O filho da Romanoff
2 Chegada e confusão
Notas iniciais
Itália, Milão
06:13 A.M.
Depois de arrumar todas as suas coisas, o garoto desce as escadas e vai até a cozinha onde encontra sua minha mãe tomando café da manhã calmamente.
— Bom dia, mãe!.— ele cumprimenta se aproximando da ruiva e dando um beijo na bochecha dela.
— Bom dia, Leon. — Natasha cumprimenta sorrindo. — Sente-se e tome café!
A Romanoff sempre deu o máximo de si para ser uma boa mãe. De longe se percebia isso.
Leon se senta na mesa e prepara seu café. Um simples pão com manteiga e um copo de café com leite.
— Já terminou de arrumar as suas malas?. — pergunta ela bebericando um gole do seu café puro.
— Sim mãe. — respondeu sem ânimo. — Entretanto, você sabe que por mim nós continuaríamos morando aqui na Itália, não sabe?.
— Sei!. — afirma a espiã. — Mas já está decidido, vamos para Nova York e acabou o assunto, não tente insistir, certo?.
O garoto apenas bufou.
Leon Romannof, 15 anos. Desde que nasceu vive na Itália, mais precisamente em Milão. Sempre soube o que a mãe fazia, Natasha contava histórias sobra a S.H.I.E.L.D., sobre o Gavião Arqueiro, Os Vingadores e também sobre o Capitão América.
O Romanoff nunca se importou com a ausência de alguém para chamar de pai, longe disso, ele pouco se importava em saber quem era o seu pai.
.....
—Vamos, Leon! — novamente a ruiva chama pelo filho. — Senão iremos nos atrasar.
— Estou indo, mãe — diz o garoto descendo as escadas apressadamente. — Contra a minha vontade, mas estou indo.
A espiã revira os olhos para o filho.
Os dois saem da casa, e entram no táxi que os esperava. O carro os levaria diretos para o Aeroporto. Não demorou nem 20 minutos e eles já haviam chegado.
— Mãe, eu preciso ir ao banheiro. — avisa Leon fitando a Vingadora.
— Não demore! — a espiã estava séria.
— Pode deixar!.— o garoto mal terminou a fala e já saiu correndo na direção do banheiro
Leon encontrou um banheiro meio distante de onde a sua mãe se encontrava. Rapidamente o usou e quando saiu se deparou com uma mulher estranha. Ela tinha uma aparência boa, apesar de ter uns 54 á 56 anos, tinha uma pele branca, olhos verdes e um cabelo castanho. E usava uma roupa estranha.
— Posso lhe ajudar em algo, senhora?.— Leon perguntou educadamente.
— Ainda não, mas logo poderá.— respondeu a mulher misteriosa sorrindo.
— Como é?. — o Romanoff tinha um semblante de confusão no rosto.
— Uma pessoa virá atrás de vingança, você tem que tomar o maior cuidado possível!. — começa a mulher — Um conselho importante meu jovem:As aparências enganam, não se esqueça disso.
— Do que você esta falando?. — o garoto fica cada vez mais confuso.
— Aquela não é sua mãe?. — ela aponta pra trás, ela imediatamente checa.
— Aquela não é a mi...— para de falar assim que nota que a senhora misteriosa havia desaparecido. — Que senhora maluca!.
Leon volta e encontra a mãe parada no mesmo lugar de antes.
— Por que demoro tanto?.— pergunta Natasha cruzando os braços.
— Ah, é que o banheiro... Estava lotado, sabe. — mente. — Por isso a demora.
Leon achou melhor não contar sobre a senhora de minutos atrás, não queria preocupar a mãe a toa.
— Tudo bem! — mesmo desconfiada a mulher decide encerrar o assunto. — Agora vamos. Já fizeram a chamada para o nosso voo.
Ele acena com a cabeça e segue a mãe.
[...]
Aeroporto Nova York.
A viagem foi longa e cansativa para os dois, se bem que não tinham do que reclamar, já que foram na primeira classe.
A maioria dos passageiros vindo de Milão já tinham passado pelo saguão, mas não quem Maria Hill e Wanda Maximoff estavam esperando, os olhos das duas percorriam por todos os lados a procura da amiga. Assim que encontram uma mulher de costa para as duas, abrem um enorme sorriso, sabiam que era Natasha, o cabelo ruivo denunciava.
— Nat! Olha eu aqui!.— a morena chama a atenção.
A Romanoff se vira e encontra com as duas.
— Maria! -exclama a espiã indo até elas. Abraça a Hill primeiro. — Senti saudades, sabia?
— Eu também Nat, eu também.
— Certo!. Eu não existo mais. — comenta a Feiticeira.
— Dramática!. — sussurra a agente.
Natasha se separa da Hill e vai até a Maximoff abraçando-a também.
— Fico feliz que tenha voltado.
— Eu também!.
— Onde está o pequeno espião?. — pergunta Maria.
— Ele acabou de sair, deve ter ido em alguma lanchonete qualquer. — explicava a ruiva.— Leon não gosta muito de comida de avião, sabe? Daqui a pouco ele volta.
— Ah!.
— Agora me digam tudo que aconteceu nesses quinze anos que estive fora.
— Aconteceu muita coisa Nat, não sei nem por onde começar, deixa eu ver... O Tony descobriu que tem duas filhas, com casos do passado dele. — Maria abriu um pequeno sorriso.— O Dr Banner casou com a Beth há 10 anos, eles tem um filho de 8 anos.
— O Clint se casou com a Sharon, eles tem uma garotinha tão fofinha. — afirma Wanda. — O Thor continua casado com a Jane, Jéssica já tem 16 anos.
— Aconteceu muita coisa mesmo. — a espiã esborçou um sorriso. Estava feliz pelos amigos, principalmente por Clint. — E o Steve? Vocês não falaram dele.
— Você sentiu falta do Capitão, Nat! — acusa a Hill. A Romanoff nega com a cabeça.
— Vamos, pode ser sincera conosco.— fala Wanda.
Quando Natasha iria dizer algo, gritos da lanchonete próxima chama a atenção das três. Que rapidamente vão até o local.
— Ora sua garota estúpida, como ousas falar assim comigo?. — a ruiva reconhecia aquela voz, era do Leon.
— Ora seu idiota, foi você quem derrubou esse refrigerante na minha roupa. — retruca a garota furiosa.
— Ela está certa. — afirma um garoto que estava ao lado deles. — Você foi o culpado.
— Eu já lhe disse que não foi a minha intenção. — esbraveja o Romanoff.
— Leon, o que esta acontecendo aqui?. — a russa estava séria, como de costume.
— Mãe, eu derrubei um pouco de refrigerante nessa garota, que fico maluca na mesma hora. — se defende.
— Por que você sempre se mete em confusão, Anne?. — pergunta Maria fitando a garota com as mãos na cintura.
— Dessa vez não foi minha culpa, mãe — diz Anne.
— Verdade tia, a Anne não tem culpa. — avisa o garoto.
— Difícil de acreditar, Steve!. — Wanda se aproxima do garoto. — Você e sua prima vivem fazendo confusão.
— É só vocês olharem o vestido dela, mãe!. — notifica Steve.
— Mães? Primos? Steve?. — Natasha franze o cenho encarando as amigas. — O que significa tudo isso?.
— Esses são os nossos filhos. — Maria responde o óbvio.
— Se apresentem!. — pede a Maximoff.
— Anne Maximoff. — a garota se apresenta primeiro. — Eu sou filha da Maria e do Pietro.
— Steve... Steve Barnes!. — ele sorri. — Filho de Bucky e Wanda.
Natasha se surpreendeu.
— Agora se apresente, filho. — pede a russa se virando para o moreno.
— Leon Romanoff. — fala sem entusiasmo algum.
— Infelizmente acabamos de nos conhecer. — Steve provoca.
— Essa foi boa, primo. — Anne pisca para o Barnes.
— Ora seus....
Antes que ele pudesse terminar é interrompido pelas três mulheres.
— Chega!.
Os três bufam.
— Problemáticas!. — sussurra Steve.
— Vamos de uma vez. — pede Maria. — Próxima parada, Torre dos Vingadores!.
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