O futuro de um sorriso.
14 14 – Coisa que nem o tempo pode nos fazer esquecer.
Notas iniciais
Haruka estava no seu palácio, era uma noite tranquila. Depois da conversa com as suas duas amigas mais antigas, ela não conseguia dormir, se passaram algumas horas até o sono chegar. E seu sonho levou a lembrar de coisas que antes estavam escondidas atrás de seu sorriso doce, um tempo em que ela preferia que permanecesse adormecido.
Era um dia tranquilo na seireitei, Haruka aparentava ter dezoito anos, mas na verdade já tinha um pouco mais de cem anos de idade. O atual espirito rei estava doente e já tinha escolhido seu sucessor, e ele estava esperando seu sucessor estar pronto para as responsabilidade, nada adiantaria passar o trono a um bebê que nada poderia fazer para se defender.
Haruka tinha um encontro com o espirito rei, e estava adiantada como sempre. Ela estava no palácio real improvisado, que ficava no meio da seireitei, só pessoas autorizadas poderiam entrar.
— Bom dia Gen-chan!
— Haruka-dono, você deveria parar de me chamar dessa forma. Eu sou o segundo no comando em proteção ao espirito rei, ou me chame de Genryuusai, ou por Yamamoto.
— Sem graça....... – ela pisca pra ele – Gen-chan, quando você tiver o mesmo poder que o Ichibe-senpai ai eu posso te chamar de uma dessas formas.
— HARUKA!
— Mas deixando isso de lado o Hikaru-sama está?
— Pelo menos ele você chama pelo nome e usa respeito – ele respira fundo – O espirito rei está na sua sala de chá.
— Obrigada Gen-chan.
Assim ela se dirige a sala onde o atual espirito rei está.
— Bom dia Hikaru-dono.
— Bom dia Haruka-chan.
— Então.... o que o senhor quer falar comigo?
— Você tem treinado bastante Haruka, e eu acho que já está na hora de você se tornar a nova regente da seireitei.
— Então quer dizer que o senhor vai passar o trono.
— Você sempre soube disso, eu não estou ficando mais novo e eu esperei até você estar pronta. E vejo que.........
— O que foi? – ela pergunta assustada.
— Eu sempre esperei que você fosse minha substituta, mas agora eu percebo o quão errado eu estava...
— O que eu fiz de errado? – ela pergunta – eu treinei minha vida inteira para o dia em que eu me tornasse o espirito rei.....
— Haruka-chan.... você não fez nada de errado...... eu me precipitei.......
— O que você quer dizer com isso......
— Quando eu escolhi você..... era pela sua reatsu, e por saber que pela sua reatsu você aguentaria qualquer que fosse o dever de um rei ou rainha, mas percebo agora que você cresceu....
— E qual o problema disso?
— Haruka..... você ficaria entediada fácil com o dever do espirito rei e isso a faria destruir tudo.....
— Eu.....
— E isso não é o único motivo para eu não estar te dando a minha posição.....
— Mas....o senhor parecia ter tanta certeza......
— Haruka-chan......você está emitindo duas reatsus diferentes......
— O que..?
— Você sabe muito bem o que eu quero dizer.......Suas prioridades não será mais a sociedade espiritual..... e nem eu quero que seja.......
— Mas..... – ela então coloca a mão direita sobre o ventre onde uma nova vida estava crescendo – eu entendo......mas você disse que não havia mais ninguém que fosse perfeito para te substituir....
— Não há..... na verdade só você conseguiria manter tanto o dever de equilíbrio dos espíritos como o dever do equilíbrio dos portais, mas eu posso dividir essas tarefas, o seu irmão........e você tem um laço que posso ver sendo útil.......
— Você quer dizer que eu seria o guardião dos portais enquanto o Hiro controlaria todo o resto?
— Sim..... – ele sorri – Você sempre foi muito inteligente...... sinto muito Haruka.....
— Não precisa se desculpar..... o seu dever é com o equilíbrio dos espíritos, o meu não é mais.......Hikaru-dono.....
— Haruka se precisar de alguém pra falar sobre isso..... sabe que eu sempre a considerei como uma filha.....
— Eu sei......
— Você vai contar para a pessoa que te ajudou a criar essa vida?
— Não sei.....
— Haruka......ele tem o direito de saber.......
— Eu sei...... – ela olha para o chão.
— Fique tranquila, eu não falarei nada a ninguém. Nem é meu direito.
— Obrigada.
Haruka sai do palácio devagar, ainda confusa com a revelação. Ela estava distraída e não percebe um jovem rapaz aparecendo na frente dela, quase a matando de susto.
— SENJUMARU JUNICHI!
— Eu consegui assustara grande Haruka. – ele cai na gargalhada.
— Não teve graça.....
— Bom... você ta saindo do palácio real....isso quer dizer que foi se encontrar com o Hikaru-sama......quando ele vai passar o trono pra você?
— Ele não vai.......aparentemente quando eu fico entediada posso ser um perigo para a sociedade espiritual.
— Ele precisou de todo esse tempo para descobrir isso..... – ele finge ficar assustado, e depois de um tempo ri da expressão nada amigável da Haruka.
— Jun dá pra parar.....
— Ok... e quem vai ser o rei?
— O Hiro. – ela responde seca.
— O meu melhor amigo.........que interessante.........
— Eu vou indo...... quero ver a Shutara e a Retsu antes de anoitecer....
— Minha irmãzinha e a Yachiru....... você sabe que a Yachiru odeia o apelido que você deu pra ela né.
— Ela vai se acostumar.......Jun............ – ela hesita – até mais então.....
— Até...... eu tenho que falar com seu irmão e aproveito e digo pra ele vir falar com o Hikaru-sama.
— Jun..... – ela hesita novamente.
— O que foi Haruka?
— Humm.... podemos nos ver mais tarde?
— Claro – ele sorri, e ela usa shunpo e some.
Junichi fica olhando para o lugar onde a Haruka estava e sorri.
— Junichi....
— Hikaru-sama...... – ele se assusta – é bom ver que o senhor está bem.
— Obrigado........ – ele olha sério para o mais jovem – cuide bem dela....... eu escolhi por não deixa-la ocupar minha posição,....... – ele respira fundo – .....mas ela ainda é a melhor escolha.......
— Ela é como uma filha paro o senhor, e você não deixaria tal tarefa pra ela né? – ele diz com um sorriso amigável.
— Você é um rapaz esperto......... o pai dela morreu faz pouco tempo e a Chihaya tem tomado conta dos dois clãs.......o clã Matsumoto também não gosta muito do Hiro......agora a Haruka.....
— É difícil de não amar.....
— Junichi não a machuque.... ela pode parecer durona....mas se algo machucar seu coração ela vai levar anos para se curar.
— Eu não vou.... eu prometo. – ficam em silêncio por um tempo – eu vou me encontrar com o Hiro, quer que eu avise ele pra vir aqui?
— Eu agradeceria, me pouparia esforços.
— Ok, pode deixar que eu aviso, até mais Hikaru-sama.
Haruka chega na mansão Senjumaru, e vai caminhando lentamente até o sala de treinamento da Shutara, ao entrar no sala ela se depara com as duas mais jovens treinando com espadas de madeira, então ela decide sentar e esperar suas amigas terminarem o treino, enquanto seus pensamentos voam distante sobre suas dúvidas e receios.
— Terra chamando Haruka! – Shutara diz estalando os dedos na frente da amiga.
— Desculpa, eu tava distraída – ela olha pra duas que a encaravam – Eu nem percebi que terminaram.
— Não me diga, eu nem tinha percebido. – Shutara diz rindo – você tá bem?
— ....... Sim.....
— Eu sei não..... Shutara...... – Unohana finalmente abre a boca – Haruka, você não é uma pessoa que se distrai fácil, o que aconteceu? Pelo que eu sei você tinha uma reunião com o Hikaru.
— Sim eu tive a reunião............ ele decidiu que eu não devo mais ser sua substituta......
— Por que ele faria algo assim? – Shutara pergunta mesmo sabendo que podia não haver uma resposta.
— Eu estou grávida...... – é quase um sussurro.
— O QUE? – As duas perguntam juntas.
— Eu estou grávida. – ainda é um sussurro.
— Eu escutei da primeira vez..... – Shutara murmura.
— Como? Quando? Mas...... – Unohana pergunta disparada – Não..... eu sei como se fica gravida, e eu prefiro não saber o que e quando você e o Junichi fizeram.......... Ahhhh. Não me diga nada.....
— O meu irmão já sabe?
— Não...... – Haruka olha pra baixo. – Eu vou falar com ele mais tarde.... só não sei se eu terei coragem de dizer.....
— Haruka...... eu sei que meu irmão é um idiota... – ela respira fundo – mas ele tem o direito de saber.
— Eu sei...... Shutara, Retsu..... eu só quero ficar perto da minhas amigas..... podemos não falar mais sobre isso.......
— Tudo bem.. – Unohana sorri – e é Yachiru.
As três começam a falar de coisas simples, e aproveitavam a boa companhia, mas por trás de risos e sorrisos estavam preocupações que não queriam ser partilhadas.
No outro lado da seireitei Junichi tinha acabado de chegar onde seu melhor amigo estava treinando caligrafia. Ele se aproxima e espera o amigo terminar o que estava fazendo para conversarem.
Hiro olha para o amigo e dá um leve sorriso, terminando o que estava fazendo.
— O que foi Junichi?
— Eu estava de boa na seireitei e fui falar com a Haruka, que eu sabia que tinha uma reunião com o Hikaru-sama.
— E?
— Ela me disse que o Hikaru-sama retirou ela da linha de sucessão a coroa da sociedade espiritual.
— Que jeito estranho de dizer que minha irmã não vai ser mais a rainha.
— Bom..... eu vim aqui pra avisar que o Hikaru-sama quer falar com você....... e agora eu vou procurar a Haruka.... ela disse que quer falar comigo.
— O que minha irmã poderia querer falar com você Jun? – fala fechando a cara.
— Hiro..... você sabe muito bem que eu e a Haruka somos amigos........ bem somos um pouco mais que amigos..... – ele sorri pra si mesmo – eu gosto dela e.... – ele é interrompido quando sente algo o puxando pela roupa.
— Eu já disse pra você ficar bem longe da minha irmã, essa não é a primeira vez, mas espero que seja a última! – ele ergue a voz contra o amigo.
— Hiro..... seja sensato..... a Haruka já é bem grandinha pra fazer as próprias escolhas.
— VOCÊ....... NÃO TOQUE NA MINHA IRMÃ! – os olhos do Hiro ficam vermelhos de raiva – ELA É MINHA E SÓ MINHA.
— Hiro.....
Junichi é jogado longe enquanto Hiro pega sua Zanpakitou e segue em direção, ao que ele agora considerava ex-amigo. A raiva do Hiro faz com que ele ataque o outro shinigami cegamente, enquanto Jun só tentava se esquivar do ataque. Irritado com a situação Hiro segura a zanpakutou com as duas mão e aumenta sua reatsu ao máximo.
— Bankai............
A onda de reatsu é sentida por toda a seireitei, Haruka levanta assustada quando percebe que a reatsu é do seu irmão e logo usa shunpo para ir em direção ao local que está emitindo a reatsu. Seus olhos arregalam com a cena que presencia. A bankai do seu irmão liberada e em descontrole e Jun sendo sugado pelo buraco negro produzido pela zanpakutou do Hiro.
Haruka sabia bem que o Hiro ainda não tinha controlado a Bankai, que é um tipo de buraco negro que simplesmente faz com que seu inimigo fique perdido pro resto da vida dentro dele. Mas nesse exato momento ela não consegue racionar direito, e faz a única coisa que vem a mente.
— Bankai!!! –seu grito faz com que Hiro a olhe. – Hikarineko Hime.............. Benineko Koroshi.......... Kuroneko yume
— HARUKA!!! – Unohana tenta impedir a amiga, mas uma onda de reatsu a faz voar longe.
— Yachiru.... você está bem? – Shutara pergunta ao chegar próximo, mas logo sente a onda de reatsu, o que faz com que ela tome a decisão de se afastar. – a Haruka liberou a bankai das três zanpakutous?
— Sim.... – a resposta é fraca.
— Shutara..... Yachiru.... – Ichibe chega e vai log ver se as duas estão bem. — o que aconteceu?
— A Haruka liberou as três bankais ao mesmo tempo........ – Hikaru diz se aproximando – é perigoso ficarmos próximos, vamos ao palácio real..... temos que esperar a reatsu dela diminuir pra nos aproximarmos....... – o espirito rei olha para o lugar onde estão os gêmeos e respira fundo, percebendo como a reatsu da Haruka é assustadora. – ela seria o espirito rei mais poderoso..... a reatsu dela é incrivelmente grande..... – ele murmura pra ninguém em particular.
Quando chegam no palácio logo encontram outros membros da proteção da seireitei em prontidão, esperando ordens.
— O que vamos fazer? – Yamamoto pergunta ao Ichibi.
— Esperar a Haruka se acalmar.... esse é o plano......
— E o que faremos com o Hiro? Ele usou a zanpakutou antes e pelo que me foi informado ele estava atacando Senjumaru Junichi quando a Haruka chegou no local.
— Se ele sobreviver a isso...... ele será condenado a isolação completa. – Hikaru diz.
— Mas pelo que eu soube.... você escolheu ele para ser o novo espirito rei. – Ichibe pergunta confuso.
— Sim.... mas o espirito rei pode viver tanto no palácio real que é escondido dos nossos inimigos como aqui na seireitei com todos os shinigamis.......ele será proibido de sair do palácio real, e creio que ele não vai querer chegar perto da Haruka por um bom tempo....
— Não pode ser....... a zanpakutou do Hiro desapareceu..... — Oetsu diz assustado – não é possível.
— Tem certeza Oetsu? – Ichibe pergunta também ficando assustado.
— Absoluta.... você não deve esquecer que eu criei elas.... em teoria é claro..... mas posso sentir cada uma delas........... menos as três que a Haruka usa...... pra falar elas me assustam um pouco, a Hikarineko pode controlar toda a reatsu do mundo, a Benineko é uma assassina nata mata e devora tudo pela frente, e a Kuroneko pode te mandar para uma ilusão eterna e até mudar suas lembranças..... depois me perguntam porque eu tenho medo da Haruka.......
— Oetsu! – Ichibe corta o outro shinigami que estava em um modo pensativo.
— Ah.... a reatsu que a zanpakitou emite desapareceu.... tenho quase certeza que não vai ter nem vestígio dela no lugar...... mas....
— Mas o que? – Hikaru pergunta.
— Eu posso sentir que a Bankai ainda está lá de alguma forma...... é como se o poder da zanpakitou se separou da própria e está procurando uma nova pra se estabilizar......
— Isso quer dizer? – Ichibe pergunta curioso.
— Que eu posso passar o poder para outra zanpakitou.... mas o Hiro definitivamente nunca mais terá uma zanpakitou.....
— Por que? – Shutara pergunta.
— Nós emitimos uma reatsu que nos conecta com a zanpakitou, que é diferente de tudo..... a Haruka matou essa conexão do Hiro. – Oetsu fala – só o que me deixa curioso é que ela não matou o Hiro......
— Humm – Ichibe olha para o local onde a Haruka e o Hiro estariam e a escuridão começa a desaparecer — Parece que a Haruka terminou.
Então os shinigamis se aproximam do local, encontram o Hiro desmaiado e bastante ferido. E a Haruka estava em pé um pouco distante do local onde ela batalhou com o irmão, ou melhor quase matou o irmão.
— O que foi que eu fiz?....... o que foi que eu fiz?
Oetsu pega uma pequena katana e se aproxima do local onde ele sente que o poder a zanpakitou estava e faz a katana absorver o poder. Apenas Ichibe e Hikaru veem o que ele fez.
Haruka olha para os amigos e uma lágrima escorre em seu rosto, e ela solta um “desculpa” inaudível e então ela desaparece.
Ela primeiramente vai para um local no Rukongai onde conhece uma senhora amigável e que tinha uma reatsu doce, ela se aproxima da senhora que a trata como uma filha. Depois ela viaja para o mundo humano com a senhora e sempre impedindo qualquer um de saber onde ela está. Na época do inverno ela já mostrava uma barriga de seis meses, e quando as arvores de cerejeiras estavam em seus ápices no meio da primavera uma pequena menina loira de olhos azuis nasceu. Haruka não sabendo como agir algumas vezes enquanto a filha crescia se afastava um pouco da cabana em que viviam, mas sempre era presente no crescimento da menina. Ela decidiu viajar pelo mundo junto com a filha e a senhora e conhecer os costumes humanos. Enquanto a senhora a ajudava a cuidar da menina que recebera o nome de Rangiku, em homenagem ao pai que amava crisântemos. Rangiku cresceu no mundo humano, mas depois de sua fase de bebe, ela sempre aparentava ter seus seis anos de idade. Ela achava engraçado que só crianças poderiam ver ela. Um dia num inverno intenso alguns quinces que estavam caçando espíritos que permaneciam na terra, encontram a pequena cabana que a senhora e a Rangiku estavam. A Senhora faz de tudo para proteger a Rangiku e acaba morrendo, e então a pequena menina entra em desespero e emite uma reatsu tão forte que faz eles adormecerem. Haruka sente a reatsu da filha e volta para onde a menina estava, e se depara com uma cena onde haviam alguns quinces no chão adormecidos e a senhora que cuidava da sua filha morta e a pequena estava em prantos abraçando a senhora. Haruka se aproxima da menina e retira a zanpakitou que é negra da bainha.
— Durma...........Kuroneko
Um vento negro cobre a menina fazendo com que ela durma instantaneamente. Haruka pega a menina no colo.
— Está na hora de voltar pra casa.
Então as duas voltam para a seireitei, e logo a Haruka localiza a reatsu da tia da sua filha e vai em direção ao palácio real escondido. Ela se aproxima da Shutara que arregala os olhos a ver as duas ali.
— Haruka.........
— Olá..... Shutara..... faz algum tempo que eu não a vejo.....
— Algum tempo? – Shutara fala brava – já se passaram trezentos anos... ninguém nunca teve ideia de onde você foi parar......
— Sinto muito....
— E... ela é?
— Sim.... o nome dela é Rangiku......
— Ele sempre amou crisântemos........ e o que vocês fazem aqui?
— Eu sei sobre um palácio que tem apenas um templo......
— Sim... existe..... e o que isso tem haver?
— Ela passou por muita coisa recentemente........
— O que seria?
— Se você quer saber se eu cuidei dela como mãe.... a resposta é sim..... eu sempre estive perto.... mas tinha horas que eram mais difíceis que outra então eu sumia as vezes........Hana.... uma senhora que cuidou de mim quando eu estava grávida, ela me ajudou a criar a Rangiku....
— E onde está essa senhora?
— Quinces a mataram quando eu estava......
— Tendo seu espaço.......... e o que você pretende fazer?
— Eu adormeci ela e apaguei todas as memórias dela.... eu pretendo manter ela naquele templo.... até eu estar pronta pra ser uma mãe que ela merece..... e ela estar pronta pra viver na sociedade espiritual, ou melhor dizer até a sociedade espiritual estar pronta pra receber alguém como ela......
— Haruka.....
— E eu sei que a saúde do Hikaru está pior.... ele precisa passar o dever de portal antes de morrer......
— Tudo bem eu vou te ajudar..... só porque ela é minha sobrinha....
— Obrigada......
— Tenho alguns lenços que impedirão qualquer um de ver o templo.....
— Kuroneko e Hikarineko ficaram com ela e impedirão qualquer um de sentir a reatsu dela e vão manter ela adormecida.
As duas terminam de combinar todos os detalhes e vão ao palácio, para não serem interferidas Haruka usou a Benineko para abaixar a pressão de todos que estiverem próximos fazendo eles adormecerem. Quando elas terminam, Haruka volta para a seireitei e recebe o dever de portal dos mundos, alguns meses depois Hikaru morre. Haruka assume a posição de sexta oficial do primeiro esquadrão para ter o que fazer e não pensar na filha. Oitocentos anos se passam até o Hiro encontrar a pequena sobrinha adormecida e sem querer acha que criou uma nova vida.
Haruka abre os olhos e lágrimas escorrem, e o único pensamento na sua mente é “ela definitivamente vai me odiar quando souber da verdade”.
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