O fantasma esquecido.

6 A chegada dos exorcista e o inevitável fim.


Notas iniciais
Muito obrigada a todos que me acompanharam nesse projeto. Agradeço aos comentários e também o carinho que tiveram ao lerem. Espero que tenham gostado, conto com a opinião de todos.

Os tiros que foram deferidos por essas pelos akumas ecoava em toda Matel. E os fungers procuraram se esconder levando consigo Lala e Guzol. O jovem estava muito debilitado e tossia muito. Seu rosto pálido e cansado agora estava coberto por uma mascara, que ele achara a alguns anos nas ruinas.

Eles fugiram para o meio da cidade, onde ainda haviam vários prédios em que pudessem se abrigar.

— Quando os exorcistas chegam? – perguntou um finger a Letto.

— Logo, Toma esta trazendo eles. – ele balbuciou em meio ao som dos canhões.

— Temos de proteger o fantasma de Matel. – eles diziam já colocando suas barreiras de proteção em Lala e Guzol. Ela não desgrudava dele e sentia que o fim estava próximo para o seu amado.

Realmente estava, a doença de Guzol estava gradativamente aumentando e ele não duraria muito para poder resistir aquela luta. Andava com dificuldade e sentia como se seus pulmões estivessem se partindo.

Os akumas atiravam incessantemente e tentavam derrubar os que protegiam a Inocência. A batalha durou anoite inteira e ao raiar do dia eles conseguiram fugir, porem os monstros ainda pairavam pela cidade a procura deles.

Cansados e abatidos os membros da Ordem tentavam a todo custo suprir suas energias. Comeram e beberam um pouco e estavam prontos para tentar uma fuga para Marco. Precisavam tirar Lala e Guzol da mira assassina.

Porem a tentativa deles foi em vão. Os monstros conseguiram acertar um dos fingers, que caiu abatido e logo se desintegrou causando espanto e terror no casal que a tudo assistia.

— O que são essas coisas? – Lala quis saber quando chegaram em um esconderijo novo.

— São akumas ,como eu disse a vocês. Eles são acompanhados pela morte. – dizia um deles arfando.

Guzol agora via o seu pesadelo se tornar real. Seus pais foram abatidos por esses monstros e ele se lembrava bem disso. Sentiu um calafrio percorrer sua espinha. Precisavam se salvar daquilo.

Logo a noite chegou e eles estavam tão cansados que mal conseguiam andar. Com exceção de Lala. Em uma jogada de falta de sorte um akuma os achou e quando eles iam atirar Lala pegou uma viga de concreto que estava caída e jogou contra o monstro. O mesmo foi atingido e teve uma queda, foi tudo que eles precisavam para fugir. Mas minutos depois estavam cercados novamente. Sentiram que não havia escapatória. Os fingers montaram novamente sua barreira em volta do casal enquanto com as poucas armas que tinham tentavam deter os akumas. Sentiam que não havia esperança que aqueles seres iriam ganhar aquela batalha.

Mais um finger foi atingido enquanto despistava um deles para longe. Poucos segundos depois de o ter batido o akuma foi destruído. Enfim os exorcistas chegaram junto do fiel finger Toma.

— Exorcista. – dizia o homem enquanto o seu corpo desintegrava.

Allen Walker e Yu Kanda haviam sido enviados para lutar contra a ameaça.

Eles desferiram ataques contras os seres que por meio de suas armas eram facilmente abatidos. Os fingers que observavam tudo ao longe se sentiram aliviados, mas não contavam com uma evolução de um dos monstros. O nível dois estava nascendo naquele momento. Pondo fim a vida dos que estavam junto com Lala e Guzol.

— Fujam, por favor. – dizia Letto quando foi atingido. Era o fim homem que queria a todo custo ajuda-los.

Lala estava transtornada e fugiu junto com Guzol. Sabia de um local onde eles não tinham conhecimento, o antigo teatro onde ela se apresentava. Guzol estava visivelmente cansado. Os dias que antecederam aquele momento.

— Lala, me prometa. – ele disse em meio a tosses. – Prometa-me que eu serei o único a parar o seu coração.

— Sim, você será o único. – ela disse abraçando o tão amado homem.

Algumas horas se passaram e o barulho de tiros e de luta era audível mesmo sendo em um local tão afastado no subsolo.

A terra tremia e a boneca estava com medo de não conseguirem voltar e cuidarem do seu amado. Ela só queria que ele vivesse. Não importava se seu coração fosse dado a eles no processo. Abraçou o homem e passou a cantar para ele. A fim de acalmar o seu coração.

O barulho da luta por fim cessou e ela não sabia o que estava acontecendo. Quando avistou um rapaz de cabelos brancos e um home de cabelos negros bem longos. O mesmo estava desacordado e ferido. Decorrente da batalha travada.

Ela se assustou com eles, não sabia o que eles queriam então colocou seu amado em segurança próximo ao palco onde se apresentava e começou a agredir os forasteiros. Jogou neles uma viga que estava caída.

Allen estava surpreso ao ver a boneca e o homem mascarado. Para sua surpresa a boneca o estava atacando. Colocou Kanda no chão e começou a desviar do ataque da moça loira.

Quando percebeu que uma viga poderia atingir o companheiro ferido na batalha ele ativou sua inocência e segurou a viga que a boneca desferia contra ele.

— Você é o fantasma de Matel. – ele afirmou.

Lala cedeu em choro. Não havia sentido atacar aquele estranho sem motivos. Soltou o objeto de concreto e depois fitou o rapaz. Por algum motivo desconhecido ele lhe passava confiança.

— Eu não vou te machucar. Se você for o fantasma eu vim aqui para te proteger. – ele disse em um calmo tom. Lala sentiu a confiança que emanava do rapaz a sua frente e indo para junto de Guzol. O mesmo vendo que aqueles que chegaram não ofereciam perigo, fez um grande esforço para se sentar. E fitando ao jovem que agora estava na mesma posição que ele em sua frente disposto a ouvir atentamente. Então Lala começou a falar.

— Em um clima árido, de um dia ensolarado, Matel foi chamada de terra esquecida por todos. Os cidadãos que viviam de tristeza e agonia com o objetivo de enganar suas mentes criaram bonecas. Bonecas que podiam andar e cantar. E mesmo que a cidade estivesse se tornando ruinas e que todas as pessoas fossem embora a boneca continuava a cantar. Isso é o fantasma de Matel. Os moradores estavam escavando o solo a fim de fugir do sol, que castigava a todos. Em uma delas eles encontraram o que vocês chamam de inocência, mas por não saberem do que se tratavam colocaram esse objeto dentro de mim. – ela olhou para a homem que esboçou um triste sorriso. – Essa é a historia da minha vida.

— E eu sou o único que tem direito de fazer com que ela pare. O único que pode retirar o seu coração. – ele começou a tossir.

— Infelizmente os dias de Guzol estão chegando ao fim. – ela disse tristemente. – Deixe me apenas ficar com ele até o fim de seus dias. Depois disso você pode levar o meu coração como quiser. Mas por favor. Deixe me ficar com ele até o fim.

Allen ouvia tudo atentamente e sentiu que não poderia roubar esse direito de Guzol. Já que a vida de ambos era difícil.

— Não, não podemos esperar tanto tempo. – Kanda já de pé porém um tanto instável.

— Não podemos roubar esse direito de Guzol. – Allen dizia.

Nesse momento o akuma nível dois com quem eles lutavam emergido do solo. Atingindo Lala e Guzol que estavam abraçados. Sua garra atravessou os dois. Lala estava consciente, sentiu que a vida de Guzol estava se esvairindo pouco a pouco. Mas o seus sentidos estavam se perdendo pouco a pouco. Já que a Inocência era arrancada do seu corpo pelo akuma.

Uma batalha começava a ser travada entre Allen e o monstro agressor, Kanda também auxiliou como pode, mesmo machucado. Mostrando determinação e força de vontade Allen vence o monstro.

Após isso ele observa o corpo de Lala se mover mecanicamente até o seu amado. Ele ainda estava vivo, porem todos sabiam que não por muito tempo.

— Lala. – ele dizia.

— Humano, gostaria de ouvir uma canção? – a voz que um dia fora tão doce e gentil hoje saia mecanizada e superficial.

— Sim. Cante para que eu durma Lala. – ele disse com esforço.

A Inocência já estava em posse dos exorcistas. Mas alguém tinha de parar a boneca.

Kanda estava indo em direção aos dois quando Allen o interrompeu.

— Não, por favor. Guzol amava Lala e só ele tinha direito de parar o seu coração.

O moreno respeitou a contragosto a desejo do mais novo. Saindo em seguida para tentar contatar a Ordem Negra sobre a missão cumprida.

Allen deixou os dois a sós, sentou se na escadaria do velho teatro e lá se pós a pensar e a ouvir a voz da boneca que ecoava por Matel.

Três dias e três noite se sucederam.

— Você não acha que já esta na hora de irmos? – Kanda já totalmente ileso dos ferimentos sentou-se ao lado do rapaz melancólico.

— Eu quero respeitar a vontade deles até o fim.

— Lembre-se que somos destruidores. – ele levantou-se se dirigindo ao local onde os dois estavam.

Allen preocupado foi atrás dele. Quando lá chegaram a musica parou. Guzol havia morrido e a boneca estava quebrada. Allen se aproximou do casal e pode segura-la antes que ela desabasse. Seus olhos fitaram os dela que agora parecia tão superficial como de qualquer outro brinquedo. Uma lágrima sorrateira escorreu pelo seu rosto, parando na roupa do rapaz que acariciou seu pálido rosto.

— Obrigada. – essa foi a ultima palavra da boneca.

— Eu quero ser um destruidor que salva vidas. – Allen disse enquanto colava a testa na da boneca sentindo a pele dela virar apenas algo frio e inerte.

O corpo de Lala foi enterrado ao lado do de Guzol por Allen. Eles decidiram que o velho teatro seria um local ideal para que eles ficassem.

Enquanto Kanda partiu em outra missão. Já Allen observava a cidade um pouco. Tendo consigo a Inocência de Lala.

Uma lagrima escorria pelo seu rosto enquanto se afastava, junto com timcanpy , da não mais esquecida cidade de Matel. Levando consigo Lala em seu coração.

Notas finais
Beijos e mais uma vez eu agradeço.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!