Notas iniciais
Não é uma reader, mas a usuária Interestelar me pediu para escrever uma fic relatando a relação de Fey e Kinako, eu como adoro desafios, me interessei e achei algo novo pra categoria. Então voi lá! Peço perdão pela demora, espero que goste. É um UA, mas não quis fazer drama e tragédia dessa vez. Como amanhã é dia das mães , pareceu combinar :3

Aproveitem!

“No segundo em que vi aquela luz, não achei que era de salvação.”

— Mamãe, mamãe, me pega? — Um delicado menininho de cabelos verde limão e olhos redondos e alegres da mesma cor, rodeia minhas pernas com seus bracinhos pequenos. Levei um leve susto de surpresa e sorri ao sentir seu calor e maciez encostando em meu corpo. Esse daí é Fey, ou melhor dizendo, meu coelhinho.

— Assim que eu terminar de lavar a louça, meu amor. — Respondo e o vejo fazer um bico engraçado. E em seguida se dirigir a sala de estar tristonho. Sentou-se junto com seu bichinho de pelúcia enquanto eu terminava minha tarefa.

Não sei como isso aconteceu. O rumo que as coisas tomaram foi totalmente diferente do que me foi revelado quando mais jovem. Depois da aventura insana que vivi ao lado de meu próprio filho e seus amigos pra salvar este futuro, disse pra mim mesma:

“Estou satisfeita.”

Na verdade não estava completamente, eu queria moldar minha vida, meus sonhos, ter experiências diversas e falei aquilo como uma maneira de me sentir forte. Não queria me despedir desse mundo ainda. Eu chorei nas vezes que pensei. Apesar de me elogiarem como super otimista, tem horas que você não consegue manter essa emoção o tempo todo. Tem horas que apenas queremos desabar pelo destino imposto a nós.

Mas eu estava com medo.

Mesmo lutando com todas as forças pra trazer uma nova vida ao mundo.

Uma luz veio definir meu futuro, me entreguei a ela sem escolha. Nem ao menos tive a oportunidade de ver o rosto daquela criança, apenas permiti que vivesse.

Outra luz machuca minha visão. Porém diferente do limbo como chamam o lugar dos mortos, vi um quarto super agradável e bonitinho de hospital. Uma fofura!

— Kinako. Está tudo bem?

Asurei Rune, meu marido, pergunta ligeiramente preocupado. Eu me questiono se estou sonhando. Até sentir o toque de seus encantadores lábios nos meus.

— Você conseguiu.

É tudo o que ele diz antes de me levar até o berçário do hospital e mostrar nosso menininho. E eu, totalmente viva.

— Mãe, já acabou? — Ouço uma voz infantil me chamar. Vou atender seu pedido, que é ter meu amor.

— Tudo bem seu danadinho, venha cá! — O pego rapidamente e o balanço em meus braços como se fosse uma rede de dormir.

O garotinho ri e gargalha de alegria, sua voz é a mais bela canção para meus ouvidos. Inicio uma sessão de várias brincadeiras, esconder, desenhar, jogar, entre outras. Nem vi o tempo passar, não imaginava que ser mãe fosse tão delicioso. Um barulho de porta girando é ouvido por nós e o verdinho parte para os braços do homem, que acabara de chegar do trabalho. Me deixou ali estatalada.

— Papai! — Fey o pega de surpresa, saltando em seu colo. Parecia um coelhinho mesmo. O coelho pai e o coelho filho. Já eu, bem... Eu era a massa de bolinho que uniu essa família. Assim, eles me chamavam.

Cumprimento Asurei com um selinho e Fey cobre os olhos envergonhado. Rimos pela fofura desse menino.

— Kinako. — Asurei me chama e me abraça enquanto Fey vai para a cozinha. — Você conseguiu. — Diz ele novamente.

— Vem, mãe! você prometeu fazer os bolinhos! — Fey me chama como se desse bronca.

— O quê? — Asurei pergunta confuso.

— Kinako Mochi, oras! Esse menino está quase me batendo pra fazê-los. — Respondi enquanto fazia minha excêntrica pose de bater continência.

— Sendo assim querida, é melhor fazer o dobro pra mim. — Asurei brinca.

— Eeeeeehhh?

— Eeeeeebbbbaaa! — Fey exclama da cozinha.

Se isso é um um sonho, não quero que acabe cedo. E se for um presente do destino, vou dizer obrigada todos os dias.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!