O fim é só o começo

4 Capítulo 4 - 1 O sabor do mar.


Notas iniciais
Olá, pessoas. Por que será que dei esse título hein? rsrsrsrs Liguem os botões de "Alguém retardada e anti-social falando" e relevem minhas bobagens. rsrsrsr Meus erros de ortografia ou qualquer coisa parecida, por favor perdoai, pois essa humilde garota nunca foi muito boa nisso. Cara me superei hoje. Espero que gostem, como eu gostei de escrever essa parte da história. Esse é gigante em rsrsrsrsrsr. Tenham uma boa leitura e um sangramento nasal. kkkkkkkk (Só os entendedores entenderam.)

"Sai com todos me encarando. Para quem não gostava de aparecer eu fiz algo muito chamativo e um pouco idiota. Afinal, são todos filhos de pessoas com posição alta na sociedade e influentes! Mas quer saber? Não estou nem aí!"

Cheguei no meu canto favorito da escola, praticamente não vem ninguém aqui. Entrei no meio das árvores de um jardim longe das estruturas da escola.

—Sayuri! -Alguém gritou meu nome.- Droga! Pensei que ela tivesse vindo por aqui!

"É o Yan!" Me escondi atrás da árvore. "Não estou afim de falar com ele agora."

—Também vi ela vindo pra cá! -O garoto fofo, Bey.

—Mas fala ai Yan, você gostou dela não é? -Thiago! Não dava para ver ele, e não foi pela voz que eu reconheci. Ele estava quase berrando.

—Ei! Fala baixo! -Yan corou, olhou em volta e tentou disfarçar.- N-não sei do que está falando!

Assim que percebi sua mentira e desconforto, também me senti um pouco sem graça por descobrir isso assim.

—É eu também percebi como você ficou e respondeu quando agente atrapalhou você! Hahaha! Sem tirar que quando elogiei ela à pouco, você marcou presença e olhou para mim com aquela cara de "Ela é minha". Você é fácil de ler Yan! -Celt falou rindo e debochando do Yan!

—As mais perigosas e ariscas são as melhores né Yan? -Thiago disse mordendo o lábio.- Aquele lado má dela me deu arrepios mas foi bem sexy.

"Odeio o jeito desse Thiago. Fala alto e sempre fala a primeira coisa em que está pensando. Eu também as vezes falo o que penso, e sou até honesta de mais com os meus pensamentos, mas não sou tão irritante quanto ele."

—Deixa de ser masoquista Thiago. E que coisa é essa de achar a garota do nosso Yan sexy? -Celt disse isso mas ele estava fazendo um sinal de positivo com o polegar e mordendo o lábio também. Os dois garotos começaram a rir.

" 'A garota do nosso Yan?' Eu não sou garota de ninguém. Eu vou mostrar par..."

—Parem! -Yan gritou, se virou e ficou de costas para todo mundo, até para mim.

—Quem ficaria com alguém tão sem sal?

Yan quase gritou de novo. E isso que ele disse, foi quase como se alguém enfiasse uma faca no meu peito.

—Ela é até bonitinha, legal e diferente dessas garotas retardadas da escola, mas qual é daquela roupa larga e fora de moda? E... Bem... Nem sei porque estou procurando por ela. O nosso pedido já deve ter saído, vamos lá para a cantina.

—Você está procurando por ela porque é um cara gentil, que fica preocupado se alguém está chateado ou não. — Bey fez a voz de garoto fofo de novo.- Veio atrás dela para ver se ela estava bem! E nós sabemos que gostou dela. Não precisa mentir. Não estamos te zoando. Estamos querendo saber se podemos te ajudar porque gostamos de você. Mas esses caras aqui são tão insensíveis e machistas que não gostam de admitir isso, então não conseguem dizer isso em voz alta e serem honestos. Quando estão falando, parece que estão te zoando, mas realmente quer que você se abre com eles! -O Bey é tão fofo... Realmente da vontade de aperta-lo, já sei o porquê dele ser o mascote.

Os três garotos, Yan, Thiago e Celt agora olharam para o Bey depois se olharam. Do nada Thiago passou uma chave de braço no pescoço do Bey, Yan apertava suas bochechas e o Celt puxava sua orelha.

—Quem é que é gentil e está gostando daquela garota? (—É sim e está sim. -Celt disse baixinho pro Yan.) —Não quero a ajuda de vocês! -Yan disse agarrando a bochecha dele mais forte. (—Sei que você quer. -Bey disse.)

—Quem é que é insensível? (—Ãh... Vocês? -Bey disse.) —E quem é que gosta de homem? -Disse o Celt puxando mais a orelha do Bey. (—Sabemos que você não gosta de homens Celt. -Yan disse revirando os olhos.)

—Quem é que fica gritando e tem voz alta? (—Você! -Celt, Bey e Yan disse ao mesmo tempo para Thiago.) —Não quero ouvir um homem se abrindo para mim! -Thiago disse sufocando o Bey mais ainda! (—Sabemos que fica preocupado com seus "miguxos" Thiago. -Bey disse sufocado e Celt concordou rindo.)

—E pera aí, quem é disse que você gosta de homem Celt? E em momento algum falei que você fala alto Thiago? "Apesar de ser verdade" -Disse a ultima parte baixinho.

"Agora que ele percebeu que não tinha dito aquilo." -Revirei o olho- "Mas que momento fofo. Pensei que eles eram só uns oportunistas idiotas."

—Mas vamos voltar por enquanto, afinal ela não está aqui. -Assim que Yan disse isso, todos soltaram o Bey.- Vamos buscar nossos pedidos, to morto de fome.

"Ufa! Eles se foram. Yan idiota! Te odeio!... Bem não trouxe nenhum livro. Acho que vou só ficar aqui deitada na grama escondida de todos. Afinal minha salada de frutas acabou."

O sol apareceu e o tempo ficou um pouco abafado. Tirei minha blusa de frio larga e desabotoei três botões da minha blusa social que era o uniforme da escola. Desfiz minha trança para meu cabelo secar e desprendi minha franja do tic-tac, já que não tinha ninguém por perto.

"Se eu chegar em casa com meu cabelo úmido, minha mãe vai me castigar fazendo eu ficar com ele solto para sempre."

Então, pensei na burrice que tinha feito e tudo que aconteceu antes. Revi aquela visão dos olhos azuis acinzentados do Nathãn que imaginara mais cedo. Mesmo eu ainda estando um pouco irritada com Yan eu relembrei como aquele lindo mar em seus olhos estavam me convidando para mergulhar neles.

"Não! Melhor não ficar pensando nessas coisas idiotas. Vou tirar um cochilo, se caso eu não aparecer aquela senhora da limpeza vai vir me chamar, ela sempre me chama desde que descobriu que as vezes eu durmo aqui."

Retirei minhas lentes e as guardei para não acontecer um acidente. Coloquei a tigela bem distante de mim, usei minha blusa de frio como travesseiro. Fechei meus olhos e o sono veio rápido.

— ~ -

—E... Ei gar... Aco... Ei garota! Acorda!

—Um garoto estava me chamando. Eu estava deitada de lado, quando abri meus olhos e olhei para trás, só o que pude ver com minha visão um pouco embaçada de ter acabado de acordar, era alguém vindo com a mão em minha direção. Agi por reflexo, segurei a mão dele e ia derruba-lo, mas como ainda estava um pouco grogue por acabar de acordar meus movimentos saíram errados e o garoto caiu em cima de mim. E agora que minha visão já tinha se acostumado de novo, olhei para a pessoa em cima de mim. Apesar de já ter o reconhecido pelo perfume misturado com cigarro.

—Você está louca garota? Que saco! Hoje realmente não é o meu dia mesmo. Nem sei porque fui fazer o que aquela funcionária da escola me pediu.

—Yan? Por que está aqui? -Isso me pegou desprevenida.

"Era ele mesmo! Por que ele está aqui? Como ele me achou?"

—Agente se conhece? -Ele agora me olhava surpreso.

Ele me olhou nos olhos depois desceu o olhar para meu corpo, vi ele ficando um pouco corado. Então lembrei que eu estava com um decote bem revelador, na verdade agora era mais que isso.

Eu tenho a mania de desabotoar as blusas e qualquer tipo de calça que me incomode me apertando enquanto eu durmo, principalmente em dias de calor. Mania que adquiri após chegar varias vezes quase morrendo de cansaço em casa. Depois de cair na cama nesses dias não levanto mais. Minha calça jeans estava desabotoada e da minha blusa só sobrou dois botões, revelando mais do meu corpo e minhas curvas. Ele não desviou o olhar nem sequer um segundo de mim.

—Ei, não está me reconhecendo? -Olhei para ele balançando minha mão em frente seu rosto para lhe chamar a atenção.

Ele me olhou nos olhos ainda com o rosto um pouco vermelho, os olhos dele agora estavam sedutores mas tinha algo a mais. Avia um pouco de malícia que eu reconhecia um pouco.

—Não estou lembrado de você, na verdade nunca vi você nessa escola antes... Esses olhos e... -Ele desceu o olhar de novo.

Droga esqueci que retirei as lentes sem tirar que eu estou com o cabelo solto. Ele agora olhava para meus olhos de novo.

—Então? De onde agente se conhece?

Ele ainda estava em cima de mim, mas agora sua mão estava em minha cintura e ele que antes estava tomando cuidado para não encostar em mim, aproximou um pouco seu corpo do meu, e agora uma de suas pernas estava entre as minhas.

—Entendo, você não se lembra de mim não é? Isso me deixa um pouco triste sabe, agente quase se beijou hoje e agora você fala que nunca me viu? -Disse fazendo um pouco de charme.

Passei meus braços pelo seu pescoço e o olhei fazendo beicinho. Ele arregalou o olho com o que eu disse. Parece que ele realmente gostou de ver eu praticamente o abraçando.

—Elogiei seu perfume. Mas esqueci de dizer que seus olhos são lindos. Desculpe, o erro foi meu. -devolvi o olhar sedutor.

—Não me lembro mesmo. -Vi que ele ficou um pouco, não, ficou muito corado e sem jeito.

"Hahaha. Falei que ia me vingar."

Yan continuou falando.

—Principalmente de ter te visto hoje, mas se "quase" nos beijamos que tal fazer isso acontecer agora? -Ele se recuperou rápido e olhou para meus lábios e mordeu os deles de uma forma sexy.

—Hm... Você não lembra talvez porque antes eu estava "sem sal". Você mesmo disse isso para seus amiguinhos. -Retruquei fazendo cara de séria.- Mas parece que você realmente está gostando da paisagem agora não é?

—Não estou te entendendo. -Ele fez uma leve careta mas ainda continuava encarando minha boca e depois me olhou nos olhos.- Nunca diria que uma garota como você é sem sal. Na verdade é ao contrario. Essa é realmente uma boa visão. -Ele olhou para todo o meu corpo de novo.- Essa lingerie fica muito bem em você.

"Agradeça a minha mãe por isso. Afinal ela só compra as peças mais sexy's, mas sem vulgaridade, que ela acha."

Ele apertou um pouco minha cintura e se aproximou mais um pouco seu corpo do meu, tanto que eles quase se encostavam, eu podia sentir seu calor. Seus olhos agora estavam me encarando mas não como antes quando quase nos beijamos. Antes eu estava sendo convidada para mergulhar neles mas agora eles queriam me envolver e me afogar quase a força.

—Teve uma garota que você conheceu hoje não teve? Seus amigos até estragaram o seu momento não é? Você quase a beijou. Depois rolou uma cena e ela sumiu. Você veio atrás dela não é? E seus amigos veio atrás de você para ajudar, até que vocês conversaram e tals.

Meus braços ainda estavam em volta de seu pescoço, então eu entrelacei meus dedos em seu cabelo liso. Vi que enquanto pensava ele percebeu o que eu fiz, mordeu o lábio mais uma vez depois voltou a pensar. Mas só fiz isso para que quando ele se desse conta, não tentasse se distanciar e esconder a surpresa e vergonha que ia sentir.

De início ele não se lembrou. Seu rosto mostrava a confusão de seus pensamentos. Depois percebi um pouco de dúvida e ele tentando me comparar com a "garota", ele não tentou se afastar como eu pensei que faria. Então o os olhos dele arregalaram um pouco.

"Então finalmente descobriu Sherlock Holmes?"

Agora ele estava surpreso mas ainda parecia restar dúvidas.

—Então se lembrou agora?

—Não importa como eu te olhe vocês não se parecem.

—Eu estava usando lente e meu cabelo e franja estavam presos. — Retirei um dos braços a sua volta e tirei minha franja e escondi meu cabelo.- Isso ajuda? -Perguntei.

Agora ele finalmente tinha se dado conta, ou pelo menos eu achava que tinha pela expressão que ele fez.

—Com esses olhos é realmente difícil dizer... Feche eles. -Ele fazia cara de dúvida, mesmo eu sabendo que ele já tinha acreditado e estava fazendo gracinha, eu os fechei.

—Pronto? — Perguntei um pouco sem paciência depois de uns quatro segundos.

Então senti seu corpo se encostando ao meu, seu perfume invadindo meu nariz. Logo em seguida uma leve pressão em meus lábios aconteceu. Sem mesmo abrir meus olhos para ter certeza do que acontecia, minha barriga começou a se agitar como se eu tivesse engolido um borboletário o inteiro, e uma nova guerra estava acontecendo em meu estomago.

Abri os meus olhos e o vi me beijando. Tentei o afastar mas não consegui. Não queria usar força e o machucar. Ele pedia passagem com a língua, mas eu não cedia. A mão que estava em minha cintura veio até meu rosto depois passou para meu maxilar e contornou a sua linha até chegar em meu queixo o puxando levemente para baixo, tentando fazer com que minha boca e meus lábios que eu estava forçando a não abrir se abrir. Eu tentava o empurrar para trás a todo momento.

Quando percebi que ele estava me olhando nos olhos com o mesmo olhar irresistível de antes, me convidando a mergulhar neles, me seduzindo, já era tarde de mais. Ele puxou meu queixo para baixo e então senti a língua dele entrando em minha boca e encontrando a minha. Sua mão voltou para minha cintura.

Eu já tinha beijado antes em uma das festas de universidade que rolou depois de uma palestra. Quando eu beijei o garoto da festa foi bom, mas não ultrapassou isso. No máximo me serviu como experiência. Mas o beijo do Yan me deixou tonta e me fez esquecer de como respirar. Eu só lembrava como respirar quando começava a sentir meus pulmões reclamando. Sem que eu me desse conta eu retribuía e o beijava de volta.

Eu já não tentava empurrar ele, na verdade parecia que eu o puxava para mim. Parecia que eu não estava satisfeita só com a quantidade do mar que ele me proporcionava, eu queria mais. Ele colocou a outra perna dele entre as minhas, puxou e agarrou com sua mão uma de minhas coxas.

Meu corpo inteiro estava entregue a aquela sensação, a aquele beijo, a aquele perfume, a aquele mar. Então ele se afastou um pouco de mim, mesmo comigo o puxando de volta. O olhar dele queimando no meu. Então ele voltou e foi beijando a lateral da minha boca até meu maxilar e chegou no meu pescoço e a sensação que seus beijos deixavam era deliciosa. Ele me mordeu de leve me fazendo soltar um gemido baixo. Depois ele foi subindo pelo meu pescoço até chegar em minha orelha, então senti ele a beijando e deu uma leve mordida me fazendo deixar escapar mais um gemido baixo e voltou a meus lábios. A mão que estava em minha coxa, agora abria os dois últimos botões da minha blusa, então sua mão voltou para minha cintura.

Sentia meu corpo ferver. A mão dele começou a subir e quando senti o polegar dele em meu seio passando por baixo do sutiã o parei com minha mão. Mas ele não recuou a dele só parou de avançar mais. O beijo dele começou a ficar mais intenso e então minha cabeça girou e ficou em branco por um momento. Soltei um gemido baixo e abafado por seu beijo. Então ele tinha avançado com a mão enquanto me distraia com a mudança de intensidade de seu beijo. A carícia que Yan fez em meu seio me fez arrepiar.

Nunca tinha chegado tão longe com um garoto antes, então isso era novo para mim. Seus beijos desceram para meu queixo, depois para o pescoço, do pescoço até um pouco abaixo da clavícula. Cada beijo seu me provocando arrepios. Senti seus lábios desencostando da minha pele e esperava senti-lo mais uma vez em algum lugar. Mas escutamos um barulho estrando e ele parou.

—Yan... -Eu sussurrei tão baixo que nem sei se ele me ouviu. Ele me mostrou um sorriso caloroso.

—É, eu sei, temos que parar. -Ele sussurrou e me mostrou mais uma vez seu sorriso. Era como se ele tivesse lido meu pensamento.- Mas eu ainda quero ficar aqui te beijando.

Qualquer forma que eu pense ou olhe, dava para perceber que ele era bem experiente mesmo sendo só um pouco mais velho que eu. Ele já avia ficado com quase todas as garotas dessa escola, só não sei se já chegou a fazer "aquilo" com elas. Ele encostou sua cabeça em meu ombro. E quando eu tomei coragem para dizer que agente podia continuar, e nem sei como tomei essa decisão, ouvimos outro barulho estranho. Na mesma hora ele levantou e eu me sentei abotoando a blusa e a calça.

—Eu vou ver quem é que está aqui por perto. -Ele se virou para mim e eu já estava colocando as lentes de contato.- Eu prefiro você sem tudo isso.

Ele apontou para literalmente tudo desde minha lente de contato até minha roupa, mas eu o ignorei, e ele se virou rindo e saiu de trás das árvores para procurar a tal pessoa.

Eu esperei por um tempo, mas não ouvi nada então eu decidi ir atrás dele. Ele apareceu atrás de mim, me puxando pela cintura. Me colocou contra a árvore, agarrou minhas mãos e as colocou para o alto e no final me beijou.

"Mais que droga é essa que tem no beijo dele que me deixa tão entorpecida e me faz o querer cada vez mais? E por que diabos eu deixo ele me beijar?"

Ele colocou meus braços em volta do seu pescoço e me levantou puxando minhas coxas em volta dele e me fazendo o abraçar com minhas pernas, ele as acariciou, e tudo isso sem parar de me beijar nem se quer um segundo. Então do mesmo jeito que ele começou, ele parou.

—Acho melhor agente ir para nossas aulas. -Ele disse me colocando no chão e puxando-me pela mão com cuidado.- Se não vou acabar ficando louco.

Senti um pouco de rubor pelas palavas dele, mas não era só eu que estava envergonhada.

—Não faz muita diferença para mim, agora é educação física. -Disse dando de ombros.- Se eu quisesse podia continuar dormindo. -Yan parou de andar e ficou de frente para mim.

—Então, em vez de dormir, que tal voltar e continuar de onde paramos? -Ele me disse mordendo o lábio e me olhando nos olhos.

Antes que eu me lembrasse de tudo que tínhamos feito, das sensações que senti e caísse em tentação para senti-las de novo, eu desviei o olhar e dei a volta em Yan.

—Que aula você tem agora?

—Agora eu tenho sociologia. -Ele disse fazendo uma careta e eu ri.- Aquela professora me odeia. É só eu aparecer que ela já começa a me entupir de perguntas. E mesmo que não tenha mais nada para ensinar a nossa sala, ela consegue encher o quadro de textos e mais textos... -Eu dei tapinhas de consolo em suas costas e rimos um pouco.

—Como você me achou?

—Ãh? -Ele olhou para mim e eu apontei para onde estávamos.

—Atá! Isso... Bem, depois que você fez o cara mais barra pesada se ajoelhar... -Ele se virou para mim- E que por sinal foi muito legal e assustador, à ponto de achar que depois do que eu fiz, você fosse me matar... -Ele riu um pouco.- Todos que estavam presentes, depois de um pouco de silêncio, começaram a falar sobre o que aconteceu e a contar tudo para aqueles que perderam toda a cena.

Ele olhou para mim e revirou os olhos.

—Depois de ter espalhado a "notícia" da confusão, algumas pessoas, e que no meio delas estava os amiguinhos do Bruno, estavam pensando em ir atrás de você e te ensinar uma "lição", para que você parasse de se achar. Então alguns admiradores, admiradoras e nós te defendemos, falando que eles só iam fazer algo a você se passasse por nós.

Ele olhou para mim e mostrou um sorriso.

—Então para a coisa não ficar feia e passar para contato físico, nosso mascote, o Bey, começou uma guerra de comida até chegar os coordenadores. Uma das moças da limpeza me pediu para vir ver se tinha alguém dormindo aqui, por que graças a nós, ela estava bem ocupada. Bem tive uma grande sorte de ser você.

—Creio que as admiradoras eram as de vocês, e os admiradores são aqueles que o Bruno encheu o saco ou brigou com eles. Mas por que você e seus amigos entraram no meio? -Perguntei olhando para o Yan, mas ele parecia evitar me olhar.

Bem... Não posso deixar para lá uma garota em apuros, não é? -Ele ainda não estava me olhando.

—Então você se meteu no meio e os garotos, seus amigos, entraram por causa de você. Mas o porquê ainda não foi esclarecido.

Eu parei e fiquei de frente para ele. Odeio quando alguém compra a minha briga, mesmo que com bons motivos, sem tirar que eu sei que ele está mentindo para mim, que é outra coisa que não gosto.

—Por que? -Perguntei de novo.

—Ah, bem... Você já sabe. Já falei. -Continuei de frente para ele o olhando.- Olha, não tem nenhum motivo especial, só não gosto de ver uma garota se machucando. -Nenhum motivo especial... "Uma garota"? Então ele se refere a qualquer garota né?

—Mesmo que fossem muitos eu não ia perder. Poderia me machucar, mas perder é impossível. -Eu bufei com a ideia mais idiota de perder para pessoas tão despreparadas.- Então, você também não teve nenhum motivo para me beijar? Ah é, se bem que, mesmo antes de você perceber que era eu, você já estava pronto para me atacar, não é?

—Ãh!? Pera ai, o que tem haver o meu motivo para te defender com meu motivo para te beijar? Sem tirar que, a culpa é sua por estar tão a mostra daquele jeito! Qual homem não ia se aproveitar de uma chance daquelas? -Ele parecia nervoso. Mas não parecia que era só comigo. Talvez com ele mesmo também.

Soltei minha mão da dele, nem sei por que ainda estavam juntas, e comecei a andar em direção a quadra. Para chegar lá tenho que dar uma volta em algumas árvores e depois subir uma grande escada que leva até as diversas quadras de esportes. Eu estava frustrada e irritada.

"Estou sem paciência vou passar pelas as árvores."

Eu sabia o que queria ouvir, e era ele dizendo que gostava de mim. Não queria nenhum "Eu te amo" que é algo bem profundo, mas um simples "Eu estou gostando de você", podia ter até um "Talvez" antes que eu não ia ligar. Podia quem sabe ser um "Eu até que acho você legal então...".

"Nem sei desde quando eu ligo para isso. Vou terminar essa discussão saindo por cima. Vou dar o fora sem ligar para isso. É até bom que não vou precisar me preocupar com um relacionamento agora. Se bem que foi realmente bom ter ficado com ele. Mesmo que pareça um Play Boy, Riquinho Rico, ele não age como um, pelo menos não totalmente. Eu sempre pensei que garotos, namorado, ficante ou o que quer que fosse seria um problema. Sempre agi indiferente com esses assuntos, nunca senti nada, nem se quer uma quedinha por ninguém, quando beijei um garoto pela primeira vez foi só por curiosidade, não senti nada de mais. Mas por que quando eu estou perto desse garoto eu começo a agir diferente do meu eu comum? E por que o olhar dele me prende tão fácil? E não só deixei ele se aproximar de mim como também me beijar e..."

—Ei, espera! -Senti um puxão no braço, era o Yan de novo. Tive que me segurar para não torcer o braço dele que me segurava, estava com muita raiva.- Foi mal tá?

"Foi mal... Hahaha. É assim que ele pede desculpas?"

—Tá, tenho que ir. -Balancei a cabeça, me soltei dele e continuei andando.

—Então, como ficamos?

—O que você quer dizer?

—Tipo, nos estamos bem agora. Então... Estamos juntos...? Né? -Assim que ele disse essas palavras eu parei de andar e me virei para ele.

—Não entendi. -Ele ta querendo o que? Brincar com minha cara? — O que quer dizer isso?

—Bem, nós ficamos e foi bom, então estava pensando se estaria tudo bem se... Ficássemos juntos... -Ele olhou para mim como se tivesse acabado de confessar seu "amor".

—Foi bom. Mas é só isso. Você não gosta de mim e até acho melhor assim. — Me virei e andei um pouco.- Sem tirar que, você não vai querer ficar perto de uma garota sem sal, que usa roupa larga e fora de moda, não é?

—Quem disse isso?! -Ele quase gritou.

—Parem!... Quem ficaria com alguém tão sem sal? Ela é até bonitinha, legal e diferente dessas garotas retardadas da escola, mas qual é daquela roupa larga e fora de moda? E... Bem... Nem sei porque estou procurando por ela, o nosso pedido já deve ter saído, vamos la para a cantina. -Repeti tudo que ele disse e como ele disse só que com minha vós.- Eu tenho memória eidética então nem me venha dizer que não falou isso.

—Boa parte é mentira... -Me virei para ele para ver seu rosto e saber se era verdade.- Só falei aquilo por que os meninos me fizeram raiva. Mas em momento algum, eu disse que não gostava de você.

—Ah é, verdade, só disse que não ficaria com alguém como eu e... Nossa, que surpresa, você ficou!... E mesmo que não tenha dito que não gosta de mim, também não disse que gosta, então da na mesma. -Voltei a andar em direção a quadra.

—Eu ter ficado com você não é mais uma prova de que o que disse antes é uma mentira? E você enche o saco querendo saber se gosto de você, mas você por acaso gosta de mim? -Ele falou como se eu o abominasse. Ele ta me julgando ser assim como ele.

—Você mudou o alvo da pergunta para mim, achando que seria difícil para mim responder, como é para você. -Eu virei e olhei para ele, parecia surpreso pelo o que eu disse.- Mas você errou. Não sou apaixonada por você e muito menos te amo. Já sabia seu nome por causa de algumas histéricas da minha sala, mas hoje, foi o primeiro dia que falei com você. Então não tem como eu ter um sentimento tão profundo por você. Mas sim, eu gostei de você, ou pelo menos mais que de outras pessoas riquinhas que ficam se achando nessa escola. Bem, se no minimo eu não gostasse, você não teria conseguido me beijar a força, bem, pelo menos não teria saído ileso por faze-lo. Não sou como você, que se ver uma garota que é no mínimo bonitinha e legal, já pega! Mas e ai? Mudou algo eu ter falado que gosto de você?

Ta certo que queria ouvir que ele gosta de mim, qual garota não quer ouvir isso de um garoto mesmo que não goste dele? Mas, até eu dizer as palavras que eu disse a ele, eu não tinha percebido que era realmente agradável estar com ele. Mesmo agora discutindo e estando irritada, ou até mesmo quando ele faz gracinha, eu não odeio ele.

Ele deu três passos e eu sei o que ele vai tentar fazer. Ele vem me beijar. Mas não vou aceitar isso. Ou ele fala logo que só esta brincando, querendo ficar sem nem gostar de mim, ou ele fala que gosta. E talvez, só talvez, eu aceite isso de ficar junto que ele falou, assim que eu souber o que "ficar junto" significa para ele.

Me desviei dele, mas ele segurou minha mão e colocou a outra mão na minha cintura. Para ele não me beijar virei o rosto.

—Não quero te machucar, mas no momento não estou no estado psicológico aceitável para você tentar fazer o que você quer agora. Então se não me largar vou torcer seu braço. -Eu disse o olhando de canto de olho.

Ele soltou meu braço mas não soltou minha cintura, desviou o olhar, e depois olhou para cima.

—Sabe já fiquei com muitas garotas...

—Não tem como eu não saber disso. -Eu o interrompi.

—Voltando ao que eu ia falar... -Ele falou um pouco sem paciência.- Já fiquei com muitas garotas... -Ele olhou para mim para ver se eu ia o interromper de novo.- Mas eu nunca, cheguei a perguntar o que eu te perguntei. Eu, depois de uma semana acabo perdendo o interesse em grande parte das garotas.

—E o que me garante que comigo sera diferente? -Vi que ele ficou irritado mas ignorou minha pergunta.

—Eu... Bem, eu nunca me sen... AAAAAAAh! Esquece! -Agora foi eu quem o segurou.

—Agora termina!

Eu o puxei e o derrubei no chão. Ainda estávamos no meio das árvores, então não vi problema em ficar em cima dele, sentada em seu colo. Ele me encarava sem saber como reagir, mas parecia que não achava a situação tão ruim comigo em cima dele... Homens. -Revirei meus olhos.

—Daqui você não sai enquanto não terminar de falar.

—Então não vou falar!

Ele falou sorrindo e colocou as mãos no meu quadril. Eu não respondi, só o olhei séria.

—Do jeito que você é parece que eu nunca vou me cansar de você. Sério, qual outra garota ia fazer isso que você acabou de fazer?

Ele apertou um pouco minha cintura e mordeu o lábio, mostrando de novo o quando ele é sexy.

—Mas não é por isso que... Eu... Bem... fiquei com você. Nunca cheguei a perguntar a uma garota depois de ter ficado com ela se agora estávamos juntos. É sempre o papel delas sabe? Grande parte eu dispenso. -Ele revirou os olhos depois franziu o cenho.

—E eu estava... Esperando essa pergunta de você. Afinal você também gostou de ter ficado comigo. E se você fizesse a pergunta, eu realmente diria que se você quisesse ficaríamos juntos mas... Mas, parecia que você não ia perguntar e eu também não consegui esperar. Então a fiz, e nem mesmo eu estou acreditando nisso.

Ele ficou envergonhado e parou de falar por um tempo.

—Você me perguntou o que garante que com você será diferente... E a resposta é por que é você. -Ele estava corado, e desviando o olhar toda hora e estava tão fofo.- E se você falar o que eu acabei de dizer para alguém principalmente pro Bey eu vou negar!

—Então?

—Então o que?

—Você gosta de mim?

—Já não falei?

—Falou outras coisas, mas não as palavras diretas, "Eu gosto de você" como eu fiz, também serve um "Talvez eu goste de você".

—Eu estou quase morrendo por ter falado tudo o que disse antes, e tudo o que você queria era só um "Eu gosto de você"? -Ele colocou uma mão no rosto.

—Sim, era só isso. Eu vou saber se estiver mentindo olhando para você. -Ele tirou a mão do rosto e olhou para mim.

—Eu... Gosto... de... você. -Ele disse separadamente e me olhando.

—Foi difícil?

—Mais do que você imagina, pelo menos para mim. Então? -Ele disse rindo.

—Então o que?

—Cade minha recompensa?

—Que recompensa?

—Você disse que só seria má, com crianças travessas. Mas eu fui bonzinho né? E ainda disse que gosto de você. Então que tal me dar um recompensa. -Ele fez biquinho. O tom de voz dele até me lembrou um pouco o Bey.

Ele mordia o lábio e agora ele segurava minha cintura por debaixo da minha roupa.

—Não diria que você foi um bom menino, afinal você roubou um beijo meu. E isso é errado.

—Se bem que você gostou. Mas então, que tal um castigo?

Ele se sentou comigo ainda em cima dele, passou um braço por minha cintura e com a outra mão puxou meu rosto até o dele entrelaçando seus dedos em meu cabelo. Seu cheiro, seu perfume, seus olhos, seu calor e a sensação de sua pele na minha era delicioso. Dessa vez aceitei seu beijo e aquela sensação de frio na barriga aconteceu de novo. Eu nunca ia me acostumar com aquilo pois seus lábios trazem consigo o sabor do mar.

Notas finais
Espero muito, mas muito mesmo que tenham gostado. E para estragar o clima... quem fizer gracinha que nem uma amiga minha, dizendo que o sabor do mar do Yan é suor, eu vou deserdar em. kkkkkkkk Piadas a parte. Antes de mais nada o Yan é meu rsrsrsrsrsr. Brincadeira, não me jurem de morte em. Quero dizer a vocês também que pensar em cada coisinha de uma história é difícil, porque as vezes passar o que imaginamos geralmente não é o bastante. Temos que colocar da forma que prenda o máximo da atenção de quem ira ler. Acertar e descobrir o que as pessoas gostam leva tempo, ainda mais sem ajuda de ninguém. Comentários do que gostaram ou do que não gostaram ou o que acham, ajuda a nós escritores amadores, a nos desenvolver melhor. E ajuda a vocês também, pois as criticas, fazem com que as histórias fiquem melhores com o tempo. Não é nada fácil escolher uma forma que um máximo de pessoas gostem, então eu peço que ajudem não só a mim mas a outros criadores comentando sobre suas histórias. Bye bye e até a próxima.