O fantasma do gato
1 Capítulo Único
Notas iniciais
—Olá, Ladybug. — disse Mestre Fu
1 ano depois
O lugar era escuro, só havia uma grande janela para o exterior, que no momento estava fechada. As seis pessoas lá não se importavam com a escuridão pelo simples fato de não terem tempo para abrir a janela. Estavam ocupadas demais brigando entre si.
Cada um possuía uma joia diferente e cada joia representava um animal diferente. As joias também concediam poderes, e cada uma concedia um poder diferente. Óbvio. Duas dessas joias, concediam mais poder que as outras, e esse era o objetivo da dupla que incluía os dois mais velhos, os possuidores do broche da mariposa e do leque do pavão, roubar as duas joias.
Essas duas joias eram o brinco da joaninha e anel do gato preto, que concediam o poder da criação e destruição respectivamente, e juntos o poder absoluto.
O quarteto dos mais jovens protegiam essas joias, e mais os menos desejados colar da raposa e pente da abelha.
Com o pente da abelha, estava uma garota loira. Com o colar da raposa, uma garota ruiva. Com o brinco da joaninha, uma garota com cabelos que lembravam o azul. Com o anel do gato, um garoto loiro. Todos de 15 anos. Com o leque do pavão, uma mulher com cabelos pretos e por fim, não se podia ver a cor do cabelo do dono do broche da mariposa. Esses já eram adultos.
Seguiram assim por horas, numa luta de socos, armas e quase sem os poderes das joias. Até o momento que isso mudou. Pareceu um clique conjunto, todos começaram a usar a magia de suas joias ao mesmo tempo. Foi assim que a destruição começou. Um convocou aliados, outro começou a fazer objetos se corroerem, outro a evocar objetos, outro a... Vocês já entenderam.
Aquele que convocou aliados era o dono do broche da mariposa e se intitulava Hawkmoth. Seus aliados também possuíam habilidades mágicas, mas não foi tal coisa que padeceu com seus adversários.
A joaninha, Ladybug, enfrentava diretamente Hawkmoth. A abelha, Queen Bee, enfrentava a mulher com o leque do pavão, Le Paon. E o gato, Chat Noir, e raposa, Volpina, os aliados, que usando o poder de sua joia, Hawkmoth evocou.
Entre os evocados, akumatizados, melhor dizendo, havia as mais diversas habilidades. Um congelava quem tocasse, outro pegava fogo, outro era hipinotizador. Porém, o que causou problema foi o arqueiro.
Acho que não mencionei que havia uma relação de amizade, de uns meses inclusive, entre o quarteto. Destaque maior para Ladybug e Chat Noir. Eles se conhecem a mais tempo que os outros e a relação entre eles chegava a estar acima de amizade. Pelo menos para Chat Noir, ele era apaixonado por Ladybug. Não, apaixonado não. Isso parece fraco, ele a amava. E por isso, quando o problemático arqueiro atirou em Ladybug, ele correu para protegê-la. Ao invés de acertar Ladybug, a flecha acertou-lhe o peito, o que é fatal.
Ladybug na hora virou-se para ele, desesperada.
—Chat... Não...
Ladybug não poderia suportar que ele morresse. Talvez não o amasse como ele queria, mas ainda o amava. E teria preferido morrer a vê-lo morto. Se não estivesse com risco de vida, deitaria em seu corpo e choraria até ouvir seu último suspiro. No entanto, estava, e no lugar de chorar, segurou as lágrimas e ouviu o que ele tinha a dizer:
—O anel... use o anel...
—Mas é proibido.
—Você... cof cof... permissão... cof cof... use... cof cof... anel... — E não disse mais nada
Ladybug fez o que ele disse. No instante que pôs o anel no dedo e o ativou, uma luz cegou a todos. Quando voltaram a enxergar, o leque estava na mão de Queen Bee e o broche na mão de Volpina. Os dois adultos estavam desacordados, os akumatizados haviam sumido e o que quebrou se juntou novamente. Boquiabertas, Volpina, Queen Bee e Ladybug disseram em uníssono:
—Wow! O poder absoluto...
Então Queen Bee e Volpina olharam para onde jazia o corpo de Chat Noir, agora sem a roupa que lhe escondia fornecida pelo anel.
—Ai não! Adrien! — disseram desesperadas, tristes e preocupadas
—Marinette ficará abaladíssima... — dizia Volpina
—Meu primeiro amigo... — dizia Queen Bee
—Adrien?! O modelo? O que tem... — dizia Ladybug, então olhou para onde olhavam
Enquanto Chat Noir era apaixonado por Ladybug sem saber quem ela era, Ladybug era apaixonada por Adrien sem saber que ele era Chat Noir.
Ladybug não pode suportar que Chat Noir morresse. Agora descobriu que ele levou Adrien junto... Primeiro se sentiu quebrada, sem um motivo para viver. Depois se sentiu desesperada e perdida e por fim se sentiu infeliz. Começou a chorar. Foi quando veio a raiva.
—É tudo culpa dos miraculous! Sem essas joias você ainda estaria aqui, comigo... Espera! Essas joias! O poder absoluto! Eu posso trazê-lo de volta!
—Ladybug, não! Isso é proibido. — alertava Volpina
—Você sabe as consequências! — alertava Queen Bee
Mas Ladybug as ignorou.
Ressuscitar os mortos não é fácil. Ela se concentrou e se esforçou quando de repente...
—Pare!
Era ele, a voz dele. As três olharam para o corpo, esperando que ele acordasse. O que não aconteceu.
—Atrás de vocês.
Elas se viraram e se espantaram.
—Fantasma! — disseram juntas Volpina e Queen Bee
Ladybug correu para abraça-lo.
—Adrien... — disse soltando-o
—Como você apareceu aqui? — perguntou Volpina
—Ladybug me evocou. Aliás fiquei sabendo que vocês me conhecem... Vou adivinhar quem são. — ele deu uma pirueta e ficou vestido feito um gênio com uma bola de cristal —Ser fantasma é muito legal!
Adrien mexeu as mãos na bola e sem nada acontecer disse:
—Volpina é Alya Cesaire, Queen Bee é Chloé Bourgeois e Ladybug... Ladybug é... Marinette Dupain-Cheng... — E sorriu
...
—Está quase pronta amiga. Está ficando uma noiva linda.
—Será que Antônio vai gostar? — perguntou Marinette
—É claro que sim. — respondeu Alya
Marinette finalmente havia superado Adrien e achado outro homem, Antônio. E finalmente se casariam. Alya a estava com o vestido.
Minutos depois, ouviram passos.
—Antônio, você não pode ver meu vestido antes da festa. Dá azar. — disse Marinette
—Quem é Antônio? Aquele que fará o que não consegui em vida?
—Adrien! — disseram juntas Alya e Marinette
—Olá My Lady. Alya.
—Como veio para cá? — perguntou Marinette
—Licença para assombrar. Você não faz ideia de como é difícil conseguir uma dessas. Mas eu jamais perderia seu casamento.
—Eu senti tanto a sua falta... — E Marinette correu para abraça-lo
Alya só olhava tudo sorrindo.
O abraço longo, foi seguido de um longo beijo nos lábios. O primeiro e último que dariam.
Alya sorriu:
—Prometo não contar para o Antônio. — disse ela
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