Depois que a Scotland Yard saiu, pedi para Mary ficar comigo no 221B até que Sherlock aparecesse. Ela aceitou, mas vi nos olhos dela que ela não gostava muito do lugar, trazia más impressões à ela. Acho que é por que Sherlock foi a segunda pessoa(a primeira foi Magnussen) a saber que ela era uma fraude. Olhei pela janela para ver se via Sherlock por ali, mas o que eu vi foi um carro preto, parado em frente à casa. Soube, na mesma hora, que era Mycroft.

– Mary — falei, desviando o olhar para ela — Vou ter que ir ver uma coisa ali.

– John — disse a sra. Hudson, entrando na sala — Estão chamando você lá embaixo.

– Sra. Hudson, fique com Mary, por favor — Dei um beijo em Mary e saí.

Quando cheguei lá fora, o motorista pediu para que eu entrasse no carro. Ele estava de terno e do lado de fora do carro, em pé. Entrei no carro e ele me levou direto para a casa de Mycroft. Ele estava me esperando sentado em um sofá, lendo um jornal.

– John — disse ele, levantando-se, guardando o jornal e me dando um aperto de mão.

– Olá, Mycroft — falei, retribuindo o aperto

– Vamos até a minha sala, quero conversar com você

– Certo.

Assim que entramos, ele fechou a porta e se sentou em um sofá. Havia outro sofá de frente para Mycroft, mas permaneci de pé, olhando para ele.

– Sente-se, dr. Watson — disse Holmes, fazendo um gesto com a mão para que eu sentasse.

– Obrigado — falei, me sentando

– John, quero que fique de olho no Sherlock, e dessa vez é pra valer.

– Ele veio aqui?

– Faz meses que ele não vem aqui. Não tive contato com ele durante esse tempo.

– Espere, espere. Está dizendo que não falou com Sherlock esses dias?

– Não, não falei.

– Então com que ele falava ao telefone? — falei baixinho, mas Mycroft ouviu.

– O que?

– Sherlock disse hoje cedo que estava falando com você e você deu um caso a ele...

– Não, pelo menos, não me lembro disse.

– Então, se não era você... com quem ele falava?