– John! — chamou-me Mary

– Calada — disse Sherlock, que estava apontando sua arma para ela

– Olá John — disse Moriarty — Como está?

– Sherlock, pode me explicar isso? — falei — O que ele faz aqui e por que Mary e sra. Hudson estão amarradas?

– Ah, dr. Watson, pensei que já soubesse da notícia. Pelo visto, pensei errado. — disse Moriarty, guardando a arma.

Sherlock também guardou a dele e se apoiou na parede. James veio em minha direção, permaneci parado, ele me rodeou e sentou ao lado de sra. Hudson e de Mary, abrindo espaço entre as duas.

– Por que está aqui? — perguntei

– Por que ele quis — disse Moriarty, apontando para Sherlock.

Olhei para James, depois para Holmes, que me retribuiu o olhar e baixou a cabeça. Entendi aquilo como "desculpe, John".

– Não entendi, como assim "por que ele quis"? — perguntei, olhando novamente para Moriarty.

– Digamos que Sherlock se aliou a mim. — disse ele

– Não... Sherlock... você... — falei, tentando acreditar no que ouvi, e pelo jeito, aquilo era a mais pura verdade.

– Desculpe, John. Vai ter que ser assim. Fique com o 221B, eu irei embora da Inglaterra. — falou Sherlock

– Pare de ser tão dramático, sabe que eu odeio isso, Sherlock — falei

Então, aconteceu a coisa mais inapropriada para aquele momento. Mary conseguiu se soltar, correu até mim e eu a abraçei. Na mesma hora, Sherlock pegou a arma e a apontou para mim.

– Vá em frente, Sherlock — disse Moriarty, se levantando e dizendo no ouvido de Holmes — Vamos lá. Só precisa apertar o gatilho, ou eu a matarei. Você decide.

– Sherlock, querido, não mate seu melhor amigo, eu gosto dele. — disse uma mulher que havia acabado de entrar na sala.

Holmes baixou a arma e olhou para a mulher.

– Irene Adler?! O que faz aqui?

– Estou surpresa que ainda se lembre de mim. — então ela entrou e se sentou no sofá, do lado oposto de onde estava a sra. Hudson. — Olá, James.

– Mandei você não aparecer, não me entendeu? — disse Moriarty.

– Ah, não sou daquelas garotas que gostam de cumprir ordens dos homens.

– Certamente não — disse Holmes

– Olá, dr. Watson. — cumprimentou-me Irene.

– Agora não estou entendendo mais nada. Alguém me explique, por favor — falei

– John, vou explicar — disse Sherlock.

Depois ele bateu a arma com toda a sua força do rosto de Moriarty. Ele caiu, mas ainda estava acordado.

– Corra, John, corra. Leve todos daqui, vá! — disse ele, apontando a arma para Moriarty, mas olhando para mim.

– Vamos — peguei Mary e sra. Hudson e saí. Irene não veio conosco, ela preferiu ficar com Sherlock.

Quando cheguei lá embaixo, ouvi barulhos de tiros certamente vindos do 221B. Chamei um táxi e pedi para que Mary e sra. Hudson entrassem e fossem para o St. Barts e comunicassem a polícia. O táxi partiu e eu fiquei na rua Baker. Então, me escondi para ver quem saía do 221B, mas para a minha surpresa, ninguém saiu, mas Molly Hooper entrou seguida de um homem que mantinha uma arma apontada para ela.

Fiquei confuso. O que significava aquilo, afinal?