Scor, você sabe que a mamãe vai gostar de tudo que você comprar porque foi você que escolheu — Ele disse, abaixando-se para falar com o filho — Ela vai saber que você pensou nela quando comprou. E esse é o melhor presente.
— Eu gostei daquele vestido — Scorpius apontou para um na vitrine — Ela vai ficar tão bonito nele.
— Sim, ela vai.
Depois de pedir o tamanho exato de Hermione, ele esperou a atendente embrulhar. Scorpius escolheu bem. Seu filho tinha um bom gosto, Draco apreciou. Ele já tinha o seu presente esperando em casa. Era uma joia da família, um belo colar, que Draco sabia que ficaria lindo no pescoço de Hermione. Quando ele começou a namorar com Hermione, ela tinha lhe dito que não queria presentes caros, não queria joias e não podia ser extravagante. Juntos a dezessete anos, Draco quebrou todas essas regras. Como ele apontou a Hermione muitas vezes, ela era uma Malfoy e merecia o melhor – sempre o melhor! – e era por isso que Hermione tinha em posse as joias mais belas e caras do mundo. Mas, para aplaca-la um pouco, Draco costumava lhe presentear com joias de família.
— Aqui está — A atendente lhe entregou o vestido
— Obrigado. Scorpius, quer pagar?
— Sim!
Ele entregou o dinheiro trouxa a Scorpius e observou seu filho pagar pelo presente. Seu filho estava crescendo. Ele não procurava mais Draco para amarrar os sapatos, escolhia suas próprias roupas sozinho, e queria ter mais independência a cada dia. Um dia, ele reparou, seu filho não ia mais precisar dele para nada. Foi um pensamento deprimente.
— Vamos, papai — Scorpius pegou na mão do pai
— Você escolheu bem, Scor – Draco elogiou, levando o filho para fora da loja — É um belo vestido.
— Você acha que a mamãe vai gostar?
— Ela vai amar, filho — Ele garantiu
— Mais do que o presente de Castor e Pollux? — Seu filho perguntou, nervoso
Draco parou de andar. Ele era um completo idiota! Ele deveria ter percebido antes, quando Scorpius veio até ele, pedindo ajuda para ir comprar o presente para a mãe. Deveria ter percebido quando seu filho parecia implacável em busca do presente perfeito.
— Scor — Ele se abaixou, procurando o olhar do filho — Olhe para mim, Scorpius.
— Eu estou sendo bobo — O menino murmurou, olhando timidamente
— Não, não está — Ele negou — Que tal conversarmos sobre isso tomando um sorvete?
Draco não teve vergonha de usar a comida favorita do filho como moeda de barganha. Quando Scorpius concordou, ele levou o filho para a praça de alimentação e pegou o sorvete favorito do filho – morango com calda de chocolate branco.
— Scor — Ele começou — Você não precisa ficar com ciúmes de Castor e Pollux, sabe disso, não é?
— Mamãe passa muito tempo com eles — Scorpius murmurou enfiando o sorvete na boca com força
— Coma devagar — Ele instruiu — Os gêmeos são pequenos, Scor. Eles vão fazer um ano em breve, não é? Eles ainda precisam muito da mamãe.
— Mas eu também preciso!
— Eu sei, e a mamãe também — Ele garantiu — Ela não ama menos você porque passa mais tempo com os gêmeos, eu prometo. É que você está grandinho agora. Você nem me pede mais para amarrar seus sapatos.
— Eu faço sozinho — Scorpius anunciou com orgulho
— Isso mesmo. Mamãe e eu estamos orgulhosos de você — Draco garantiu, sorrindo — Você está se tornando um homenzinho, filho.
— Mas isso significa que mamãe não vai mais cuidar de mim? — Scorpius perguntou
— Não, filho, claro que não — Ele negou — Sua mãe sempre vai amar, cuidar e proteger você. Como eu. Você é nosso primogênito, Scorpius, nosso filho e nós sempre vamos estar aqui com você. Só que agora você tem dois irmãozinhos com quem tem que dividir a mamãe e o papai, entende? Eles precisam da mamãe para comer, só ela pode alimentar eles, você viu? E isso a faz passar muito tempo com eles. Mas não significa que ela vá esquecer de você.
— Você promete?
— Claro, amor. Sua mãe ama você, Scorpius — Draco assegurou
— Isso significa que meu presente é melhor que os dos gêmeos? — Scorpius perguntou, ansioso
— Sim, é sim — Ele riu
Os presentes dos gêmeos tinha sido comprado por Draco, já que Castor e Pollux ainda eram bebês, mas ele não perdia a chance de presentear Hermione.
Quando Hermione descobriu a nova gravidez, antes de saber que eram gêmeos, eles conversaram com Scorpius. Explicaram que ele seria um irmão mais velho, deram um resumo infantilizado sobre como eles geraram essa nova criança, mas principalmente, garantiram que eles ainda amariam Scorpius. Que eles ainda eram seus pais. Que eles não estavam tentando substitui-lo em nada. Fizeram de tudo para assegurar a Scorpius que eles amariam todos igualmente. Parece que eles teriam que ter outra conversa com Scorpius – ou Hermione teria que ter essa conversa. Draco não ficou surpreso por Scorpius esta enciumado com a relação de Hermione com os gêmeos. Desde que nasceu, Scorpius era o garotinho da mamãe. Ele só se acalmava quando Hermione o pegava no colo, só dormia se era ela quem cantava para ele dormir, comia sem birra se fosse Hermione quem lhe dava a comida, seguia a mãe por todo o canto e imitava-a em todos os seus maneirismos – mesmo não tendo os cachos da mãe, ou o cabelo comprido, Scorpius levava as mechas de cabelo para trás da orelha como Hermione fazia com frequência.
— Porque não vamos para casa? Você pode dar o seu presente hoje.
— Isso não vai quebrar a tradição?
— Não vai fazer mal — Draco respondeu — Você pode até pedir para a mamãe usar na festa de amanhã.
— Acha que ela faria isso? — Seu filho perguntou, feliz com a ideia
— Acho que sim. Vamos descobrir? — Draco perguntou e ficou aliviado quando seu filho sorriu
[...]
Os Malfoy’s não perdiam uma oportunidade de realizar um grande baile – algo que passou de geração a geração. Draco não fugiu a essa regra. Qualquer motivo era bom o suficiente para um bom baile. Hermione tinha até tentando controla-lo no começo, mas como um bom sonserino, Draco conseguiu convencê-la ao contrário. Ele apontou que bailes davam a chance de reunir as pessoas, principalmente aquelas que Hermione não conseguia ver no dia-a-dia, e sua doce esposa não tinha argumentos para contradize-lo.
Hoje o baile tinha um motivo – um bom motivo. Era aniversário de Hermione Malfoy, sua doce e linda esposa, e Draco estava encarregado de tudo: Ele contratou o bufe, decorou o salão de bailes, enviou os convites e contratou a banda favorita de Hermione. Ele fez seu melhor trabalho para deixar o dia de Hermione perfeito.
— Você parece um pavão orgulhoso — Theo apontou, aproximando com dois copos de Firewhisky
— Meu trabalho está incrível — Draco fez questão de exibir seu trabalho antes de aceitar o copo de Theo — Tudo para minha esposa.
— Você está tão chicoteado — Theo riu — Draco Malfoy, o servo devoto de Hermione Granger.
— Hermione Malfoy — Ele corrigiu, sorrindo arrogante — Coloquei um belo anel naquele dedo antes que algum idiota tentasse rouba-la de mim.
— Ninguém roubaria de um dragão, Draco — Narcissa aproximou-se, de braços dados com Blázio Zaibini — Ninguém roubaria de você.
— Alguns leões tentaram — Draco reclamou antes de beijar a bochecha da sua mãe — Que bom que veio, mãe.
Sua mãe completaria sessenta anos em breve, seus ossos estavam fracos, e doía para ela se mover por longos trajetos. Ela estava mais reclusa a outra mansão Malfoy – aquela onde Hermione nunca iria colocar os pés outra vez. Draco ainda a visitava toda semana, e quando levava as crianças, silenciava todos os quadros para eles não soltarem ofensas a sua esposa ou seus filhos mestiços.
— Onde está sua esposa, Draco? — Blásio perguntou
— Ela descera em breve — Ele prometeu — Scorpius é quem vai acompanha-la.
— Seu garotinho está crescendo — Theo comentou — Merlin, eu estou ficando velho!
A conversa terminou quando a música trocou para uma melodia mais suave. Dando uma rápida despedida, Draco cortou o salão e se colocou de pé no final da escada. Normalmente, ele entraria de braços dados com Hermione, mas hoje ele deu essa honra ao filho.
Ontem, depois que colocaram Scorpius na cama, Draco e Hermione tiveram uma longa conversa sobre as preocupações e ciúmes do filho mais velho. Eles não tinham uma solução rápida para essa situação. Scorpius precisava ver com o tempo que ele não estava sendo substituído por Hermione. Ela o amava para todo o sempre.
Hermione ficou chocada quando Draco contou sobre o ciúme de Scorpius. Ela não tinha notado que seu garotinho estava enciumado com a relação dela com os gêmeos. Gina tinha lhe dito que isso podia acontecer. James, o primeiro filho de Gina e Harry, morria de ciúmes do pai com Albus, o segundo filho Potter. Hermione pensou que tinha se preparado para isso quando conversou sobre os bebês com Scorpius antes deles nascerem. Mas, parecia que falar sobre ter irmãos e ter irmãos eram coisas bem diferente. Draco precisou fazer muito esforço para convencê-la de que ela não era uma mãe ruim. Scorpius só precisava da validação deles.
Hermione decidiu usar o baile para tornar a noite dela e de Scorpius. Ela alimentou os gêmeos antes de descer, e eles dormiriam a noite toda, então ela daria toda a atenção ao filho mais velho.
— Você está lindo, Scor — Hermione elogiou seu garotinho
Ele usava um terno bege, feito na medida para ele, e Hermione não conseguia parar de olhar. Seu garotinho estava lindo de terno.
— Obrigado. Você está maravilhosa, mamãe — Scorpius elogiou
— Você acha? Eu gostei muito do meu vestido novo — Hermione comentou
O presente de Scorpius era perfeito. Por causa do seu tom de pele, Hermione ficava bonita na cor amarela – uma cor que poucos podiam usar – então o vestido ficou perfeito nela. De um tecido leve, mas muito elegante, ajustou-se perfeitamente nela. Em seu pescoço estava uma bela herança dos Malfoy – um colar de esmeralda com diamantes.
— Você tem um gosto incrível, filho. Eu amei o presente — Hermione beijou a testa do menino — Vamos descer?
— Você está pronta? — Scorpius perguntou, oferecendo sua mão para ela
— Estou, e você? — Ela aceitou sua mão
— Estou.
Os dois desceram de mãos dadas, pois seu filho ainda era pequeno para descerem de braços dados, e Hermione sorriu ao ver todos lhe esperando. Ela ainda ficava surpresa com quantas pessoas se importavam com ela – uma parte de si ainda era aquela menininha de doze anos chorando no banheiro de Hogwarts porque ninguém queria ser seu amigo.
— Você está linda, querida — Draco elogiou — Deslumbrante.
— Obrigada. Meu acompanhante também está maravilhoso, notou?
— Sim, nosso pequeno primogênito está perfeito — Draco concordou
— Obrigado — Scorpius agradeceu, pomposo
— Devo começar a música, senhor Malfoy? — Draco perguntou ao filho
— Sim, por favor — O menino respondeu antes de virar-se na direção da mãe — Me dê essa dança, senhora Malfoy?
— Claro — Hermione concordou — Meu pequeno primogênito.
Outra tradição que Hermione abraçou dos Malfoy’s: Todo baile começava com uma valsa. Scorpius vinha aprendendo a um ano, desde que assistiu os pais valsando em um baile, e como seus pais, ele era um excelente aluno. Mas valsa tinha seu nível de dificuldade.
Assim que a música iniciou, Hermione deixou que Scorpius guiasse. A dança foi mais lenta que de costume, seu filho ainda era pequeno, e segurar a mão dela e a cintura era uma tarefa árdua, então eles tinham que tomar cuidado para não tropeçar. Hermione viu que isso estava chateando seu garotinho.
— Você está indo bem, querido — Hermione elogiou
— Eu estou?
— Claro, amor, você é perfeito — Hermione garantiu — Meu garotinho perfeito. Eu tenho muito orgulho de você, Scorpius.
— Mesmo?
— Oh, querido. É claro que sim — Ela disse — Você é tão inteligente, bondoso, o melhor garoto que eu já conheci. E vai crescer para ser um grande homem. Um honrado Malfoy.
— Obrigado, mamãe. Papai de contou o que eu disse?
Hermione não ficou surpresa por ele perceber o que ela estava fazendo. Seu garotinho era muito inteligente.
— Sim. Scorpius, porque você não veio me procurar antes? Você sempre pode conversar comigo.
— Você está ocupada com Castor e Pollux.
— Mas, eu ainda sou a sua mãe, querido. Eu nunca estou ocupada demais para você — Hermione acariciou o cabelo cheio de gel dele — Você sempre pode vir até mim. Não importa com o que ou porquê. Eu sempre vou estar aqui por você.
— Promete?
— Eu prometo.
— Eu amo meus irmãos — Scorpius disse — Eles são incríveis. Eu gosto de ser irmão mais velho, mas eu não tenho mais você só para mim. Todo mundo diz que eu sou seu garotinho e agora tem mais dois meninos..
— Scorpius — Hermione parou de dançar para dar toda a sua atenção a ele — Você sempre vai ser o meu garotinho. Castor e Pollux não vão roubar isso de você. Nunca. Eles não são seus concorrentes. Você é o garotinho da mamãe, sempre vai ser.
— Mas o que eles vão ser?
— Eles podem ser os garotinhos do papai, da vovó, ou podem ser pequenos pestinhas — Hermione brincou — Eles vão ser o que quiserem. Mas garotinho da mamãe? Isso é você, Scorpius.
Quando viu os olhos marejados do filho, Hermione o pegou no colo, abraçando seu garotinho com força.
— Eu amo você, querido — Hermione sussurrou — Eu amo muito você, Scorpius.
— Eu te amo, mamãe — O menino respondeu
Eles nem se importavam com o resto da dança, ou com os convidados, apenas permaneceram abraçados. Hermione sorriu quando sentiu braços fortes a rodearam, aliviando um pouco do peso de Scorpius dos seus braços, e um beijo demorado foi colocado no seu cabelo.
— Amamos você, Scorpius — Draco declarou — Eu amo você, filho. E amo a mamãe.
— Eu amo você também, Draco —Hermione respondeu
— Amo você, papai —Scorpius declarou também
Os três ficaram abraçados ali até a valsa terminar. Quando uma música mais animada começou a tocar, Hermione sorriu ao reconhecer sua banda favorita – e sua música favorita também.
— Draco?
— Sim?
— Ainda estou acompanhada — Hermione disse e seu marido entendeu, beijando-a uma última vez, fazendo o mesmo com o filho, e afastou-se — Scorpius Malfoy, você me dá a honra dessa dança?
— Sim, senhora Malfoy.
Hermione o colocou no chão e segurou as mãos dele, afastando-se para poder rodar com seu garotinho no ritmo da música, sorrindo quando Scorpius começou a rir cheio de alegria. Era assim que ela queria ver seu filho: Sempre feliz, cheio de alegria, com um sorriso no rosto.
— Isso ai, amor — Hermione elogiou, rindo — Roda, roda, Scor!
— Roda, roda, mamãe — Ele respondeu, rindo também
Dançar essa música com Scorpius a lembrou da primeira vez que ela fez isso com seu garotinho. Ele era pequeno, ela conseguia pegá-lo no colo sem esforço algum, e ainda estava aprendendo a falar. Agora seu garotinho estava crescendo, ela mal não conseguia carrega-lo, e ele falava com polidez e educação digna de um Malfoy. Merlin, fazia tanto tempo assim?
— Scor?
— Sim?
— Você sempre vai ser meu garotinho — Ela prometeu — O garotinho da mamãe.
O sorriso do seu filho aqueceu seu coração. Hermione prometeu a si mesma que nunca deixaria seu filho perder aquele sorriso, afinal ele era o seu garotinho – seu precioso garotinho.
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