O futuro de um sorriso.
3 03 – Encurralados.
Notas iniciais
Rangiku começa seu caminho para a ala das mansões quando percebe que tinha alguns documentos importantes que ela tinha que assinar, então ela muda seu caminho para o oitavo esquadrão e é seguida por Byakuya que não queria deixa-la sozinha. Ao entrarem no escritório que ela divide com sua fukutaichou, Byakuya se espanta ao ver que Nira estava sentada em sua mesa trabalhando.
_ Rukia te avisou que encontramos a Rangiku? – Byakuya pergunta a encarando.
_ Na verdade eu parei a busca depois de quinze minutos, Kuchiki taichou. – ela responde sorrindo para Rangiku.
_ Então quer dizer que você não ficou preocupada comigo? – Rangiku faz manha.
_ Enquanto eu estava procurando por você, taichou, recebi uma borboleta infernal para ir à mansão Himegami e sua mãe me entregou uma carta da Haruka e.......
_ Uma carta da Onee-sama? – Rangiku pergunta assustada.
Nira faz um leve movimento e pega um papel que estava em cima da sua mesa e entrega para Rangiku.
“ Querida Nira,
Eu sei que minha querida irmã desapareceu, mas não se preocupe com ela, ela só precisa de um pouco de tempo, acho que ela deve estar meditando ou algo assim.
A outra carta você deve entregar para a Rangiku, é um presente.
E avise minha irmã irresponsável que a próxima vez que ela quiser um pouco de tempo, avise alguém, se não eu mesma vou arrastá-la de volta e não será nada bonito.
Até breve, Haruka”
_ Nossa..........eu não sei como ela sabe de tudo..... – Byakuya ri.
_ E cadê essa outra carta? – Rangiku pergunta para Nira que pega um envelope fechado e entrega para sua taichou.
Rangiku abre o pacote e uma presilha de cabelo cai do envelope, era feita com ouro branco e tinha o formato de uma flor de lótus com pequenos rubis, os três ficaram admirando a presilha por um tempo, então Rangiku tirou a carta de dentro.
“ Querida Rangiku,
Não assuste todos assim, você deixou a seireitei uma confusão, e por sorte eu não estou ai para gritar com você.
Primeiramente queria dizer parabéns pelos gêmeos, vou amar minha sobrinha e sobrinho.
Sobre a presilha que te enviei peço que use hoje no seu jantar, ela vai te ajudar, é um símbolo da família Himegami.
E não se assuste, quando o assunto é você eu sei de tudo.
Estarei de volta em breve, eu espero.
PS: prefiro que mantenha essa carta entre você e eu.
Com amor e carinho, da sua irmã favorita!”
_ Eu tenho que dizer, as vezes minha onee-sama me assusta. – Rangiku ri fechando a carta.
_ O que ela disse? – Byakuya pergunta curioso.
_ Nada que você deve se preocupar. Nira quais são os documentos urgentes? – Rangiku muda de assunto enquanto guarda a carta para que ninguém veja.
_ Já separei, pesei que você viria aqui antes de voltar para a mansão, são aqueles em cima da sua mesa.
_ Só esses três?
_ Os outros não precisavam da sua assinatura, já enviei alguns ao primeiro esquadrão e arquivei as suas cópias. Não precisa se preocupar, dois são sobre o orçamento do esquadrão, eu já conferi eles duas vezes, e o ultimo é uma transferência de um shinigami para o nosso esquadrão, as novas admissões a partir da escola shinigami ainda não tive tempo de conferir.
_ Obrigada Nira, bom se é só isso devemos ir para casa, e você também Nira.
_ Pode deixar que quando eu sai eu tranco a porta, só quero terminar esse dois documentos, e depois também estarei saindo.
_ Tenha uma boa noite Nira. – Buakuya e Rangiku dizem juntos
_ Você também, taichou, Kuchiki taichou.
Rangiku acena com a cabeça e logo depois ela e seu marido saem do escritório e vão para a mansão, como estavam com pressa vão o mais rápido que podem, eles passam direto e vão para o quarto que dividem. Ele permite que ela tome banho primeiro e logo que ela sai para se trocar ele vai se limpar e colocar roupas confortáveis para o jantar. Rangiku estava na frente do espelho arrumando o cabelo em um coque meio solto e depois ficou um tempo pensando qual era o melhor lado para por a presilha, até que Byakuya percebeu a indecisão e colocou a presilha onde ela achou que tinha ficado perfeito.
_ Obrigada, realmente estava tendo um trabalho em saber onde era o melhor lugar.
_ Essa presilha ficaria perfeita em qualquer lugar. – Byakuya ri e depois a beija – Sabe o que eu estava pensando?
_ Deixa eu pegar minha bola de crista, hummm...... nada, acho que quebrou.
_ Muito engraçado.......
_ E o que era que passava nessa sua cabeça hein?
_ Você tem muita sorte da Nira ser sua fukutaichou.....
_ Sabe......eu penso isso todos os dias.....
_ Você está linda.....senhora Kuchiki.
_ Obrigada senhor Kuchiki.
_ Não vai retribuir o elogio? – ele pergunta fazendo cara de dó.
_ hummmm.... – ela encara ele – nop, sem vontade.
_ Se você não estivesse grávida e com fome, não sairíamos desse quarto essa noite.
_ Olha minha fome me salvou. – eles começam a rir até que escutam uma batida na porta.
Byakuya vai até a porta e vê Rukia com uma feição preocupada.
_ O jantar está pronto, mas se quiserem posso dizer que a Rangiku não está passando bem e mando trazerem o jantar aqui, vocês dois não precisam ir para a sala de jantar se não quiserem......
_ Rukia – Rangiku corta a jovem que falava rápido – o que está acontecendo?
_ É.........hummmmm...................
_ Rukia. – Dessa vez é Byakuya que a corta.
_ Os anciões convidaram.........a família Natsuhime para jantar, e estão presentes uma jovem, que eu acredito ser aquela que você se encontrou essa tarde, e os pais dela e um tio, que eu acho que é meio rabugento e o que está em contato com nossos anciões..... – ela fala olhando para baixo.
Byakuya engole seco e olha para Rangiku que estava com os olhos arregalados, então ela leva a mão num gesto mecânico para a presilha que sua irmã tinha lhe dado.
_ Obrigada onee-sama. – ela diz quase inaudível – Obrigada por nos informar Rukia, mas parece que mesmo que eu estivesse em trabalho de parto eu não poderia faltar a esse jantar.
_ Eu sei.
_ Então acho melhor nós não nos atrasarmos. – Rangiku sorri para a cunhada e depois para o marido, ela espera Rukia ir na frete – Byakuya.......vamos ter que lidar com os anciões essa noite e de uma vez por todas – ela diz ao marido o mais baixo assim só ele poderia escutar.
_ Eu penso o mesmo.
Assim os dois caminham para um jantar que eles sabiam que não tinha como não ser um desastre. Quando eles chegam perto da sala de jantar encontram Hana do lado de fora, Rukia olha para Rangiku e Byakuya que sorriem e acenam com a cabeça, então Rukia se aproxima da Hana e a leva para dentro da sala dejantar. Byakuya e Rangiku respiram fundo, ele segura a mão dela com força antes de encarar esse encontro desastroso. Quando entram na sala de jantar percebem que quase todos os acentos estão tomados, e que a jovem da família Natsuhime tinha se apoderado do acento que pertencia a Rangiku, que era o lado direito do acento de cabeceira.
_ Byakuya-sama, é muito bom ver você novamente. – a menina diz.
_ Fico contente que o senhor nos convidou para esse jantar. – o mais velho do clã Natsuhime diz. – Eu sou Ginobu Natsuhime, e essa adorável jovem é minha sobrinha Keiko, mas creio que o senhor, Byakuya-sama, já a conheceu.
_ Hana, por que você não se senta na cabeceira da mesa? – Byakuya pergunta ignorando o Ginobu, e levando olhares curiosos a si mesmo.
_ Mas....... – Hana estava preste a dizer algo quando percebe o olhar do seu pai. – Claro.
Assim Hana muda de lugar e acaba deixando dois lugares vagos um do lado do outro onde Byakuya e Rangiku sentam. O jantar ocorre no principio em silencio completo, só os barulhos do talheres.
_ Então Byakuya-sama como foi o seu dia? – Keiko pergunta com um leve sorriso.
_ Sim, nos diga o que um grande taichou faz durante seu dia. – Ginobu diz sorrindo e tentando puxar assunto.
_ Hoje o dia foi praticamente perdido. – Hana diz sem perceber que tinha falado.
_ Você é uma garota tão adorável..... – Keiko diz sorrindo para a menina.
_ Sim minha sobrinha é a garota mais adorável da seireitei. – Rukia corta Keiko.
_ Então você também tem posto de taichou, Rangiku-san? – Keiko pergunta mostrando seu desrespeito pela senhora kuchiki ao usar o “-san” e pronuncia-lo mais lentamente.
Todos na sala ficam esperando a resposta, mas Rangiku continuava em silencio, seus olhos azuis pareciam que iam congelar quem entrasse na sua frente, era profundo e vazio. Ela respira fundo, os outros ocupantes acharam que ela iria responder a pergunta, mas ela simplesmente se levanta.
_ Eu preciso de um pouco de ar fresco, espero que minha ausência não atrapalhe. – logo depois ela cainha para o jardim.
_ Nossa eu disse algo errado?, ela parecia tão distante. – Keiko diz com um suspiro e um sorriso maligno.
_ Não se preocupe. – Byakuya diz se levantando. – eu vou ver se ela está bem.
_ Byakuya-sama, não precisa se preocupar, pode deixar que eu mesmo vou conferir se a Rangiku-sama está bem. – o ancião da família Kuchiki diz. – não é educado deixar os convidados sem o anfitrião.
Byakuya sorri, um sorriso amarelo que faz Rukia rir sem ninguém perceber, no fim eles terminam o jantar e Keiko diz que quer conhecer o jardim da mansão, se agarra no braço do Byakuya e vão para o jardim, onde encontram Rangiku perto dos lírios brancos. Para Byakuya era a visão mais linda.
Quando eles chegam no jardim, tanto Ginobu quanto o ancião do clã Kuchiki sorriem, o plano deles corria conforme o que eles queriam. De repente quatro assassinos completamente de preto vão em direção a Rangiku. Ela institivamente leva a mão em direção onde a zanpakitou estaria, mas percebe que ela a deixou no quarto, como todos os outros que estão no jardim. O sorriso de Ginobu aumenta a cada instante. Enquanto todos ficam desesperados, Byakuya tenta se soltar da Keiko, mas parece impossível. Rukia e Renji são impedidos pelos anciões.
A espada do assassino está à alguns centímetros da Rangiku, quando um estrondo de duas laminas se chocando é escutado por todos. Quando Byakuya consegue se acalmar percebe que é uma mulher de cabelos vermelhos e olhos verdes que parecem duas esmeraldas. Ela não tem problema nenhum para matar os quatro assassinos, cada um com apenas um golpe.
O sorriso do ancião e de Ginobu desaparecem, ficam se perguntando que era aquela mulher que interferiu no seus planos.
_ Quem é você? – Byakuya pergunta correndo em direçãoo a Rangiku para ver se sua esposa estava bem.
_ É isso quem é você?, você pode ter mandado esses assassinos para matar a senhora kuchiki e depois salva-la saindo como sua heroína. – o ancião do clã Kuchiki diz nervoso.
_ Seira, quando você disse que viria na frente não pensei que iria tirar toda a diversão. – Irina diz chegando próximo a Rangiku.
_ Não tenho culpa que entre você e o Babu-kun eu sou a mais veloz. – Seira ri. Então olha para Byakuya — Eu sou Seira, do clã Himegami, a Haruka-sama me deixou como guarda costas da Rangiku-sama quando ela foi ao seu afastamento temporário. Ela não disse nada a Rangiku-sama, mas nós sempre estamos perto. O Babu-kun também é do clã Himegami, mas ele é um pouco grande demais, então não creio que ele chegará mais perto.
_ Sinto muito não dizer a você Rangiku-sama, mas eu também estou como sua guarda costas, a Haruka fez esse pedido diretamente, não tinha como recusar. Assim você tem dois shinigamis do clã Himegami e um do clã Matsumoto a cada passo que você dá.
_ Acho que a Onee-sama é um pouco exagerada. – Rangiku ri.
_ Eu acho que ela só estava preocupada com você, e você quase.......
_ Byakuya eu sou uma shinigami, ataques diretos não iam funcionar, mesmo sem a Haineko posso usar Kidous......
_ Mãe, ainda bem que nada aconteceu. – Hana corre e abraça Rangiku.
_ Vamos encerrar essa noite – Byakuya diz – Boa noite a todos.
Byakuya leva Rangiku com ele para seus quartos e todos vão embora. Alguns metros de distância da mansão Kuchiki o ancião do clã e Ginobu começa a conversar sobre um novo plano para retira a senhora Kuchiki de seu posto. Entre vários planos eles discutem o que acham que seria o mais adequado. Quando estão prestes a finalizar o acordo.
_ Então é assim que vocês pretendem agir com a minha adorável filha?
Eles olham assustados para a pessoa que estava na frente deles.
_ Seira! Babu! – Chihaya diz antes de se virar para a escuridão.
Fale com o autor