Notas iniciais
Fanfic para o Desafio Heróis e Vilões do Nyah! Fanfiction. com uso de Herói!
espero que gostem h.h

Eu sou Bruce Wayne, o Batman. Passei três meses em outro universo, mas agora que voltei ao meu próprio mundo vejo que não deveria ter gasto tanto tempo naquele lugar. As coisas mudaram em apenas três meses. Heróis caíram, vilões ascenderam, cidades foram tomadas. Gotham já não é mais a mesma.

Em todos os meus anos de vigia da noite, nunca me veio a ideia de que eles poderiam realmente se erguer de tal forma, mas sim, eles puderam. Vilões de toda Gotham, criminosos e loucos, se juntaram para controlar o que eles agora chamam de Império. O Coringa, de forma estratégica, colocou guardas ao redor de toda Gotham e vigias em toda a área que antes era minha mansão.

Não há mais um lugar seguro em que alguém possa se abrigar. Apenas a Batcaverna, mas não tenho maneira de entrar, pois também está bem cercada. Não sou mais o Batman, sou apenas o Bruce. Mais um na multidão, preso como escravo, sem poder ajudar ninguém, pois logo quando voltei da outra dimensão, fui capturado por eles. Mas as coisas vão mudar.

O Coringa mantém guardas firmes durante toda a noite, mas pela manhã todos eles estão cansados e não conseguem ter uma boa resposta de luta. Logo que percebi isso, me pus a procurar um jeito de me aproveitar da situação imposta. Estava preso no que antes era o Manicômio de Gotham.

Um dos homens que estava na cela comigo começou a desidratar, e quando o guarda abriu a porta da cela, eu aproveitei. Empurrei-o contra a parede e antes que pudesse gritar por ajuda, o fiz desmaiar. Dei água para o homem e fui em direção a saída do bloco de selas e salas. Haviam apenas dois guardas preparados aquele momento, pois era mudança de turno, então eu precisava ser rápido.

Andei de forma silenciosa pelo corredor e fiz um dos guardas cair no chão, quando o outro me olhou já estava fazendo movimento de ataque contra ele. Coloquei-os em uma das salas e fui em direção a saída.

Logo quando cheguei no muro, vi que estava destruído, como se tivesse sido explodido, mas passei sem fazer alarde, de forma sorrateira. De longe já pude ouvir a sirene ser tocada. Eles já sabiam que eu havia fugido. Fui direto a uma entrada secreta da batcaverna e consegui adentrar.

Logo quando entrei vi Alfred e Barbara, o Oráculo. Eles haviam se isolado na batcaverna e somente eu poderia entrar, pois haviam sistemas que me identificavam e quebravam todos os protocolos, liberando minha entrada e selando a batcaverna novamente.

Alfred estava maltrapilho, Barbara estava em choque. Nenhum deles soube explicar como tudo começou. Assim como eu não sei como o portal para a outra dimensão foi aberto. Tudo parecia muito suspeito.

- Senhor Wayne, todos os aliados estão em posse do Coringa e de seus capangas. Somente eu e o Oráculo conseguimos chegar a tempo. – Disse Alfred com lágrimas nos olhos.

Quase todos os equipamentos estavam intactos e eu sabia que seriam necessários em algum tempo. Me preparei com ajuda de Alfred, mas com o Oráculo em choque tudo teria um nível de dificuldade maior. Não seria possível monitorar as câmeras de segurança, se é que ainda existiam, nem poderia mantar contato constante com Alfred, mas era preciso ser rápido.

O Coringa estava na maior torre de Gotham: Wayne Interprises. O único modo de chegar até lá rápido seria pelos tuneis subterrâneos que ligavam a mansão Wayne às torres.

Fui com o Batmovel em direção a mansão, que estava sendo vigiada, mas eu precisaria lutar contra isto. Os guardas começaram a atirar contra o carro, mas não havia nada que acabasse com tal. Logo consegui passar por eles e seguir para o túnel.

Enquanto ia pelo túnel no Batmovel, lembrei-me dos três meses. Foi interessante encontrar um portal aberto para aquela dimensão. Lembro-me de estar em busca de pistas de onde o Coringa estaria, pois ele havia fugido do Manicômio de Gotham, e achei esta caverna na floresta, e lá havia este portal, que se fechou logo quando entrei.

Ao chegar na Wayne Enterprise, procurei logo um modo rápido de ir ao último andar, e o modo mais rápido e pratico seria escalando por fora do edifício. Sorrateiramente fui ao lado externo do edifício e lancei minha corda de escalada. Consegui subir até onde uma janela estava quebrada e depois lancei novamente a corda e segui assim o resto do caminho até o topo.

Ao chegar nos últimos três andares me deparei com a visão de uma Gotham arruinada. Todas as áreas estavam desoladas, sem vida. Gotham destruída. Isso encheu meu coração de raiva, eu não poderia deixar essa situação assim. O Coringa deveria ser preso em um lugar muito mais seguro.

Ao chegar no último andar das torres, não havia nenhum soldado ou guarda visivelmente, era como se o andar tivesse sido esvaziado propositalmente. De repente a porta se abriu e dezenas de guardas apareceram. Todos me cercaram e eu não tive reação, a não ser me render.

Eles me levaram a uma grande sala, onde antes era a sala de reuniões da Wayne Enterprise, agora era sala de comando do Império. Não haviam guardas, somente os maiores criminosos de Gotham e vários outros aliados. Todos que antes estavam presos ou no manicômio.

O Coringa estava no centro, cercado pelo Pinguim, o Duas-Caras, o Pistoleiro, o vagalume, e vários outros. Todos liderados pelo Coringa. Ele se virou e me olhou fixamente.

- Batman que bom tê-lo por aqui, sua presença era indispensável neste momento. – Ele deu uma risada que poderia deixar louco qualquer um que já não o conhecesse.

- Coringa, você realmente pensa que vai se safar dessa ?! – Ele me olhou profundamente.

- O que você vai fazer, me matar? – Eu nunca havia pensado em quebrar meu código de honra e não seria agora que isso aconteceria.

- Sempre desconfiei que Fósforos Malone não era confiável, não como um bandido. Mas ainda bem que isso tudo vai acabar, certo rapazes? – Coringa havia descoberto um segredo a tempos encoberto, mas que já não valia de nada.

- Acho que essa é a hora de revelar-lhe meu plano! Ou pelo menos parte dele, pois eu quero que você veja o fim de tudo! HaHaHa! – Eu não fazia ideia do que ele estava falando.

- TODOS SAIAM! AGORA! – Todos os criminosos saíram sem saber o porquê.

- Conte-me senhor Batman, como foi o tempo na Gotham paralela? Ou devo chamar-lhe de Bruce Wayne!

- Do que você está falando? – Eu não pude acreditar que meu disfarce havia sido descoberto!

- Eu, de certa maneira, sempre desconfiei do senhor, senhor Wayne, mas nunca tive certeza, até que um dia, a muitos anos atrás, um de seus ajudantes, que logo depois se tornou meu aliado, o Capuz Vermelho, me disse que você era o Batman. E eu sempre esperei pelo dia em que pudesse me vingar de forma concreta. – Ele apertou um botão e duas cadeiras viraram. Eram meus pais de Gotham paralela.

- Seus pais do outro mundo. Eu lhe mandei para lá, conquistei aqui e agora vou acabar com sua vida novamente. Três meses foi o tempo necessário para recomeçar. Sabe o que me intriga senhor Wayne? Você nunca matou, mesmo quando era o melhor a se fazer.

- Coringa, deixe-os em paz!

- Não! Você vai sofrer mais, muito mais. – O Coringa puxou uma pistola e apontou para a cabeça de meu pai – Diga adeus senhor Wayne, quem sabe em outro universo vocês se vejam novamente!

- Não! Por favor, eu imploro a você Coringa! Não faça isso! Deixe-os viver! Eu me entrego totalmente! – Eu gritava.

- Senhor Wayne! Você está... implorando!? Okay, mas somente porque você implorou.

Ao voltar-se pra janela da sala, o Coringa apontou a arma e deu dois tiros na cabeça do meu pai e de minha mãe. Meus olhos não podiam suportar ver aquilo, eu não podia aguentar viver com aquela imagem. Os dois corpos sem vida, agora com rostos deformados dos tiros, estavam nas cadeiras, sem nenhuma forma de se apoiarem, quase caindo ao chão, mesmo amarrados.

Eu fui tomado por uma fúria que não havia forma de conter, consegui livrar-me das correntes que me prendiam, e fui até o Coringa e o desarmei. Joguei-o no chão e me joguei em cima dele e disse:

- Não será o meu fim, muito menos o fim de Gotham, mas será o seu. Seu último ato, sua última piada! – O Coringa me olhava fixamente, me fitava com aqueles olhos arregalados e disse apenas uma frase:

- Porque tão sério, senhor Wayne?

Ele me empurrou para o lado e puxou uma faca. No cabo desta faca havia uma inicial, HQ, de Harley Quinn, que sempre desejou a minha desgraça. Logo ele tentou cortar minha garganta, mas eu consegui jogá-lo longe.

Sem que ele percebesse peguei a faca que ele havia deixado cair, e a enfiei em seu peito. O Coringa me olhou e desta vez eu vi a surpresa em seu olhar. Ele não esperava por isso, ele apenas não esperava. Eu cravei a faca novamente em seu peito e a girei. Esta havia sido a primeira vez que eu desejara matá-lo de forma verdadeira, e ele não sabia o quanto isso havia me acabado.

Sentei-me perto dos corpos sem vida de meus pais, os últimos três meses haviam sido perfeitos, eu havia vivido junto deles e de meu outro eu, mas agora tudo havia acabado, tudo havia terminado. Ali estava eu, sem nada e sem ninguém, contra uma cidade infestada de ladrões, pessoas odiosas. Mas sem esperança, nem mesmo para mim mesmo.

Notas finais
Foi dificil escrever essa fic, porque não conheço muito do Batman, considerem que eu pesquisei pra fazer h.h

mas eu gostei de escrever então, valeu a pena. e também gostei do final...
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!