O fim não tem fim?

1 Capítulo Único


Notas iniciais
Olá, povo lindo, tudo bem?! Semana nova, desafio novo no grupo "Semana Temática", onde o desafio era criar uma one-shot baseada nesse tema ""E se hoje fosse o fim...?". Como tia minkly AMA um desafio, veio imediatamente essa música dos Strokes, "The End Has No Ends" (cujo link está na própria OS, clicando em "Soundtrack"), na cabeça e saiu o que saiu. AoKaga, porque foi o couple que se encaixou melhor dentro da proposta que queria trabalhar, justamente o paradoxo dessa música dentro do tema escolhido para o desafio. Boa leitura!

Soundtrack

“(...) Você não vai dar uma volta?

Oh, não

Você não consegue encontrar outro cara?

Oh, não (...)”

Festa de despedida de Taiga Kagami, o às do time de basquete da escola Seirin, do Japão, pois o rapaz de chamativo cabelo bicolor, vermelho escuro e preto, conseguiu uma bolsa de estudos em uma das mais renomadas universidades da sua terra natal, Los Angeles, e ser aceito também no time de basquete universitário de lá (apesar de ser filho de japoneses, Kagami é também legitimamente norte-americano, devido ao fato do adolescente ter nascido nos Estados Unidos).

“(...) Um a um, querido,

Eles vem aqui (...)”

O ambiente estava bem divertido, com vários amigos e colegas do rapaz presentes.

Trilha sonora agradável, os convidados interagindo entre si de forma amistosa, deixando as rivalidades somente para o basquete, somado a deliciosos comes e bebes não alcoólicos saciando os estômagos dos convidados. Bom, o planejado era para ser assim, se um dos convidados, Shougo Haizaki, o às do time da escola Fukuda Shodo, não tivesse “batizado” o ponche mais todos os sucos e refrigerantes com vodca ou saquê. Devido a essa interferência, bem ilegal por sinal, porque Haizaki furtou as bebidas de uma loja de conveniência — no Japão, somente maiores de 20 anos podem consumir bebidas alcoólicas —, a festa ficou bem mais agitada que “o normal”.

Convidados subindo na mesa da sala e fazendo strip-tease de um lado, convidados cantando desafinadamente em um karaokê improvisado na cozinha de outro, convidados fazendo sexo no banheiro, o anfitrião da festa quase caindo no chão de tão bêbado que estava... Quem visse a cena, pensaria que estava em uma versão japonesa do filme “Kids” ou “American Pie”, ou até mesmo da série “Skins”.

No meio daquela comemoração, o às do time da escola Touou, Daiki Aomine, chorava, ao mesmo tempo em que terminava de dar os últimos goles de um refrigerante “batizado”, sentado na varanda do apartamento de Kagami, local onde ocorria a festa. Ao lado dele, estava a técnica de Seirin, Riko Aida. Eles, totalmente bêbados, discutiam sobre o motivo do choro de Aomine:

— De novo você vai deixar passar a chance de falar seus sentimentos para o Kagami? Eu sei que eu não sou a Momoi, tua melhor amiga, para falar disso abertamente, mas... desabafar faz bem. —, refletia Riko.

— Cala a boca, Riko! — rebateu Aomine, mas imediatamente após falar isso, pediu desculpas a moça. Mesmo bêbado, conseguiu reconhecer o quanto foi estúpido com ela.

Aida aceitou as desculpas de Daiki, mas aquilo serviu para confirmar as suspeitas da adolescente de 18 anos: Aomine estava desesperado com a partida de Kagami, pois desperdiçou todas as oportunidades de falar seus sentimentos para o outro, até então. Falou:

— Se você não falar o que sente, o Kagami nunca vai saber que você gosta dele e vai perdê-lo para sempre.

— Para que, me diz? Ele nunca deu um sinal sequer de ter percebido meus sentimentos. Só hoje ele ficou com dois, para! Eu que sou trouxa de gostar dele! Está na cara que ele nunca gostou de mim e não vai ser agora que isso vai mudar. Caso ele sinta alguma coisa por mim, é só sexo e olhe lá.

— Mas, Aomine... —, tentou rebater Riko, mas recebeu como resposta um berro do rapaz.

— Caralho, Riko, me deixa em paz!

Totalmente irritada com a situação de ver uma pessoa querida jogando a felicidade dela fora, a moça deu dois tapas na cara de Aomine e berrou, com direito até a falar palavrões, coisa raríssima de acontecer:

— Para de ser cuzão, porra! Vai falar com o Kagami, o máximo que você pode receber é um “não”. Você não tem nada a perder!

Entretanto, de forma repentina, Taiga surgiu detrás de uma cortina da varanda, meio cambaleante por causa das bebidas, ficando de frente a Aomine e Riko. Sim, o rapaz ouviu toda a conversa deles.

Riko ficou em choque e Aomine quase teve um ataque, de tanto que seu coração disparou, fora a palidez de ambos por causa do espanto. Imediatamente, a moça, em um tom de voz nervoso, pediu licença para os rapazes e foi para dentro do apartamento pegar mais bebida.

Kagami sentou ao lado de Aomine, de forma meio desequilibrada, e falou:

— Pode ficar à vontade para falar, Aomine. Sou todos ouvidos a você.

Daiki respirou bem fundo, relaxou um pouco a mente e aproveitou aquela oportunidade única:

— Explicar o quê? É exatamente isso que você ouviu, infelizmente, eu gosto de você, Bakagami. Não queria mesmo gostar de você, porque... bom não importa, mas acabei gostando de você, no final das contas. Um gostar bem idiota, por que você não gosta de mim, não é?!

— Sim, é verdade, eu realmente não gosto de você como namorado, mas seria muito injusto e egoísta da minha parte deixar você sair da minha despedida triste, né?! Então, eu realizarei seu sonho por algumas horas e depois, adeus, Daiki Aomine. Ao contrário do que a música que está tocando agora diz, o fim tem um fim, porque nada é para sempre. —, lentamente Kagami aproximou seu rosto no de Aomine até os lábios encostarem-se, dando início a um destemperado e delicioso beijo entre eles.

“(...) O fim não tem fim

O fim não tem fim

O fim não tem fim (...)”

E naquela madrugada houve o começo, meio e fim da curta “história de amor” de Daiki Aomine, que durou exatamente uma hora e meia na cama de Taiga Kagami.

“(...) Dois passos para frente, três passos para trás

Não será fácil (...)”

(The End Has No End — The Strokes)

Notas finais
Espero que tenham gostado ^^ Beijos, beijos e até a próxima!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!